Notas iniciais
Olá galerinha. Desculpem ao adorável atraso, estou em função do coautor para a história =3 Obrigada Amanda Ragazzi =3. Boa leitura.

— Hans, você começou a usar algum tipo de droga? Não estou te julgando, mas acho que se começou, não deveria fazer esse tipo de coisa em dias de serviço. Eu simplesmente NÃO POSSO mudar agora, é loucura. E você, Russo, não deveria usar a mesma droga que o Hans, porque para você estar concordando com tudo isso, é claro que ambos estão fumando um baseado juntos.— Falei quase histérica encarando as figuras paradas na minha porta. Hans me deu um olhar furioso por insinuar que ele se drogava e Dimitri arqueou as sobrancelhas em desaprovação.

— Para a sua informação, Hathaway, eu não uso drogas. E eu estou falando totalmente sério. Agora entre, pegue suas coisas e vamos para seu novo lar, o lar dos Belikov's. É uma ordem direta.— Hans falou autoritário e eu lhe mandei um olhar desafiador. Ficamos nos encarando por alguns minutos, para ver quem cederia primeiro. E eu acabei cedendo, querendo ou não, Hans era meu superior, eu deveria acatar as ordens dele. Passei pelos dois homens bufando e adentrei meu amado lar com Marie atrás de mim.

Algumas horas mais tarde, já tínhamos transportado minhas coisas para o meu novo e feliz lar com o Russo, e agora eu teria que colocar tudo em seus devidos lugares. Por sorte divina, o meu apartamento de casada já era mobiliado, muito bem, aliás. Então eu tive apenas que levar meus objetos pessoais, fotos, roupas, livros e afins. Agradeci mentalmente por isso, quando a missão acabasse eu teria meu apartamento antigo de volta praticamente intocado, o que era um alívio. Sinceramente, eu não tenho paciência e neurônios o suficiente para ficar arrumando coisas. Eu detesto isso. Provavelmente, tudo ficaria uma bagunça até Mia me visitar, enlouquecer, e arrumar tudo para mim.

Coloquei as caixas no que era o meu novo quarto, e suspirei. Isso seria algo tedioso demais para mim, mas eu não podia simplesmente deixar de fazer. Eu sou extremamente orgulhosa, e só o fato de pensar que as coisas do Russo já estariam organizadas me dava força de vontade para arrumar tudo. Eu não sairia perdendo em nada para ele.

Depois do que pareceram horas para mim, eu já havia guardado todas as minhas roupas em um closet que eu só havia notado a existência agora. E agora só faltavam guardar os sapatos, e todo o resto. Ah Deus, o que eu fiz para merecer isso? Eu devo ter salgado a Santa Ceia em uma encarnação passada, e estava pagando por isso nessa vida. Só podia ser isso. E para melhorar tudo, Hans adentrou meu quarto.

— Pessoas educadas batem na porta, sabia? Eu aposto que sua mãe te ensinou isso quando você era criança, a milhões de anos atrás. Parece que depois de todo esse tempo você se esqueceu não é? Como eu sou uma alma boa e caridosa, vou te lembrar. Antes de entrar em um lugar com a porta fechada, você bate, se identifica, e depois que a pessoa autorizar sua entrada, você pode abrir a porta. Entendeu? Ou você quer uma musiquinha explicativa também?— Falei zombando de Hans, e ele começou a rir. Parece que minhas tiradas sarcásticas eram tão boas que divertiam até a pessoa que estava sendo zoada. Ponto para mim.

— Ah Hathaway, não sei o que é mais engraçado, você tentando me ensinar coisas que nem você faz, ou você se iludindo ao pensar que é uma alma boa e caridosa. Fique tranqüila, minha querida, depois que a missão acabar, vou providenciar ajuda profissional para o seu caso— Touché. Hans havia me pegado nessa. Agora estava 1x1. Mandei um olhar fatal à ele. Mas no fundo dei risada da situação.

— Você está insinuando que eu sou maluca?— Perguntei arqueando a sobrancelha.

— Não coloque palavras na minha boca, Hathaway, eu não insinuei nada. Eu constatei. Existe uma tênue linha de diferença entre as duas coisas— Ah maldito! Ele estava experto hoje. Tive que mudar minha tática antes que ele me humilhasse de verdade.

— O que te trás aqui afinal de contas Hans? Não sei se você consegue perceber já que sua visão está prejudicada graças aos seus milhões de anos, mas estou ocupada arrumando minhas coisas.— Falei apontando para caixas que ainda estavam lacradas.

— Eu preciso da sua ajuda, Hathaway. Você é uma mulher, pelo menos eu acho que é. E você é alguém de confiança, isso eu tenho certeza. Eu queria te pedir ajuda com o meu... bem, o meu casamento.— Hans me respondeu. Eu não pude me enfurecer com a duvida dele de eu ser ou não mulher, porque eu estava chocada com o fato principal, ele queria minha ajuda com o casamento. Senti-me lisonjeada, ele confiava em mim tanto quanto eu confiava nele. Sorri com isso, mesmo brigando e nos alfinetando direto, eu gostava de Hans, ele é uma ótima pessoa, e eu sinto orgulho de ser próxima dele.

— AI MEU DEUS! Peguem as câmeras! Alguém grave isso. O orgulhoso Hans está dando o braço a torcer para pedir ajuda a mim, mera mortal, com o seu casamento!— Gritei me levantando. Hans ficou vermelho e atirou adagas com os olhos. Mas isso não me intimidou, fiz uma dancinha da vitória e dei pulinhos.

— Hathaway! Se contenha. Você está parecendo ridícula. Esqueça que eu te pedi ajuda, volte a fazer o seu trabalho. Eu me viro sozinho.— Hans falou envergonhado e começou a sair do quarto. Corri e o puxei pelo braço, fechei a porta e usei minhas costas como barreira.

— Espere aí cara! Agora que você me convocou, já era. Sente-se e me fale como serei útil— Falei encarando Hans, ele suspirou e se sentou na cama. O segui e ficamos nos encarando por um tempo antes de ele começar a falar.

— Eu preciso de alguém para me ajudar com essas coisas todas, a Ellen está muito ocupada com os preparativos e algumas coisas ficaram sob minha responsabilidade. Se fossem casos de vida ou morte, ou se eu tivesse que fazer um plano de invasão de um lugar fortemente protegido, eu levaria numa boa. Mas, escolher um terno, bolos e flores, não é a minha praia. Por Deus, eu nem sei a diferença da lavagem comum e da lavagem à seco. Eu queria algumas dicas, coisas que me ajudassem a resolver isso. Eu queria que você fosse minha co-pilota, acho que é madrinha o nome. Eu queria que fosse uma madrinha, mas que me ajudasse.— Hans explicou, e nossa, ele estava tão confuso. Em todo o meu tempo de convivência, nunca o vi tão vulnerável e perdido assim, senti compaixão por ele e sorri.

—Eu adoraria te ajudar chefia. Vai ser um prazer ser sua co-pilota” Falei sorrindo e alivio passou pelo semblante de Hans.

— Hathaway, nunca na minha vida eu fiquei tão aliviado com alguma coisa igual eu estou agora. Talvez eu tenha ficado mais aliviado quando Ellen aceitou ser minha esposa. De qualquer forma, essas foram as ocasiões mais tensas da minha vida.— Confessou Hans e sorri simpática. Em um impulso, o abracei. Ele foi pego de surpresa, porém relaxou e me abraçou de volta. Nos afastamos e ele se encaminhou para fora, com um aviso silencioso de que era pra eu terminar meu trabalho. E foi o que eu fiz. Por mais tedioso e ruim que fosse, coloquei todas as minhas coisas em ordem.

Eu estava terrivelmente suada, nunca na minha vida eu imaginava que arrumar fosse tão cansativo, peguei as caixas vazias e as levei para fora do quarto já planejando um banho bem demorado. Assim que eu havia aberto a porta, bati de frente com Dimitri, o impacto me fez quase cair, mas ele me segurou.

— Cara, precisamos parar de nos encontrar assim. Daqui a pouco algum de nós vai se machucar. E se eu me machucar, vou descontar a raiva em você, Russo.— Falei ríspida em tom de aviso, mas mesmo assim soando como uma brincadeira. Porém Dimitri não deu uma risada, nem se quer um sorriso, ele me encarava sério, e notei que ele tinha vindo até mim por algum objetivo maior.

— O que aconteceu Dimitri?— Perguntei seriamente.

— Victor Dashkov foi o que aconteceu. Descobrimos novas coisas sobre ele. Vá para a sala. Hans está lá esperando.— Ele falou rápido e direto. E foi assim que agi, joguei minhas caixas no chão, sem me importar muito em onde elas caíram, e corri até a sala sem ligar para minha desagradável e cansada aparência.

Notas finais
Agradeço mais uma vez a Amanda Ragazzi, a florzinha que brotou no meu jardim. Desculpem qualquer erro, foi revisado por duas pessoas correndo. Certo Amanda? Comentem, favoritem, recomendem, compartilhem com as amiguinhas e etc... SEM SPOILER, estou trabalhando no novo sistema de spoilers ainda. Paciência gafanhotos, as fotos tem que bater com o significado da história. É isso. Bom domingo e feliz dia dos piá( Rio Grande do Sul é assim Tchê!)