Someday

30 Capitulo 28


Notas iniciais
ESTOU VIVA E A FIC TAMBÉM!!!!!!!!!!! UHUUUU Quero que vocês aproveitem o capitulo, mas nao se esqueçam de ler a caixinha de texto la embaixo certo?!

POV EDWARD

Eu me sentia o ser humano mais imbecil e idiota da terra. Esme sempre dizia que tinha orgulho de mim, que eu era um rapaz educado e inteligente, sempre tive certeza das minhas decisões e sempre soube como agir diante das circunstancias. Mas, ai eu conheci a Isabella. E me lembrei dos tempos de garoto, quando Esme me disse também que eu iria conhecer uma garota e ela iria mudar tudo, ia mudar minha forma de pensar, de sentir, de enxergar o mundo.

Mas, o que eu não imaginava era sentir tudo o que eu estava sentindo agora. Fazia uma semana que eu havia deixado Isabella em seu apartamento. Uma fodida semana. Uma chuva forte caia sobre Seattle enquanto eu a observava da janela do meu escritório, com o quinto ou sexto copo de whisky na mão. Eu deveria estar revendo o processo que tinha que defender na segunda feira, mas Isabella não saia da minha cabeça.

Meu celular estava esquecido no fundo da gaveta, com mais de 100 ligações perdidas de Alice, eu sabia que ela iria aparecer no meu apartamento uma hora ou outra. A única pessoa que eu realmente falava era Emmett, no escritório.

E fora ele que me deu a noticia que a Bella estava pedindo sua demissão, eu assinei aquela porra de contrato com tanto desgosto e sai do escritório, não querendo falar com mais ninguém. Eu sabia que uma hora ou outra ela ia se desligar da empresa por conta do seu livro, mas naquele instante parecia que tudo o que ela queria era ficar longe de mim. E claro, ela tinha razão.

Eu pensei em ligar para Isabella, ou ir até seu apartamento, mas alguma coisa não me deixava sair da onde eu estava.

Outro fato instigante da minha semana foi Laurent aparecer no escritório, querendo falar comigo.

“-Com licença, Edward, tem um homem ai fora que insiste em falar com o senhor.

—Quem? –disse mal humorado.

—Ele disse que se chama Laurent.

Eu fixei meu olhar sobre Jessica e vi seu corpo se encolher. Que diabos ele queria depois de 5 anos?

—Mande entrar.

Após 2 minutos, Laurent entrou em minha sala.

—Edward, é bom revê-lo. –ele maneio a cabeça.

—Laurent, sente-se. –indiquei as cadeiras a frente da minha mesa.

Ele se sentou e ficou avaliando meu escritório.

—Você teve sucesso por aqui, ampliou os negócios, possui dezenas de funcionários, reformou o escritório. –ele disse em tom de admiração, mas sinceramente eu não estava afim de ouvir aquilo.

—O que te traz aqui?

Ele me encarou.

—Vou direto ao assunto. Minha irmã te trouxe problemas.

—Muitos.

—Eu sei que ela se encontra no hospital, conversei com médicos e policiais.

Como não disse nada ele prosseguiu.

—Sei que você pagou a cirurgia dela, e que sua família ainda não prestou queixas por invasão de domicílio.

—Isso mesmo.

—Bom, eu queria agradecer por isso Edward, meu negócio faliu e Victoria não possui nada além das roupas do corpo, nos nunca conseguiríamos pagar por essa cirurgia.

Eu continuei o encarando.

—Eu conversei com os médicos e minha irmã foi diagnosticada com transtornos depressivos e psicóticos.

—Faz sentido.

—Eu sei que isso não importa para você, mas assim que ela tiver alta do hospital retornaremos para a Belgica, e recomeçaremos nossa vida la, com nossa família e Victoria passara pelos devidos tratamentos. Ela nunca mais voltara a te importunar.

—Ótimo. Isso é tudo?

—Sim. Obrigado mais uma vez. –ele disse, incomodado. Provavelmente esperava que eu fosse dizer algo.

Eu balancei a cabeça e ele se levantou.

—Antes de ir... Parabéns, você sempre foi o mais inteligente de nós dois, eu sempre soube que se daria melhor que eu.

Ele se virou para ir embora.

—Laurent? –ele olhou para mim. –Espero que as coisas melhorem para você. Adeus.

—Adeus, Edward.”

Agora, analisando aquela conversa eu pude entender que faltava aquele último adeus para que eu pudesse retirar definitivamente aquela família da minha vida.

A campainha soou, varias vezes, quando percebi que a pessoa não desistiria, eu levantei contra minha vontade para atender.

Quando abri a porta, vi uma Alice furiosa ali, ela só faltava cuspir fogo.

—Cem malditas ligações perdidas Edward Cullen! Que porra é essa? –ela gritou passando por mim.

—Como você conseguiu subir?

Ela me olhou como “sério? Você não me conhece?”

—Esquece. –eu disse, logo após de fechar a porta.

—Edward que droga, como você pode sumir dessa forma? Você perdeu a gilete?

Eu franzi o cenho, minha barba estava grande, mas não era para tanto.

—Que cheiro é esse de álcool? –ela se aproximou de mim, inspirando.

Eu não respondi. Alice me olhou e suspirou, ela andou até o sofá e sentou-se com a cabeça entre a mãos e começou a chorar, literalmente. Droga, eu não suportava vê-la chorar.

—Alice, por favor... não chore. –eu gemi.

Ela olhou para mim, se levantou, eu pensei que iria acertar um soco no meu peito, mas tudo o que fez foi passar seus braços ao redor da minha cintura e me abraçar. Abracei de volta, e ficamos assim até ela se acalmar.

—Que droga, eu vim aqui para brigar com você! –ela disse me soltando.

—Funcionou nos primeiros 5 minutos. –eu disse e ela me fuzilou com o olhar.

—Você não precisa me dizer o que aconteceu, eu já sei, tive certeza a hora que te vi.

—Como você sabe?

—Edward, eu sou sua irmã, te conheço muito bem. E eu senti sua falta. Agora... você quer conversar?

Eu contei tudo a Alice. Tudo o que estava sentindo, tudo o que pensava...

—Por que você é tão idiota?

—Alice, sinceramente não estou afim de ouvir seus xingamentos.

—Edward, cale a boca e me escuta. Você deixou a mulher da sua vida, por causa do que?

—Simplesmente por não merecê-la.

—Que merda Edward, você realmente acha que Isabella pensa assim? Ela te ama, enxerga isso de uma vez por todas.

—Alice, eu sou um fudido, ela pode amar hoje, mas depois ela não vai mais e eu vou sofrer muito.

—Vai sofrer porque você também a ama, você não percebe como esta privando voce mesmo?

—Não sei se mereço alguém como ela, Isabella é especial.

—Claro que é, e você tem que fazer por merecê-la. Ei, eu nunca vi você dessa forma e eu sei que é amor, assim como eu vejo nos olhos dela, e em tudo que ela faz por você. Edward... por favor, não deixe isso passar abatido dessa forma... por capricho.

—Como você sabe?

—Simples. Nenhum amigo ou uma outra pessoa enxerga que a sua insegurança combina com a vontade de cuidar das pessoas que ela tem. Ninguém além de você vê que ela se preocupa quando você trabalha até tarde ou demora para chegar. Que ela ri quando você gagueja em uma discussão, e reconhece em você, um cara engraçado e carinhoso. Bella é aquilo que ninguém vê. E tudo aquilo que você gosta. No mesmo frasco, atrás do rótulo. Edward, é possível viver um longo período entusiasmado ao lado de alguém. Eu digo por experiência própria. Basta não relacionar-se com estereótipos, mas sim com aquele que sinta a mesma emoção ao olhar no fundo dos seus olhos. Com quem gosta de você como é. Se você errou, peça desculpas. É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado? Mas ninguém disse que é fácil se arrepender também. É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você? Se alguém te ama, ame-o… É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz? Precisamos acreditar e lutar pelos nossos desejos e sonhos.

Eu encarei minha irmã e não pude deixar de perceber quão parecida ela era com nossa mãe, eu não sabia quando ela havia se tornado tão sabia, mas eu sabia que ela tinha a total razão. E ela sabia que havia me convencido, seu sorriso dizia isso.

Eu a abracei e agradeci, Alice não era minha irmã de sangue, mas nossa cumplicidade ia além disso.

.

.

Vendo Bella a minha frente, enquanto almoçávamos em um restaurante próximo ao hospital, eu lembrava de cada palavra que Alice havia dito e queria poder agradece-la a cada segundo, por dizer tudo aquilo que havia me motivado para estar aqui. Decidir vir ate Portland havia sido uma tarefa quase impossível, mas eu senti que devia isso a Bella e quando eu a vi e recebi seu abraço sabia que era exatamente o lugar que deveria estar.

Eu a amava. Como se ela fosse minha vida. Alice tinha razão, mais uma vez. Eu deveria lutar para conseguir seu perdão

E amava ver como ela estava melhor, e saber que eu fazia parte daquilo. Ela havia me agradecido por ter ficado com ela, por cuidar dela. Bella estava mais leve e sorridente, eu sabia que era por conta do seu pai também.

—Logo logo você poderá ver Charlie.

—Não vejo a hora. –eu sorri. –Quando é seu próximo compromisso com a editora?

—Essa semana eu preciso estar em Nova York, na sexta feira. Teremos uma festa lá.

Isabella ficava linda quando falava sobre seu livro, seus compromissos, ela parecia realizada. Isso bastava por enquanto.

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POV Bella

—Eu não sei se precisamos falar sobre isso. –Edward disse.

Não precisava. Mas eu queria.

Nós havíamos terminado nosso almoço e Edward me convidou para um passeio antes de voltar para o hospital e então eu vi a minha oportunidade de perguntar o que realmente havia acontecido com Victoria. Nós paramos em uma praça e Edward se sentou em um dos bancos, ele puxou de leve minha mão para que eu sentasse ao seu lado.

Observei seu rosto, ele ficava mais lindo ainda quando o sol refletia em sua pele, cabelo e olhos. Eu senti uma súbita vontade de abraça-lo e beijar seu rosto, mas me contive.

—Eu quero. –insisti.

Ele suspirou derrotado ao olhar para mim.

—Bella, tudo isso já passou, nós estamos em um clima bom aqui você não acha? Retomar esse assunto só vai nos trazer tristeza e eu não quero isso para você.

Edward falou com tanta angustia que por um momento eu pensei em desistir. Ele tinha razão, mas eu precisava saber. Precisava tirar aquilo da minha cabeça.

—Estamos, mas eu gostaria de saber através de você porque não quero ficar fazendo suposições, quero saber o que aconteceu e tirar essa história definitivamente do nosso meio.

Ele pareceu considerar minha resposta. Edward olhou para o parque a nossa frente e começou a falar.

—Eu paguei pela cirurgia como havia te falado, mas nunca mais coloquei meus pés naquele hospital. Eu percebi como aquela situação era fodida e estava acabando comigo e com tudo que eu amava. Durante a semana Laurent me procurou no escritório, ele agradeceu pelo o que fiz, pediu perdão por todo os danos causados e prometeu que nunca mais eu veria Victoria, ele a levou para Bélgica. Eles tem parentes la que iram cuidar dela. E isso é tudo que eu sei.

—Bélgica?

—Eles estão falidos e a única solução era voltar para onde sua família morava.

Eu suspirei.

—Wench me mostrou o laudo do exame psiquiátrico que foi feito, Victoria foi diagnosticada com transtornos depressivos, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos psicóticos.

—Meu Deus. Tudo faz sentido... as alucinações.

—Pois é. –ele disse ao olhar para mim e formar uma linha fina com a boca.

—O que importa é que ela nunca mais causará problemas para você. –disse colocando minha mão sobre a sua.

—Eu pude ver muita coisa Isabella, eu possuía demônios dentro de mim que não me deixavam em paz, mas hoje eu sei que não existe um culpado, tudo culminou para que Victoria fosse assim e ela não procurou ajuda, só se afundou mais. Finalmente eu pude eliminar Victoria e Laurent da minha cabeça.

—Edward você não imagina como é bom ouvir isso.

Apesar de toda sua confissão ainda não tínhamos conversado sobre nós, eu não sabia aonde estávamos em nosso relacionamento. Eu o abracei e senti seus braços se fechando ao meu redor, pude sentir ele inalando meu perfume e então suspirando, talvez ele tivesse sentido a mesma sensação que eu. Alivio. Acho que havíamos superado aquele problema, pelo menos por enquanto.

Mesmo no meio de tanta confusão que ainda estava dentro de mim, eu sabia que eu o amava e eu não podia estar mais feliz com o que havia acabado de ouvir.

.

.

Eu tinha a sensação que tudo finalmente estava voltando para seu lugar. Depois do tempo que havia passado com Edward, eu voltei para o hospital com Sue e ele para o hotel, onde trabalharia durante aquela tarde.

Tivemos a noticia que eu mais esperara desde que havia colocado meus pés ali, Charlie havia finalmente acordado e nós poderíamos falar com ele.

Quando entrei no quarto que ele estava, Charlie olhava para o teto e então abaixou os olhos para ver quem havia entrado, assim que nossos olhos se encontraram eu desabei novamente no choro. Andei até onde ele estava sem falar nada, me abaixei e o abracei tomando cuidado com seus ferimentos. Senti seus leves carinhos em meu cabelo, enquanto ouvia sua respiração. Era um milagre ele estar vivo e estar comigo.

—Oi pai. –eu disse me sentando na cadeira ao seu lado e segurando sua mão.

—Oi Bella, parece que faz um tempo que não te vejo.

—Você ficou alguns dias fora.

—Mas aqui estou eu. –ele sorriu de leve.

—Ahh papai, eu fiquei tão preocupada...

—Bella, nenhuma fruta cai do pé antes da hora e a minha hora ainda não chegou.

Eu tentei sorrir.

—Como você esta?

—Nem consigo sentir a minha bunda de tanto analgésico que injetaram em minha veia.

Eu ri baixinho.

—Fico feliz que esteja bem.

—Estou muito bem Bella, ter você aqui me faz esquecer de todo o resto.

Eu beijei sua mão.

—Não sairei daqui, papai.

—Você me parece bem também.

—Agora eu me sinto bem, você está de volta.

Ele apertou minha mão.

—E Edward onde esta?

Fiquei surpresa com sua pergunta.

—Ele esta no hotel que estamos hospedados, trabalhando. Mas, desde que chegou aqui em Portland não saiu do hospital

Charlie pareceu satisfeito.

—Diga a ele para vir me visitar, faz tempo que não nos vemos.

Eu sorri.

—Eu falo sim, papai.

O médico de Charlie conversou conosco, explicou que Charlie faria algumas sessões de fisioterapia e que precisaria ser ali no hospital. Sue concordou ela já havia conversado com sua irmã e eles passariam tempo suficiente ali em Portland para Charlie se recuperar. Mas, eu não entendia como aquele tratamento estava certo, estava tudo pago e com um dos melhores protocolos.

—Com licença doutor, eu posso olhar esse contrato? –pedi.

—Claro.

Quando eu peguei as folhas em minhas mãos, vi a assinatura de Edward.

Aquilo não poderia ser verdade.

.

.

Eu sentia a raiva percorrer todas as minhas veias, mas que diabos Edward tinha na cabeça para assumir algo relacionado a Charlie? Eu tentei, tentei mesmo entender, mas tudo o que vinha na minha cabeça não era nada bom.

Edward estava atrás da mesa da sala com seu notebook a frente, quando eu entrei no apartamento.

—Edward que droga é essa! –eu gritei jogando as papeladas em cima da mesa.

Ele me olhou e depois analisou os papeis.

—Pelo que eu vejo são os papeis da fisioterapia que seu pai fará.

—Fisioterapia a qual já está totalmente quitada em um valor que passa do nosso orçamento! E todo mundo sabia menos eu!

—Isso é bom, não? –ele olhou novamente para os papeis e depois me encarou.

—NÃO! Você fez isso! –eu cuspi.

Ele suspirou.

—Fiz. E a única pessoa que sabia era Sue, nós conversamos e ela acertou com a irmã para ficar aqui em Portland.

—Por que você não me contou? –eu gritei.

—Bella, você estava com seu pai, eu fui ate o hospital e vi Sue chorando porque ela não tinha condições de pagar pelo tratamento de Charlie e não tinha coragem de pedir mais isso para você, então eu dei isso para seu pai.

—Mas, ele é meu pai, se eu tivesse que pagar eu pagaria! Pediria um empréstimo a editora... –eu suspirei. -Por que Edward? Por que você quer sempre acertar tudo, bancar tudo? Não me diga que é porque você pode!

—Eu não diria isso. Eu diria que uma pessoa muito especial precisava e eu não preciso. Eu sei tanto quanto você que a editora não te daria mais dinheiro do que já deram antes das vendas.

Meus lábios tremeram de raiva e pelas lagrimas que estavam presas.

—Meu Deus... sinceramente, eu não sei o que você está fazendo aqui, ninguém te convidou, você me deixou e agora acha que pode consertar as coisas pagando fisioterapia para o meu pai, você está enganado Edward. –disse entre dentes.

Eu já não entendia mais da onde vinha as palavras, talvez a raiva e magoa de tudo que havia acontecido estava começando a sair.

Edward se levantou e andou até perto de mim. Ele passou a mão em seus cabelos e suspirou. Quando ele voltou a falar, parecia que estava falando com uma criança de 5 anos que se recusava a acreditar no que o pai dizia.

—Eu nunca pensei isso, olha o que você esta dizendo, acha mesmo que eu submeteria você a isso? Eu não estou aqui para conquistar você pagando o tratamento do seu pai.

—Eu não estou acreditando nisso.

Edward segurou meu rosto delicadamente entre suas mãos.

—Bella, você está nervosa, depois que se acalmar vai ver que o que eu fiz foi único e exclusivamente para o bem do seu pai.

—COMO VOCÊ OUSA? –eu gritei retirando suas mãos.

—Bella... por favor, tenta se acalmar.

—Você veio até aqui por que Edward?

Ele suspirou, novamente.

O que Edward disse depois pareceu mais uma confissão, algo como se tudo aquilo tivesse guardado e naquele momento era necessário dizer.

—Porque eu te amo, porque você é a mulher da minha vida e eu não aguentaria passar mais um dia longe de você, passar mais um dia sabendo que eu magoei a pessoa mais importante da minha vida, passar mais um dia sem saber como você estava ou passar mais um dia sem correr atrás do seu perdão, sem provar para você que eu te amo e que vale a pena ficar comigo, porque eu fui um idiota com você, mas eu sei e digo a você que nunca mais faria algo que seria capaz de te magoar dessa forma. Eu sei o tamanho do estrago que causei, eu sei a dor que proporcionei a você, mas Bella nunca em toda minha vida eu me arrependi de algo e sofri com isso, todos os dias. Talvez você não veja muito sentido em tudo o que eu estou dizendo, mas eu realmente não posso ficar longe da mulher que eu amo. A única pessoa que me fez sentir vivo foi você e eu não posso deixar que isso acabe. Pode gritar, pode xingar, me bater e me ferir, pode dizer tudo que quiser. Mas, eu não saio daqui.

—Eu não te quero aqui. –eu murmurei. Minha voz estava embargada pelo choro.

—Então diz isso olhando dentro dos meus olhos.

Ele chegou tão perto que eu fiquei tonta, eu não poderia dizer. Porque não era verdade.

—Eu não posso. –sussurrei.

—Sabe, se eu visse dentro dos seus olhos que tudo entre nos estava acabado, se eu visse desprezo e ódio eu certamente sairia da sua vida, e nunca mais voltaria. Mas, não e isso que eu vejo.

—Você não sabe de nada. Nada do que eu passei.

—Não sei mesmo, mas quero saber. Eu quero estar do seu lado, eu quero poder te merecer. Eu quero curar tudo de ruim que causei, eu quero mostrar que nós podemos ter um futuro juntos.

Ele não precisava dizer nada do que estava falando para meu coração bater mais rápido, mas eu sabia que ele precisava dizer, e eu também, nós precisávamos tirar qualquer mal entendido do nosso meio.

Edward estava tão próximo de mim e eu não tinha intenção nenhuma de sair dali, meu coração batia tao rápido, como se fosse a primeira vez que ele me tocava.

Edward limpou minhas lagrimas com o polegar, depois beijou minha bochecha e o canto direito dos meus lábios, eu senti suas mãos subindo devagar pelos meus braços, uma delas se deteve em minha cintura, me puxando para mais próximo do seu corpo, e a outra subiu para minha nuca. Eu me arrepiei da cabeça aos pés quando seus olhos verdes encontraram os meus. Tinha tanto desejo ali, mas havia tanto amor também.

Edward passou os lábios superficialmente pelo meu pescoço descendo para a clavícula, ele subiu pelo mesmo caminho dando leve mordidas por onde seus lábios haviam passado. Se seu braço não estivesse tão forte a minha volta certamente eu teria caído, porque minhas pernas tremiam e ondas de excitação percorriam meu corpo.

Quando sua boca encontrou a minha, foi como fogos de artificio dentro de mim, foi como se eu estivesse a anos sem tomar agua no deserto e ele fosse a minha agua, eu me derreti em seu beijo e deixei que ele explorasse tudo com sua língua. Enquanto ele me tomava, eu subi minhas mãos pelos seus braços e ombros e encontrei os cabelos em sua nuca, Edward agarrou um punhado de cabelo em suas mãos, e eu gemi em sua boca quando ele chupou e mordeu meu lábio inferior. O contato foi ficando mais urgente, minhas mãos tremulas desceram para pegar a bainha de sua blusa, a necessidade por aquele beijo era tanta que ele me ajudou a retirar e a jogou em qualquer lugar e depois abriu os botões da minha camisa, certamente alguns voaram pelo quarto.

Edward voltou a me beijar e sua mão viajou para o cos da minha calça assim como eu na sua, não sei como, mas conseguimos tirar as peças sem interromper o beijo. Edward só interrompia para beijar e morder meu pescoço e depois voltava para minha boca.

Ele me deitou a cama, onde deixou seus joelhos ao lado do meu corpo, e me puxou para cima, seus braços tão musculosos flexionados me deixavam excitada só de olhar, mas ali eu não me contive e tracei uma linha de beijos e mordidas pelo seu antebraço ate que fui interrompida por sua boca ansiosa. Ele retirou meu sutiã, e desceu para meus seios, Edward parecia estar faminto, ele abocanhou meu peito direito chupando forte, depois aliviou dando apenas lambidas nos mamilos e deu o mesmo tratamento para o peito esquerdo. Enquanto ele beijava meus seios, eu segurava sua cabeça mais próxima de mim, parecia que todo contato com ele ainda não era suficiente.

Eu podia sentir minha excitação escorrendo pelo interno de coxa, e eu sentia sua ereção no meio das minhas pernas, eu queria tanto o sentir que levantava meu quadril no máximo. Ele percebendo minha necessidade escorregou sua mão para dentro de minha calcinha e tocou meu clitóris que estava extremamente sensível. Eu quase gozei somente com sua estimulação.

Edward traçou uma minha de beijos até meu sexo e tirou abruptamente minha calcinha.

—Porra Isabella, você está tão molhada.

Ele passou a língua pelos bordos de fora.

—Que saudade do teu gosto.

Eu quase gozei só de sentir seu hálito próximo da minha intimidade.

Edward me chupou, duro e firme no começo e depois aliviou a tenção, ele alternava suas investidas, enquanto eu me entregava cada vez mais para ele, minha mente ia para um lugar onde so existia nós dois e o prazer que eu sentia atraves de seu toque. Edward afundou dois dedos dentro de mim, indo o mais fundo que conseguia, um formigamento adorável começou a surgir em meu ventre quando seus dedos me abandonaram. Eu me inclinei para ver o que estava acontecendo, e encontrei seus olhos escuros me olhando.

—Fique de olhos abertos, Isabella. –ele ordenou.

Edward abraçou meus dois joelhos, e esfregou meu ponto de tensão com sua língua, meu corpo encurvou sobre a cama, mas suas mãos me mantinham firme no lugar, eu não tinha mais controle sobre meu corpo, Edward me levou a outra dimensão com o orgasmo tão profundo.

Ele deitou sobre mim, e me penetrou, lento e deliciosamente, como se estivesse se lembrando da sensação de nossos corpos unidos.

Eu abri meus olhos e encontrei os seus. Eu abracei sua cintura com minhas pernas para lhe dar mais espaço, Edward ia muito profundo. A sensação de ter-lo dentro de mim novamente era maravilhosa, tudo era Edward, tudo que eu sentia era sobre ele.

Afundei minhas unhas em sua costa quando senti ele beliscar meu ponto de tensão, nós dois gemíamos em sincronia e não tínhamos pressa nenhuma. Ele me enchia com suas caricias e quando nossos olhares se encontravam, seus olhos me diziam o tanto de amor, desejo, saudade, emoção, prazer, existiam ali.

Eu nos virei ficando por cima dele, Edward agarrou minha cintura e gemeu alto quando comecei a rebolar sobre ele. Me debrucei sobre seu peitoral para o encher de beijos e leves mordidas. Céus, como eu havia sentido falta dele.

Nosso ritmo foi aumentando conforme nossa necessidade, nossos beijos e toques se intensificaram, e tudo foi ficando mais rápido. Edward se sentou e encostou na cama, ele segurou meus cabelos em suas mãos e me tomou em um beijo, descendo por todo meu colo, chegando em meus seios. Eu explodi caindo sobre seu ombro e ele chegou em seu limite logo depois.

Edward me abraçou mais forte e ficamos assim ate nossas respirações se normalizarem.

—Eu não sabia que estava com tanta saudade de você.

Eu sorri contra seu pescoço.

—Me diga que estamos bem, Bella. –sua voz estava mais rouca que o normal.

Quando olhei em seus olhos eles estavam claros e brilhantes, ele estava emocionado.

—Me diga que estamos bem, porque eu sinceramente não vou saber seguir sem você, eu preciso de você. Eu amo você, Bella.

Acariciei seu rosto, sua barba estava por fazer, ele era tão lindo que me doía, e vê-lo tao emocionado, fez meus olhos se encherem de lagrimas.

—Eu te amo, Edward. Me perdoa por tudo o que eu falei, pelo jeito que tratei você. Eu amo você, você é o homem da minha vida e eu não pretendo ir a lugar algum sem você. Nós estamos bem e juntos.

Eu poderia ter parado o tempo naquele momento, só para ficar admirando aquele homem sorrindo, seu sorriso era mais iluminado que a noite de natal.

Depois de mais um sexo, nós fomos tomar uma ducha juntos.

Enquanto eu pedia uma comida para nós, Edward recebeu uma ligação, pela forma com que ele falava era algo importante, ele estava andando de um lado para o outro e puxando seus cabelos, quando desligou a chamada e atirou o celular em cima da cama.

—Esta tudo bem?

Edward estava de cabelo molhado e usava apenas uma calca de moletom. Estava delicioso.

—Nosso cliente não aceitou Emmett na audiência de amanha.

—Como assim?

—Ele é nosso cliente e exigiu que eu estivesse presente na audiência. –ele se sentou na cama.

—E porque você está tão bravo? –eu disse ficando de frente para ele.

—Porque eu não quero deixar você sozinha.

Eu me sentei em seu colo, colocando os joelhos ao lado de seu quadril, segurei seu rosto em minhas mãos.

—É o seu trabalho Edward, você não pode deixa-los na mão. Além do mais, lembra que daqui três dias eu terei o lançamento em Nova York?

—Sim, você me falou mais cedo.

—Então, vou precisar ir embora também, e eu quero que você esteja presente.

—Eu não perderia por nada. –Edward disse colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

Dei um beijo de leve em seus lábios.

—Você tem certeza que ficará bem? Se quiser eu fico e nós iremos juntos para Nova York.

—Eu tenho certeza, não vou deixar que não cumpra com seus compromissos. Eles precisam do melhor advogado presente.

Edward sorriu de lado e me beijou.

—Bom, já que eu vou precisar ir, quero ir visitar seu pai ainda hoje, logo após jantarmos, que tal?

Eu balancei positivamente a cabeça.

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Charlie ficou extremamente feliz com a presença de Edward, eles conversaram sobre algumas coisas e parte que mais o deixou feliz foi Edward narrar todos os acontecimentos dos jogos de beisebol que Charlie havia perdido. Durante esse tempo e eu Sue conversamos sobre as fisioterapias e eu lhe disse que dentro de três dias estaria em Nova York, então ficaria fora alguns dias para cumprir compromissos.

Depois de sairmos do hospital, nós voltamos para o hotel e matamos todas as saudades que sentimos e as que ainda iam vir. Edward sairia de madrugada, então era nossa última noite juntos.

Enquanto ele dormia com a cabeça sobre meu peito, eu não pude deixar de me sentir idiota pelo tempo que havia perdido, nós não deveríamos ter esperado tanto por aquela conversa. Eu não consegui dormir, quando Edward veio se despedir de mim, eu fingi estar dormindo para que ele não visse minhas lagrimas escorrendo.

Aqueles três dias seriam longos.

No dia seguinte, encontrei um bilhete sobre seu travesseiro.

“Estou preocupado pela noite passada ter sido uma das melhores da minha vida, se eu pudesse pararia o tempo, só para ficar com você. Deixo meu coração com você. Obrigado por tudo. Eu te amo. E.”

Notas finais
Nosso casal esta vivo, Charlie esta vivo!!!!!!!!!!!!!!!! Ai gente que saudade que eu estava de escrever para vocês, precisei me ausentar por um tempo, tive muitos compromissos para cumprir, mas agora estou com as ferias para escrever para vocês. Atenção, tentarei terminar a fic ainda esse mês, então as postagens serão mais frequentes, certo? vou terminar essa e logo em seguida começar a proxima, estou ansiosíssima para isso! Minhas queridas, me perdoem pela demora, sei que como é chato ficar esperando uma postagem. Espero que tenham gostado desse capitulo e aguardo os comentarios. Um grande beijo ♥ AMO VOCÊS