Something Stupid
11 XI. aquele sobre batidas na porta
Notas iniciais
Dependendo da forma como você escolhesse contar a história, ela começava com uma batida na porta. Era uma sexta-feira chuvosa e Scorpius Malfoy estava perdido nas páginas de um livro, quando sua vizinha do 302 – aquele apartamento que ficava um andar abaixo do seu – apareceu em sua casa, pedindo açúcar emprestado. Poderia não ser nada além de uma trivialidade, se a vizinha em questão não fosse Rose Weasley.
Os dois ficaram chocados. Ainda assim, a coincidência não era obra do acaso. Fora Albus quem indicara aquele prédio à prima, quando descobrira que ela estava procurando um novo lugar para morar, afinal. E se a moça não havia ido com a cara dos vizinhos de andar, preferindo descer um lance inteiro de escadas na busca por rostos mais simpáticos, a culpa era inteiramente dela. De qualquer forma, ambos apreciaram a coincidência.
A partir daquele dia a porta do rapaz passara a ser solicitada com frequência. Fosse porque era uma péssima dona de casa e estava sempre com algo faltando em sua cozinha. Fosse por seu medo irracional de baratas. Fosse porque estava entediada. Fosse porque sim. Não importava o motivo, Rose Weasley estava sempre batendo à porta de Scorpius Malfoy.
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