Sombrio Limiar
65 Olhos Dourados
Notas iniciais
– NÃO! — Violeta colocou suas mãos a frente do corpo e formou o campo de força. Praticamente todos os refugiados estavam dentro da estalagem que Tooth trabalhava. O plano era esperar a volta dos três seguindo com as atividades casuais, mas então Breu os fez mudar de plano.
Tao logo quanto Astrid, Flynn e Elsa deixaram a cidade, os cavalos negros de Breu atacaram.
Pelo menos não era o Tenebrarum, a garota se consolou.
Colocando sua concentração no campo ao redor da estalagem, ela aumentou a proteção.
Atrás dela Rapunzel e Merida esperavam a troca de turno. Afinal, ela não podia mantê-lo pela noite toda.
Uma hora depois, elas trocaram. Os cavalos eram persistentes, mas não estúpidos. Eles ficavam observando com aqueles olhos dourados o movimento interno, como esperando o momento apropriado para atacar.
No momento que ela desfez o campo, cinco cavalos investiram. Por um segundo ela achou que eles tinham entrado, mas então, a flecha de Merida travessou dois deles.
Rapunzel começou a cantar e a luz os fez recuar, suavemente aterrorizados.
E aqui vamos nós, Violeta pensou, ao se dirigir para dentro. Quando já estava deitada, contudo, um par de olhos apareceu em seu campo de visão, espantando o sono de seu corpo.
Ela lhe deu um olhar inquisitivo, mas o garoto continuou a encarar seu rosto, como se a visse pela primeira vez.
– E então, o que é?
Ele pareceu despertar de um transe. Chacoalhou a cabeça e pigarreou.
– Ahn, bem, eu queria saber se você estava, sabe, bem.
A preocupação dele a fez sorrir por dentro.
– Estou sim, Will, vá dormir agora.
Ele assentiu, com um sorriso travesso, e voltou para seu espaço no chão de madeira.
Não longe dali, Coraline e Norman não paravam de falar, contando as experiências que haviam vivido naquele mundo.
– É você devia ter visto, era um dragão negro enorme!
– É o Banguela. – Norman riu, empolgado por reencontrar a amiga.
Coraline ia responder, mas as velas foram apagadas, avisando, de maneira sutil, que o tempo de conversas acabara.
Eles disseram boa noite e se deitaram.
Mas o escuro não impedia o filho de Hades de continuar conversando com a guerreira do mundo dos loucos.
– Eu estou te falando, é o único lugar que nos resta ir. Se lá não for seguro...
– Shh, isso é só uma teoria, não queremos assustar todos aqui.
Ele concordou desagrado em seus olhos.
– Se não fosse por essa ferida, eu teria ido nessa viagem.
A loira assentiu, mas voltou os olhos para a porta, onde eram visíveis as duas garotas que ainda lutavam.
– É eu também, caveirinha, mas vamos dormir, o próximo turno é nosso. Ela aconchegou seu rosto no peito dele, que fez cara feia.
Ela gargalhou um pouco.
Não distante dali, um homem de cabelos negros e arrepiados, com olhos dourados mortos, sorriu, um esgar que rasgou seus lábios por um momento.
Logo. Logo o tempo para risadas vai acabar, eu prometo mi lady.
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