Something Better - EM HIATUS

1 Chapter I — Welcome back


Notas iniciais
Fiquei chocada com saída da Nina, apesar de desconfiar a um bom tempo. E triste ( na verdade não muito) mas me deu inspiração para pensar em como seria a vida dos irmãos Salvatore sem Elena? Com toda certeza menos complicada, e sem triângulos amorosos... Ou não.

Era tarde quando Stefan finalmente deixou Caroline levantar da cama, mesmo que sobre protestos. Ele sorriu com visão dela nua, tentando puxar o lençol para cobrir-se. Depois de puxá-la mais uma vez, depositando beijos em seu pescoço, descendo por sua clavícula. Ela riu antes de empurra-lo, correndo para banheiro. Ele se jogou na cama olhando para teto com sorriso em seus lábios.

Um sorriso que parecia nunca mais querer sair do seu rosto desde que ele tinha feito Caroline Forbes ser sua. Ele sabia que tinha feito a melhor escolha de sua vida. Quando decidiu que queria acordar e dormir sendo ela a primeira e última coisa que ele via antes de fechar os olhos… Mesmo sabendo que em seus sonhos ela estaria a sua espera.

Parecia perfeito demais para ser verdade, por vezes ela dizia. Enquanto descansava o cabeça em seu peito, com pernas entrelaçadas a dele depois de fazerem amor durante toda noite. Ele sorria acariciando seus cachos dourados sentindo o perfume de flores do campo, emanar dela sempre que ela se movia. Ele adorava seu perfume, ele adorava tudo sobre ela. Mas principalmente quando ela cheirava a ele, quando seus corpos se uniam em conjunto, em perfeita sincronia como numa dança secreta que apenas eles sabia todos os passos.

Ele fechou os olhos, satisfeito por não sentir mais medo. Medo de solidão ou da perda, medo da eternidade. Porque ele finalmente tinha encontrado sua metade, sua companheira para entrelaçar as mãos e enfrentar qualquer coisa… Com ela a eternidade parecia mais como sonho do que algo a si temer. Mas mesmo estando feliz como nunca antes, não conseguia evitar uma dor aguda em seu peito, sempre que pegava seu celular e constatava que não tinha se quer uma mensagem.

Olhou para tela novamente esperando ter ao menos uma mensagem com um simples “Estou bem”, mas não havia nada novamente. Ele encarava o aparelho com testa franzida pela décima vez. Ele estava tentando esconder sua inquietação de Caroline, mas simplesmente não conseguia mentir para ela, ele não poderia mesmo se quisesse. Ele sempre acaba por se perder em seus pensamentos, com preocupação torcendo seu intestino. Ela claro, conseguia adivinhar mesmo sem olhar para ele.

— Ei estranho, esta fazendo aquilo de novo.

— Aquilo o quê? — perguntou franzindo mais ainda a testa.

Fazendo-a a rir dele. Ela pegou o celular de sua mão, jogando o em cima da mesa. Sentando sobre ele que prontamente segurou sua cintura. Ela apontou para sua testa sorrindo.

— Fazendo, seu olhar de vampiro sério — ele riu negando com cabeça — Está sim! É fique agradecido por ser um vampiro, porque se não fosse estaria todo enrugado.

— Humm, é você ainda iria me querer se eu ficasse assim? — ele juntou suas testas fechando os olhos sentindo aroma do perfume dela inebriá-lo lentamente, enquanto ele acariciava seu pescoço.

— Claro, eu sempre tive uma quedinha por caras mais velhos, tipo uns cento e alguma coisa mais velhos do que eu.

O sorriso dele escancarou-se mais ainda, antes de fechar a curta distância entre eles, beijando-a duramente. Deitando-a em sua cama, com as mãos descendo por sua coxa, prestes a alcançar sua calcinha. Mas ela esquivou-se o deixando confuso e frustrado em cima da cama.

— Não, senhor! Não podemos fazer isso o dia inteiro.

Levantou-se rápido arrumando seu vestido buscando seus brincos, que ele prontamente entregou, abraçado sua cintura e deixando uma trilha de beijos em seu pescoço e ombro. Tentando derrubar a alça de seu vestido. Ela riu se virando para ele colocando o braço em volta de seu pescoço. Ela deu um beijo em seus lábios

— Posso saber por que não? Eu poderia passar a vida inteira no quarto, mas precisamente na cama, ou no chão… Ou em máquinas de refrigerante com você —disse ele mordiscando seu lábio inferior, mas ela deu lhe um tapinha no peito rindo.

— Estamos atrasados, Stefan.

— Atrasados para que? — ela riu antes de puxa-lo porta fora — Estamos atrasados para encontrar Bonnie, Matt e todos os outros no bar

Ele parou no caminho não muito animado para essa grande reunião.

— Stefan Salvatore não me faça obrigá-lo…

— Caroline, pensei que o plano era curtir nossa… — ela riu do beicinho que ele fez antes de puxá-lo pela gola da jaqueta depositando outro beijo em seus lábios e mordendo levemente seu queixo, fazendo gemer involuntariamente colocando as mãos envolta de sua cintura a puxando para ele.

Beijando e mordiscando sua pele e lóbulo de sua orelha. Caroline teve que usar todo seu autocontrole para afastar-se daquelas mãos que tentavam furtivamente entrar debaixo de seu vestido. Ela limpou a garganta, ajeitando novamente a barra de seu vestido saindo porta fora sem escolha ele a seguiu. Dentro do carro ele se demorou para dar partida admirando-a, fazendo-a rir. Ela virou seu rosto gentilmente para estrada.

— Sério Caroline, por que essa reunião e tão importante? — resmungou ligando o carro.

— Porque não os vemos desde do casamento — explicou ela colocando sua playlist de road trip favorita, tirando a coletânea de Bon Jovi silenciosamente, mas ainda sim recebendo um olhar de reprovação, que ela prontamente ignorou.

— Deus, por favor, não seja Taylor Swift de novo — ele reclamou dramaticamente. Caroline revirou os olhos apertando o play.

— Não é Taylor, Stefan. Então pare de reclamar, porque não ouvimos ela a metade que ouvimos essa coletânea do Bon Jovi — ele abriu a boca para protestar mas quando ouviu a música acabou por sorrir — Ed Sheeren, e você deveria amar tanto quando eu afinal essa é nossa música — ela fez beicinho, ele não resistiu o impulso de cobri-la de beijos.

— Stefan — protestou ela, olhando para trás, para os outros carros que apertava a buzina irritado com demora. Stefan fez sinal para que ele passasse ignorando completamente as outras buzinas que se juntavam contra ele. Ela quebrou o beijo, ainda com os olhos fechados e testa colada a dele, dando um longo suspiro.

— Tem uma pessoa esperando por você, Stefan — ela sussurrou contra seus lábios. Ele afastou-se para olhar para ela ansioso

— Ele voltou? — ela assentiu com cabeça em resposta — Como soube, quando ele voltou?

— Alaric me contou. Ele disse que tentou ajudá-lo, mas ele está afastando todos — ela revirou os olhos — Parece que isso e uma coisa de família afinal.

— Eu… Eu não sei o que dizer quando…

— Você vai saber — ela pegou seu queixo forçando a olhar para ela — Você sempre sabe o que dizer Stefan — ele sorriu puxando sua mão e depositando um beijo nas costas de sua mão.

— Eu espero saber o que dizer… Ele soube o que dizer, querendo ou não para me fazer enxergar que você era tudo o que sempre quis — ela sorriu em resposta

— Sim é agora você vai devolver o favor — ele assentiu, respirando fundo

— Então toda essa coisa de reunião era uma mentira?— ele arqueou a sobrancelha fitando-a curioso. Ela mordeu o lábio, desviando os olhos para estrada.

— Obvio que não! Bonnie e Matt estão mesmo lá — ele balançou a cabeça sorrindo — Okay, eu forcei essa pequena reunião. Bonnie ainda não sabe que ele está de volta.

— Caroline — advertiu ele, percebendo o plano que passava por sua cabecinha o deixando nervoso, mas não o impedindo de rir — Acho que nós não devêssemos nós meter.

— Eu estou feliz, Stefan, como nunca estive antes — ela colocou a mão em seu pescoço olhando sorridente para ele, que sabia que já tinha perdido a batalha quando seus olhos se encontraram com os dela novamente. — É errado querer que todos que eu amo, estejam tão feliz quando eu?

— Não… Quer dizer, eu ouvi bem? Você disse que ama meu irmão? Há algo mais que não saiba? Pretende me abandonar porque tem amado meu irmão secretamente? — Caroline revirou os olhos dando um soco seu ombro, fazendo-o perder o controle do carro por um instante.

— Muito engraçado — ela cruzou os braços emburrada. Ele suspirou em derrota quando ela não respondeu nenhuma de suas perguntas e ofertas de paz. Caroline sabia exatamente como deixá-lo na pior, seu silêncio era cortante e insuportável de mais para aguentar. Ele estacionou na frente do bar, tamborilando os dedos no volante ansioso em rever o irmão depois de tanto tempo.

— Tudo bem — ele concordou ganhando a atenção de Caroline que ainda mantinha os braços cruzados e olhar zangado, que fazia parecer ainda mais sexy aos olhos dele.

— Tudo bem o que? — ela inquiriu, fingindo desinteresse ao fitar as unhas exageradamente.

— Tudo bem, eu aceito… Seja lá o que for seu plano — ele olhou novamente para bar, voltando seus olhos para ela, que já sorria radiante novamente, ela bateu palmas em excitação antes de cobri-lo de beijos.

— Eu sabia que você concordaria — ela se gabou beijando-o lentamente

— Como se você aceita-se não como resposta senhora Salvatore.

Damon

Estalei os dedos impacientante para barman, franzido um pouco a testa por não ser Donavan.

Minha cabeça parecia mais embaralhada do que nunca agora, e nem mesmo podia culpar a bebida. Porque mesmo sem uma gota de álcool dentro dele tudo parecia confuso e torcido em sua cabeça. Ainda não entendia o porquê tinha voltado. Tudo naquela maldita cidade o fazia lembrar dela. Cada canto ou esquina trazia os olhos castanhos de corça em sua mente, os lábios em formato de coração.

O fantasma dela perambulava por toda cidade, ele se pegou confundindo-a com qualquer mulher que passasse por ele. Achando semelhança no tom do cabelo, no perfume, no tom de voz ou curvatura dos cílios. Irritando-se sempre que se dava conta que nenhuma delas era ela. Peguei logo a garrafa de uísque sem cerimônia, mesmo com protestos de barman, que não tinha ideia de quem era.

O puxei pelo colarinho o compelindo a sair de sua vista. Não tinha si quer animo para morder alguém, nem mesmo que por diversão. Fitei a garrafa constatando que ela era minha única amiga fiel, que nunca me abandonaria. Suspirei, pensando em uma certa garota.

Uma morena que dizia ser sua amiga, ser sua melhor amiga na verdade, apesar de nunca ter admito em voz alta. A garota que o levava para fora do bar todas as noites, que o jogava em baixo do chuveiro enquanto ele chamava por Elena. Trazendo-me chá, mesmo que dissesse a ela que detestava, na verdade me fazia bem. Quando ela sentava-se ao meu lado na cama, preocupada com seu estado. Tentando convencê-lo que no dia seguinte seria melhor.

Ela voltava mesmo que eu a ignorasse, ou gritasse com ela. Mesmo quando ela apenas aparecia e ficava ao seu lado em silêncio. Porque ela sabia que ele precisava disso, de alguém que não dissesse nada, que apenas estivesse ali ao seu lado.

Ela era outro dos motivos por sua dor de cabeça. Ela foi um dois seus motivos para fugir logo após o casamento de seu irmão. Não conseguindo aguentar a felicidade estampada em seu rosto. Mesmo estando feliz por ele, aquilo era demais para suportar. Era insuportável olhar para o feliz casal dançando sua valsa com todos ao redor sorrindo ou chorando, admirando ou invejando secretamente a sorte dos noivos.

Então eu fugi, não queria trazer amargura para vida do meu irmão, não depois de tudo. Não depois de vê-lo finalmente encontrar a sua tão sonhada metade, mesmo essa metade sendo irritante como inferno a maioria do tempo. Ela era, sem dúvida, responsável por devolver a vida a seu irmãozinho, devolver a habilidade de sorrir novamente. É agora mesmo que fosse grato a Caroline Forbes por fazer seu irmão feliz, uma parte dele sempre a desejava bem longe dele, porque ela era uma constante lembrança das duas garotas que ocupavam seus pensamentos, de formas distintas e diferentes, mas que começavam por enlouquecê-lo lentamente.

Fugi para bem longe sem se quer dizer adeus a ela. Sem olhar para trás se quer um segundo. E mesmo sendo uma grande bobagem, meu lado egoísta falando por mim novamente. Esperei secretamente que ela esperasse por mim. Esperei que ela me seguisse com algum feitiço estranho localizador, que ela simplesmente o achasse e sentasse ao seu lado sem dizer nada como costumava fazer.

Lembrei da última vez que encontrara com ela, caminhando ao lado de Matt para altar, com vestido azulado, com boque de rosas brancas. Seus olhos encontraram se com os dele por um momento.

Me perdi em seus olhos verdes marejados, emocionada por estar ali presente no dia mais importante de sua melhor amiga. Foi olhando seus olhos verdes que percebi como sua presença tinha sido responsável por não ter corrido até Elena e desfeito tudo, de não retirar o maldito anel e jogar-se contra o sol sem culpa.

Bonnie Bennett era uma constante memória dos três meses em que pudi ser eu mesmo novamente. Sem máscaras ou fingimentos. Ela conseguia ver através de qualquer máscara que eu ousa-se colocar. Ela me desafiava a ser melhor, não por Elena, Stefan ou Lily. Ela o desafiava a ser melhor por mim mesmo. Algo que nunca ninguém fez, nem mesmo Elena.

Mesmo amando-a como um louco, nunca pude ser eu mesmo para ela. Sempre era o que ela queria que fosse, desempenhando o papel que precisava para mantê-la satisfeita, para que ela o amasse. É agora ele tinha diante dele, dando passos pequenos em direção ao altar em que ele se encontrava ao lado de um irmão inquieto esperando a mulher de sua vida aparecer por aquele corredor.

A mulher estupidamente irritante, cheia de si que era a única a faze-lo lembrar-se de quem um dia ele fora, ou do homem que ele desejava ser um dia. E isso o assustou. Constatar que nunca tinha encontrado alguém como ela.

Partir, foi a solução mais fácil.

Não queria ter que pensar no porque Bonnie tinha tanto poder sobre ele, do poque sua opinião sobre mim, começava a importar mais do que qualquer outra pessoa.

Não queria pensar em ninguém exceto em Elena, não queria nada mais do que remoer minha total falta de sorte no amor ou me amaldiçoar por ter tido uma atitude não egoísta pela primeira vez.

Uma atitude que destruiu sua vida.

Então pensei que ela de todas as pessoas do mundo nunca desistiria de mim, mas estava errado sobre ela também. E doía como nunca admitir que a saudade dela era esmagadora e insuportável, tanto, ou mais do que a saudade de... Elena.

A mulher que jurei amar pela eternidade assim que seus olhos se cruzaram com os dela.

A mulher que abriu mão por escolher pela primeira vez a felicidade de outra pessoa antes da sua própria. A deixei ir, mesmo que isso me rasgasse por dentro.

O último beijo sendo duro e salgado pelas lágrimas que rolavam por seu rosto. Enquanto ela implorava pelo amor de deus, para que não a fizesse esquecê-lo. Quando disse o último adeus, quando olhou em seus olhos de corça pela última vez. Olhos que ele venerava, que desejava ser ele a única imagem refletida pela eternidade. Olhos castanhos que ele fez esquecê-lo por completo.

Compeli-la a esquecer tudo sobre ele, todos os momentos felizes, todos os momentos ruins. O primeiro beijo, a primeira noite de amor, primeira briga, ele estava apagando tudo sobre eles.

Sua voz nada mais que um sussurro quando ordenou que ela viajasse pelo mundo. Itália, França, Japão ou África, não importava realmente, tudo que ele queria era que ela fosse para longe. O mais longe possível para que ele não fosse capaz de alcançá-la.

Ele ordenou que ela se formasse, que realizasse todos seus sonhos e vencesse todos seus medos. Que encontrasse um bom homem, oposto dele para se apaixonar, para casar e ter filhos e envelhecer de mãos dadas e morrer dormindo numa tarde de setembro em sua varanda com as mãos entrelaçada a dele. Numa casa bem distante daquela maldita cidade.

Bonnie e meu irmão estavam logo atrás, apostos para recolher os cacos que sobraram. Quando os olhos dela fecharam-se e ele correu. Bonnie sendo a primeira coisa que ela vê. Bonnie sendo aquela que a abraçou chorando, ela confusa tentando confortá-la sem saber nada sobre a dor nos olhos da amiga. Caroline juntou-se a elas indo para mansão em buscar das coisas de Elena que animada contava sobre a viajem que estava prestes a fazer pelo mundo.

Fiquei de longe escondido vendo-a entrar em táxi com recepção de todos seus amigos. Com suas melhores amigas aos prantos. Vislumbrei seu último sorriso abraçada a elas, um sorriso que nunca testemunhei antes. Um sorriso genuíno, de pura felicidade, um sorriso que eu nunca seria capaz de dar a ela.

É assim ela entrou em táxi acenando, prometendo cartão portais de onde quer que estivesse, prometendo nunca se esquecer de nenhum deles. Mesmo que uma voz persistente e familiar gritasse em sua mente para nunca voltar a Mystic Falls novamente.

Ela passou pela ponte que um dia perderá seus pais, a mesma ponte que três anos depois ela tinha morrido, mas nada disso importava agora. Tudo que ela conseguiria pensar era, que estava indo atrás de sua felicidade.

É foi assim que Elena Gilbert partiu da sua vida. Há mais de dois ano agora, dois anos que foram os piores de toda minha vida. E com certeza o melhores da vida dela.

Desviei minha atenção do copo, buscando o celular que vibrava em meu bolso, por um segundo pensei ser ela. Conferindo como costumava fazer todos os dias se estava tudo bem, demorei para desbloquear a tela para ver sua foto. Mas não era Bonnie, era mais uma vez meu irmãozinho persistente que nunca, nunca desistia. Joguei o celular no fundo do bolso quando ouvi uma risada conhecida atrás de mim.

— Isso não foi muito educado — Stefan maneou a cabeça descruzando os braços e juntando-se a ele no balcão.

— Olá irmão.

— Olá irmão? Sério mesmo que depois de um ano sem me ver, tem apenas isso a dizer irmãozinho? — debochou fitando a mesa, não querendo encarar seu irmão, que suspirou em resposta — Na verdade eu pensei em socá-lo por isso — ele encarou o irmão surpreso pela franqueza.

— É posso saber por que meu olho não estou de olho roxo nesse exato momento?

— Caroline me convenceu que seria um modo errado de dizer olá.

— Pelo visto sua transformação em Ken foi completa com sucesso. Me diga, ela já está te obrigando a usar roupas que combinem com a dela? — debochou ele, forçando um sorriso torto para o irmão.

Stefan sorriu, não comprando o pequeno sorriso sem jeito de Damon. Ele notou como seu cabelo estava despenteado. Como sua jaqueta parecia gasta, seu rosto parecia exausto e seus olhos sem expressão ou brilho o fazia parecer tão miserável exatamente ou pouco mais do que quando ele partiu. Ele desejou ter Caroline ali para o encorajar a dizer alguma palavra de conforto, ou apenas dizer que ele não estava realmente vivendo ou seguindo em frente, mesmo sabendo que se ele estivesse na mesma situação, sem ela. Provavelmente ele já teria desistido de tudo.

Ele lembrou-se de uma conversa com ela pouco tempo depois que Elena tinha partido. Ele estava preocupado pensando em como Damon suportaria tudo aquilo, mesmo com ajuda de sua mãe agora, nada parecia fazê-lo reagir. Caroline sentou-se ao lado dele beijando sua bochecha, puxando sua mão e entrelaçando com dele.

Quando ela sabiamente disse, com olhar misterioso. O mesmo olhar que ela fazia quando sabia de algo que ele não fazia ideia. Dizendo que ele tinha algo bem ao lado dele, que era a única coisa o impedindo de desabar. Que talvez ele demora-se tanto quando ele para descobrir o que era, mas um dia ele se daria conta sem perceber.

Naquela mesma noite, Bonnie o trouxera de volta para casa, carregando-o com dificuldade até seu quarto. E aquela noite foi a primeira vez em muito tempo que Damon não gritou ou atirou coisas contra ele. Ela pediu silenciosamente que a deixasse tomar conta dele sozinha e depois disso ela aparecia todas os dias, salvando de brigas, ou se afogar em bebidas. E mesmo recebendo gritos dele como presente, ela não parecia reclamar.

— Então é apenas isso?

— Isso o que? — perguntou voltando a realidade.

— Estou esperando discursos de como isso não e vida...

— Não vai ter nenhum discursos Damon — Ele parecia confuso, depois chocado o que o fez rir

— Então o que está fazendo aqui? — inquiriu apoiando o cotovelo na mesa entediado. Ele acenou com a mão pedindo outra garrafa

— Apenas bebendo com meu irmão — explicou ele.

Damon suspirou, ele pensou que receberia protestos e conselhos intermináveis de como seguir em frente, algo que irritava profundamente. Era o principal motivo de ignorá-lo tanto, porque tudo que ele conseguia sentir era raiva, porque palavras não mudavam nada.

Mas ele não fez nada disso, apenas bebeu em silêncio junto a ele. Então algo estalou dentro dele, ele se pegou pensando o quando sentiu falta disso, sentiu falta de seu irmão. Um pequeno sorriso escapou de seus lábios, mas logo se desfez quando outra garota passou por ele, baixinha e morena de braços dadas com uma garota loira tagarela. Trazendo de volta para sua mente outra mulher que ele tentava esquecer, uma morena que ele estava tentando não pensar a todo custo desde que voltou para aquela maldita cidade.

Notas finais
Então o que acharam?.?