Era dia dos namorados e Ed queria preparar uma coisa especial para Arth, mas não sabia como e o que fazer. Como era quase hora do almoço, resolveu levar Arthur para algum restaurante que fosse romântico, afinal, Ed adorava coisas que envolviam paixão e sentimentos fortes. Arthur ficara supreso em ver o namorado o esperando encostado no carro, com seus óculos escuros e as mãos dentro do casaco por causa do frio que fazia naquela tarde. Ed não deixou nem Arth respirar e o colocou no carro, indo para o lado mais \"nobre\" de Jersey. Arth não estava entendendo o que Ed estava querendo fazer, somente entendeu quando o viu estacionar na frente de seu restaurante favorito.

- Ed, você está me sequestrando ou coisa parecida?

- Arth, eu só queria te tirar daquele escritório chato com pessoas chatas que te olham torto por minha causa, afinal, é dia dos Namorados!

- Você é sempre tão preocupado comigo! Não aguento mais aquelas garotas olhando pra mim e dizendo...

- O que elas dizem Arthur Iero? — Ed o interrompeu e olhou para ele.

- Elas fazem piadas de mau gosto, mas eu não ligo querido.

- Arthur...

- Aquilo me incomoda e bastante!

- Aquelas vadiazinhas estão se metendo com o meu Iero?

- Se você não esquecer isso, desço do carro e vou almoçar com o Ryan!

- Quem diabos é Ryan, Arthur?

- Pare de me chamar de Arthur, James!

- Ninguém me chama de James desde meus 12 anos, Arthur!

- Chega você sempre é o dono da razão, eu me esqueci, não é? — Arth desceu do carro e entrou no restaurante, notando que o mesmo estava completamente vazio e decorado com vários detalhes em vermelho e uma mesa ao centro.

- Espero não ter te aborrecido tanto, Arth. — a voz grave que faziam suas pernas ficarem bambas surgiu de trás de si, que o fez virar.

- Você e seus exageros, Way.

- Arthur Iero, você quer ser meu pra todo o sempre? — viu Edward se ajoelhando e pegando sua mão esquerda — E promete nunca mais me chamar de James?

- Eu não prometeria a segunda pergunta, James. — Ed riu e Arth se ajoelhou em sua frente — Mas a primeira eu nunca poderia recusar, jamais.

- Te amo, meu pequeno. — Ed falou com a voz rouca e baixa.

- Aposto que te amo mais, grandão. — Arth riu e o beijou, ignorando os graçons e funcionários batendo palmas para os dois, que agora eram noivos — Você tem mais alguma coisa em mente?

- E você tem? — observava o menor na sua frente, com os olhos brilhando.

- Ter até tenho, mas não sei se você irá gostar...

-x-

Os corpos se mexiam frenéticos risadas abafando os gemidos. Para Ed e Arth, a cozinha havia se tornado seu segundo quarto, o menor achava que isso era passado de geração,mas preferia não pensar nisso enquanto via Ed o chamando,pedindo por mais. Os dois estavam felizes, até demais para isso ocupar somente o horário de almoço de Arthur, qualquer coisa, o trabalho de Ed é estável, não tem como ele ser demitido, afinal, ele era o dono de tudo aquilo.

Já exaustos, Arth se desmanchou em Edward, que sorriu ao sentir o menor dentro de si. Arth se afastou um pouco e Ed o abraçou, rindo.

- A cada dia você me surpreende mais, Arthur. — disse beijando o pescoço do menor.

- Não é porque eu sou o menor e o mais novo que não seja melhor ou pior que você.

- Hoje nós vamos contar a todos que vamos nos casar o mais rápido possível.

- Que horas são Ed?

- Três da tarde, por quê?

- Merda, eu tinha que falar com aqueles britânicos hoje! — deu um pulo e correu até o banheiro, apenas tomando um banho rápido, sentindo as mãos de Edward em sua cintura.

- Mas Arth, você vive reclamando do escritório, por que você não trabalha no meu escritório, juro que não conto pra ninguém que eu tenho um caso com o secretário. — Arth e Ed riram e Arth virou para Ed.

- Eu não posso ficar mais por hoje, Ed. Eu queria muito, mas não posso.

- Awn Arth, um dia não te mataria!

- Edward, eu tenho que ir. — Arth fechou o chuveiro, logo pegando uma toalha e correndo para o quarto e Ed o seguindo.

- O dia fica tão chato sem você aqui... — Ed se jogou na cama, molhando a roupa que Arth iria usar.

- Ed, minha roupa!

- Hey, você não vai hoje! — se levantou e o segurou pelo ombro — Hoje é um dia especial! Eles deviam estar com suas famílias, namoradas, e não trancafiados num escritório! Vamos à nossa casa e contar pra todos do nosso noivado e sem reclamar, Arthur!

- Se eu perder meu emprego...

- Você me tem como patrão, agora coloque uma roupa quente e vamos logo!

Logo eles estavam entrando na casa de Winter, que estava sentada ao lado de Gerard, que apoiava sua cabeça em seu ombro, que levava um suave e lento carinho do marido. Carly descia correndo as escadas, seguida por Oliver, parou quando Ed lhe encarou com a pior cara. Carly sabia que Ed não gostava de Oliver, mas o que podia fazer se o amava? Os dois disseram um simples ‘oi’ o que fez Winter levantar e os abraçar, notando a aliança com brilhantes na mão direita de Arthur.

- Oh meu Deus! – exclamou e os abraçou novamente – Parabéns querido!

- Mamãe... Se acalme ou as meninas nascem aqui e agora! – Ed disse rindo e abraçando a mãe.

- O que... ED! – Carly se aproximou e pulou no pescoço do irmão, fazendo os dois rir – Parabéns Edward James.

- Carly, James não! – grunhiu e cutucou a irmã na costela, recebendo um tapa no braço, agora descoberto, pois dentro de casa, estava um clima quente e acolhedor.

- Parabéns, Arth! – Carly o abraçou e olhou para a aliança – É linda, Ed.

- Na verdade, foi o Arth que escolheu, ele me disse o modelo e eu comprei. – disse com um enorme sorriso e um tom convencido.

- Acho que meu irmão puxou um pouco do lado londrino do papai. – falou baixo para Arth,que riu do tom de Carly.

- Posso saber o que meu nome tem a ver com a conversa de vocês? – Gerard se levantou e foi até os garotos e Carly voltou e se sentou ao lado de Oliver.

- Eu pedi o Arth em casamento,pai. – Ed disse baixo e rouco,olhando para seus pés.

- Você diz isso como se você tivesse cometido um crime,Ed. – disse abrindo um sorriso – Isso é ótimo,estou muito orgulhoso de você.

- Obrigado pai. – Ed o abraçou e sentiu algumas lágrimas caindo de seus olhos – Eu te amo,demais.

- Eu também te amo filho. – disse acariciando os cabelos de Ed e lhe dando um beijo nos mesmos – Agora,vá contar para a Tiff e Frank. – riu e abraçou Arth mais forte do que Ed,e os dois seguiram até a casa da frente.

-x-

Os dois entraram na casa dos pais de Arth,sendo que ele escondia sua mão esquerda para os dois não repararem na surpresa. Tiff estava no sofá e Frank estava na cozinha,fazendo alguma coisa com chocolate,Ed tinha deduzido isso,pois Winter estava sempre pedindo chocolate quente.

Entraram silenciosamente e puderam observar como os dois eram tão carinhosos um com o outro. Eles formavam o casal que Arth sempre quis ser.

- Frankie,vai demorar muito? Estou com fome,seus filhos vão te bater quando nascerem!

- Querida,só faltam as panquecas! – Frank apareceu com um avental vermelho xadrez,que fez Arth rir baixinho.

- Mas está demorando.

- Ops,deixa eu ver. – Frank voltou a cozinha e Arth pigarreou,chamando a atenção de Tiff.

- O que vocês dois estão fazendo aqui? – Tiff sorriu e levantou,indo até os dois.

- Nós resolvemos vir aqui,sabe? Passar o dia com a família... – Arth disse,gaguejando em algumas palavras.

- Arthur,me diga a verdade.

- Quero esperar o papai. – disse sentando no sofá,olhando para a cozinha,logo vindo um sorridente Frank com dois pratos cobertos de panquecas com chocolate.

- Me esperar pra quê,Arth? – Frank estava sério,o que assustou Arth,deduzindo que seu pai era,definitivamente,bipolar.

- Hum,é uma coisa importante e isso não depende só de mim. – Arth disse,e chamou Ed,que ainda estava parado na escada onde estavam escondidos. – Não quero fazer muita drama,mas,eu e Ed vamos nos casar,o mais rápido possível. – “Como meu pequeno é rápido e certeiro,meu Deus!” Ed pensou e olhou para Tiff,que tinha seus olhos marejados e Frank com seu sorriso branco. – E então,o que acham?

- Vocês quando começaram eram tão pequenos e inocentes e agora vão se casar! – Tiff começou a chorar e Arthur deduziu que aquilo era efeito dos hormônios.

- Pai?

- Eu estou orgulhoso de você,Arthur,você merece o Ed e o Ed te merece,então,eu acho isso ótimo,o importante é te ver feliz. – Frank disse e viu uma lágrima correr solitária,logo a limpando para que ninguém a visse,tentativa falha,quando vira,Arth já o estava abraçando,chorando igual a Tiffany. Edward observou sorrindo,achava simplesmente maravilhoso o jeito como Arth era tratado,como uma verdadeira criança. Olhou para a porta e viu Oliver,sentado em frente a mesma. Levantou e foi até ele,reparando que ele murmurava alguma coisa. Sentou ao seu lado e suspirou,fazendo Oliver reparar sua presença.

- Olá Oliver.

- Ah,oi Edward. – respondeu tímido e sorriu fracamente – Parabéns pelo casamento.

- Obrigado bri...Oliver. – respondeu secamente,olhando para o horizonte,até que Oliver resolver se manifestar.

- Sabe,eu sei que você não gosta de mim,mas,eu acho isso normal,nem mesmo meus pais me agüentaram e logo me mandaram pra Londres. – riu e continuou — Mas,eu realmente amo a sua irmã e eu pretendo ficar com ela tanto tempo quanto seu pai e sua mãe estão juntos. E mesmo você não gostando de mim,eu gosto de você.

- Como você ficou sabendo que eu não gosto de você?

- Carly comentou comigo que você me chama de britânico. – riu e Ed o olhou horrorizado.

- Ela é a caçula,mas por pouco tempo! – riu e suspirou – Mas,eu tenho ciúmes de você. Não é porque você seja britânico,é porque você é o único garoto que a Carly realmente levou a sério e meio que,ela é a caçula e a garota ainda! Eu a amo demais pra ver outro garoto ir lá e machucá-la. Você me entende,não é?

- Sim,entendo. – sorriu para Ed – Então,você me chama de Oliver e eu te chamo de Edward?

- Não,eu te chamo de Oli e você me chame de Ed! – riu e o abraçou – Obrigado por me entender,Oli.

- Não foi nada,James. – Oliver disse e riu,recebendo um olhar assassino de Ed – Tudo bem,Ed.

- Vamos lá,está muito frio aqui.

- Mas e o Arthur?

- Ele ainda tem muito o que conversar com o Frankie e com a Tiff. E eu quero falar com a minha mãe.

- A Win está radiante.

- Win? – Ed disse enquanto entravam na casa.

- Ela não gosta que chamem ela de Winter.

- Eu sei. – Ed sorriu e subiu para o quarto de sua mãe,que estava olhando pela janela – Mãe?

- Oi querido. – disse sorrindo e secando suas lágrimas.

- Posso falar com você? – entrou e sentou na ponta da cama,vendo Win se sentar ao seu lado.

- Claro que pode.

- A senhora já sabe sobre o casamento,mas eu sempre falo com você quando tomo decisões muito sérias,e essa,além de séria é importante pra mim. – virou para Win e pegou em sua mão – Mãe,eu te amo,você sabe disso. Mas,eu não sei porque sinto tanto a sua falta,sabe? Moro há uns 15 minutos daqui mas ainda sinto que é longe. Você sempre me entendeu e apoiou,mesmo quando eu fugi pra casa da Tiff quando eu tinha 5 anos,você foi me buscar com meu brinquedo favorito e eu voltei,dizendo que nunca mais faria aquilo,e cá estamos nós. – riu e suspirou,tentando conter as lágrimas que queriam cair – Eu vou me casar e talvez a senhora vire avó. Eu nunca vou te deixar,okay? Mesmo que um dia eu fique obcecado pelo trabalho,eu sempre vou tirar 2 horas de folga e te trazer chocolates e litros de café. Eu quero muito que você saiba que você sempre será a pessoa que eu me importo em primeiro lugar.

- Edward,você e seus discursos. É difícil não chorar com eles,ainda mais grávida. – disse com a voz embargada e Ed a puxou para seu colo – Você sempre será meu garotinho de 2 anos que teimava em pular no meio de mim e de seu pai no meio da noite com medo de alguma coisa. E o garotinho de 5 anos que era rebelde,que piorou com os 15. – Ed riu com o comentário – Mas eu sempre verei você como aquele pequeno que tinha medo de tudo e que precisava de mim pra tudo.

- Eu ainda preciso de você,mãe. Só não demonstro tanto. – suspirou e começou a fazer carinho em seus cabelos – Posso dormir aqui hoje?

- E o Arth?

- Ele com certeza vai passar a noite com a Tiff.

- Então, pode. – Win riu e olhou para Ed – Você cresceu,Ed.

- Só de tamanho,continuo com 15 anos.

- Tudo bem,vamos descer.

- Ah,eu conversei com o Oliver,ele não é tão arrogante como eu pensei que era.

- Eu te disse! Ele é bom garoto e uma ótima companhia

- Ele fica com você?

- Quase todos os dias.

- Aquele britânico!

- Edward James Way!

- Sim,Winter Pricolo Way?

- Você não sabe meu nome do meio! – Win levantou e riu.

- Hum,Stephenie?

- Não tenho um nome de meio!

- Você é uma monstrinha,Winter! – Ed riu e a pegou no colo,enquanto Win ria e gritava,pedindo para colocá-la no chão. Os dois desceram assim até a sala,provocando risadas de Oliver e Gerard,somente Carly pedia para Ed soltar Winter. O garoto somente soltou a mãe quando se sentou ao lado do pai,colocando Win no colo de Gerard,que logo se ajeitou. Ed observou os casais ali e desejou Arth ao seu lado. Cinco minutos depois,Arth chegou e sentou ao seu lado,apoiando sua cabeça em seu ombro,e logo todos estavam prestando atenção num filme de romance qualquer que passava na TV, e perceberam que suas vidas eram mais perfeitas do que qualquer filme,afinal,aquilo realmente acontecia.