Notas iniciais
Bom, os agradecimentos nesse capítulo vão especialmente ao Romulo, que foi quem criou a storyline do Puck.
Espero que gostem little monkeys *---*

Puck P.O.V

Como começar a história de um badboy? Você já parou para pensar que não nascemos assim, mas nos tornamos isso?

A verdade é que eu sempre fui o tipo de garoto que não vai à escola por vontade, mas por obrigação. Eu estudava com gente dos mais diferentes grupos, porém o meu era o melhor.

Nós éramos a máfia do 8º ano. Eu, Harry Watson, Henry Carmichael e Ed Foster. Até que Ed, nosso “cérebro” partiu. Algo sobre uma avó doente, não me lembro ao certo. E foi então que eu me tornei o líder do bando. Raspamos nosso moicano juntos, ele seria nossa marca, nossa assinatura. Algo que nos diferenciaria dos demais. Porém isso foi um sinal para que os professores nos colocassem em salas separadas, prevendo que só traríamos mais problemas. Basta dizer que minha vida se tornou um inferno longe deles, por diversos motivos.

Logo no primeiro dia na sala nova, eu me sentei na carteira favorita de um garoto repetente, Jack Porter. Normalmente eu teria dado conta dele, com os caras na minha retaguarda. Mas eu estava sozinho. E o que se seguiu foi uma bela surra, a primeira de várias.

Eu nunca deixei minha mãe saber de nada, sempre disse que era um tombo ou uma brincadeira que havia sido mal planejada e havia saído do controle. Mas a minha vida era um inferno, até o dia em que eu conheci ela...

Eu estava atrasado para a escola, como sempre. Chovia muito e minha mãe havia se esquecido de deixar um guarda-chuva antes de ir trabalhar. Eu atravessei a escola, encharcado, e quando entrei na sala, todos me encararam. Tentei ser o mais discreto possível, mas meu tênis estava muito molhado e eu escorreguei, caindo no meio da sala.

Todos riam e apontavam, e eu sentia meu rosto ardendo, enquanto desejava ser um avestruz e enfiar meu rosto no chão. Foi quando eu vi sua mão a minha frente, disposta e me ajudar, e ao olhar para cima, me deparei com os olhos azuis de Rosie O’Maleey.

_ Você está bem? – ela perguntou preocupada, e sua voz era doce. Eu assenti, ainda surpreso, enquanto ela me ajudava a levantar sob os olhares de todos na sala – Vem, vamos te secar. Você pode ficar doente.

Rosie era a garota mais linda e delicada de todo o colégio. Como o próprio nome sugeria, ela era suave como uma pétala de rosa, e tão delicada que eu acreditava que ela poderia se ferir se eu a tocasse. Ela era ruiva, e seus cabelos caiam em ondas suaves por seus ombros, e eles emolduravam seu rosto claro e seus olhos azuis vibrantes.

Ela secou meu cabelo e rosto, cuidou de um ralado no meu joelho, entrou no vestiário masculino para pegar roupas no meu armário... Ela se tornou minha primeira amiga naquela sala infernal.

Ela começou a ir a minha casa. Me ouvia tocar, deitava comigo na grama para ver as nuvens, brincava com a minha irmãzinha. Eu não queria admitir, mas estava fazendo a única coisa que nunca havia me imaginado fazendo: estava me apaixonando.

Meu pai havia ido embora quando eu era criança. Ele voltava ocasionalmente, e sempre para ser um porco e babaca maior que na vez anterior. Eu nunca entendi o que era o amor, até conhecer Rosie.

Um dia eu criei coragem e a beijei. Foi estranho, foi meu primeiro beijo. É, eu sei, sou um babaca. Mas foi com ela. E foi especial. Ela se tornou minha primeira namorada e tivemos três semanas perfeitas, em que eu achei que a vida não podia ser mais bonita. Ela era a garota mais linda do mundo, e eu o sortudo que a conquistara. Eu fazia de tudo por ela, dava flores, cantava músicas. Mas isso não era o suficiente.

No dia que completou três semanas do nosso primeiro beijo, peguei meu violão, comprei um buque de flores e fui a casa dela. Qual não foi minha surpresa ao vê-la aos beijos com Harry, meu suposto “amigo”.

_ Rosie? – minha voz era incrédula, e quando ela soltou Harry, seu rosto assumiu tonalidades de vermelho que eu desconhecia. Harry me lançou um sorriso sacana, enquanto ela me puxava para longe dele.

_ Eu sinto muito Noah, mas não dá. Você é legal e tudo mais, mas é romântico demais. Eu quero alguém com mais pegada, que me dê mais beijos do que declarações.

Eu não conseguia falar nada, não conseguir entender. Ela ainda tentou falar algo, mas eu sai de lá, a deixando sozinha. As palavras dela ainda ecoavam por minha mente.

Harry, é claro, fez questão de contar para todos. Todos me zoaram, as provocações aumentaram, e as brigas também. E eu estava mais do que sozinho, mas agora a raiva me movia e ninguém podia me deter. Harry caiu nos meus socos, e Henry também. E tudo por uma decisão...

No primeiro soco que levei após o acontecido, meu olho arroxeou, mas não havia Rosie nem ninguém para me ajudar. Eu então fui para casa, tomei um longo banho, deixei as últimas lágrimas de fraqueza escorrerem e cheguei a conclusão que, assim como havia acontecido com os meus pais, o amor havia me machucado. O amor deixava as pessoas fracas, e não havia espaço para fraqueza no mundo. Então, eu jamais amaria outra pessoa.

Eu pegaria todas, não me apegaria a nenhuma. Elas implorariam por mim, clamariam o meu nome, fariam de tudo por uma nota da minha guitarra. Eu seria um deus, o cara dos sonhos de qualquer garota. E minha vida foi assim... Até hoje.

Porque hoje, eu vou me casar com Quinn Fabray.

Notas finais
E ai gente? Que tal?
Gostaram, não gostaram?
Querem mais?
Beijos