Something Like Love
15 capítulo catorze.
Patrick sentou-se novamente, não me encarando diretamente. \"Agora eu fiquei com vergonha da minha confissão idiota.\" ele riu curtamente, examinando qualquer coisa em seu quarto que não fosse meus olhos.
\"Não achei idiota.\" as palavras saíram antes do que eu havia percebido. \"Nem um pouco.” disse séria, o que o fez olhar para cima, ainda sem me encarar diretamente. Sentei-me mais perto dele. \"Tá certo que eu havia imaginado bem diferente, mas do seu jeito foi bem melhor.\" sorri largo, lembrando de meus devaneios babacas.
Como ele nada disse, tomei sua mão esquerda em minha direita. Patrick corou levemente, e apertou minha mão. \"Pat. Olhe pra mim.\" ele fez o que eu pedi e nossos olhos se encontraram. Ele corou violentamente, e, mais uma vez, eu o achei extremamente adorável. \"Se você acha isso constrangedor, imagine se quase todos seus amigos lhe perguntassem se você realmente gosta dele. Dele, nesse caso, sendo você.\" completei, vendo que não havia explicado claramente.
Isso não foi de grande ajuda, pois ele passou para um tom de escarlate. Sem saber o que fazer, ele ficou examinando minha mão junto à dele, apertando-a de leve quando parecia querer dizer algo. “Ok, eu não sei como fazer isso.” Ele confessou depois de um tempo “Não tenho experiência nessa área. Mas eu queria tornar isso... oficial.” Ele foi escondendo o rosto nos joelhos enquanto falava, sua mão ainda firme na minha. “Não sei se consigo juntar coragem o suficiente para realmente perguntar.”
“Pat?” perguntei baixo, já sabendo o que eu faria. Ele hesitou, mas levantou o rosto ainda rubro para olhar para mim. Puxei sua mão e fui para frente, deixando-o atônito com mais um beijo curto. “Pronto.” Sorri, provavelmente tão vermelha quanto ele “Agora é oficial.” Embora envergonhado, seu sorriso tornou-se mais uma vez radiante, e ele puxou-me para perto dele, me fazendo corar dessa vez.
Acordei sem saber que horas eram, com Kevin entrando e saindo do quarto, fazendo bastante barulho, obviamente tentando nos acordar. Sentei no colchão, me apoiando com uma das mãos e esfregando os olhos com a outra, quando ele entrou novamente.
\"Bom dia, Lilly!\" ele sorriu \"Te acordei?\" perguntou, se fazendo de inocente.
\"Na verdade, sim. Agora tanto faz, já estou acordada.\" respondi, em meio a um bocejo. Olhei para o lado. Pat ainda estava dormindo, virado de lado, a coberta cobrindo boa parte de seu rosto. \"Que horas são?\" perguntei ao menor.
\"Nove e meia, mais ou menos.\" disse Kevin, também olhando para Patrick \"Vai ser impossível acordar esse aí.\" comentou, balançando a cabeça. \"Não creio que você me acordou cedo assim por motivo nenhum.\" reclamei, afundando o rosto nas mãos.
\"Você chama isso de cedo? Eu estou acordado desde as sete da manhã.\" Lancei-lhe um olhar surpreso, mas ele parecia achar aquilo bem normal. \"Quer tomar café?\" só então percebi que estava com fome.
\"Eu estava pensando em esperá-lo.\" apontei para o garoto adormecido. Kevin lembrou-me de que ele passou quase uma hora entrando e saindo do quarto, derrubando coisas, tentando acordá-lo também. \"E se eu o chamar?\" era uma idéia idiota, se nem com todo aquele barulho ele acordou, imagine se iria despertar apenas com minha voz e um toque. Kevin segurou uma risada.
\"Vá em frente\" ele me disse. Isso não me motivou nem um pouco, mas eu não queria voltar atrás. Chamei-o algumas vezes, mas não obtive resposta. Sacudi de leve seu braço, toquei em seu rosto, e nada. \"Aposto que se você der um beijo nele, ele acorda..\" quando o garoto viu o quão vermelha eu havia ficado, completou \"Não assim! Caramba.\" suspirou \"Eu quis dizer um beijo no rosto.\"
Olhei para as pálpebras cerradas de Patrick, ainda sentindo meu rosto muito quente. Hesitei por um segundo, e depois me virei para Kevin, que estava assistindo à cena encostado no batente da porta. \"Quer saber?\" levantei devagar \"Vamos deixar ele dormir. Quando ele estiver com fome, ele aparece.\" ele riu.
Fomos à cozinha, e Kevin me ajudou a preparar meu café, apesar de eu ter dito que poderia fazer sozinha. Ele também fez um pão para si, sabendo que eu me sentiria mal sendo a única a comer.
\"Já volto, ok? Vou ver como mamãe está.\" me avisou, pousando seu prato na pia.
\"Ela ainda não melhorou nada?\" eu sabia que Patricia estava doente, mas nenhum dos três me disse o que era, e eu não seria intrometida a ponto de perguntar. Kevin abaixou a cabeça ao concordar, os olhos marejados de lágrimas ao me lançar um último olhar antes de sair.
Sem saber o que fazer depois de terminar, tomei a liberdade de lavar a louça, uma vez que a esponja e o detergente já estavam à mão. Não demorou muito, ouvi uma voz conhecida atrás de mim.
\"Achei que você fosse a hóspede aqui.\" disse Patrick, tirando a esponja e o prato que eu estava lavando de minhas mãos, continuando o que eu havia começado.
\"Bom dia para você também.\" disse, secando minhas mãos em um pano de prato que residia em cima da mesa.
\"Bom dia.\" ele sorriu largo, secando as mãos em sua calça ao terminar. Me aproximei devagar, dando-lhe um breve beijo de bom dia. Patrick tornou-se escarlate no mesmo momento.
\"Você vai ter que se acostumar, Pat.\" disse rindo, me afastando novamente.
\"Eu sei, mas pode demorar um pouco.\" ele tentou sorrir, ainda vermelho.
\"Eu sabia que vocês iam se acertar logo.\" Patricia sorriu da porta, muito pálida e segurando seu roupão rosa fechado. Nos afastamos rapidamente, e eu fiquei quase tão vermelha quanto Patrick já estava. \"Ah, não, queridos, por favor. Eu sabia que isso iria acontecer, mas fico feliz que demorou menos do que eu esperava.\"
\"Todos já sabiam, então.\" ele suspirou, olhando para o teto.
\"Queridos, por que vocês não saem hoje?\" Patricia perguntou quando Kevin apareceu ao seu lado \"O dia está lindo, vocês deviam aproveitar.\" ela sorriu meigamente como sempre.
\"Mãe, eu não acho qu-\" começou Patrick, mas ela o interrompeu.
\"Bobagem. Silvia deve chegar logo, eu não vou ficar sozinha.\"
Meio que forçados, saímos de casa, e fomos sentar num dos bancos da praça do bairro. Kevin e Patrick estavam calados, e eu sabia que eles não queriam ter deixado Patricia em casa. O menor murmurou algo sobre ir à casa de um amigo, e subiu a rua principal correndo.
\"O que há com sua mãe?\" eu perguntei, sem saber se realmente devia fazê-lo. \"Por que ela pediu que saíssemos?\"
\"Ela... não está feliz com as coisas do jeito que estão agora. Ela tem muitas preocupações, e tem medo que eu e Kev a achemos fraca, incapaz de lidar com a situação.\" ele fez uma pausa, olhando diretamente para a areia \"Quando a Silvia vai lá em casa, significa que Patricia vai passar a manhã chorando e desabafando com ela. Silvia é a melhor amiga dela.\" ele olhou para mim, dando um sorriso fraco \"Mas ela não sabe que sabemos. Ela deve achar que nós dois pensamos que ela vai tomar chá e conversar apenas.\"
\"O que há de errado com ela?\" segurei sua mão, e ele a apertou forte. Ele simplesmente meneou a cabeça, e tornou a sorrir fracamente, não me convencendo.
.
Notas finais
primeiro de tudo, queria desculpar pelo capítulo curto, mas eu realmente tinha pensado só nisso pra esse capítulo ): mas o quinze já está sendo escrito
segundo, eu queria agradecer todo o tempo que vs gastam lendo, deixando reviews e adicionando como favorito e tudo isso o mais, isso é MUITO legal pra quem escreve, vocês não têm idéia *--------*
terceiro, sinto dizer que a história está rumando para um fim :/ sim, já ('ainda' estamos no catorze, rs.) se eu delongar muito mais, vai ficar chata e ruim de ler >_>' e ninguém quer isso
eu já tenho o final escrito, e vai ter mais uns dois ou três capítulos.
hm.
ok, peço pra quem começou a ler agora, que deixe um review dizendo se gostou, ou se odiou, ou só dizendo qualquer coisa, qtal?
VALEU, GALERE LINDA E AMADA *--------*
AMO VOCÊS CHUAC :*
Fale com o autor