Something Called Destiny
32 Season 2 - Chapter 1
Notas iniciais
Recapitulando...
Olhei para baixo, minha mão nesse lugar estava ficando quente. O que é isso? Uma trilha de luz começou a aparecer na sala escura. Algo não está certo, eu tenho que voltar, eu tenho que salvar a criança. Comecei a andar, agora tudo parece maior. O silêncio aqui está me expulsando. Eu sinto uma névoa negra me cercar por trás. Não! Rose Hathaway não será pega. Disparo em direção à luz o mais rápido possível com apenas um objetivo: salvar a criança.
P.O.V. ROSE
Ando pelos corredores do hospital mais uma vez. Isso já estava ficando repetitivo, mas é a única saída do quarto que eu posso ter exceto por a cabeça pra fora da janela, o que não é muito seguro, já que o quarto fica no oitavo andar e eu já estou doida pra sair desse inferno branco.
Corro até o elevador que está prestes a se fechar e entro nele junto de um médico, ele aperta o andar da praça de alimentação, não faço nada, apenas vou junto, meu lugar favorito de todo o hospital. O tilintar de um sininho soa no elevador e junto dele as portas se abrem, revelando um local movimentado e cheio de pessoas falantes. Olho para a minha roupa de hospital e instintivamente, pouso a mão sobre meu ventre um pouco avantajada. Ando pela praça, sentindo o piso gelado abaixo de meus pés já que ando descalça por aqui. Passo por entre as mesas de médicos comentando sobre sua vida pessoal e profissional, passo também pelas mesas dos parentes de pacientes, alguns alegres comemorando a evolução no quadro de seu ente querido e outros nem tanto, esperando a tal melhora que os outros tiveram e seu familiar ainda não. Isso é tão comum que não dá mais nem pra ficar surpreendida.
Varro com os olhos a praça de alimentação pra ver se algo atraí minha atenção. Nada. Igual a todos os outros infelizes dias. Continuo a vagar pelos corredores desse inferno branco e resolvo voltar ao meu quarto, e logo me arrependo já que encontro o meu russo sentado ao lado da cama hospitalar, segurando minha mão pálida e fria. Sei o uque ele quer. Quer que eu acorde do meu coma. Sinto minha visão embaçar mais uma vez. Eu não consigo fazer nada direito. Muito menos consolar ele, ou simplesmente, acordar para fazer ele sorrir outra vez.
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