Someday

10 Capitulo 9


Notas iniciais
Boa tarde amores, como vocês estao? Acredito que ansiosos para esse capítulo... bom, espero que aproveitem e a gente conversa lá embaixo... AVISO: ESSE CAPÍTULO CONTEM CENAS DE SEXO.

[...]

Depois de nossa dança, eu estava exausta e Edward percebendo isso disse que deveríamos ir embora. Ele me levou para despedir de sua família.

—Filho, leve a Bella para jantar conosco na semana que vem quinta à noite. -Esme disse me pegando desprevenida e me deixando extremamente ansiosa.

—Claro, se ela quiser. –ele disse sorrindo.

—Se você quiser vir será muito bem recebida. –Esme disse carinhosamente para mim.

—Vai ser um jantar somente conosco. –Carlisle afirmou.

—Alice que planejou tudo. –Esme disse.

—Por favor, Bella, eu quero muito que você esteja. –Alice disse enquanto me abraçava de lado.

Eu não tive o que falar diante de tudo aquilo.

—Tudo bem... Eu irei. –disse a eles, já sabendo que estava encrencada.

Eu me despedi de todos, prometendo que os veria na quinta.

.

Não percebi o quão exausta estava até entrar no carro e deitar minha cabeça sobre o ombro de Edward. Minhas pálpebras se fecharam, e eu só acordei quando já estava no apartamento, com Edward me chamando.

—Vem, Bella, vou te ajudar subir.

—Arg, preciso me livrar desses saltos. –resmunguei e nem soube ao certo como Edward entendeu o que eu havia dito.

Edward me ajudou a sair do carro, e depois a retirar meus saltos. Ele apoiou meu corpo em seu braço, e me levou para dentro do elevador. Despertei um pouco quando soube que estávamos sozinhos em um espaço muito pequeno, meu corpo inteiro pareceu se ascender quando me dei conta que ele estava subindo para meu apartamento. Apesar de querer me enroscar com ele, entre os lençóis eu sabia que deveria manter distância entre nós. Edward havia sido tão gentil, fazendo questão de sempre me manter por perto, me incluindo em todas as conversas, só a lembrança de loiras em cima dele me dava nos nervos. Mas, era sensato que eu me lembrasse que éramos apenas amigos. Apesar de eu me sentir mais intimidade com ele do que qualquer outra pessoa.

Por outro lado, eu sentia o desejo por ele me queimando por dentro, ele era solteiro e incrivelmente sensual e lindo, se todos os olhares e contatos que tivemos realmente fosse o que pareceu, Edward também me queria.

Estávamos na porta do apartamento, peguei as chaves para abri-la, mas o estranho era que elas já estavam abertas.

—Algum problema Bella? –ele disse atrás de mim.

—A porta... ela está aberta. Não deveria...-minha voz saiu com tom de medo e ele claramente notou.

—Certo. Eu vou entrar para checar, e você fica aqui.

Estava desnorteada demais para falar alguma coisa, coloquei a mão sobre seu braço o impedindo.

—Vai ficar tudo bem, eu já volto. –ele prometeu.

Edward entrou, os minutos que ele ficou lá dentro pareciam, horas. E então ele voltou, acendendo as luzes.

—Pode entrar, Bella. Não tem perigo.

Eu o abracei, não sabendo exatamente o porquê, se pelo medo, ou pela súbita necessidade de manter contato.

Edward fechou a porta atrás de nos. Eu me soltei dele e caminhei até a cozinha para tomar um copo de agua.

—Rosalie saiu para uma viagem a trabalho, por isso achei estranho. Ela deve ter deixado a porta aberta. Não acredito nisso.

—Menos mal se ela esqueceu, poderia realmente ter sido alguém. Mesmo assim, você deve mandar trocar a fechadura, logo de manhã. –ele disse sério.

—É acho que devo fazer isso, não sei se foi uma tentativa de roubo.

—Tenho uns caras, se você quiser eu posso pedir o serviço.

—Obrigada, Edward. Acho que eu não conseguiria algum chaveiro no domingo. –disse suspirando.

Reparei em como Edward era extraordinariamente lindo. E ele tinha razão em querer uma companhia para o baile para que não o atrapalhassem, pela minha contagem mental fora 12 mulheres ao total tentando jogar charme para cima dele. E a todo momento eu tive que ficar ao seu lado como se fosse um repelente para afasta-las. De sorte havia dado certo.

—Acho melhor eu ir, para que você possa descansar.

—É Edward, eu não sei, se talvez você pudesse ficar comigo aqui, você sabe toda essa coisa... –eu murmurei.

—Você está me convidando para dormir com você? –ele sorriu torto.

—Sim, eu acho. Estou com medo de dormir sozinha. –menti.

Que ideia estupida, era claro que eu não queria que ele ficasse porque eu estava com medo.

—Bom, amanhã é domingo, acho que posso ficar.

Eu senti uma onda de alivio e tensão. Não esperava que ele fosse aceitar. Eu procurava não beber, porque sempre que bebia algo alcoólico eu começava a ter atitudes como essa.

—Certo, então eu durmo no quarto de Rosalie e você pode ficar no meu.

.

Edward falava com seu motorista enquanto eu arrumava o quarto para ele.

Eu comecei a organizar os fatos dentro da minha cabeça. Era muito claro que eu estava atraída por Edward, talvez ele tivesse sido o único homem quem eu desejasse com todo meu corpo, eu não podia ignorar todos os choques que ele causava em mim toda vez que me tocava. Era de certo que eu estava fugindo de romances, mas Edward não me parecia querer romance. Eu podia ouvir a voz de Rosalie: “Eu não acredito que você tinha Edward Cullen dormindo ao lado da sua cama e não se aproveitou disso.”

Surpreendendo a mim mesma, não sai do quarto quando ele entrou.

Inspirando profundamente eu o encarei. Edward estava encostado na porta sem o paletó e gravata, somente com a camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos.

—Pensei que eu não teria companhia essa noite. –sua voz era tensa.

—Será que você pode me ajudar a retirar o vestido? –eu disse tão baixo que não sei como ele ouviu.

—Vem aqui. –o tom de sua voz era uma mistura de desejo e luxuria.

Andei até ele ficando a meio metro da sua frente. Muito próximo.

—Vire-se. –ele ordenou.

Eu me virei e senti seus dedos abrindo meu vestido, em vez de segura-lo eu deixei que ele caísse formando uma pilha nos meus pés. Ouvi o grunhido baixinho de Edward. Eu vestia apenas uma calcinha mínima de renda por baixo e saltos altos. Fiquei ali imóvel, sentindo sua respiração pesada contra meu ombro. Quando pensei que surtaria com a expectativa, senti uma caricia bem leve começando em minha nuca, retirando todos os cabelos de minhas costas e os colocando de um lado só, depois o toque desceu pela minha coluna, até meu traseiro. Eu fechei os olhos sentindo os familiares arrepios. Quando Edward intensificou os toque ele me puxou ao seu encontro. Bati as costas em seu peito duro. Senti sua respiração no meu pescoço, um braço me envolveu e a outra mão subiu para meu seio, gemi no momento em que ele apertou o bico endurecido enviando ondas por todo meu corpo.

—Tão linda... Quantos dias eu imaginei tocando seu corpo...

Edward começou a trabalhar com seus dedos em meu peito, puxando e esfregando meus mamilos. Agora ele tinha suas duas mãos pressionando contra mim. Edward pressionou as duas pontas ao mesmo tempo, e eu gritei. Podia sentir meu sexo encharcado.

—Oh.. Edward... —ouvi seu gemido quando pressionei meu traseiro em sua crescente ereção.

Edward pressionou mais ainda meus mamilos eu teria certeza que ele me faria gozar se continuasse.

—Você não imagina o tanto que desejei isso...

Tentei me virar para o beijar, mas seu braço me mantinha firme colada ao seu corpo, sua mão em minha cintura desceu para o sul, bem aonde eu mais precisava dele, e quando seus dedos entraram em contato com minha carne molhada ele gemeu, fui preenchida com dois dedos e minhas pernas fraquejaram. De repente Edward me virou, e me possuiu com um beijo, eu quase cai, agarrei tão forte seus cabelos que talvez ele sentisse dor. Edward chupou meu lábio inferior, enquanto segurava um punhado de cabelo em suas mãos. Ele puxou minha cabeça para o lado lhe dando acesso ao meu pescoço, onde ele chupou e mordeu.

Edward puxou minhas duas pernas para cima e eu pulei em seu colo cercando sua cintura. Os toques de Edward não eram nada gentis, e suas mãos passavam por todo meu corpo. Percebi que havíamos chegado a cama quando ele me deitou sobre ela. Edward ficou no pé da cama e retirou sua camisa e calça, mais rápido do que eu imaginei ser possível. Ele montou em mim, colocou dois braços, um de cada lado da minha cabeça, e então encostou a boca na minha.

—Você tem certeza disso? –ele sussurrou.

—Nunca tive tanta certeza.

Eu acho que suspirei no momento em que ele me beijou novamente, Edward explorava minha boca com sua língua como se realmente quisesse descobrir algo novo. Ele desceu seus lábios para meu pescoço mordiscando e beijando, enquanto eu abraçava sua cintura com minha perna e enfincava a unha em sua costa.

Então senti seus lábios em um dos meus seios e o outro Edward prendeu o bico entre seus dedos novamente. Ele beijou o bico, depois rodeou o mamilo com a língua e o chupou com força, demoradamente, puxando até que a aréola estivesse apertada e formigando. Ele fez isso com o outro. Eu não podia segurar os gemidos que escapam de mim, ninguém nunca havia me tocado dessa maneira. Edward seguiu do meu peito até minha barriga, e retirou minha calcinha com facilidade. Então se posicionou entre minhas pernas separando meus joelhos. Ele olhou para mim e eu gemi com a expectativa.

—Ah... Isabella... o que você faz comigo? Só sua visão totalmente aberta e entregue a mim me deixa duro como uma rocha.

Ele olhou demoradamente para mim como se estivesse pedindo permissão. E eu queria aquilo mais que tudo.

Edward...—gemi.

No momento que pronunciei seu nome, vi seu belo corpo entre minhas pernas, e senti sua língua me atacando, profundamente dentro de mim. Eu gemi tão alto como nunca tinha feito. Os movimentos de Edward eram rápidos, certeiros, ele sabia o que estava fazendo. La dentro, sua língua tocou cada lugar que pode alcançar. Pequenos choques vibravam no meu corpo fazendo com que minhas pernas tremessem. Edward possuía uma barba rala, que arranhava ao longo dos lábios sensíveis, aquilo estava me deixando cada vez mais em êxtase. Ele parecia que estava devorando uma espécie de alimento, ele gemia e grunhia. Edward segurou meu clitóris entre seus dedos, girando e esfregando, meu corpo parecia não estar ligado ao meu cérebro e se debatia na cama, eu agarrei os lençóis embaixo de mim enquanto sentia o orgasmo se formando, Edward movimentou os dedos em meu interior enquanto sua língua brincava com meu botão de tensão. Eu subi até a borda e explodi. Edward lambeu toda minha excitação. Meu corpo se acalmou, mas eu queria mais dele.

Vi quando Edward abriu o preservativo e desenrolou em toda sua extensão. Eu arregalei os olhos, ele era grande mas proporcional ao seu corpo e grosso. Era lindo. Pensar que aquilo tudo estaria dentro de mim em instantes me fez gemer alto.

—Seu gosto e tão doce, Isabella, o melhor...

Edward montou em cima de mim novamente e então senti ele me penetrando. Era como se tudo aquilo nunca fosse acabar. Eu queria tanto aquilo que quase gritei de felicidade. Passei minhas pernas ao redor do seu corpo segurando-o bem apertado próximo de mim.

—Céus... –ele murmurou de olhos fechados.

Eu agarrei sua costa. Aquele preenchimento era perfeito. Então ele começou a se movimentar, gemíamos juntos enquanto ele entrava e saia.

Edward me beijou demoradamente e profundamente. Eu podia sentir Edward extenso, duro e fundo dentro de mim, e eu não queria que ele saísse nunca mais dali. Eu me desloquei da cama e nos virei, montando sobre ele, suas mãos grudaram minha cintura me ajudando a subir e descer sobre sua ereção. Os dedos fortes de Edward me indicaram que ele precisava de mais, então eu o dei, montei forte nele, subindo e descendo... Eu o apertava com os músculos internos promovendo prazer a ele, pelo jeito de sua expressão ele estava gostando... e muito. Edward se sentou ficando de frente para mim, e se encostou na cama, eu agradeci internamente e agarrei a cabeceira.

Edward agarrou meus seios.

—Eles são tão lindos... parece ter sido feitos para mim.

E era verdade, eles cabiam exatamente em suas mãos. Edward abocanhou um deles e o chupou ferozmente. Eu tornei os movimentos mais rápidos e fortes, eu estava chegando ao ápice e queria que ele viesse junto, Edward começou a dizer coisas sem sentidos e segurou minha cintura jogando a cabeça para trás, e então gozamos juntos. Literalmente juntos. Ficamos naquela posição esperando nossas respirações se normalizarem.

Edward me abraçou, passando a mão de leve por minhas costas e coxas, depois de um minuto, ele nos deitou, e saiu de mim. Ele levantou e jogou o preservativo fora, logo em seguida voltou para a cama, e se deitou ao meu lado. Quase inconsciente já, senti ele beijando meus cabelos.

—Descanse, querida.

Acordei no meio da noite e Edward ainda estava acordado. Eu olhei para seu belo rosto enquanto sentia as caricias em meu cabelo.

—Você não dormiu?

—Ainda não.

—Por que?

Edward não respondeu. Mas, parecia preocupado.

—O que mudou? –eu perguntei. –Entre nós.

—Nada. –senti seus dedos acariciando minha costa. –Não tem mais possibilidades de eu ficar longe de você.

—Não fique. –eu murmurei.

Edward olhou em meus olhos. Todos os medos por ele não me querer haviam ido embora. Eu puxei Edward para beija-lo e ele montou em mim.

Edward me beijou profundamente e nos perdemos um no outro duas vezes seguidas.

.

Já era tarde quando me despertei olhando para o relógio digital ao meu lado. Havíamos dormido demais. Me despreguicei e por falta de espaço na cama bati o braço em um corpo inerte. Virei para olha-lo e de repente uma onda de recordações passaram por mim. Eu havia transado com Edward Cullen. Porra. Lembrar fazia meu sexo se contorcer, e minha pele formigar, Edward beijava mais do que bem, era mestre no sexo oral e excelente no sexo. Nenhum homem havia me feito sentir tanto prazer quanto Edward. Mas, o que havíamos feito era errado, nos éramos amigos, apenas amigos. Edward estava virado de barriga para baixo, e ao contrário de mim, tudo o que eu via era sua costa e sua bunda, mal coberta pelo lençol, que por sinal era linda também e eu não tivera tempo de admirar na noite passada.

Senti minha barriga roncar e decidi deixar ele acordar sozinho, para não se sentir envergonhado. O quarto estava escuro e sua camisa era a peça mais perto de mim. Eu a vesti e sai de fininho do quarto indo para a cozinha. As dores deliciosas que eu sentia me fazia lembrar que há um bom tempo eu não tinha sexo bom. Mike havia sido um fiasco, era horrível ter que conviver com ele e seu ego todos os dias. Edward sim era um homem para se orgulhar.

Liguei uma música na intenção de sobressair os meus pensamentos e resolvi fazer panquecas para o café da manha.

Depois de uns bons minutos quando as panquecas estavam prontas, me virei para levar ate a mesa e me assustei com a figura sentada no balcão me observando com um sorriso no rosto.

—Edward. –dei um pulo de susto.

—Bom dia, Bella. –ele sorriu torto.

—Faz tempo que você esta ai?

—Faz bem uns 10 minutos.

—Ah droga, então você me viu minha dança desastrosa.

—Você dança bem, para uma cozinheira.

Nós rimos, mas logo me recordei que estava com vergonha. Passei por ele colocando as panquecas em cima da mesa, e voltei para pegar o suco, vi em todo momento que seus olhos me acompanhavam.

—Minha camisa ficou boa em você.

—Peguei emprestada só porque não tinha outra peça a vista no escuro. Bom, temos panquecas para hoje, você gosta?

—Panquecas... eu gosto bastante.

Nós nos sentamos a mesa e comemos em silencio, meu olhar voltado para baixo o tempo todo. Quando acabamos de comer, eu fiz menção para me levantar, mas Edward segurou meu braço.

—O que foi, Bella? –ele franziu o cenho.

—O que?

—Você está com vergonha de mim.

Eu suspirei.

—Eu sinto muito por ontem, não deveria ter ido até seu quarto.

—Por que?

—Somos amigos e o que aconteceu é embaraçoso.

—Você está arrependida? –eu olhei em seus olhos e eles pareciam estar chateados.

—Não. –admiti. –Eu não sei porque não consigo esconder nada de você, tenho necessidade de sempre te falar a verdade...

—Bella...

—Escute, eu não estou arrependida se foi isso que pareceu, me desculpe, eu só acho que talvez você não quisesse. –ele riu e eu fiquei sem entender.

—Eu nunca transaria com alguém se não quisesse.

—Bem é que quando conversamos sobre isso...

—Nós concordamos em deixar rolar e foi o que aconteceu.

—E nossa amizade?

—Qual o problema? Nós somos amigos coloridos. –ele sorriu descontraído.

—Amigos coloridos, Edward?

—Sim, nós dois vamos continuar sendo amigos, mas também somos homem e mulher... você e uma mulher muito atraente Bella, e o sexo foi... caramba, sensacional, nós podemos fazer isso.

—Eu não sei, isso pode dar errado.

—Bom, então tudo bem, a gente esquece tudo o que aconteceu ontem e seguimos em frente.

“Seguimos em frente” Edward estava me propondo uma serie de sexo bom e ainda por cima continuaremos sendo amigos. Ele não estava propondo nada serio, e com compromissos, só alivio sexual.

—Bella, o que pode dar errado?

Eu me apaixonar. Quis dizer a ele. Meu coração estava fechado, mas Edward... ele era tão diferente, tão carinhoso, gentil, poderia acontecer. Mas eu também queria provar mais dele.

—E como isso vai ser? Esse negócio de amizade colorida?

—Bom, sempre que quisermos nós podemos nos ver.

—E vão existir outras pessoas? –eu não suportaria a ideia de Edward com outra.

—Não, seremos só nos dois. –acho que suspirei.

—Bom...

Olhei para ele mordendo os lábios, no segundo seguinte eu estava sobre os ombros de Edward sendo carregada para o quarto.

Mais tarde, depois de duas rodadas de sexo e um bom banho, Edward havia chamado o chaveiro para trocar a fechadura da porta e trancas das janelas, e seu motorista que agora eu sabia seu nome “Will”, lhe trouxe uma muda de roupas.

—Bella? –Edward apareceu no quarto enquanto eu trocava de roupa.

—Edward, entrar sem bater e falta de educação eu estou semi nua. –disse tentando me esconder. Ele riu.

—Não tem nada ai que eu não tenha visto. –ele piscou.

Edward vestia uma camisa polo preta com uma calca jeans, finalmente parecia com um homem de 27 anos.

—Bella, sua fechadura esta trocada e temos uma chave para Rosalie também, você deve ligar para ela e perguntar o que houve.

—Sim, eu ia fazer isso depois de me trocar. Quanto foi o serviço do chaveiro em pleno domingo?

—Não se preocupe com isso.

—Edward, você não pode fazer isso, eu quero pagar.

Edward andou até mim e me puxou para seu corpo, beijando castamente.

—Tenho várias formas que você pode me pagar, e não são com dinheiro.

—Você pode me dizer algumas então... –eu disse levando minha mão até o cos da sua calca. Edward segurou minha mão.

—Não agora, preciso te alimentar, e depois tenho planos para nós.

—Podemos almoçar fora? Não acho que tenha algo aqui.

—Sim, vista-se. –ele disse me beijando e depois me deixando sozinha.

..

Edward me levou ao restaurante Shuckers um restaurante sofisticado e rustico com mesas de madeira, e uma decoração na cor mogno. O almoço foi totalmente tranquilo, conversamos sobre coisas não muito serias, Edward me contou sobre os bailes beneficentes que ele tinha que ir sempre, contou que uma vez uma mulher havia arruinado sua parceria, era por isso que agora ele precisava estar acompanhado.

—Mas, na verdade eu não te convidei só por isso, Bella. Eu queria muito que você fosse comigo, mas estava com medo de não aceitar, então Alice me propôs isso. E deu certo. –ele piscou.

—Então a verdade é que você não precisava de uma companhia.

—Eu precisava, mas fiz um pouco de drama para você aceitar. –ele deu de ombros.

Eu cerrei os olhos para ele, rindo em seguida.

—Eu iria com você a qualquer lugar. –eu disse a ele.

—Que bom, não me arrependo de um minuto se quer. –ele sorriu torto.

Edward contou sobre seus pais, disse que Carlisle era um dos melhores advogados que ele já conhecera e havia se inspirado muito em seu pai. Ele disse também que Esme sempre havia gostado de decorações, mas não teve oportunidade de fazer uma faculdade quando mais nova. Logo eles o adotaram e ela resolveu dedicar seu tempo somente para cuidar dele, assim como de Alice logo que ela nasceu. Porém, ela possuía um atelier na mansão que moravam, e fazia alguns artesanatos para vender. Mas, Alice desenvolveu a mesma paixão que ela e hoje Esme trabalhava junto com Alice.

—Isso é muito bacana, Edward. Fico feliz que apesar de tudo sua mãe está aonde ela sempre amou.

—Sim, eu também, ela merece.

Edward perguntou mais sobre Rosalie, eu disse que ela trabalhava como jornalista, e estava a trabalho em Nova Iorque.

—Edward você é tão amigo de Emmett e mesmo assim viu Rosalie poucas vezes?

—Bella, eu não sou muito de sair. Conheço Rosalie porque Emmett fala muito sobre ela, e eles começaram a namorar depois que Emmett entrou na empresa.

Eu assenti.

—Me conte um pouco sobre seus pais. –ele pediu.

—Depois que minha mãe morreu, Charlie entrou em uma depressão profunda, graças a Forks ele se reergueu e hoje não pensa mais em sair de lá.

—Ele ficou sozinho em Forks?

—Não, hoje ele tem Sue e amigos com os quais todos os fins de semana sai para pescar.

—Ele gosta de pesca?

—Charlie ama pescar, talvez ame mais do que sua própria filha. –eu disse rindo.

Edward me acompanhou.

—Impossível. –ele disse piscando. -Eu costumava pescar com Carlisle em Aspen.

—Aspen? Vocês iam sempre?

—Sim, minha família possui um grande chalé, porém faz anos que eu nunca mais fui para lá.

—Sempre tive vontade de conhecer Aspen. –disse.

—É mesmo?

—Sim, meu sonho. –eu sorri.

—Eu te levo um dia. Mas, só vamos se você me levar para Forks.

—Não brinca! –eu disse visivelmente feliz. -Edward, você parece meio obcecado por Forks. –franzi o cenho.

—Bella, eu conheci muitos lugares, posso dizer a você que viajei por muitos países, eu gostaria de conhecer a cidade e gostaria também de reencontrar o seu pai. Se você não quiser eu vou entender.

—Ok, agora você fez eu me sentir péssima. –ele riu novamente e eu fiquei sem graça.

—Deixe de besteira.

—Se você quer ir até Forks, nós iremos.

Edward sorriu como uma criança de cinco anos.

—Por onde você tanto viajou? –eu perguntei.

—Maior parte foi para Europa.

—Só viagem ou trabalho também?

—Os dois.

—Me fala sobre uma coisa... Você disse que tem sonho em ser escritora, certo?

—Hum... sim.

—E você tem alguma coisa publicada ou pronta?

—Na verdade eu tenho alguns textos sim e estou escrevendo algo maior. –decidi revelar, mas não disse que ele era a inspiração principal.

—Algo tipo um livro?

Eu balancei a cabeça positivamente

—Eu posso ler?

Aquilo me pegou de surpresa, eu arregalei os olhos para ele.

—Serio?

—Sim, Bella. –ele disse tranquilamente.

—Bem, eu acho que sim, um dia.

—Eu posso lidar com isso. –Edward sorriu.

E eu fiquei fascinada pelo seu sorriso, tive que forçar meu pulmão diversas vezes para ele voltar a fazer seu trabalho. Eu pressentia que a nossa relação passaria da amizade, e isso não era bom.

Notas finais
HAJAAAA CORAÇÃO! FINALMENTEEEE, POSSO OUVIR UM "ATE QUE ENFIM?" Gente, a primeira vez deles nao foi tao romantica assim porque eles ainda estao se descobrindo certo? Mas, espero que vocês tenham gostado do capitulo, tentei dosar a cena picante com algo baseado na amizade e cumplicidade que eles estão construindo... Devo agradecer e dizer que estou extremamente feliz com a primeira recomendação da fic YEAAHHH, estamos construindo esta historia juntos, sem vocês ela não é nada. Muito obrigada tambem as novas leitoras que começaram a comentar e as que ja comentam todos os capitulos, eu amoooo vocês! Peço que continuem comentando e dizendo o que estão achando da fic... Recomendem, favoritem e comentem... Gente, estão me pedindo capitulo com POV Edward, eu irei pensar sobre isso, tentarei colocar algumas coisas, mas a ideia principal é fazer somente do ponto de vista da Bella, por isso se tiver algo será bem pouco, até porque nós proximos capitulos Edward começara se abrir mais com a Bella e contar sobre ele. Enfim, é isso! Ate o proximo amores.