Someday

27 Capitulo 25


Notas iniciais
Oi meninas tudo bom? Eu disse que iria voltar ainda essa semana certo? Aqui estou... Vocês irão ver que nesse capítulo irei falar só sobre a Bella, porque resolvi escrever um POV Edward, ok?

[...]

—Isabella? –uma voz feminina entrou na minha consciência, mas eu estava muito perdida ainda. Sem forças para acordar. –Meu Deus o que houve com você... –pude sentir sua pena e tristeza. –Vamos lá, vou te colocar no sofá.

Senti um apoio contra meu corpo e logo depois eu estava em uma superfície macia.

—Por favor, acorde Bella! Vamos lá. –mãos me chacoalhavam, mas o que me fez realmente abrir os olhos, foi o desespero da voz.

Então os abri, lentamente.

—Graças a Deus. –Rosalie gritou e me abraçou.

Eu pensei a mesma coisa, graças a Deus que ela estava ali.

—Você está ardendo em febre... O que aconteceu Bella? Nós devemos ir para o hospital.

—Não Rose. –disse baixinho. –Só fique comigo está bem, só me traga alguns analgésicos e eu ficarei bem.

—Certo, eu já volto. –ela disse desconfiada, mas talvez tivesse entendido que eu não era capaz de ir a lugar algum.

Rosalie voltou com alguns remédios e eu não sabia exatamente quais eram, mas ela forçou na minha garganta e eu os engoli, depois ela preparou uma sopa, a qual eu fui obrigada a comer e enfim pude dormir novamente. Eu estava tão exausta...

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—Eu não sei o que aconteceu Emm, eu sei que encontrei minha amiga deitada no meio da cozinha ardendo em febre... Não, ela esta dormindo... sim, tudo bem. Te vejo depois.

Acordei com Rosalie ao telefone, eu ainda estava no sofá e uma manta grossa estava sobre meu corpo, possivelmente a febre havia passado e eu me sentia bem melhor, tirando a dor extremamente forte em minha cabeça. Me sentei no sofá e observei Rose terminar de falar com Emm, ela preparava algum tipo de comida na cozinha, o cheiro estava ótimo. Lá fora, a chuva forte caia sobre Seattle que havia mergulhado na escuridão da noite.

—Oi Bella, você acordou. –Rosalie disse olhando para mim e sorrindo.

—Ei Rose... –ela se sentou ao meu lado e me abraçou. –Você está de volta. –eu sorri.

—Parece que voltei na hora certa. –ela disse se afastando e me olhando nos olhos. –Você esta melhor?

—Me sinto bem Rose, e faminta.

Ela sorriu.

—Que bom que você está melhor, você me preocupou. Agora será que eu posso saber o que aconteceu, que você estava jogada naquele chão como se tivesse morrido.

Então eu lhe contei, desde o princípio, Rosalie emitiu vários sons com a boca, mas não pronunciou uma palavra, por fim quando acabei eu havia voltado a chorar. Rosalie me abraçou novamente.

—Ah Bella... eu realmente sinto muito por não ter estado com você.

—Tudo bem, nada poderia ser feito. A decisão já estava tomada.

Ela suspirou.

—Eu sei que o que estou prestes a dizer é difícil, mas Bella você fez tudo o que podia por Edward. Talvez seja o momento dele trabalhar nisso sozinho, e entender que não é o responsável pelas atitudes que essa mulher teve e que talvez venha a ter. Além de tudo isso precisa entender o que sente por você.

Eu assenti, sabendo que ela tinha razão.

—Rose, eu imagino a confusão que está dentro dele, eu sabia que nada o machucava tanto quanto isso. Eu só queria estar com ele, para ele saber que não está sozinho.

Rosalie olhou para a janela e depois voltou a me encarar.

—Bella, as vezes é necessário ele estar sozinho, existem coisas que não podemos fazer pelo o outro.

—Ah Rosalie, não suporto não saber o que está acontecendo, não suporto ver ele daquela forma.

Senti lagrimas escorrendo pelo meu rosto novamente.

—Calma Bella, ainda é tudo muito recente, dê um tempo a ele, deixe ele pensar.

—Eu não consigo lidar com isso, com a incerteza.

—Ninguém consegue, Bella. Essa é a verdade. –ela pensou por um momento e depois voltou a falar. –Sabe, eu acredito que tudo vai dar certo, para vocês. É, eu acredito mesmo, e minha mãe sempre me ensinou que a gente só atrai aquilo que acreditamos. –eu esperei e ela continuou. –O que vocês existe entre vocês não é algo que se encontra da noite por dia, é como se fosse predestinado pro resto da vida. Aquilo que é nosso a vida se encarrega de trazer até nós.

Eu não consegui dizer nada e ela continuou.

—Dê um tempo para tudo isso, para você e para ele. Deixe que ele resolva essa merda com Victoria, enquanto você se prepara para o lançamento do seu livro. Certo?

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Duas semanas se passaram. Duas semanas que eu realmente nem senti. E eu digo no sentido literal da palavra. Tudo o que eu fiz foi no automático. Desde o ato mais simples, até comparecer às reuniões de pré lançamento do livro.

Dois dias após eu não comparecer ao meu trabalho, por simplesmente não conseguir sair da cama, após crises de enxaquecas e intermináveis choros, eu pedi minha demissão. Rosalie me forçou a fazer isso, e ela tinha razão mais uma vez, eu não poderia simplesmente sumir, além disso, agora eu precisaria me dedicar ao lançamento do meu livro. Eu sabia que uma hora ou outra isso ia acabar acontecendo, e por vias do destino as duas situações combinaram.

Eu me sentia extremamente abalada e mal humorada, não tinha forças para fazer absolutamente nada. Meu corpo parecia estar em inercia, eu poderia passar horas simplesmente olhando para o teto e isso não me causaria incomodo nenhum, eu poderia passar um dia inteiro sem comer, ou beber agua, só levantava da cama para ir ao banheiro.

Eu nunca havia me sentido tão vazia em toda minha vida.

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Eu agradeci internamente quando a editora fez contato comigo, agendando as próximas reuniões e compromissos. Pelo menos eu teria uma ocupação para os próximos dias.

Charlie me ligou no meio da semana também, disse que estava com saudades, mesmo fazendo menos de uma semana que havíamos voltado de Forks. Desde que eu me mudara, Charlie havia se tornado um pouco mais sentimental, e eu estava feliz por isso, porque eu também conseguia me abrir mais com ele. Contei a Charlie sobre as reuniões que eu teria que comparecer e disse que dali uma semana eu estaria na primeira coletiva de imprensa. Conversamos durante 40 minutos no telefone, na metade da nossa conversa ele me perguntou porque eu parecia triste. Engoli o choro. Charlie não era mais responsável pelos meus sentimentos, eu sei que se lhe contasse ele me protegeria, mas eu não precisava disso. Então apenas disse que era uma coisa a ser resolvida e tudo ficaria bem.

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Na quarta-feira à tarde eu tive a primeira reunião, das que seriam definitivas, e o resto da semana foi intenso e cheio. Eu tive inúmeros compromissos com a editora, aquilo me forçava a sair da cama e do apartamento. Quando passei pelo porteiro na minha saída do prédio, ele perguntou se eu estava viajando ou algo assim, porque havia simplesmente sumido. Eu só concordei com a cabeça e segui para rua, ainda não estava preparada para falar com ninguém.

Rosalie não havia me deixado sozinha, tirando as horas que saia para o trabalho. Tirando isso, todas as noites Rosalie ensaiava comigo o meu discurso, fazia as possíveis perguntas que os repórteres e entrevistadores fariam e ensaiávamos minhas respostas. Isso mantinha minha mente ocupada durante um tempo. Mas, então veio a recaída. Eu estava sozinha, vendo um filme, enquanto ouvia a chuva cair, novamente. Meu peito se apertou e eu senti uma vontade intensa de ouvir a voz de Edward, sentir seu cheiro e seu braço em volta de mim. Sentir o calor do seu corpo enrolado ao meu, me concentrar na sua respiração. Lembrar dele e suas palavras me doíam intensamente, eu me sentia vazia, como se metade de mim estivesse faltando. E de fato estava. Eu não suportava todas as lembranças que inundavam minha mente sempre que elas encontravam espaço ou toda vez que eu me deitava para dormir e passava horas acordada. Não suportava fechar meus olhos e a primeira coisa a vir na minha mente era um par de olhos verdes.

Apesar de tudo, eu entendia o que havia acontecido, era difícil passar por isso, mas eu realmente entendia o Edward, eu sabia que ele precisava de um tempo a sós, tudo o que houve entre nós foi muito rápido, como uma avalanche.

Mas, para somar com tudo, e deixar as coisas mais confusas teve o episódio com Victoria. Eu entendia que ele precisava resolver aquela situação. Eu queria muito o ajudar, estar perto dele, assim como ele esteve comigo, mas as palavras de Alice sempre vinham em minha mente “por mais que a gente o ame, existem coisas que só ele pode fazer por ele mesmo.” Naquela noite eu chorei, chorei por nós, e orei internamente para que tudo desse certo, no final.

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No sabado, depois daquela reunião definitiva, eu tive certeza que a única coisa que estava me sustentando ainda era ter meu sonho realizado, ver meu livro ser publicado. As notícias eram tão boas que eu estava em êxtase, a primeira coletiva de imprensa estava confirmada para a quinta feira da próxima semana, a primeira seria em Seattle, apenas uma divulgação com a imprensa, entrevista em um dos programas matutinos, e uma coletiva com repórteres. A segunda seria em Nova York, a primeira sessão de autógrafos e a primeira festa com a imprensa e depois de cinco dias estaríamos na Carolina do Norte, não era um local muito populoso, mas era a cidade que me inspirara a escrever o livro, e fora um pedido especial.

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Alice me ligou no final de semana. Eu posso dizer que fiquei um tanto espantada e nervosa. Eu não sabia o que ela queria, mas meu estomago ficou embrulhado até a hora do nosso encontro, e com certeza tudo dentro de mim estava revirado também.

Quando eu entrei no café perto do centro da cidade, Alice já estava lá. A vi de longe.. Quando ela me viu se levantou da cadeira e me deu um forte abraço, eu senti meu coração doer com o traço de similaridade que continha ali.

—Oi, Alice. –eu sussurrei.

—Oi, Bella. Como você está? –ela disse se afastando de mim.

Alice me analisou, eu havia me arrumado um pouquinho para estar ali com ela, mas não chegava ao seu nível. Porém, mesmo diante de tanta beleza e roupas bonitas, eu pude ver que por baixo da simples maquiagem Alice estava destruída, assim como eu. Minhas olheiras não negavam as noites em claro.

—Indo. –eu forcei um sorriso. –E você?

—Não muito melhor. Sente-se. –ela pediu.

Eu me sentei a sua frente.

—Você já veio aqui?

Eu balancei a cabeça negativamente.

—Nunca.

—Bom, então devo dizer que você precisa experimentar o Chocolate Frappuccino, é simplesmente sensacional.

Eu sorri.

—Vou seguir seu conselho.

Nós fizemos nossos pedidos e quase no mesmo minuto foram entregues.

—Você deve estar se perguntando porque eu te convidei para vir até aqui.

—Na verdade Alice, eu fiquei muito feliz pelo convite, não nos falamos mais depois daquele dia.

Ela concordou.

—Primeiro, que eu estava com saudades e segundo, estava preocupada com você, Bella. Eu sei o que aconteceu entre você e Edward.

Eu assenti, mordi o lábio e desviei o olhar.

—Como soube? –eu disse depois de um tempo.

—Eu o encurralei. Você sumiu, e ele depois da cirurgia de Victoria, ficou enfurnado naquele escritório, só saia para ir para casa dormir e comparecer as audiências. Ninguém estava aguentando o humor dele, não falava com ninguém, então percebi que alguma coisa estava errada.

—E o que ele disse?

—Que cometeu o pior erro da vida dele.

Eu fiquei encarando-a sem dizer uma palavra.

—Em que sentido? –eu quis saber.

—No sentido de ter te deixado e falado algumas coisas para você. Ele não me disse exatamente quais foram. Nós brigamos feio, Bella. Eu nunca vi meu irmão naquele estado, totalmente intolerante sem ouvir ninguém, mas eu o obriguei a me ouvir, a única coisa que ele poderia fazer era me expulsar de seu escritório. –ela deu de ombros.

Eu não sabia se ficava feliz ou triste em ouvir aquilo.

—Eu me senti na responsabilidade de saber como você estava, além de tudo, você é minha amiga. Uma grande amiga.

—Obrigada Alice, você sabe o quanto significa para mim também. Como você está?

Eu percebi que ela queria desesperadamente desabafar.

—Sabe Bella, eu me sinto exausta. Eu não deveria me preocupar tanto com os assuntos de família, mas eu não consigo simplesmente ignorar e eu não me dou por satisfeita até ver as coisas entrando no eixo.

—Eu entendo, e te conheço. –eu sorri fraco. –Você é uma pessoa incrível.

Ela suspirou.

—Sinceramente Bella, eu não te chamei aqui para falar sobre a conversa que tive com o idiota do meu irmão e nem o defender. O que ele fez foi muito, muito errado e eu o disse isso. Entenda, ele é meu irmão e eu o amo mais do que tudo, mas nesse momento ele não está merecendo alguém como você. Então eu o disse que se algum dia passar pela cabeça dele te pedir perdão, ele vai ter que merecê-lo.

—Alice, obrigada pelo apoio, de verdade. Mas, acho que agora o melhor remédio é o tempo.

Eu apoiei minha testa nas mãos.

—Acredito nas coisas boas, Bella. Tudo vai dar certo! –ela sorriu, e me convenceu a acreditar também. -Como eu disse, eu estou aqui para saber de você.

—Não tem muito o que dizer. Eu estou péssima como você pode ver, mas ainda assim tenho que seguir em frente, ainda mais agora que meu livro está prestes a ser publicado.

—Sim, Bella. –ela ficou animada de repente. –Eu vi que está na pré-venda e todo mundo está falando sobre isso na internet, você dará uma entrevista na TV na quinta feira, não é?

—Já foi divulgado? –eu disse surpresa.

—Claro! As notícias tem que correr, Bella. Sabia que você tem muitos fãs e estão comentando sobre isso?

—Eu não sabia.

—Pois é, Bella. Se prepare porque você vai ser incrível, já testou sua assinatura para os autógrafos?

E então o resto do nosso encontro se baseou no lançamento do meu livro, e como eu iria aparecer nessa entrevista. Alice me pediu para deixa-la ajudar, e eu aceitei. Ela era muito mais acostumada com algumas coisas e pode me dar excelentes dicas. Nós fomos ao shopping também e ela escolheu dois looks diferentes para mim, para que eu pudesse usar no dia da entrevista. Alice implorou para que eu deixasse ela me acompanhar nas entrevistas, ela estava tão animada com tudo que eu não pude negar. E nem queria. Seria bom tê-la por perto. Nossa tarde foi ótima, pela primeira vez em uma semana eu estava rindo e conversando com alguém, aquilo de certa forma me deixou muito melhor. Nós não falamos mais sobre Edward. Porém, ainda que fosse bom estar na presença de Alice era um tanto doloroso, todas as vezes que eu olhava para os seus olhos, não era os dela que eu via e sim os de Edward.

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Eu sinceramente nunca havia trabalhado tanto na minha vida quanto a semana que havia iniciado até o primeiro dia de lançamento do livro. Fora uma agenda intensa, e eu nem imaginava que finalmente havíamos chegado na primeira entrevista.

Era quinta feira, o dia ainda estava amanhecendo, Rosalie já havia feito a maquiagem em mim e agora terminava de fazer algumas tranças em meu cabelo, ela havia ondulado os fios. Me deixando incrivelmente bonita.

Depois vesti o vestido que Alice havia sugerido, mais simples e de cor clara, pois era um evento matutino.

Alice me encontrou no estúdio do programa, ela estava resolvendo tudo com a produção do programa, enquanto eu me preparava e tentava acalmar meus nervos.

Naquele momento, eu senti muito a falta de Edward, eu gostaria que ele estivesse aqui, ele tinha um poder incrível para me acalmar e distrair e além disso havia me acompanhado durante todo o processo e agora que as coisas haviam finalmente dado certo, ele não estava.

—Bella? Cadê você? –ela entrou no camarim que eu estava, desesperada.

—Oi, estou aqui. –disse saindo de dentro do pequeno banheiro.

—Ótimo, está na hora! –ela disse saltitando. –Ah, já estava me esquecendo, são para você.

Ela disse me passando o enorme buque de rosas brancas que estavam em seu braço. Era encantador.

—De quem são as rosas?

—Eu não sei, só me mandaram te entregar. –ela disse.

Eu peguei o cartão para ler.

“A melhor escritora que já conheci,

Desejo-lhe sorte nessa jornada que para muitos se inicia hoje, mas que para você, já se iniciou há muito tempo. Você merece toda aclamação e reconhecimento que está tendo. Parabéns.

Um grande beijo. E.”

Minhas mãos tremiam, isso era sério? Enquanto eu caminhava para o estúdio, eu não conseguia parar de pensar naquele bilhete e nas flores. Edward realmente havia enviado aquilo ou ele pediu para alguém fazer o serviço?

Fui anunciada no programa. Alice me desejou sorte. Rosalie estava ali também, mas na plateia, ela seria uma das repórteres da sessão de autografo que aconteceria depois do programa.

Eu entrei. Tudo se passava como um borrão para mim, todas aquelas câmaras, luzes, pessoas aplaudindo... me lembrei de tudo que Alice dissera, então eu acenei e sorri.

Me sentei no sofá que havia ao lado da apresentadora Claire, uma mulher de meia idade, de pele negra e sorriso simpático. Eu já havia acompanhado alguns episódios de seu programa e gostava muito, por isso era uma honra estar ali.

Conforme as primeiras palavras foram trocadas, eu fui me habituando com tudo aquilo. Me concentrei mais na apresentadora, do que na plateia, mas não deixava de ser simpática. Então as perguntas começaram a surgir, de onde veio a paixão por livros, como eu percebi que queria fazer disso minha profissão, quando foi que eu comecei as escrever meus primeiros textos e os temas, aonde eu morava antes de vir para Seattle, quais eram meus autores favoritos, quanto tempo levou para o livro ser concluído, de onde vieram as ideias, a principal inspiração, como eu me sentia em relação ao feedback positivo que estava tendo...

—Conte um pouquinho para nós Isabella, sobre o que fala o livro Lembranças.

—Lembranças é um livro que conta uma história sobre uma mulher que cresceu vendo o relacionamento abusivo que sua mãe e seu padrasto tinham, quando ela atinge a idade adulta se torna uma mulher independente, ela então sê ve apaixonada por um médico, e tem a certeza que quer construir seu futuro com ele, mas de repente ela se vê na mesma situação que sua mãe viveu, e então ela tem que decidir qual caminho seguir. Mas, o final vocês terão que ler para descobrir.

—Nossa, isso parece ser muito interessante, não é pessoal? Um tema super atual.

Claire fez mais algumas perguntas e então minha participação no programa havia se encerrado. Rosalie e Alice estavam me esperando no camarim e eu fui recebida pelo abraço das duas. Eu estava muito feliz, tudo havia dado certo, a entrevista havia sido ótima e havia tido uma excelente repercussão, segundo Alice.

—De quem é o buque? –Alice me perguntou enquanto já estávamos no carro indo para o hotel.

—Dele. –eu murmurei, somente para ela.

—Edward está me surpreendendo. –ela murmurou de volta.

—Sinto falta dele. –admiti.

—Eu também. –ela disse, e depois se virou para a janela.

Rosalie não me fez nenhuma pergunta, mas pelo seu olhar ela sabia de quem era o presente.

Chegamos no hotel por volta da hora do almoço, fomos para o restaurante almoçar e depois já demos início a segunda parte do dia.

A diretora da editora estava presente na sessão com os repórteres, ela respondeu algumas perguntas e depois eles as direcionaram para mim. Foram basicamente as mesmas perguntas e respostas da entrevista na TV. A entrevista foi descontraída e animada e eu estava muito relaxada.

Durante toda a sessão eu não pude ignorar ou esconder quão incrivelmente maravilhada eu estava com tudo aquilo, nunca havia sentido tão realizada, eu estava muito feliz em ver tudo o que eu sempre sonhei sendo realizado. Acima de tudo eu estava grata, por tanta coisa boa ter acontecido, grata pela editora, grata pelos fãs. Eu diria que ainda levaria um tempo para me acostumar com os “fãs”, nunca havia imaginado que conquistaria tantas pessoas, mas era real e eles estavam ali para receberem seus autógrafos e verem de perto a autora.

No final do dia, eu estava exausta, alguns fãs haviam me parado no final da entrevista para tirar algumas fotos, só então eu realmente percebi que estava sendo comentada da internet. Apesar do cansaço, ao me deitar na cama o único sentimento que eu tinha era gratidão e eu sabia que nunca abriria mão de tudo aquilo que eu havia vivenciado naquele dia.

Notas finais
Bom, como vocês puderam ver nossa menina esta sofrendo, mas também esta feliz por ter seu livro publicado... Eu não me aprofundei nas entrevistas, porque ainda teremos outras... Rosalie e Alice dando todo apoio para nossa menina... Acho que nunca recebi tanto comentário quanto no capitulo anterior, algumas leitoras entenderam o lado de Edward outras ficaram com sangue nos olhos hahahhaha Eu entendo perfeitamente vocês e é muito bom saber a opinião de cada uma! Como muitas pediram o pov Edward, eu resolvi fazer. Quero agradecer por cada comentario, pela interação de vocês e por ainda estarem aqui acompanhando a fic. Então so peço que vocês continuem comigo, vem muita coisa por ai... Continuem comentando! Um beijo no coração de cada uma.