Something Stupid
14 XIV. aquele sobre astoria greengrass
Notas iniciais
Dependendo da forma como você escolhesse contar a história, ela começava com Astoria Greengrass. A mulher era uma romântica incurável. E escolhera encher sua casa com todo tipo de música, livro ou imagem que remetesse à histórias de amor. Seus lábios estavam sempre entoando canções apaixonadas. Suas prateleiras estavam repletas de romances açucarados. Scorpius Malfoy, seu único e incondicionalmente amado filho, havia herdado sua devoção ao romantismo.
Talvez fosse algo que houvesse sido entalhado no código genético do menino. Talvez fosse apenas a doce influência materna – ele sempre fora um filhinho da mamãe. De uma forma ou de outra, o que importava era que Scorpius era um entusiasta do amor. Um sonhador que vivia com a cabeça nas nuvens, esperando pelo momento em que viveria seu próprio romance épico. Se isso fazia dele um jovem um tanto emocionado, quem poderia culpá-lo?
Quem poderia culpá-lo por ter se encantado por Rose Weasley, no instante em que se conheceram, e ter passado 16 anos nutrindo sentimentos pela garota mais incrível na qual já pusera seus olhos? Quem poderia culpá-lo por ter se empolgado, quando finalmente se tornaram “algo”? Quem poderia culpá-lo por dizer que a amava, quando essa era a verdade?
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