Sombrio Limiar

57 Durante o Festival


– Eu realmente detesto rosa. – Violeta disse expiando seu vestido no espelho. O modelo tinha mangas bufantes e parte inferior franzida.

A rainha simplesmente olhou ate ela com um sorriso compreensivo. Dessa vez ela não iria repreender a filha, pois ate mesmo ela merecia reclamar um pouco depois de ter sido entregue como esposa sem ao menos um aviso prévio. A mulher suspirou tristeza nublando sua face.

– O que foi mãe?

– Nada, nada minha filha, só termine de se arrumar e desça, o festival começa daqui a quinze minutos, todos já devem estra esperando.

– Ok, ok. – A adolescente olhou seu reflexo mais uma vez. Levou as mãos ao cabelo e ajeitou de maneira que sua franja estivesse em cima de um dos olhos. – Bem, creio que esta melhor assim.

Então, subitamente, ela foi tragada pelas lembranças do passeio pela cidade com Will. Se ela ao menos pudesse vê-lo uma outra vez, mesmo que fosse para dizer adeus.

A revolta que sentira ao ver a aliança ser consumada sem nem mesmo sua presença crescia cheia de ódio dentro de seu peito.

Mas ela precisava manter as aparências, afinal, fora para isso que se preparara sua vida inteira.

Mas uma voz nas profundezas de sua consciência gritou um vigoroso não! Que aflorou ate ela sentir o peito inflar com tantas emoções contidas.

A quem ela estava tentando enganar. Não queria, não podia casar alguém que não amasse, não era correto.

Pense o que sua família vai pensar de você! – Outra parte, a racional alertou.

Seria uma decepção e desonra a seu pais mas, o que ela podia fazer?

Era isso. Ela iria procurar Wilbur e pedir que o garoto a ajudasse a fugir. Sim, era isso que ia fazer!

Mas quando caminhou apressada para fora dos aposentos da rainha bateu contra algo macio.

– Oh, eu realmente sinto muito, mi lady, sinto muito. Eu só queria ver como estava antes do anuncio.

– Ah, eu estou bem, nervosa mas bem, obrigada por perguntar.

– De nada. Eu poderia lhe acompanhar ate o salão principal? – Tony perguntou.

– Ann, claro, porque não.

E assim, dessa maneira, seu plano de fugir fracassou antes mesmo de começar.

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– Vamos Elsa, vamos chegar atrasados! – Flynn gritava da porta.

A jovem pareceu alguns segundos depois, os cabelos solta em uma trança folgada caída sobre um dos ombros. Usava roupas simples, um vestido preto e verde comum que Flynn estava guardando para vender no mercado negro, mas resolveu dar a ela.

E não se arrependeu da decisão ao vê-la esplendorosa a sua frente.

– Então, como estou?

– A mais linda criatura que meus olhos já viram.

Ela sorriu um pouco. Depois seu olhar se tornou distante.

– Ei, nos vamos encontrar Hans, Elsa. Partiremos amanha só, esqueça as preocupações por essa noite esta bem?

Ela emergiu lentamente dos profundos pensamentos.

– Esta bem. Vamos logo.

Ele tomou a mão dela mais uma vez sentindo os dedos frios contra sua pele.

Caminharam em direção a praça central, se espremendo entre a multidão dos curiosos que desejava ver a princesa e seu futuro noivo. Flynn furtou algumas bolsas de dinheiro disfarçadamente. Porem, Elsa percebeu e lhe deu um olhar de reprovação, mas riu chacoalhando a cabeça e se aproximou mais do rapaz.

Essa noite então, ele pensou. Ele tinha apenas uma noite para provar se estava realmente apaixonado. E se estivesse, teria que falar para a garota a sua frente. Se não, ele corria o risco de perdê-la para sempre.

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A loira estava com uma capa cobrindo seu rosto, mas Jack notou-a assim que ela saiu da floresta.

– Pronta? – Ele disse a voz baixa assustando a garota, que após ver seu rosto sorriu e falou:

– Pronta.

Os dois adolescentes saíram para o centro da cidade, em frente ao palácio. era incrível como todos estavam animados pelo evento. E é claro que os comerciantes aproveitavam para fazer lucro.

Antes de sair, o garoto verificara se Astrid estava pronta também. Apesar de não levar ninguém, ela parecia estar feliz de sair um pouco da forja. Eles combinaram de se encontrar no ponto de convergência entre duas barracas de frutas.

Rapunzel estava com um vestido azul marinho, quase roxo, que ia ate seus tornozelos, porem sem cobrir seus pés, que estavam descalços para a surpresa de Jack.

Ele se perguntou se o chão áspero não a incomodava, mas então se lembrou de que ela caminhava pela floresta assim.

– Ei, Punzie, você esta com fome?

– Bem... Na verdade sim. – Ela riu envergonhada.

– Ok, então vamos pegar comida ali no... – Mas ele percebeu que a atenção da garota tinha sido atraída para outro ponto.

Um grande e imponente navio aportava no cais naquele momento. Pessoas com roupas pesadas de inverno desceram, algumas de capacetes com chifres no topo.

– Vikings e Escoceses. São inimigos, na verdade. Mas fizeram um tratado de paz para poderem negociar com Aaron. Espero que não iniciem uma confusão como das ultimas vezes.

A garota o olhou assustada, os olhos verdes bem abertos.

Jack riu e tomou-a pelos ombros.

– Vamos ali esta Astrid.

Ela assentiu e eles deixaram os viajantes desembarcarem.

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