Something Wicked

2 Capítulo 02 - Possessão e Morte


Notas iniciais
Espero que gostem. Se tiver algum erro avsiem, plz e digam em que palavra é e em que parágrafo.

Ao chegarem ao segundo andar da casa, os adolescentes pararam. Começaram então a ouvir sussurros e gemidos vindos do banheiro, onde dona Bete estava tomando banho. De repente, uma torneira se abriu e um barulho irritante soou por toda a casa.

A porta do banheiro se abriu e a torneira foi arremessada para fora, batendo na parede e ricocheteando num quadro velho. Todos se assustaram. Marcos pegou o objeto do chão com a mão direita e ficou com ele na frente do corpo, tentando se proteger de qualquer coisa que acontecesse.

O clima estava tenso. Tudo escuro, praticamente, exceto uma luz fraca que vinha da fresta da porta que estava entreaberta. Os gemidos se tornaram mais altos a cada segundo e um estranho barulho fez todos ficarem boquiabertos. Alguém caminhava no teto.

– AAAAAH! – ouviu-se do banheiro. Todos recuaram.

– O que será isso? – indagou Fabiana, aos prantos. Os garotos tomaram a frente e foram se aproximando devagar. Eles suavam. Estavam apavorados. Não sabiam o que iriam enfrentar. A dona Bete havia arrancado aquela torneira com a própria mão? O que estava acontecendo lá dentro.

– Filha...! – ouviu-se de repente a voz de Bete. Maíra não se segurou e correu ao banheiro. Lá estava sua mãe, deitada no chão, nua. Seus peitos enormes encontravam-se cheios de sangue e as pernas com marcas roxas, assustadoras. Seus cabelos eram castanhos, quase pretos.

– Mãe! – exclamou ela, pondo uma toalha para proteger o corpo da mãe. Ajudou Bete a se levantar. Todos estavam paralisados de pavor. O que havia acontecido com dona Bete. Era um mistério.

José tentou ajudar Maíra, assim como Irene. Todos levaram a mãe da garota até o seu quarto. Lá, a mesma se sentou e trocou de roupa.

– O que houve com você? – indagou Maíra. Sua mãe tinha o olhar vidrado. Além disso, os olhos eram cheios de olheiras e ilhós gigantescas. Ela nunca tinha tido isso.

– Eu não sei. Pareci ter apagado e quando voltei ao normal me encontrei no chão, sangrando – explicou.

Marcos ainda não tinha baixado a guarda. Segurava a torneira firmemente e nem percebia que uma parte quebrada e pontuda dela estava abrindo um machucado na mãe dele.

– Tem certeza que não sabe? – perguntou Cláudio em um tom sério e desafiador. As garotas o fitaram com cara de desaprovação, mas o garoto sabia que algo de muito estranho havia acontecido com a dona Betânia, mulher que sempre chamavam de Bete.

– Sim – respondeu ela, mostrando um tom de irritação na voz. Ele ficou observando todos e de repente caiu para trás. Maíra e José foram até a mulher, para ajudá-la, socorrê-la. Bete estava muito estranha. O grupo continuava apavorado.

– Mãe? – perguntou Maíra, dando um passo para trás.

– Saiam daqui – falou em um tom baixo. Seus olhos então se reviraram nas órbitas e tomaram uma coloração vermelha bem escura. A pele dela começou a tornar-se escura, cada vez mais. Os jovens pensaram em fugir, mas quando perceberam a porta estava trancado. Ouviu-se gritos muito altos daquela criatura, antiga mãe de Maíra.

Estava possessa. Ela levantou-se em menos de um segundo e levantou a mãe. Ao invés de unhas, tinha garras, coberta por uma coloração bem clara, parecida com a cor prata. Ao levantar o membro direito, tentou desferir uma pancada forte contra os adolescentes, mas Marcos lançou a torneira, que impediu um primeiro golpe.

– Idiota! – gritou Bete com uma voz grave. Havia se tornado um demônio, algo que ninguém acreditava existir. Mesmo assim, não tinham certeza. Ao tentarem pensar nisso, Bete saltou com velocidade e pôs sua mão contra o pescoço de Marcos, começando a sufocá-lo.

– Pare, por favor! – gritou Fabiana, chorando. Todos deram passos para trás, exceto José. Ele estava com a torneira agora. Deu com tudo no rosto de Bete, que ficou com um corte feio. Ela rugiu e partiu para cima do garoto. Deu-lhe dois socos que fizeram três dentes dele cair e uma enorme quantidade de sangue ser perdida.

A cena daquele quarto estava horrível. Foi aí que Maíra se lembrou da janela. Ela e Irene correram para abrir a janela, mas estava emperrada. Talvez também havia sido trancada por uma força paranormal, como quando Bete trancou a porta de saída.

– Não! Não! Por favor! – gritavam todos. Marcos e José estavam inconscientes. Neste instante, batidas frenéticas foram ouvidas na porta de madeira. As crianças sabiam que devia ser alguém para ajudar e correram para tentar abri-la, mas a mão incrivelmente forte de Bete os impediu. Quando todos perceberam, alguém havia feito um buraco na madeira, usando um machado afiado.

– O que está acontecendo aí? – gritou uma voz masculina, seguida de gritos histéricos femininos. Mais pancadas com o machado foram desferidas. De repente, haviam várias pessoas dentro do quarto. Elas se atracaram em Bete e prenderam com correntes fortes de aço.

– Vocês estão bem? – indagou uma mulher de cabelos castanhos. Ela tinha uma cicatriz horrível na bochecha. Irene apontou para José e Marcos que estavam caídos e a mulher imediatamente chamou pessoas para ajudá-los.

Um grupo de cinco homens estava tentando segurar a Bete. Ela continuava possessa. Foi numa falha de dois homens que ela conseguiu soltar a mãe esquerda. Depois disso já era. Fincou as garras no coração de Jake, o vizinho de Maíra. A garota gritou e no mesmo instante ouviu um barulho alto e seco. Uma bala atravessou o quarto e atingiu a cabeça de Bete. A mesma permaneceu de pé.

– Pare! – tentou gritar Maíra. Ela estava sendo segurada por Fabiana que continuava a chorar. Todos por ali haviam presenciado cenas estarrecedoras. Não agüentavam mais. Foi quando mais tiros vieram e Bete caiu, com sangue manchando o colchão de casal de sua cama.

De repente, os olhos de Bete voltaram ao normal, igual a sua pele e unhas. Mas ela já estava morta. Já haviam matado a coitada. Maíra caiu no chão, com o calcanhar na bunda, aos prantos, sendo consolada pelos amigos consciente. Sua mãe havia morrido e seu pai não a perdoaria, mesmo que soubesse da verdade.

– Mamãe...

Notas finais
O que gostaram? O que não gostaram? Valeu!