Notas iniciais
Espero que gostem dessa versão, pois eu não gostava da outra... Se não gostarem dessa, então não sei o que fazer com essa fic =/

A história que irei narrar, não será apenas minha, mas a maior parte vai ser de uma garota que participou na minha vida...

Amu!

Naquela época, eu vivia em um mundo muito pequeno. No qual eu não dava conta. Onde vivia de tal maneira e pensava: “Esse sou eu”... Eu realmente achava isso.

Sei que o seu mundo era tão pequeno quanto o meu...

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Ela sempre se culpava pela morte de sua mãe e irmã mais nova. Fazendo-a mudar completamente. Deixando de ser uma garotinha mimada que vestia roupas de marcas e as mais caras, para uma garota solitária.

A história começa com ela voltando para a sua cidade de origem, o Japão. Ela antes estava em Londres, onde o acidente havia acontecido. Lá ela havia morando com sua mãe e irmã por dois anos, e depois do ocorrido passou quase um ano e logo voltou para sua cidade Natal...

No tempo que nos conhecemos, ela tinha seus belos 17 anos de idade. Cabelos rosados que chegavam até a metade de suas costas, na maior parte do tempo, eles ficam presos em um folgado rabo-de-cavalo.

Ela sempre fazia questão de me lembrar de que ela era a única Hinamori, e que havia renegado o seu pai. Pelo o fato dele ter as abandonado, sua mãe e sua pequena irmãzinha. Por parte de sua mãe, ela herdou uma grande fortuna e metade se suas empresas...

O motorista abre a porta dos passageiros de trás, e de lá, sai uma garota. Ela parou um pouco, e ficou encarando a mansão a sua frente. Entrou na casa, onde uma mulher de cabelos presos em um coque com um terninho e olhos cinza azulados. Ela era a governanta da mansão Hinamori.

– Okaeri, Amu-Sama! – Disse a mulher com um enorme sorriso. Depois fez uma referencia.

– Ma-Maria-San!! – A garota soltou a mochila no chão e correu para os braços da mulher mais velha, e assim começou a chorar.

Depois de um tempo assim, ambas foram para a cozinha, e a mulher mais velha preparou um lanche para a garota e sentou-se com ela.

– Já fiz sua matricula. – Disse Maria. – Amanhã você já pode frequentar a sua nova escola.

–Tudo bem... Não vou estudar por muito tempo mesmo. – Respondeu a rosada olhando o seu lanche.

–Não diga isso! – Repreendeu.

Manhã Seguinte –

Eu me lembro muito bem, como se fosse ontem... Quando ela chegou na escola. E lá estava ela, parada de frente ao portão principal do colégio. Onde não só eu, mas todos os outros alunos a encaravam pelo o jeito estranho como ela estava vestida... Calça jeans, moletom cinza de mangas longas e um all star preto. Ela era a única com aquela roupa. A única garota estranha, e dai que surgiu esse apelido.

Para ignorar os murmuro dos alunos, ela pôs os fones de ouvidos e o capuz de seu moletom e começou a caminhar com a cabeça baixa, sei que naquele momento não queria estar lá...

Retirou um papel de seu bolso e viu algo escrito. Quando chegou perto da sua turma, o professou Nikaido fez um sinal para ela entrar.

–Entre. – Chamou. – Não seja tímida.

Entrou na sala e foi recebida pelos os olhares de reprovação dos seus colegas...

–Bom turma, essa é a aluna transferida. – Disse o homem ao seu lado. – Diga o seu nome. Se apresente! – Nada falou. Até porque ela tinha muita vergonha. – Érr... Etto... parece que você é bastante tímida. O nome dela é Himam...

– Amu! – Quase gritou, nesse momento, eu que estava lá no fundo com a cabeça baixa, abri meus olhos para vê-la, e a vi como o seu rosto era corado ao dizer seu nome. – Meu nome é Amu...

Como os alunos sentavam em dupla, e eu por ordem da diretora, tinha que ficar só. Mas o único lugar para ela sentar era ao meu lado. Quando ela estava vindo à minha direção, parecia que a via em câmera lenta... logo revirei o rosto e ela sentou.

Três aulas se passaram e o sinal tocou para o intervalo. Ela saiu da sala e foi atrás de suas máquinas de refrigerantes. Como sempre, ela havia esquecido a sua marmita...

Tirou umas moedas de seu bolso, e pôs em uma das máquinas e escolheu um suco de laranja. Lá, as maquinas ficam uma do lado da outra, com um espaço, e ela sentou-se lá, entre elas. Era como se aquele lugar fosse só dela.

Eu lembro que, quando eu fui comprar um refrigerante para mim... Eu a vi logo, e fiquei encarando ela. Ela estava com os joelhos juntos, cabeça baixa e segurando a latinha com as duas mãos. Quando ela percebeu minha presença, ela levantou a cabeça, fazendo o capuz cair para trás. E nós dois nos encaramos. Olho a olho... Quando eu ouvi o barulho da latinha saindo da maquina, peguei e sai dali.

– Tsk!

Não demorou muito para que outras pessoas passar por ali.

–... foi o que eu disse!

Ela simplesmente continuou ali, senta tomando o seu suco de laranja. As garotas que chegado, parou de frente a uma das maquinas, colocou uma moeda e escolheu o que queria. Se abaixou para pegar a bebida, e foi ai que perceberam que havia mais alguém ali.

– Nossa...! Que susto! – exclamou uma das garotas com a mão em seu peito.

– Ei, ela não é a aluna transferida?

Amu levantou a sua cabeça para vê quem estava falando, viu que eram duas loiras com a roupa da escola. Os uniformes das garotas eram estilo marinheiro, saia preta, blusa branca de mangas longas com detalhes pretos. (N/A:. Lembrem do uniforme da Kagome Higurashi de InuYasha)

Uma das garotas, tinham cabelos longos presos em duas marias-chiquinhas, seus olhos eram um roxo cristalino e a mesma se abaixa e ficou a encarando.

A outra foi até a enorme janela que estavam na frente das maquinas, ela tinha longos cabelos dourados e ondulados, usava uma tiara preta em sua cabeça, seus olhos eram dourados, pele branca, pequena, no que lembravam uma boneca.

– Hm... É ela mesma! – Disse a loira que ainda estava encarando a rosada. – Sou Utau, e aquela nanica ali, é a Rima.

– Hey! –Exclamou a outra.

E a garota entre as maquinas se manteve calada.

A Utau pegou a sua mão e se levantou e em seguida a puxou para que ela pudesse ficar em pé. Arrastou até a outra loira, e a Rima se vira e encarou, levantou uma de suas mãos, ficou na ponta dos seus pés, e retirou o seu capuz.

–Assim é bem melhor. – Falou ela, depois voltando a olhar para o pátio, que era forrado por uma grama verdinha.

– Que crime é esse?! – Exclamou a loira de marias-chiquinhas. — Você tem um rosto tão lindo e o esconde?

– Utau, eles chegaram! – Avisou Rima ignorando o comentário da loira.

.

.

Agora indo para o meu lado... depois que eu havia pego o meu refrigerante, eu fui me encontrar com os meus amigos. Aproximei-me de três garotos, Kukai era o ruivo com cabelos bagunçados e olhos verdes; Tadase era o loiro de cabelos arrumado e com a franja de lado, olhos de um tom rosa amigável e o que parecia com uma garota, o Nagihiko, ele tinha cabelos longos da cor azul escuro e olhos dourados.

Quando cheguei perto de Kukai, eu e ele fizemos um batimento, como cumprimento.

– Vocês viram a garota nova? – Perguntou o ruivo.

Tudo parecia que o assunto naquele dia era ela.

– A garota estranha? – Perguntei. – Ela é da minha turma.

– Hey, Ikuto. – Chamou o ele novamente. – Tenho uma aposta para você...

Enquanto ele falava, senti que alguém estava me observando, olhei para cima, a enorme janela, e vi três garotas nos observando, e encarei novamente aquela estranha garota rosada..

– .. e então? Você aceita?

Claro. – Respondi sem pensar duas vezes. Não fazia a mínima ideia no que aquilo iria dar.

O intervalo acabou. Depois das aulas eu novamente fui “convidado” a ir à diretoria. Eu certamente iria receber uns sermões por uns acontecimentos de não só hoje se é que vocês me entendem.

Ouvimos um batido na porta, e a mulher, que é a diretora permitiu que entrasse. E lá estava ela...

– Por favor, senhorita, sente-se aqui. – Disse a mulher mais velha indicando uma cadeira ao meu lado. E depois logo virou-se o seu olhar para mim– O que eu faço com você, Ikuto? Você já repetiu de ano uma vez, por causa de seus comportamentos!

– Isso não vai acontecer novamente. – Respondi. Depois olhei para a garota, a encarei de baixo para cima. – Eu juro!

– Já escutei isso e acreditei!- Falou a diretora soltando um longo suspiro em seguida, me fazendo a dar atenção para ela novamente. – Você é a aluna transferida, certo? – A rosada concordou com a cabeça. – Você só falta assinar, né?

A mulher entrega umas folhas em cima da mesa e uma caneta. Quando assinou devolveu as coisas para ela novamente.

– Seja bem-vinda a Academia Sayo. – Diz ela sorrindo. – Ah, outra coisa mocinha, esse tipo de roupas não são permitido aqui na escola. Como o seu responsável não sabia o seu tamanho, então, até que chegue o seu uniforme... Bem, será daqui há uma semana.

–Certo. Entendi... – Respondeu

Tsk! – Eu novamente a encarei naquele momento. – Você é mesmo uma garota? – Soltei uma gargalhada.

A diretora me encarou feio, me fazendo levantar as duas mãos em forma sarcástica de pedir desculpas.

– Senhorita, já pode ir. – Disse a mulher. Amu se levantou pronta para ir, mas novamente a mulher chamou a sua atenção. – É... Bem... Sinto muito pelo o que lhe aconteceu...

E naquele momento, eu não sabia porque fiz uma aposta tão idiota com ela. Sem ao menos conhecer a sua história... Sem ao menos conhecê-la... Sem ao menos saber como ela via o mundo. O seu mundo tão pequeno quanto o meu.

–Hum! – forçou um sorriso. Um sorriso amargo.

Colocou o capuz de sua jaqueta e saiu da sala. Na frente do colégio, onde um carro preto a esperava, junto com o seu motorista particular.

– Como foi o seu dia, senhorita? — perguntou ele.

– Sem formalidades. Já disse. O dia foi bem, Hideki.

– Apenas faço o meu trabalho. — sorriu.

As duas loiras. As primeiras amigas que ela fez no primeiro dia, a puxaram para o canto.

– Motorista particular, um carrão... — Utauela olha para o carro. — Por que você não nos contou que era cheia da grana?!

– Vocês não perguntaram... — Abaixei a cabeça.

– Ué, pensamos que você tinha ganhado uma bolsa! — Exclamou a Rima.

– Olha, estou precisando ir.

– Ok. Eu também preciso ir, meu irmão chato tá me esperando. – Disse a loira de Chiquinha apontando para mim, que estava um pouco longe delas.

– Eu também, meu pai veio me buscar. – Respondeu Rima. – Nos vemos amanhã então.

Amu entrou em seu carro e logo saiu dali. Pouco depois, eles chegaram em um bairro calmo com grandes casas. O carro para de frente a um portão de ferro, esperou alguns segundos até que ele fosse aberto, e depois o carro entra em um jardim de entrada, com uma trilha de pedras que vai até a porta da casa. Ao lado esquerdo, tinha umas arvores, entre elas as de cerejeiras. Mas, apenas uma única árvore, havia um balanço de madeira.

Quando a rosada entrou, lá estava a sua governanta a sua espera. Como sempre, Amu a recebia com um grande abraço.

– Okaeri, Amu-sama! – Falou enquanto alisava os seus cabelos rosados.

A Maria a levou para a cozinha, para fazer um lanche. Ela era como uma segunda mãe para a garota. Então, sempre estava preocupada com a sua alimentação e saúde.

– Amu-sama, fiz a sua sobremesa favorita. – Disse ela abrindo a geladeira, enquanto a garota se sentava na mesa redonda da cozinha, no caso, era a mesa dos empregados.

Depois a mulher de cabelos castanhos se aproxima com um prato com uma fatia de chocolate com uns morangos.

– E então, como foi o seu dia? – Perguntou.

– Foi bem. – Respondeu dando a primeira garfada na fatia.

– Sim, sim. – Exclamou o motorista sentando-se à mesa, fazendo com que a mulher o desse um xicara e o mesmo se servir-se com um chá. – Duas garotas se despediram dela!

– Que bom. Fico feliz ao saber que você fez amizade tão rápido. – Maria sorriu.

– Hum... – ela encarou a sua sobremesa, depois olhou para o homem. – Hideki, você está dispensado por hoje. E também não sei se vou precisar de você amanha...Então, você pode ir jantar com a sua família. Se quiser, pode ir agora.

– O-Obrigado. – Agradeceu ele. – Tem certeza que a senhorita não precisará dos meus serviços?

– Sim, pode ir. – respondeu ela colocando mais um pedaço da torta em sua boca.

Hideki se levantou, fez uma referencia de agradecimento, e foi embora. A rosada ficou conversando com a Maria até que o telefone toca. Ela olhou para a menina, já sabendo quem era, e friamente ela respondeu:

– Se for ele, já sabe o que dizer. – Se levantou e foi para o seu quarto enquanto a mulher foi atender o telefonema..

Chegou na sala ela pegou o aparelho sem fio branco e levou até a sua orelha.

– Residencia dos Hinamoris. — Disse Maria.

Ah, oi, Maria. Sou eu!– Disse uma voz masculina na outra linha.

– Oh, senhor Hinamori. Como o senhor estar?

Estou bem, obrigado. — sorrir. — Maria, gostaria de saber se minha filha já chegou...

– Érr... Na-Não senhor! ela disse que permaneceria em Londres...

Entendo. — Disse com uma voz triste. — Quando ela ligar, diga que quando eu arrumar tempo, irei visitá-la!

– Sim, senhor...

Notas finais
Mari >>> http://img17.imageshack.us/img17/3696/nyarukosan0401.jpg Hideki >>> http://images1.wikia.nocookie.net/__cb20120807200559/whentheycry/images/f/f8/Father_anime.jpg Comentários?? *---*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.