Somente Sem Sorte
11 Ato excitantemente impensado
Notas iniciais
Bom... Vocês já devem ter notado que o Cap. não tem onze mil palavras... Infelizmente. Mas eu não agüentava mais ficar sem postar. É sério... Eu estava agonizando. Já fazia mais de dois meses que eu não postava um Cap... Céus, é muito tempo. Mas eu realmente não tenho tempo para mais nada. É integrado de Edificações pela manhã, trabalhos domésticos e escolares à tarde e trabalho à noite, fora as outras responsabilidades que eu tenho. Eu ia postar esse Cap. ontem, mas anteontem eu tive apenas uma hora de sono, culpa de um trabalho de matemática de 33 questões, que valia um ponto... Sim, sacanagem... então não deu muito certo.
Ah... Contando com as palavras desse Cap, eu já tenho quase sete mil e novecentas palavras, então falta bem menos do que faltava antes. Eu só não estou postando um Cap. grande porque eu não escrevi em ordem, eu apenas anotava o que ia me lembrando.
E eu espero como sempre que gostem desse Cap! Não tem nada de muito extremo nele (mas eu sei que vocês vão amar os próximos Caps... Ah, Mason... Ok, parei.), mas é bom para matar a saudade da An e do Mason (ok, principalmente do Mason. kk) Muito obrigada aos leitores que não abandonaram a fic. Por favor, acreditem quando eu digo que amo vocês, porque é verdade! *------------*
VGomez e Yanê Lima, minhas lindas, esse Cap. é dedicado a vocês, que já estão cansadas de saber que eu ADOREI as recomendações que vocês me mandaram, mas eu quero que considerem todos os Caps. da festa como dedicado a vocês e não apenas esse, ok?
E Luna (Nalluh), muito obrigada novamente pela mensagem, querida. Eu também dedico esse Cap. a você. Você me animou muito e me incentivou ainda mais a postar hoje. Eu não tenho mesmo como agradecê-la.
Meus amores, perdoem-me por escrever tanto nas notas... kk Boa leitura! ^^
POV. Marie
Uma última olhada no espelho e um sorriso se formou no meu rosto. Eu me sentia bem naquele vestido, como há um bom tempo não me sentia. Ele era um vestido de alças finas, roxo bem escuro de chiffon de seda, que ia até pouco acima do joelho. A faixa logo abaixo dos seios modelava o meu corpo levemente e o moderado decote "V" dava um ar sensual, mas nada vulgar.
Minha maquiagem estava simples, mas elegante. Eu usei pó compacto, que deixava a minha pele com um aspecto perfeito. Eu sempre gostei de usar delineador líquido preto, com o qual eu fiz um leve puxado no canto dos meus olhos. O blush pêssego me dava um ar mais saudável e os meus lábios estavam cobertos pelo meu batom preferido... O sabor morango. O batom que eu usei no dia em que conheci o Mason. O dia em que o agarrei. O dia em que eu provei aqueles lábios pela primeira vez. O dia em que eu me senti a pessoa mais patética do mundo... Um dia em que eu não imaginava que veria novamente aqueles olhos azuis tão perfeitos... Eu nem acredito que vou acompanhá-lo... Aquele idiota.
Eu meneei a cabeça com meus pensamentos e ri de mim mesma colocando as minhas sandálias prata de amarras. Como eu pude chegar a essa situação? Eu ouvi a porta do meu quarto se abrir e olhei na direção da mesma.
- Está pronta, filha? — era a minha mãe. Ela estava linda, como sempre. Eu sorri a observando por um momento.
— Quase. — eu me levantei da minha cama, na qual eu havia me sentado para colocar as sandálias e me dirigi à minha penteadeira, borrifando contra o meu corpo o meu perfume preferido, um floral com aroma doce.
— Você não vai querer fazer o seu namorado esperar... — eu revirei os olhos com a declaração dela. Por que ela não entendia que ele é apenas o meu chefe? E ela parecia ansiosa para me ver com o Mason. Eu não sei por que minha mãe sempre foi assim. Ela sempre agiu assim em relação aos garotos que eu conhecia quando ainda morava na casa dos meus pais, principalmente com o Paul. Aliás, eu sinto saudade dele... Mas é melhor eu não perguntar a respeito dele para a minha mãe. Acabaria sendo constrangedor... Sempre foi.
— Ele não é meu namorado, mãe, ele é apenas o meu chefe. — por que ela não acreditava?
— De qualquer forma, ele vai desejar te namorar depois de te ver assim. — Eu fiquei estática refletindo sobre o que a minha mãe disse enquanto um sorriso tímido se formava lentamente no meu rosto contra a minha vontade, enquanto eu via um sorriso no rosto da minha mãe pelo reflexo do espelho. Eu não aguentava o olhar dela assim em mim. Eu olhei para o chão e para o meu próprio corpo enquanto ela se aproximava lentamente de mim. Eu abracei meu próprio corpo, ainda olhando para o chão, como eu costumava fazer quando era menor. A minha mãe ficou atrás de mim e segurou os meus ombros, me fazendo olhar para ela através do espelho. — Acredite em mim, filha. Você está perfeita. — ela disse olhando para o meu rosto. Eu senti os meus olhos marejarem. Às vezes ser tão emotiva é como uma desgraça. Chorar na presença de outras pessoas me deixava mais do que envergonhada, mesmo sendo na frente da minha mãe.
— Obrigada, mamãe. — eu disse e ela beijou o meu rosto, logo limpando a marca de batom que ficou na minha bochecha. Nós duas rimos com isso.
— O papai já está pronto? — eu respirei fundo. Queria mudar de assunto.
— Sim, ele já está pronto. — eu olhei no relógio de pulso da minha mãe, eram quase 20h:00. — Mas e você, filha? Já está pronta? Daqui a pouco o seu "chefe" vai chegar. — eu não gostei do tom sarcástico que ela usou na palavra "chefe". Mas essa é a minha mãe, eu não esperava nada diferente disso, então eu sorri com a previsibilidade dela.
— O Mason anda precisando de um exercício de paciência... — eu continuava sorrindo pensando no assunto enquanto passava creme em minhas mãos. Seria divertido vê-lo esperar por mim, mas ele era o anfitrião. Ele não poderia chegar atrasado à própria festa. -... Mas eu estou pronta.
Eu e a minha mãe saímos do meu quarto, descendo a escada até o primeiro andar do apartamento. Logo que chegamos à sala de estar, a campainha soou. Só podia ser ele. Eu olhei rapidamente para a minha mãe que sorriu para mim, me incentivando a abrir a porta. Eu fui até a porta já um pouco ansiosa e a abri.
Era inacreditável... Eu pensava que era impossível que ele ficasse ainda mais lindo, mas pelo visto, eu me enganei. Ele estava simples e primoroso. Os olhos dele brilhavam contrastando com a noite escura, os cabelos negros estavam impecavelmente desarrumados como sempre. Estava sem barba, o que, na minha humilde opinião, o faz parecer mais jovem e ainda mais lindo, mesmo que a barba ressalte o estilo sexy dele. Ele usava um terno slim preto e uma camisa social azul escura com os dois primeiros botões abertos, acompanhados por sapatos sociais da mesma cor do terno. Com toda a certeza, o homem mais perfeito que eu já vi.
— Oi, An. — ele disse subindo o último degrau da entrada do meu apartamento e ficando muito próximo de mim.
— Oi, Mason. — eu o respondi e ele beijou o meu rosto. Eu senti o tempo parar por milésimos de segundos, sentindo os lábios dele na minha pele e o perfume dele no ar. Céus... Eu amo esse perfume.
- Está usando o sabor morango. — ele continuava com o rosto dele muito próximo do meu, admirando os meus olhos com aqueles impetuosos mares azuis e no rosto dele um leve sorriso de canto era evidente. Eu senti meus batimentos se acelerarem instantaneamente. Logo eu senti as mãos dele na minha cintura enquanto o via aproximar a boca dele do meu ouvido. — Não devia me provocar assim, An. — ele mordeu o lóbulo da minha orelha, puxando-o devagar e suave com os dentes dele. Isso era gostoso demais... Eu fechei os olhos rapidamente e estremeci sentindo o hálito quente dele tão próximo da minha pele e com o leve mordiscado dele no meu lóbulo.
Eu não queria provocá-lo, mas eu nem consegui dizer isso naquela situação, eu estava mais do que apreensiva. Eu abri meus olhos novamente e permaneci estática vendo-o se afastar de mim lentamente, soltando a minha cintura e ficando à minha frente, novamente fitando meus olhos. — Vamos? — ele perguntou ainda me observando e sorrindo, provavelmente por minhas reações. Por que ele tem que ser tão apreciável e tão irritante?
— É claro, só um minuto. — eu entrei no meu apartamento, ainda afetada por ele. Minha mãe já não estava na sala. A minha mãe e o meu pai iam mais tarde à comemoração, já que a festa realmente começava às 20h:30. Eu peguei a minha bolsa e saí do apartamento fechando a porta atrás de mim. O Mason estendeu a mão para mim com um lindo sorriso no rosto. Eu me surpreendi um pouco, mas logo segurei a mão dele também sorrindo, sendo conduzida por ele até o carro dele...
-... Um Audi Tt Coupe 2011? — eu adoro os carros da Audi.
— Entende de carros? — ele parecia surpreso pelo sorriso dele enquanto ele abria a porta para mim.
— Um pouco. — eu disse entrando no carro, me sentindo mais tímida que o normal. — Meu pai coleciona miniaturas. Nós sempre conversávamos sobre carros quando eu era menor. — ele assentiu esboçando um sorriso de canto e fez a volta no carro, entrando no mesmo. O carro era lindo. O console central e as portas tinham detalhes em alumínio escovado e os bancos esportivos tinham revestimentos em couro em dois tons, dando um ar ainda mais sofisticado ao automóvel. O Mason deu a partida no carro.
- O motor é de 2.0 L, turbo TFSI, e desenvolve 211 CV. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 6.1 segundos. Tem computador de bordo com tela LCD localizada no painel, piloto automático, freios ABS com ESP, sensor de estacionamento traseiro, sistema de som Bose e volante multifuncional. – ele explicava com um sorriso sem tirar os olhos da estrada, percebendo toda a minha admiração com o veículo. Meu pai ficaria deslumbrado com esse carro, eu fiquei.
- Desde quando tem esse carro? – eu interroguei.
— Desde dois mil e onze. — ele respondeu me olhando rapidamente e voltando a atenção dele para a estrada novamente. Nossa...
Nós ficamos em silêncio por um tempo, um silêncio perturbador para mim e aparentemente para ele também:
— Sabe, An... Eu não sei se você está mais gostosa hoje ou quando me agarrou. – ele disse sorrindo libidinoso ainda olhando para frente, eu revirei meus olhos para ele. Era assim que ele puxava assunto? Bom... No caso dele, hoje vence. Ele realmente estava perfeito... E sorrindo desse jeito ele parecia... Incomparável. Eu fiquei o admirando por um tempo sem nem mesmo perceber enquanto ele dirigia.
- Como é bom ser contemplado... — ele disse sorrindo ainda olhando para frente. Eu virei o meu rosto assim que ele olhou para mim. Eu pude sentir o meu rosto enrubescer com a vergonha enquanto eu olhava para o meu próprio corpo.
— Eu não estava te contemplando. — eu respondi nervosa. Droga... Eu tenho que ser convincente.
— Não precisa ter vergonha, An. Eu não me importo de ser cobiçado. — ele continuava sorrindo de canto, ainda tão perfeito... Droga! Eu tenho que parar com isso... — Principalmente por uma mulher que me interessa. Ou melhor, que me excita. — ele disse sorrindo malicioso e olhando para mim por mais tempo. Eu olhei para frente nervosa e só então eu notei que já estávamos na garagem do salão. Ele tirou o cinto de segurança ainda sorrindo e saiu do carro, fazendo a volta para abrir a porta para mim enquanto eu tirava o cinto de segurança.
— É melhor você se comportar hoje. — eu disse como um aviso saindo do carro assim que ele abriu a porta para mim, me lembrando de todos que estariam nessa festa.
— Isso é uma ameaça, An? — ele perguntou arqueando as sobrancelhas, levemente divertido.
- Talvez. — eu o respondi da mesma forma.
— Você não faria nada para me constranger. — ele parecia seguro e confiante. Eu não teria tanta certeza se fosse você, Sr. Walker.
— Tem certeza? — eu continuei perguntando divertida, me admirando com meus próprios pensamentos.
— É claro. Seu emprego está em jogo, An. — ele disse com um humor notável. Sim, isso é verdade, mas...
-... Eu poderia fazer com que o Sr. constrangesse a si mesmo, Sr. Walker. — eu sorri pensando sobre o assunto. Desde quando eu tenho estes pensamentos?
— Como assim? – ele parecia confuso se aproximando um pouco mais de mim.
— O Sr. normalmente é tão criativo, Sr. Walker... Tem certeza de que não pensou em nada? — eu disse com um sorriso malicioso. Eu percebi os olhos dele escurecerem de repente... Ele tinha entendido a minha brincadeira. Até parece que eu faria algo para deixá-lo excitado.
— É melhor não me provocar, An. Eu não me responsabilizo pelos suscetíveis danos. — ele ficou muito próximo de mim, com o rosto dele a centímetros de distância do meu, olhando para os meus olhos e os meus lábios, mas inacreditavelmente, eu não fiquei intimidada com a nossa aproximação e sim... Motivada pelo olhar incontinente dele.
Eu aproximei o meu rosto do dele lentamente como se fosse beijá-lo, ele me olhava com... Desejo. Os olhos tão escurecidos e brilhantes fitando os meus... Os lábios entreabertos... Mas eu me aproximei do ouvido dele, ficando com o meu rosto do lado do dele. — Nem eu, Sr. Walker. – eu falei com a voz mais sedutora que eu conseguia, mesmo eu não estando acostumada com esse tipo de coisas. Eu percebi a respiração dele se alterar... Eu sorria maliciosa e satisfeita me afastando lentamente do rosto dele, no qual eu logo vi uma expressão ainda mais desejosa... Eu o deixei excitado sem nem mesmo tocá-lo! Então não sou só eu que sou afetada por ele... Eu também o deixo abalado. E agora que eu sei disso ele não me tem mais sob controle. Eu também posso provocar, Mason...
Eu me afastei mais dele ainda sorrindo, dando-o as costas e indo até a entrada do salão a passos largos, já sentindo as conseqüências do meu ato impensado. O que eu fiz?! Eu não acredito que... Eu seduzi o Mason. Era uma brincadeira, mas... Droga.
Eu dei o meu nome na entrada e percebi que não tinha quase ninguém no salão. Só então eu me lembrei que os convidados só chegariam mais tarde. Eu paralisei. Eu e o Mason ficaríamos sozinhos no salão. Bom... Não exatamente, já que o pessoal que organizou a festa estava no local, o que me dava certa tranquilidade. Eu suspirei indo até uma das mesas na lateral direita do salão. Eu realmente não acreditava no que tinha feito. Era uma brincadeira, mas... Aquela expressão no rosto dele... Eu estremeci só de lembrar.
Alguns segundos depois eu vi o Mason na entrada do salão. Ele olhava ao redor e um sorriso malicioso se formou lentamente no rosto dele quando ele me avistou. Eu fiquei estática admirando a expressão dele, me sentido plenamente aflita. Ele caminhou alguns passos na minha direção com aquele sorriso libidinoso no rosto, me deixando sem ar e fazendo partes do meu corpo se contrair em antecipação. Mas, felizmente, alguém o interrompeu. Era uma mulher muito familiar para mim, mas eu não consegui perceber de quem se tratava até que ela se virou levemente enquanto conversava com ele. Era a Sra. Bradley. Não era à toa que a decoração do salão estava impecável. Eu fiquei os observando conversar, provavelmente sobre os detalhes da festa. Eu fiquei aliviada quando ele a seguiu. Eu teria que agradecer a Sra. Bradley depois. Pelo olhar e o sorriso dele para mim, eu me arrependeria muito de tê-lo provocado.
Notas finais
Muito obrigada por tudo, meus lindos! Beijos! ^^
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