Notas iniciais
Primeiramente, desculpas. Queria realmente me desculpar por demorar tanto pra postar esse capitulo que já estava pronto. Mas espero que gostem. PS: VioLara é algo realmente importante pra história, além de ser meu xodó kkk (que merda de shipper, nem sei se é assim o nome, whatever) espero que gostem. ♥

Violetta's pov.

– Vilu? — Ouvi um carro estacionar ao meu lado enquanto chutava algo que parecia ser uma pedra.

– Oi? — Virei-me para o lado para observar -ou tentar- quem estava atrás dos vidros escuros. O vidro desceu lentamente, dando fim a minha agonia, e pude observar seu rosto, tomado por uma face de poucos amigos. — Professora Lara? — Disse assustada.

A mesma sorriu brincando com os lábios. — Quer carona? Podemos tomar um sorvete, se você quiser. — Deixou o carro em ponto morto e continuou me encarando firme.

– Não se preocupe, vou sozinha mesmo. — Dei de ombros, continuando minha caminhada, ainda chutando o objeto. Senti uma mão pousar em meus ombros, o que me fez contrair no mesmo momento.

– Posso te levar a uma sorveteria que você provavelmente não conhece. — Riu. — É o tópico número um do meu top dez. — Ri cabisbaixa. Era obvio que eu não conhecia. Aliás, eu não conhecia praticamente nada ali. Mas levando em conta a minha grosseria com o ato agradável e plaúsivel de Lara, resolvi aceitar.

– Beleza! Vamos! — Sorri abertamente sendo correspondida com o mesmo. Puxei-a em direção ao carro.

– Legal. Vamos. — Disse alegre e entusiasmada enquanto abria o carro para podermos entrar. Sentei no banco do carona, me certificando que coloquei o sinto da maneira correta. Ela, me observando, fez o mesmo dando partida no CIVIC extramente novo e bem cuidado. Se inalássemos o ar com muita força, era quase possível sentir aquele famoso cheirinho de coisa nova.

O caminho era longo. Lara cantarolava as músicas da rádio, e me divertia ver que a mesma sabia a letra de praticamente todas as músicas. Vez ou outra, batucava as notas no volante, fingindo ser uma rock star. Paramos no semáforo e logo ecoou uma melodia triste. Eu conhecia aquela música, tinha certeza. Reconheci a letra e comecei a cantar baixinho. ¡Corre!, Jesse & Joy.

– Vai Vilu, essa é da sua língua. — Lara, que agora estava com a mão estendida em forma de microfone, suplicava para que eu cantasse junto. Ri, sentindo minhas bochechas queimarem, mas não exitei. Seria legal entrar no clima. Seria.

– Me miras diferente, me abrazas y no siento tu calor...– Cantei baixo, quase não deixando que a voz saísse. — Te digo lo que siento, me interrumpes y terminas la oración.– Parei de cantar no mesmo momento em que percebi que meu subconsciente tinha ido direto a Leon. ALÔ! Nós temos uma relação de professor e aluna, só isso. SÓ ISSO. É como açúcar e sal, nunca dará certo. "Esqueça-o!" protestei para mim mesma.

– Continua Vilu. — Lara dizia cantando já o refrão. — Así que, corre, corre, corre, corazón. De los dos tú siempre fuiste el más veloz.– Cantamos juntas e alto, mal percebendo que o sinal já estava verde.

– Olha, você tem uma voz muito doce. — Ela me olhou parcialmente, ainda cantarolando.

– Claro. Sou cantora de chuveiro, não sabia?! — Respondi incrédula, deixando notar minha tentativa de humorizar a fala.

– Per-fect. — Estalou os dedos em posições opostas.

– E você, sinceramente, não fica atrás também não. — Lara, que fitava o transito seriamente, deixou-se virar em minha direção para lançar-me uma careta com direito a língua de fora.

– Claro que sou. Podemos nos juntar e sair cantando juntas, como uma dupla. O que acha? — Respondeu no mesmo tom humorístico que o meu -claro que, nela, o tom soava bem melhor.- Pronto, chegamos.

Quando vi o carro estacionar em frente a uma sorveteria bem colorida, me senti aliviada. O lugar era tão convidativo que não me contive e logo desci do carro procurando mais informações sobre o local. Lara riu cabisbaixa, tentando esconder que o motivo de certo riso era eu. Devolvi o sorriso do mesmo modo, ainda intrigada com a sorveteria. Deixe-me visualizar cada detalhe deslumbrante do lugar, até me deparar com a imagem de um lagarto bem no hall de entrada. No chão, perto do tapete, era nítido a imagem de um lagarto amarelo, com a língua de fora. Um lagarto? Em uma sorveteria? Tentei absorver o porquê daquela imagem. Sem resultados.

– Que lugar bonito. — Falei, ainda apreciando o lugar. — Transmite alegria, não sei explicar.

– Eu sei! — Lara me respondeu animada. — Eu sempre venho pra cá quando estou na bad. Tento fazer isso sempre que o trabalho dá uma brecha.

– É, aqui é realmente um bom lugar. — Sorri franco ainda lembrando da minha conversa com Leon pouco mais cedo, e brigando cada vez mais com minha mente para esquecer. — Vou pegar meu sorvete.

– Eu também vou.

Escolhemos nos sorvetes e fomos nos sentar em uma mesinha perto da porta de saída. Estava saboreando meu sorvete de ninho trufado -vale lembrar que esse é meu preferido- quando senti meu celular vibrar. Pensei nas pessoas que poderiam ser. Meu pai estava em viajando a trabalho, e só voltaria de madrugada, provavelmente. Olga estaria com Ramalho, sem dúvida. Não haviam mais opções, pois eram os únicos que tinham meu número, usado apenas para emergências. Verifiquei e vi que era apenas um sms, vindo de um destinatário desconhecido. Chequei o celular.

"Oi."

A mensagem me deixou bem mais curiosa que de costume. Pensei seriamente em perguntar para Lara se conhecia o número, mas me auto-protestei, antes de fazer uma tremenda besteira. Não tínhamos toda essa intimidade. Me conformei em apenas responder, ainda encabulada com a situação.

"Oi. Quem é você?" xxVioletta

Notas finais
E aí, Brasil? eamoeniajsio repetindo: estou sempre, s e m p r e aberta pra qualquer opinião.