Some Of The People, All Of The Time
1 Início
Notas iniciais
- Mycroft? — A voz da senhora Holmes soou no corredor, abafada por um choro agudo — Mycroft? Você está surdo?
O jovem Mycroft Holmes apagou a luz do pequeno abajur que iluminava fracamente as folhas e os livros espalhados na pequena escrivaninha, levantou-se e abriu a porta de seu quarto.
- Por Deus, Mycroft! Como está escuro aqui dentro! — A sra. Holmes entrou no quarto e abriu as cortinas deixando a luz do sol entrar pelas janelas amplas do quarto de Mycroft.
- É para mantê-las fechadas, mamãe. Gosto de estudar com as cortinas fechadas! A luz natural me atrapalha... — reclamou Mycroft. O choro agudo continuava a soar longe, mas ainda assim, incomodava — Mãe! Faz esse moleque calar a boca! — reclamou.
- Ah, Mycroft — começou a sra. Holmes — Ele é só um bebê, deixe de ser egoísta! Por que não vai brincar um pouco com ele, ein?
- Eu estou estudando, mamãe — respondeu Mycroft com raiva.
-Olha, eu entendo que você tem que estudar. Mas você fica trancado aqui o dia todo, Mycroft! Por que você não para um pouco e brinca com o Sherlock, ein? Eu não consigo ficar de olho nele vinte e quatro horas por dia!
- As matérias são difíceis e eu quero ser o melhor. Não tenho tempo para brincar com meu irmãozinho – Mycroft pronunciou a última palavra com desgosto.
A senhora Holmes recuou um pouco. Conhecia o jeito de seu filho, mas ficou decepcionada com a forma como Mycroft pronunciou a palavra “irmãozinho”.
-Tudo bem então – ela suspirou – Se apresse e venha almoçar – ela deu um sorriso triste e saiu do quarto.
“Mas que saco” pensou o Holmes mais velho. “Sherlock isso, Sherlock aquilo”. Mycroft ouviu a porta de seu quarto ser empurrada.
- Eu já estava indo comer, mãe – ele se virou franzindo o cenho. Não era sua mãe quem vinha, mas sim, seu irmãozinho. Sherlock engatinhava na direção de Mycroft, sorrindo e babando um pouco.
“Eu não mereço isso” resmungou Mycroft.
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