Some promises wich are broken

2 Capítulo 02: Somewhere out of the cold.


Notas iniciais
Queria dar enormes agradecimentos há Sra Reyes, por ter acompanhado e elogiado meu capítulo, sério, você me faz querer continuar. ♥

Em algum lugar, muito longe do frio da estranha cidade de Hawkins, para ser exata, há onze horas do condado de Indiana, estavam dois adolescentes, observando a neve cair, com menos intensidade que em suas cidade natal. Ambos estavam localizados em frente há uma janela de tamanho mediano, não tão grande nem tão pequena. A madeira era clara e meio degastada, assim como o restante dali. Na sala tinha um sofá um tanto velho que estava com algumas almofadas coloridos que pertenciam há uma das pessoas, Nancy Wheeler.

Nancy, pelo que tudo leva a crer, é a irmã do rapaz que neste mesmo momento estava indo para o olho da tempestade de neve, se assim pode-se chamar. Ela beirava seus dezenove anos, fazendo aniversário mais para o meio daquele ano. A menina que possuía ondulações de uma coloração próxima a cor de palha e os olhos castanhos e marcantes havia se mudado para Nova Iorque para cursar faculdade de Escrita Criativa. Havia passado com todos seus méritos favorecendo a aprovação na Universidade.

Os custos de vida de Nova Iorque, certamente, são diferentes de Hawkins que é uma cidade interiorana. Por isso, ao ver os preços altos de aluguéis de um apartamento a menina chegou a se alarmar, pensando que tudo estaria perdido, até que sua salvação apareceu por sua porta. Literalmente.

Sua salvação tinha nome, endereço e uma mania irritante de sempre andar por aí fotografando tudo. Era Jonathan Byers, irmão mais velho de Will, amigo de Mike que naquele momento estava á tona no carro de sua mãe, esperando que pudessem alcançar o amigo que parecia ter perdido parte de seus neurônios.

Nancy e Jonathan haviam se aproximado muito com o passar do 1 ano e dois meses, ambos cursaram quase sempre as mesmas aulas durante o terceiro e último ano do Ensino Médio, então era mais fácil para fazer as parcerias. De certo modo Jonathan foi incluindo-se cada vez mais na sociedade após ter conhecido Nancy, ele realmente considerava aquela menina e muito, sempre que ele tinha a timidez de fazer algo ela era a primeira a dar o empurrão inicial. Ele devolvia como podia, vez ou outra ele dava algumas aulas sobre fotografia para ela. Ela tinha certo dom nisso.

Claro que velhos hábitos também não somem fáceis, uma vez por mês ambos faziam uma ronda pela tal 'floresta das sombras' para ver se não havia nenhuma anormalidade. Na maior parte das vezes apenas eram animais grandes que os assustavam, mas continuavam a procurar. Tinham certa esperança de encontrarem Barb, mesmo que a menina a qual ajudará a salvar Will, Eleven, já houvesse dito que ela estava morta.

Quando viu Jonathan ir buscar o irmão após uma partida de D&D, ainda antes de receber a carta resultando sua aceitação, ela decidiu propor algo a ele.

E agora estavam ambos ali, dividindo um apartamento nos subúrbios da cidade. Era algo até que engraçado, já que há dois anos atrás quase não se falavam, mas agora, ali estavam, dividindo um apartamento há onze horas de casa. Steve, namorado de Nancy, havia passado em uma faculdade de Chicago, onde cursaria a pedido dos pais administração, mesmo que o rapaz sempre quisera ser um ator.

A menina que usava uma roupa confortável, parecida com um pijama, aproximou-se de um rádio que já havia sido desempacotado das diversas caixas dispostas naquele apartamento. O apartamento não era tão grande, possuía uma cozinha junta com a sala, um banheiro minúsculo, porém havia dois quartos e era perto da sacada que o prédio possuía. A sacada possuía algumas plantas quase mortas, dando contraste com as flores das cores mais chamativas que ela já vira, naquele momento estas estavam em algum tipo de estufa improvisada que o zelador dali havia projetado. Cuidadosamente, Nancy, girou o botão do rádio, ligando-o. Procurou alguma estação dali, porém todas eram ruins ou falavam sobre desastres que a nevasca que não atacaria com sua força total Nova York, estava causando.

A menina suspirou enquanto procurava em uma de suas caixas suas diversas fitas. Após achar uma e colocá-la no rádio, a melodia de "Don't stop belivin'" começou a tocar. A menina sorriu com o resultado, enquanto voltava para perto da janela e apoiava seus braços na mesma.

—- Sério, Nancy? -- Perguntou Jonathan, contendo um sorriso. Ele havia se afastado da janela que já se embaçava por causa do contraste do calor dentro do apartamento fazia em conjunto com o frio congelante da cidade de Nove Iorque. Agora estava desempacotando seus travesseiros e cobertas. O quarto do rapaz no apartamento havia apresentado algumas rachaduras quando chegaram no apartamento. E mesmo sendo o terceiro dia, continuava a dormir no sofá.

—- Se vamos morar juntos precisamos saber os gostos musicais, Jon. -- Ela respondeu, sorrindo enquanto cantarolava o que havia sido um hit entre 1982 há 1983, mesmo que havia sido lançada em 1981. -- E eu estou disposta a te fazer gostar do que gosto.

Ele balançou a cabeça, ainda contendo o pequeno sorriso que tentava sumir. A decisão de morar juntos havia sido uma loucura, tanto na casa dos Wheelers — "Como assim uma filha nossa morar com um rapaz sem ter o menor tipo de envolvimento?" — quanto na casa dos Byers'- "Sabemos que a intenção é boa, Jonathan, mas há onze horas de distância?". Nem sabiam direito como havia convencido ambos os pais a deixarem-lhes á sós em um apartamento apenas deles — e do cobrador, já que era um de aluguel. Tentaram dos mais diversos convencimentos, até sobre como ficaria mais fácil se duas pessoas pagassem o aluguel ao invés de apenas uma pessoa. Mas os pais realmente só cederam após uma conversa entre 'adultos'. Como se os jovens não fossem quase maiores de idade.

Nancy parou de pensar em toda a trajetória até aquele momento e enquanto Jonathan deitava-se no — nada — confortável sofá, ela jogou-se juntamente, sentando na ponta do mesmo.

—- Jonathan, tem certeza que está tudo bem você dormir aqui de novo? Poderíamos revezar, você pode acabar ficando doente, o aquecedor nem funciona direito. -- Nancy pronunciou-se, um tanto preocupada com o rapaz. Ele fez que não, rapidamente.

—- Sério, Nancy, estou bem. Aliás, não te tiraria do seu quarto, logo eu chamo o zelador para dar uma olhada nas paredes, ele tem dado a desculpa que estava muito ocupado nessa semana. -- O rapaz refletiu por um tempo, enquanto soltava um pequeno bocejo. -- Aliás, o rádio fica aqui na sala. -- Dessa vez o rapaz de cabelos castanhos e olhos ainda mais, deixou o sorriso sem mostrar os dentes escapar. -- Vamos ver no final que começa a ter os gostos do outro.

Nancy deu um leve tapa na barriga de Jonathan, que já estava deitado, mantendo-se encolhido para que a Wheeler pudesse ficar sentada ali. -- Você é um idiota, Jonathan Byers.

Ele balançou a cabeça, sabia que era assim que Nancy Wheeler demonstrava sua afeição pelos outros. Após ficarem alguns minutos em silêncio enquanto a música 'Girls with Guns' começava a tocar, Nancy sentiu todo o peso da noite e da mudança cair sobre ela. Ela bocejou e levantou-se, enquanto Jonathan finalmente esticava suas pernas, pronto para dormir.

—- Boa noite, Jon. -- Ela respondeu, enquanto ia até o interruptor, pronta para desligar a luz.

—- Boa noite, Nance. -- Ele respondeu. E a luz se apagou.

Enquanto isso, há onze horas distante daquele lugar quente e acolhedor, no meio da neve e dos ventos fortes que a neve proporcionava pela tempestade que já havia começado. Os ventos eram fortes e batiam contra o rapaz de catorze anos fortemente. Ele por sua vez estava perdendo as forças e a bicicleta começava a deslizar e afundar ainda mais na neve. Sentia seu corpo começar a suar frio por debaixo de todo aquele pano e as vertigens começaram a aparecer. Mike parou a bicicleta, bem na entrada da floresta. Estava tão perto, mas não sabia se aguentaria dar mais alguns passos. Sentiu-se tão patético naquele momento.

Se fosse algum tipo de herói conseguiria salvar a mocinha e ser o cara perfeito, mas ele não era o cara perfeito. Assim como Eleven não era a mocinha, ela era muito mais que isso. A bicicleta ficou jogada ali, enquanto ele se aventurava ainda mais por meio da neve. Colocava as mãos na frente de seu rosto, para tentar criar uma barreira contra a neve tentando avançar.

Há alguns minutos atrasados estava o resto do grupo de perdedores de Hawkins, no carro da mãe de Will.

—- Perdemos ele de vista... -- Lucas comentou, dando um suspiro, como se aquilo fosse o final de tudo.

—- Obrigada pela observação, capitão óbvio. -- Maxfield respondeu, lançando um olhar para o rapaz que estava um tanto que apertado consigo, por causa do pequeno espaço no banco de trás do carro de Joyce.

—- Se não tivéssemos virado tão devagar a última curva... -- Lamentou Dustin.

-- Ei, minha mãe só queria nos deixar a salvo, Dustin. -- Will disse, tentando se contorcer do banco de passageiro para olhar nos olhos do amigo de cabelos cacheados.

—- Eu sei é que... -- Dustin tentava se explicar, quando do nada o carro parou. Todos se olharam, sem saber o que havia acontecido, logo olharam para Joyce que estava pálida, próxima da cor da neve ali.

—- Mãe? -- Will, cutucou sua mãe que estava estática. -- Ei, mãe. O que aconteceu?

Quando a de cabelos castanhos finalmente caiu em si teve de se controlar. -- A gasolina acabou.

—- Acabou? -- Todos do carro agora estavam desesperados, menos Joyce que estava em um estado de pânico interno ainda maior do que o que as crianças pareciam entender.

-- É o nosso fim! -- Dustin choramingou, levando tapas de Lucas e de Max, quase que em sincronia. -- Ei!

—- Pare de falar bobagens, Dustin! -- Max respondeu, enquanto tentava manter o controle de seu temperamento que parecia prestes a explodir. Devia ter escutado seu irmão, devia não ter se envolvido com os malucos da rua Maple, nem com Will. Agora iria morrer congelando numa auto-estrada no meio da tempestade de neve, uma morte nada heroica.

Enquanto Joyce tentava pensar em um jeito de se safar daquela situação, um ônibus da coloração branca e esverdeada passava pelo local. Quem dirigia, como já dito, era Hopper.

O homem de quase seus quarenta e poucos anos dirigia com calma, tinha que manter a calma durante tempestades de neve, certo? A gasolina ainda tinha de sobra e o ônibus possuía um aquecedor que não deixava o lugar tão insuportavelmente frio. Enquanto dirigia o ônibus pela auto-estrada que levava-o para o início de Hawkins reconheceu o carro de Joyce, que mesmo por toda aquela neve podia ser visto, com os faróis ligados. Ela estava com problemas, era só ver como piscava os faróis rapidamente.

Por hora ele se perdeu em seus pensamentos e só percebeu isso quando Terry Ives chegou perto dele, na cabine do motorista.

—- O que houve, Hopper? -- Ela perguntou, procurando ver o que o homem estava vendo.

—- Terry, terá algum problema atrasarmos um pouco mais do que o previsto?

—- Aconteceu algo?

—- Uma amiga parece estar em apuros. -- Ele respondeu, um tanto que apreensivo. Mesmo que Terrance não aceitasse ele iria ajudar Joyce, se conheciam desde jovens e não a deixaria ali no meio da neve.

—- E você está esperando o quê? Uma frase incentivo? -- Terrance cruzou os braços, olhando para o Xerife, com certo deboche. -- Vai logo.

Ele murmurou algo do tipo, 'preferia quando estava quieta na poltrona', mas soou quase que inaudível, porém concordou protegendo seu rosto e descendo do ônibus. Chegou próximo do carro e deu leves batidas no vidro. Joyce viu um homem mascarado e olhou-o feio, até que decidiu abrir, afinal não se nega ajuda quando está em perigos.

—- Vou ser obrigado a te dar uma multa quando voltarmos para Hawkins, mas por hora, vem logo que eu te tiro dessa tempestade de neve. -- Joyce conseguiu distinguir a voz das outras pessoas que ela conhecia, deu um breve sorriso.

—- Obrigada, Jim Hopper.

Dustin revirou os olhos para os adultos. -- Podem flertar depois, mas por agora podem por favor, nos tirar daqui? Estou começando a me sentir um daqueles pudins da escola, enlatado e quase que congelado.

Will olhou feio para Dustin, mas só podia concordar. O frio começava a se alastrar pelo carro. Joyce olhou para os adolescentes e suspirou. -- Você tem razão, tirando a parte do flerte, mas tem razão. Vamos correr logo para algum lugar protegido.

As quatro portas do pequeno carro abriram, mesmo que com dificuldade e os quatro adolescentes e os dois adultos saíram correndo até o ônibus que Hopper dirigia.

-- Sem perguntas. -- Ele disse baixo para Joyce. -- Explico tudo quando chegarmos na sua casa, prometo.

—- E por que você iria para minha casa? -- Ela perguntou.

—- É o ponto mais próximo daqui e com certeza todo mundo vai precisar de algo quente para tomar. Aceito café.

Joyce suspirou, enquanto se aconchegava em algum banco, próximo ao do motorista também próxima a Terry Ives. Ao ver a mulher Joyce soltou uma exclamação, um tanto alta.

—- Meu deus... -- A mulher continuava a cobrir a boca, enquanto Terry Ives dava um breve sorriso a ela. Não se lembrava direito de Joyce, já que suas memórias estavam um pouco embaçadas pelo remédio.

—- Meu nome é... -- Quando ela iria se apresentar Joyce fez que sim com a cabeça, tentando se recuperar.

—- Terry, certo? -- Disse baixo, apenas para a mulher escutar. Terry fez que sim, deixando escapar um sorriso.

—- Sim.

—- Quanto tempo... -- Joyce dá um breve sorriso e as duas engatilham uma conversa na qual Joyce explica tudo que havia acontecido com a busca de Will. Enquanto isso os adolescentes se olham, um tanto preocupados. Max vai até Hopper, juntamente a Will.

—- Xerife Jim... -- A menina chama, fazendo a melhor carinha de cachorro que caiu da mudança. -- Você é o Xerife e precisa manter a segurança geral, certo?

—- Sim... -- Hopper responde, enquanto começa a dar partida no ônibus.

—- Se disséssemos que Michael Wheeler, hipoteticamente, supostamente... se aventurou no mesmo lugar que eu despareci há um ano no meio da tempestade de inverno o que faria? -- Foi a vez de Will se pronunciar.

—- Chamaria ele de idiota.

—- Hm... Ele meio que fez isso.

—- Que idiota. -- Hopper disse, um tanto bravo e preparando-se para virar naquela estrada estreita. Bateu com tudo com a parte de trás do ônibus em uma das árvores, fazendo com que todos fossem para frente, quase fazendo Max e Will caírem de cara nos degraus do ônibus. -- Aconselharia a vocês dois irem sentar e colocar cinto, porque não vai ser um passeio muito aconchegante.

Na floresta, procurando por entre as árvores que pareciam ser sempre as mesma, Mike estava quase desmaiando de cansaço. Durante a noite do dia anterior não havia conseguido dormir muito por causa das cólicas que sua irmã mais nova possuía, era algum tipo de dor que não passava mesmo com a menina já tendo cinco anos e nenhum problema aparente. E toda aquela apreensão estava o fazendo mal. Enquanto mais afundava seus pés com sapatos normais na neve e sentia todo seu ser congelando. Ele respirava com dificuldade, mas não iria desistir agora.

Chegou próximo ao lugar onde havia encontrado Eleven e seu walkie-talkie começou a fazer barulhos, a voz que saía de lá parecia cada vez mais leve, até sumir com o barulho do vento. Ele se apressou até lá, começando a consumir suas últimas forças e correr até o local.

Ao chegar lá, uma menina maltrapilha e de cabelos chegando próximos aos seus ombros. Usava uma jaqueta toda ensaguentada, o vestido possuía vários lugares sujos e em alguns lugares, como por exemplo perto de seu estômago, da onde saía sangue, um rasgo avermelhado. Ele conseguiu, mesmo cansado emocionalmente e fisicamente dar um breve sorriso.

—- Eleven... -- Ele se aproximou do corpo, quase sem vida da garota. Ela estava realmente gelada. Sentou-se no chão, tirando sua touca, e protetores de orelha e colocando-os na menina. Respirou fundo, o ar congelante parecia que a qualquer momento desceria a seus pulmões. Retirou por fim seu cachecol e amarrou-o ao redor do pescoço da menina. Levantou-se, tentando colocá-la em suas costas. Era um esforço extremamente grande, ainda mais para o rapaz que sentia cada vez mais que o ar lhe faltava.

—- Só mais um pouquinho, Mike... -- Ele repetia para si mesmo, tentando em seu máximo não desmaiar. A menina vez ou outra apertava-se contra o corpo dele, numa tentativa de sair daquelas terríveis pesadelos. -- Você está sendo forte, El, aguente mais um pouquinho. -- Ele disso com a voz baixa, enquanto continuava a arrastar-se pela floresta.

O ônibus não estava muito longe, porém não chegou a tempo de ver Mike desabando perto de sua bicicleta, enquanto tremia de frio e sentia breves lágrimas de raiva rolarem por sua face. Ele havia chegado tão perto... Com esse pensamento tudo ficou escuro.

Notas finais
Escrevi e revisei morrendo de sono, porém fiz o meu melhor. Sentiu-se incomodado com algo da fanfic? Se sim deixe nos comentários para saber o que preciso ou não mudar. Obrigada por terem lido. Amo vocês.