Sombrio Limiar
44 Nevoa Rodopiante
Dois dias. Dois dias desde que o ataque do grifo acontecera.
Nesse momento Elsa descansava tranquilamente, seu peito subia e descia suavemente. Flynn entrou no quarto com dois pacotes de comida, que conseguira furtar nessa manha.
Aproximou-se com cuidado da cama onde estava a garota e analisou seu rosto por um momento. Será que... se ele...
Uma de suas mãos repousou em um lado do rosto da garota. Enquanto seus rostos se aproximavam questionamentos e perguntas pipocavam em sua mente.
O que eu estou fazendo? Oh-oh isso não é boa ideia. Mas, talvez, quem sabe... ?
– O que pensa que esta fazendo? – Uma voz feminina soou irritada. Ele notou que seus lábios estavam muito próximos e rapidamente tirou sua mão do rosto da jovem.
– Eu, eu estava apenas...
– Escute aqui seu prever... Espere, onde estou, onde esta o Hans? O que você fez com ele?
Nesse momento ele viu que uma estaca de gelo havia se formado na mão da jovem e ele se afastou ainda mais.
– Eu não fiz nada. Foi o grifo que atacou vocês, se lembra? – Ele estava começando a ficar com raiva, afinal, ele tinha cuidado dela, salvado a vida dela e as primeiras coisas que a garota faz ao acordar são apontar uma estaca para o pescoço dele e perguntar sobre esse tal Hans, francamente, ele merecia algum reconhecimento.
– Ha... Ai, é eu me lembro. Desculpe por te acusar de qualquer forma. Essa é a sua casa?
Ele disse que sim, e rapidamente explicou para ela as palavras do medico.
– Ohh não, não não, eu tenho que sair daqui, tenho que achar Hans e...
– Escute, você ainda esta fraca e se sair daqui só vai acabar mais ferida.
Ela o olhou mortalmente. Passou as mãos pelos cabelos e finalmente assentiu.
– Esta bem, mas vou partir assim que esteja recuperada.
O rapaz sentiu um impacto em seu estomago, mas resolveu ignora-lo. Afinal de contas quanto mais rápido ela melhorasse, mas rápido eles se veriam livres um do outro.
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Mavis despertou um pouco grogue. As feridas em seu corpo passando choques de dor por todos os membros.
– Ela acordou!
Uma garota de tranças entrou correndo em sua tenda e se aproximando dela rapidamente, o que a fez afastar-se da adolescente hiperativa.
Em poucos minutos um homem cheio de tatuagens, seguido de dois garotos, um pequeno com cabelos arrepiados e o outro alto com cabelos castanhos bagunçados.
– Vamos ver, parece que você esta ficando bem muito rápido! É claro que o elixir de ervas deve ter tido sua arte na cura, não?
Sem entender muito do que se dizia a sua volta, ela continuou afastada, seus braços abraçando seus joelhos.
– Ok, parem de assustar a garota. – O garoto de cabelos castanhos se pronunciou. – Oi, meu nome é Nod, e esses são Norman, Anna e Coelhão.
– Mas, o que aconteceu... Nas masmorras... ?
– Nos resgatamos você de lá e trouxemos ate nosso acampamento. Nos somos viajantes e damos entretenimento nos lugares que passamos em troca de dinheiro.
A garota de cabelos curtos assentiu, começando a se acalmar.
– Venha, vamos te mostrar o lugar. Quem sabe, se você gostar, pode ficar conosco. – Normam sorriu sincero até ela.
Considerando as opções que tenho, ela pensou consigo, ficar seria uma boa ideia.
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Não longe dali, uma garota ruiva e magra tropeçava nas raízes da floresta ao correr sem folego na direção do acampamento.
Eu tenho que chegar lá.
Colocou toda a sua força e esforço em correr, não dando importância aos galhos que batiam em seu rosto.
Eles precisam ouvir.
Seus pés e braços lutavam contra a exaustão, quando finalmente alcançou seu objetivo.
Só mais um pouco.
Seus joelhos fraquejaram e ela tombou o rosto contra o chão de terra
Mal sentiu as mãos que a ajudaram a se sentar, pois nesse exato segundo, a nevoa verde e branca tomou conta de seu corpo e ela perdeu os sentidos.
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Espiralando ao redor do corpo inerte da vidente, a nevoa se expandiu, e uma voz suave tilintou nos ouvidos dos que estavam á seu redor.
Aqueles que descansam tranquilos na cidade de Aaron, atenção as palavras. A cidade não é mais segura. Um poder vindo do oeste, ira carregar medo em seus cavaleiros e em suas armas. Fujam enquanto o tempo é propicio.
Traição vai marcar com sangue o caminho dos peregrinos. Quando o império entrar em guerra, a historia vai se repetir. Estejam com o aviso em mente, enquanto seus corações ainda batem.
Depois das palavras de condenação de Mary Katherine, a vidente, as pessoas se espalharam em seus olhos se via o medo e o preconceito causados pelas palavras da garota. Somente Nod permaneceu a seu lado.
Mary Katherine parecia fraca sequer para se colocar de pé, mas ela se levantou, as botas de couro com cadarços mantendo-a equilibrada.
Os dois caminharam pelo acampamento recebendo olhares curiosos e um tanto aterrorizados, mas MK já estava acostumada a isso. Com o tempo você acaba se acostumando apesar de tudo.
Nod era hilário e gentil, fazendo com que ela se sentisse alegre ao seu lado.
Ela ergueu a cabeça e observou as nuvens muita acima. Talvez, só talvez, ela tivesse encontrado um lugar em que realmente pertencesse.
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