Notas iniciais
Oeeeeeeeeee, aqui quem vos fala é a Amanda. Primeiro: desculpem a demora, tive um monte de complicações envolvendo minha familia e não ir pra casa e tal, ai não deu pra postar o capitulo antes. Enfim, espero que vocês me perdoem

Abri os olhos total e completamente surpresa. Eu estava deitada na cama do meu Russo, e flashbacks da noite anterior me trouxeram um sorriso. Mas a cena que vi a seguir me deixou só um pouco pasma. Dimitri estava abaixado conversando com a minha barriga.


— Hey camarada. Não é por nada não, mas, acho que você deveria visitar um psicólogo ou analista para te ouvir. Você precisa de ajuda profissional no seu caso. — Murmurei sarcástica assustando um pouco ele. Alguns segundos se passaram e Dimitri explodiu em uma risada gostosa de se ver.


— Está vendo isso, bebê? Sua mãe já começa o dia carregada de sarcasmo. Tomara que você não seja azedinho ou azedinha assim. — Ele disse todo bobo à minha barriga acariciando-a devagar.

O toque dele em minha pele nua me fez ter um arrepio involuntário de prazer, mas não consegui pensar muito nisso pela emoção que me dominava. Malditos hormônios, eu estava tão sensível que lágrimas de alegria brotaram em meus olhos.

Dimitri ali, devoto, ao nosso futuro filho, era algo lindo e inimaginável. Comecei a sorrir igual uma boba tentando limpar as lágrimas, eu estava presa àquela cena, eu queria imortalizar aquele momento para todo o sempre. Fiquei olhando, e olhando, memorizando os traços de Dimitri, suas ruguinhas de felicidade, seus olhos com grandes cílios abaixados em direção a minha barriga, que estava milímetros mais saliente do que meu tanquinho adquirido na Interpol.


Depois de alguns segundos senti meu estomago roncar, oh cara, eu estava faminta. Agora eu comia por dois, e essa vontade de comer estava me consumindo. Eu daria a vida para ter dois hambúrgueres, uma pilha de batatas fritas monstruosas e um rio de refrigerante. Dimitri me encarou com um sorriso brincalhão e subiu até mim me dando um singelo beijo no nariz, em seguida, disparou para fora do quarto só de cueca box.


Fiquei esperando-o e nada dele, olhei para a minha barriga e sorri. Se o Dimitri, um dos caras menos loucos que eu já vi, fala com minha barriga, não seria problema eu fazer o mesmo.


— Oi bebê, seu pai é um corujão... — Falei deslizando a mão delicadamente pela extensão da minha barriga. Eu sei que é cedo demais para isso, mas juro que senti algo se mexer dentro de mim.


— Tomara que você nasça um menininho. Se você nascer nossa princesinha, você nunca irá arrumar um namorado. Seu pai irá matar todo garoto que tentar chegar perto de você. — Falei suave dando uma pequena risada. Imaginei a cara de choque que Dimitri faria. Seria realmente engraçado.


— Mas, se você nascer um menininho, provavelmente seu pai vai querer te converter a ser um cavalheiro russo. Ele vai querer te levar para ver iglus e ursos polares lá na Sibéria. — Eu falei rindo ainda mais.


— Você tem uma imagem distorcida da Rússia, sabia? Na Sibéria não existem iglus e essas coisas todas. Lá, na verdade, é muito lindo Rose. — Dimitri disse adentrando o quarto, ele me lançou um olhar de falsa mágoa por pensar aquilo do país natal dele.


— Sei... Não adianta, camarada. Eu não consigo achar esquimós e mares de gelo muito atraentes. E hey, o que você tem ai? — Questionei ao vê-lo com uma bandeja, na verdade, meu estomago percebeu a carga com ele antes de mim. O cheiro estava delicioso.


— Café da manhã. Eu fiz panquecas, torradas, tínhamos alguns bolinhos de chocolate, café e peguei duas maçãs com iogurte. — Ele disse todo cheio de si colocando a bandeja abarrotada de comida em cima da minha cama.


— Wow, legal. Mas, o que você vai comer? Porque é claro que isso aí é só para mim. — Perguntei franzindo o cenho. Sério, ele iria passar o dia sem comer?


Dimitri explodiu em uma série de gargalhadas. Ele riu tanto que até perdeu o ar. Fiquei encarando-o parar, mas o que estava mesmo chamando a atenção era a comida. Quando ele notou isso, controlou a risada.


— Rose, esse banquete é para nós dois e para o nosso bebê. — Ele explicou pacientemente. Franzi o cenho fazendo uma carranca. Ele deveria estar brincando comigo e a comida dele devia estar escondida em algum lugar.


— Você está brincando? Essa comida ai mal dá para mim, imagine para nós três. Vamos, cadê a sua bandeja de comida? Talvez eu queria um ou dois bolinhos dela. — Perguntei arqueando a sobrancelha. Ele deu mais um risinho de mim e pegou uma das minhas torradas.


— Nesse ritmo, você vai acabar ganhando peso. — Ele disse bem humorado de boca cheia. Dei de ombros pegando uma panqueca cheia de calda. Acho que eu teria mesmo que dividir a comida.


— Eu posso até ficar gorda, mas vou ser a gorda mais feliz do mundo. — Falei terminando de comer um dos meus bolinhos.


— E se nosso bebê nascer magro, a culpa foi sua de não me deixar comer. — Acrescentei empinando o nariz e acariciei novamente minha barriga. Tentei afastar um sorriso brincalhão da minha cara, mas Dimitri sabia que eu não falava sério.


— Lembrei de algo! — Ele me falou depois de olhar para a minha barriga. O Russo saiu do nosso quarto novamente e alguns segundos depois voltou com uma sacola. Ao abrir a sacola encontrei uma “coisa” de um material meio borrachudo, algo como silicone só que mais firme.


— O que é isso? É uma gosma nojenta que você comprou para me fazer vomitar toda a comida? — Perguntei encarando a “coisa” com nojo e desdém. Eu odeio coisas assim, são desprezíveis.


— Isso é sua barriga falsa, Rose. Você vai ter que começar a usá-la. Uma hora ou outra a família Dashkov vai estranhar a falta de tamanho no seu estomago. — Ele me explicou num tom para reconsiderar meu desprezo pela barriga. Assenti pesarosamente olhando a barriga. Tudo para pegar o Dashkov. Falando em Dashkov... Ah merda!


— Dimitri! Você tem que ligar para o Victor. Ontem, antes de você chegar, ele ligou nos convidando para um piquenique ou algo assim. Eu me esqueci completamente disso! — Falei batendo a mão na testa. Oh cara, os eventos me distraíram tanto que me esqueci completamente que eu estava em uma missão.


— Ah, nossa. Certo, vou telefonar para ele. —Ele disse apanhando o telefone. Continuei apreciando meu café da manhã enquanto ele falava ao telefone. A conversa não foi muito longa, e as respostas de Dimitri foram vagas demais para o meu gosto. Depois de desligar fiquei o encarando na espera de uma conclusão.
— Acho que você vai ter que usar sua barriga falsa hoje... e um maiô. — Dimitri me disse calculando as palavras.


Depois de aprender a colocar a maldita barriga, vesti um maiô azul com detalhes dourados e coloque um vestido branquinho por cima. O visual não estava feio, mas a barriga em mim me deixava estranha em frente ao espelho.


Dez minutos depois, estávamos chegando a um clube da alta sociedade local. Me senti um pouco mal vestida, mas não me deixei abalar, coloquei meu sorriso vencedor no rosto e fui cumprimentar a família Dashkov. Meu sorriso se desfez ao ver a cara de Victor, ele estava tenso e sério. Ao nos aproximarmos a única coisa que ele falou foi:


— Dimitri Belikov, precisamos ter uma conversa séria.


Continua...

Notas finais
E aí gente? O que vocês acham que vem a seguir? Comentem Palavra-chave: Problemas