Notas iniciais
Obrigada aos que vão ler, prometo tentar fazer uma história que valha a pena dessa vez.

Jenny’s POV

Era uma manha milagrosamente chuvosa em Apple Valley, e eu estava sentada no avião, esperando ele decolar. Tinha decidido me mudar daquele lugar quente porque não estava mais dando certo. Fui traída até pelas únicas pessoas que eu confiava. Estava lembrando da minha vida aqui até que me pego pensando naquela ultima briga com a minha melhor amiga.

~Flash back on~

-ENTÃO É ISSO? VOCÊ MENTIU PARA MIM FOI LÁ SE DROGAR DE NOVO? – gritei furiosa quando entrei no quarto dela, depois de verificar que sua mãe não estava em casa.

- NÃO É TÃO SIMPLES ASSIM JENNY! – ela chorava encolhida na cama.Katerine, minha ex melhor amiga de anos, tinha terminada um namoro que durou 4 anos, e já não conseguia ficar bem desde então.

- O QUE É ENTÃO, KATE? SÓ PORQUE TERMINOU COM AQUELE FILHO DA MÃE NÃO QUER DIZER QUE PODE SAIR POR AI INJETANDO QUALQUER COISA NAS VEIAS.

- SE VOCÊ ESTIVESSE PASSANDO PELAS MESMAS COISAS SABERIA A DOR QUE É! – ela se levantou e saiu do quarto, descendo as escadas até a sala, e eu a segui.

- ELE ERA SÓ MAIS UM IDIOTA KATERINE! NÃO É MOTIVO PARA ACABAR COM A SUA VIDA!

- QUER SABER? CHEGA! VOCÊ NÃO ENTENDE MAIS. NÃO É MAIS A MESMA PESSOA DE ANTES – ela tentou desviar o assunto, me atingindo com o papo de sempre, sabendo que ela era quem tinha mudado com todo mundo, não eu – você mudou demais para compreender, Jenny.

E saiu batendo os pés voltando para o quarto. Não quis discutir mais, fui em direção à porta com os olhos transbordando de raiva, bati a porta e corri para casa.

~Flash back off~

Lembrar daquilo doía, porque era uma das pessoas que mais importava no mundo destruindo a própria vida por mais um idiota. Não, chega de lembrar isso.

Não estava esperando mais nada naquela cidade, era filha única e minha mãe já não aquentava mais me ouvindo reclamar. Ela me deixou ir depois de muitos pedidos e depois de meu pai também concordar. E agora eu estou aqui, indo morar longe o suficiente para esquecer por um tempo isso tudo que aconteceu.

O avião começou a se mover fazendo leve movimento de ninar. Como não tinha muita gente ali, pude usar as duas cadeiras que tinham no meu lado e resolvi deitar e dormir um pouco.

~horas depois...~

- Senhorita, chegamos ao aeroporto, você já pode buscar suas coisas – fui acordada por uma mulher impaciente com um forte sotaque londrino que já estava segurando com a minha bagagem de mão. Olhei em volta e o avião estava vazio, as únicas pessoas ela dentro era eu e ela.

- Ah! Obrigada – disse tentando ser simpática – desculpa o incômodo.

- Por nada, estamos acostumados a passageiros dorminhocos – ela falou sorrindo, mas pelo tom era para demonstrar o quanto ela me achava idiota de ainda estar aqui.

A aeromoça voltou para a cabine do piloto e eu desci com as minhas coisas. Não era em Londres que eu iria morar, era uma cidade perto chamada Watford. Precisava de um taxi para ir até a casa onde iria morar.

Tirei dinheiro no caixa eletrônico e fui para o deck esperar minhas malas. Quando elas chegaram, fiz mais ou menos uma contagem. Pedi para um senhor que estava perto para cuidar um pouco delas e sai correndo para achar um taxi vazio. Quando achei, pedi para o motorista me ajudar a trazer as malas já que eram muitas, afinal, eu estava trazendo TODOS os meus pertences. Ele sorriu e saiu do carro para me ajudar. Após uns bons dez minutos, conseguimos colocar todas dentro do carro e dei o endereço da minha nova casa. Minha nova casa. Nossa, que sentimento esquisito que bateu agora.

A viagem durou meia hora, por sorte o motorista percebeu que eu não queria conversar e não tentou puxar assunto. Ele entrou numa rua muito mais calma que o resto da cidade e dirigiu até o final, que dava numa casa de campo muito linda. Eu o paguei e ele me ajudou de novo a colocar tudo dentro de casa. Deu um sorriso que foi retribuído e foi embora.

A casa já vinha mobiliada da antiga dona, que era uma amiga da minha mãe e parece que ela tinha bom gosto. A sala era simples, separada da cozinha apenas por um balcão. Tinha um banheiro em baixo e um em cima. Mas o mais bonito dos cômodos era com certeza o quarto. Ela provavelmente redecorou para mim, e ficou perfeito! A vista da janela dava para o jardim, onde dava para ver toda a rua.

Peguei a mala de roupa e coloquei tudo no roupeiro, organizei algumas coisas na sala, e resolvi estrear o fogão fazendo massa com molho. Como se eu fosse fazer alguma coisa melhor que isso. Fiquei assistindo TV até às seis e meia, quando alguém bateu na porta.

Notas finais
Vai fica melhor quando começar a desenrolar a história, mas comentem mesmo assim :D xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.