Sombrio Limiar
26 Guerreira Alada
Notas iniciais
– Vamos, vamos apressem se Croods, ou vocês querem ter sua vida sugada pra fora de vocês, só porque não chegaram cedo ao portal? – O grande e gordo homem falava como um técnico de futebol emocionado. Sua esposa lhe deu um olhar de reprovação e riso contido.
– Meu bem, já estamos chegando.
Enquanto isso, fora do Templo, Merida testava seu arco, olhando preocupada para o céu. Ela estava com uma blusa de mangas compridas e uma calça de moletom, o mais confortável possível. As nuvens estavam ficando mais densas a medida que passavam os minutos. Ela preparou uma flecha e apontou para uma arvore, á cinco metros de distancia. A flecha a atingiu em cheio. A ruiva estava inquieta. As lembranças da caverna apareciam em sua mente repetindo se e repetindo se.
Quando Jack e Rapunzel deixaram a caverna, ela e Soluço começaram uma brincadeira, sobre quem fazia a dança mais ridícula. Soluço estava fazendo uns movimentos muito esquisitos e Merida se levantou rindo e começou a dançar junto com ele. Eles giravam e sacudiam os braços rindo sem parar, ate que Merida tropeçou nos próprios pes e caiu em cima de Soluço.
– Oops, acho que agora estamos quites. – Merida disse com uma risadinha. Soluço estava olhando para ela com uma expressão sonhadora no rosto. Ele passou a mao por seu rosto, aproximando os. Quando se separaram ela sentiu um sussurro próximo e, pelo canto dos olhos pode ver uma Luz Magica flutuando ao redor deles.
Ela resolvera não contar a Rapunzel. Talvez ela conseguisse manter em segredo por um tempo e depois... Bem, depois nenhum deles se lembraria de nada de qualquer modo.
Por todo o lado as pessoas estavam agitadas, se acotovelando para estar mais próximos do Templo. Tooth tentava, em um esforço desesperado fazer a contagem dos que faltavam.
– Ok, os Croods chegaram. Ah finalmente! E agora... – Ela continuou olhando para sua lista. – Hans! O que esta fazendo, onde estava?
O rapaz de queixo quadrado e expressão arrogante virou se ate ela e disse com uma voz educada:
– Eu esqueci umas coisas importantes na minha casa. Voltei para busca las.
Tooth balançou a cabeça concordando e voltou a se distrair, varrendo a multidão em busca dos habitantes.
– Mod! – Uma mulher baixinha ergueu a mão da fileira da frente. – Ok, Antonio! Heather!
Sentado afastado da aglomeração Coelhão afiava seus bumerangs com a cabeça baixa. Alguns teriam que defender o campo de força enquanto as pessoas eram transportadas, e ele é claro, havia se oferecido para ser um desses.
Finalmente Elsa e Rapunzel saíram, atraindo os olhares de todos. Uma moça no meio da multidão, chamada Miraje, tropeçou e caiu no chão de pedra. Once ler estendeu sua mão, e a ajudou a levantar se.
Elsa começou a falar:
– Os transportes vão começar agora. Meggie só pode transportar cerca de trinta por vês, então, fiquem calmos, não causem tumultos. Violeta vai fazer um campo de força logo acima de vocês, para proteção.
As pessoas murmuraram por alguns segundos antes que Elsa retomasse a palavra. A rainha usava um calça curta, e sapatilhas azuis, a maneira mais confortável que encontrara para viajar através por um portal.
– Agora, por favor, os da primeira fileira, fiquem juntos, o mais próximo que puderem.
As pessoas se compactaram em um grupo de trinta. Então eles ouviram a voz de Meggie preencher o ar a sua volta, como quando a garota ordenara as sombras para saírem do refugio. Houve um clarão repentino e no próximo segundo eles já não estavam ali.
Mas então, uma explosão sacudiu o vidro acima de suas cabeças.
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O véu estava se quebrando com rapidez, cedendo as pancadas violentas do lado de fora. As pessoas começaram a entrar em pânico, seus gritos se misturando ao som dos estilhaços.
Violeta aumentou o campo de força, impedindo os que estavam dentro de saírem.
Lucille porem, saltou para fora antes que Violeta o fechasse.
A garota de cabelos negros a olhou, os olhos muito abertos em surpresa. Ela começou a gritar que Lucille voltasse quando outra explosão, dessa vez vinda do solo congelou suas palavras.
Breu surgiu de um redemoinho de trevas, com cavalos feitos de fumaça negra atrás de si. Ele deu a ordem para que atacassem, no momento em que o véu se partiu por completo.
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Por todo o lado se viam cenas de batalha. Merida atirava flechas com precisão contra sombras. No alto, Soluço e Banguela tentavam impedir a entrada de mais nuvens sibilantes de escuridão. Coelhão e Astrid, lutando lado a lado acertavam com bumerangs e machados nas enormes massas de Tenebrarum, que tentavam se aproximar do templo.
Lucille sentiu o tempo parar, como se tudo estivesse se movendo em câmera lenta. Um flashback envolveu sua mente enquanto ela se lembrava do dia em que ganhara suas asas.
Ela estava no laboratório do tio de seu noivo, observando uma nova experiência que o homem idoso preparava. Quando, ao sair para buscar outro químico, seu pé escorregou e o velho caiu em direção ao chão, soltando a mistura que estava em sua mão, que espatifou se, espalhando cacos de vidro e gotas da substancia para todo lado. Lucille correu ate ele e tentou ampara-lo, mas acabou caindo de costas sobre os cacos do tubo de ensaio. Ela sentiu as costas arderem quando os cacos furaram sua pele.
Não demorou muito, e duas asas começaram a brotar entre suas omoplatas. Ao ver seu estado, seu noivo horrorizou se e rompeu com ela.
Nesse dia ela sentiu o mais profundo ódio pelas penas em suas costas. Mas hoje, ah hoje ela sentiu se poderosa. Ela se concentrou, com os olhos fechados. Logo sentiu as asas começarem a rasgar sua pele. Mas a dor não á incomodou. Ela sorriu, selvagem e alçou voo, segurando duas espadas, e começou a lutar contra as sombras.
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