Sombrio Limiar
70 Ruptura
Notas iniciais
Astrid havia perdido seu machado. Elsa mal se mantinha em pé, o tremor em suas pernas visível.
Ela suspirou olhando para cima por um momento, onde uma escada se escondia atrás de Maléfica. Para sua surpresa e alarme, viu duas pessoas descendo a escada, degrau por degrau, tentando ser silenciosos.
Flynn e... Meggie!
Ela lutou para permanecer a expressão indiferente.
Sem mais armas para usar, ficou alerta para desviar de algum provável ataque.
Elsa estava acertando com cada gota de sua força restante o que pareciam ser os pontos fracos da Rainha, mas era inútil, ela simplesmente rompia as prisões e icebergs de Elsa, como se fossem papel.
Quando a de cabelos prateados estava prestes a desistir, uma voz infantil, porem forte, soou no ar ao redor.
A Rainha Maléfica sentiu-se cansada, seu corpo iniciou o processo para se transformar novamente em humana. Tao cansada, que mal podia mover seus membros ou falar...
Terminada com as frases, Meggie ofegou. Utilizar um feitiço como aquele, sem a devida preparação, era maluquice, e exigia muito de sua energia.
Assim como suas palavras, a bruxa caiu no solo, incapaz de se mover.
– Isso não vai durar muito tempo, temos que sair daqui!
Sem mais palavras, os quatro começaram a correr ate a porta de entrada, Meggie nas costas de Flynn e Elsa sustentada por Astrid.
No momento que passaram os portões negros do castelo rodeado por pinheiros, o grito da mulher arrebentou as portas do castelo.
– Droga. Droga, droga, droga.
A loira de trança repetia enquanto eles corriam da melhor forma que podiam.
Contudo, por alguma razão a bruxa não saiu. Silencio abateu-se sobre as terras ao redor.
Estranho, sem duvida.
O quarteto continuou seu caminho, pouco imaginando o que se passava dentro da casa de Maléfica.
Falando com seus três servos, ela ria com dor.
– Deixem que vão. Vamos esperar e atacar quando estejam todos reunidos. Afinal, paciência é uma bela virtude.
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Os pesadelos entraram. Dois dias depois, na troca de turno, um dos cavalos rompeu a proteção e por fim, o caos se instalou.
Violeta estava caída no chão, desacordada. Por todo o lado, as pessoas estavam apertando o rosto contra os joelhos ou tapando os ouvidos, medo estampado em suas faces.
Merida tremia encostada contra a parede de madeira da estalagem.
A sua frente, ela observava impotente sua mãe e irmãos serem transformados em ursos.
Isso é uma ilusão, ela repetia para si mesma, não é real.
Contudo, o grito que Hamish deixou escapar lhe soou muito alto para ser apenas imaginação. Ela se abaixou desesperada, deixando o arco cair a seu lado.
– Para, PARA!
Nesse momento, ela ouviu um silvo familiar e toda a cena desapareceu em nevoa escura.
– Soluço?!
O moreno se aproximou ofegante e a abraçou. A ruiva apertou os olhos, tentando conter as lagrimas.
– Como... ? – Ela perguntou, se pondo de pé e resgatando o arco.
– Eles foram surpreendidos por uma explosão de fogo do Banguela. – O garoto sorriu, desajeitado.
Mas antes que Merida pudesse responder, um grito os fez virar o rosto em sua direção.
MK estava cercada por três cavalos negros. Mesmo de longe, seus olhos dourados faiscavam com um brilho maligno.
A garota segurava a cabeça e murmurava palavras incoerentes. Foi então que Soluço se deu conta. Ela estava prestes a ter uma visão. E se isso acontecesse com aqueles cavalos ao seu redor.
– Droga. – Ele e Merida correram ate ela, sendo seguidos por um Jhonny prestes a ter um colapso.
– Como você despertou Jhonny?
– Eu não sei. – Ele moveu os ombros. – Eu estava vendo o Dracula na minha frente, mas ai algo me fez rir. Bem, rir muito, e os cavalos eles, eles viraram poeira negra.
Merida riu um pouco. Jhonny era um caso curioso.
Nesse meio tempo, o lugar que ate o momento lhes havia servido de proteção estava sendo deixado em pedaços. Breu não estava ás vistas ainda, mas eles podiam sentir o medo que impregnava suas roupas, espiralando ao redor.
Do lado de fora, uma garota loira, com os cabelos enrolados em dois dos pesadelos puxava com toda sua força para mantê-los quietos. Sua voz soou, fraca porem, afinal, depois de tantas vezes repetindo a canção, Rapunzel estava chegando a seu limite.
Jack e Nod, lado a lado lutavam com uma massa impenetrável de pesadelos. Os cavalos bufavam com raiva sempre que Jack os atingia com explosões de gelo, deixando a temperatura a seu redor quase impossível de se aproximar.
Nod já sentia os efeitos, mas segurava sua espada e atacava certeiro sempre que havia chance.
Os que viviam longe, como os pais de Alice e Nico, Ralph e Guy, batalhavam, embora estivessem exaustos da longa viagem.
Nico concentrou sua energia e conjurou os mortos. Esqueletos pululavam da terra a seu redor, prontos a obedecer seus comandos.
Quando os mandou atacar, seus olhos focalizaram ao longe, quatro sombras cambaleantes, porem felizes.
Os sorrisos se transformaram em um raio, em expressões de terror e ódio.
– Flynn, leve Meggie para dentro e a mantenha segura ate ela se recuperar, precisamos sair daqui o mais rápido possível.
Mal havia dito isso, Elsa pode ouvir bater inconfundível de asas de couro.
– Maléfica. – A jovem virou-se, os olhos azuis brilhando frios.
Acima deles a forma de dragão da rainha os deixou sem reação. Tanto mais, quando, aparecendo logo depois dela, os três traidores emergiram.
– Parece que é hora de acabar com vocês, finalmente.
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