Something Called Destiny
23 Capítulo 23
Notas iniciais
P.O.V. VICTOR DASHKOV
— Se vocês deixarem uma sujeirinha nesse corredor pagarão o aluguel do quarto essa noite. Quanto mais caras vocês derem mais dinheiro terão de me dar.— Digo autoritário saindo do corredor onde elas limpam tudo apressadas. Caminho até meu escritório, mas escuto gemidos no caminho. Paro para que eu possa escutar melhor. Vêm da boate. Volto um pouco para trás e encontro Natasha e o garoto Ashford num agarramento só.
— Pensei que já tivesse falado sobre usar quartos, eu não me importo, desde que arrumem depois.— Ashford e Natasha ficam vermelhos. Dou uma gargalhada da cara deles e sigo meu caminho. Tenho muitos papéis para organizar até a hora da boate abrir.
Batidas na porta me tiram da minha concentração de leitura. Analisar papéis ocupam muito tempo. Mando entrar e é um dos meus capangas. Mitchel. Ele me avisa que tem um tal de Joshua procurando por mim. Provavelmente é outro que se sentiu insatisfeito com uma das meninas, e tomara que não seja a que fugiu, aquela só meu causou dor de cabeça desde que entrou para o grupo. Mando Mitchel marcar um horário pra outra semana. Tenho mais problemas pra resolver hoje do que um rapazinho insatisfeito.
***
Estou sentado na varanda de minha casa de campo. Nunca pensei que meu império fosse crescer tanto. Nunca cheguei a imaginar que acabaria encontrando felicidade depois da morte de meu irmão, Robert Doru.
Tudo bem que já fazem anos que aquele agentezinho da Interpol matou ele, mas eu ainda sinto sua falta. Seria ótimo ter meu irmão sentado comigo aqui na varanda. Ver como nossos negócios cresceram bastante, formar uma família como eu fiz. Seriamos tão unidos e tão...
— Papai! Encontrei você.— Escuto uma voz doce de menina. Levanto e viro para trás abrindo os braços instantaneamente para pegar minha princesa no colo e giro ela em meus braços. Natalie usa um vestido rosa com roxo de princesa e uma coroa caindo de sua cabeça, quase se perdendo em seus cachos castanhos.Vejo uma pequena cabeleira loira no chão. Me abaixo e largo Natalie no chão, e a mesma pega a boneca dos braços da menina loira.
— Olá Princesa Vasilisa.— Digo fazendo reverencia para a pequena menina. Natalie ri e a pequena loira fica com seu rosto pálido rubro.
— Oi tio Victor.— Diz ela fazendo reverencia igual a mim e quase perdendo a coroa como minha menina. Então olha para Natalie com seus olhos verdes jade e ela parece se lembrar de algo.
— Papai! Acorda.
Abro os olhos e percebo que não estou em casa. Foi só um sonho. Olho para o lado esperando encontrar Natalie em seus cinco anos de idade, mas só vejo Natasha me acordando. Esfrego os olhos e me alongo. Já não sou tão jovem para ficar dormindo escorado numa mesa de escritório.
Escuto batidas insistentes de pés em minha sala. Natasha está atônita com alguma coisa...
— Fala logo mulher.— Sou direto e então ela para e se senta na cadeira que está do outro lado da mesa.
— Mais contratos chegaram hoje. As datas são pequenas e não tem ninguém para avaliar a papelada. Sei que você acha cedo demais pra envolver aquele seu amigo, mas estamos ficando sem tempo. Se começarmos a perder os contratos da Europa perderemos muito dinheiro. Você sabe que eu não estou falando de um mil, dois ou até três mil, estou falando de muita grana mesmo.— Diz ela olhando pra mim com suas orbes azuis.
Natasha é meu braço direito, trabalha comigo a um monte de tempo e sabe de todos os negócios. E falar em saber, ela tem razão quanto os nossos contratos, não consigo avaliar a todos sozinho, porém envolver Belikov pode ser arriscado tanto pra ele quanto pra esposa e filho. Ah, sim. Estou preocupado com eles. São gentis e confiáveis. No início pesquisei sobre a vida deles e tudo oque falaram é verdade. Paro e penso. Não há tempo
— Está certo. Mande um e-mail marcando uma data para nos encontrarmos.— Digo saindo do escritório.
Rumo ao depósito da boate sabendo que encontraria a nova menina do grupo.
Chegando lá vejo uma garota pequena de cabelos curtos e loiros sentada. Pálida e de cabeça baixa. De relance me lembro de minha sobrinha, mas sei que ela é muito mais alta e tem longos cabelos loiros.
— Nome.— Digo autoritário. A menina tristemente olha para mim.
— Mia.— Diz ela com um tom que me parecia divertido.
P.O.V. ROSE
— Rose. Você está grávida.
***
Acordo atordoada com as palavras de Sonya ecoando em minha cabeça. Fiquei no automático depois que ela me disse. Simplesmente vim pra casa tomei um banho e sentei no sofá pensando no que poderia fazer. No fim acabei apagando, mas as palavras e o momento continuam rodando meus pensamentos ainda.
Flashback On
— Rose. Você está gravida.
— Como assim?— Digo arregalando os olhos para Sonya, e a mesma simplesmente me lança um sorriso carinhoso.
— Ora Rose, você tem um bebê sendo feito dentro de você. Simples.— Ela diz naturalmente. Mas como eu engravidei se tomo a pílula fielmen... Não pode ter sido aquela vez. Não é possível.
— Mas como eu fiquei grávida?— Pergunto continuando embasbacada com a notícia. Eu não posso ter um bebê logo agora, no meio de uma das missões mais importantes para a Interpol. Hans teria que me tirar imediatamente do cargo, mas não vai poder, já que não pode me substituir como esposa.
— Rose, sinceramente, você sabe como são feitos os bebês não? Já que até fez um.— Diz com uma careta de aborrecimento.
— É que eu tomo pílula e...— Deixo a frase morrer.
— Seu parceiro não usou preservativo?— Pronta pra responder, Sonya me corta delicadamente já respondendo a pergunta ainda não falada.— Bem, a pílula é confiável sim. Porém podem haver falhas. O preservativo é um dos métodos mais seguros. Você teve um pouco de azar, já que a pílula falhou.
Flashback Off
E foi isso. Estou grávida de dois meses e completamente apavorada. Um bebê agora não é a melhor coisa do mundo. Não estou pronta pra ser mãe. Levanto do sofá, calço meus tênis e saio para a rua, talvez respirar novos ares seja bom pra minha cabeça funcionar.
Ando, ando e ando até encontrar uma cafeteria com uma praça na frente. Compro um capuccino e sento na praça. Fecho os olhos e sinto o vento bater em meu rosto, escuto os pássaros cantando e risos felizes de crianças. É tão contagiante...
— Rose.— Diz uma voz animada ao meu lado. Me viro e vejo aqueles cabelos castanhos propositalmente desalinhados, terno cinza e olhos cintilando alegria.
— Adrian.— Digo sorrindo amigavelmente.
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