Sombrio Limiar

35 Caminhos Entrelaçados


Notas iniciais
Espero que gostem, um pouco de Flynn e Elsa nesse aqui :D

Uma rajada de gelo acerou a criatura, quando estava a centímetros do rosto de Flynn. Seus olhos buscaram de onde havia vindo, e ele viu a garota apoiada debilmente, seu braço ainda estendido em sua direção.

Ele sentiu seu coração falhar um compasso, mas não houve tempo para refletir o motivo disso, porque, com um tremendo rugido, o grifo lançou se no ar, carregando o corpo inerte de Hans em suas garras.

♠♠♠

Um barco despontava no horizonte, o sol como um grande disco vermelho atrás dele. Os homens remavam com força, mas seus olhos pareciam não aguentar mais a luz batendo contra seu rosto.

Merida correu ate a casa grande, seus longos cabelos cacheados balançando selvagemente atrás de si. Subiu uma escada enquanto gritava por ajuda.

Os fracos náufragos chegaram a praia. Sem forças para falar ou mesmo mover-se, caíram na areia, totalmente esgotados. Alguns homens fortes da vila os levaram em macas improvisadas para dentro da mansão.

A ruiva estava observando enquanto os homens eram levados. Subitamente seus olhos captaram um adolescente, pouco mais alto que ela ao que parecia. Seus olhos estavam fechados, as pálpebras apertadas e o rosto magro contraído em uma careta de dor.

Confusa, sentiu uma aconchegante temperatura tomar conta de seu corpo. Seus olhos eram incapazes de olhar para outro lado se não para o garoto magricela em roupas de pirata.

Merida! Ela se chacoalhou mentalmente. Eles são inimigos, você não deve ter esses... estranhos sentimentos sobre eles. Somente seja educada e imparcial e eles logo irão embora. Muito breve.

Achando que havia convencido a si mesma, voltou se na direção da casa e caminhou ate la, um sorriso mínimo em seus lábios. Seus cabelos rebeldes batendo contra suas costas enquanto andava.

Soluço abriu os olhos por um momento apenas, mal podendo focalizar as formas indistintas diante de si. Antes que desmaiasse novamente, seus olhos se fixaram na única coisa que parecia fazer sentido no meio daquela confusão de sons e cores. Uma garota de cabelos vermelhos esvoaçantes, os olhos azuis brilhantes que refletiam a luz do por do sol.

Ohh destino criador de confusões,

de caminhos tão enrolados e interligados,

que torna impossível ver seu fim, seu real proposito,

o que você reserva para os ursos e os dragões?

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Hans!

O grito da jovem soou estridente e terrivelmente frágil. Flynn sustentou seu corpo inerte, quando sem forças, ela desabou.

Sem opções ele a carregou ate sua pequena e decadente casa, afastada das ruas movimentadas

Em poucos minutos um medico do palácio estava pressionando um pano morno e úmido contra a testa da garota desfalecida.

Enquanto esfregava o nariz machucado, Flynn não pode deixar de notar que ela era incrivelmente bonita, apesar do sangue cobrindo algumas partes de seu rosto, sua pele era pálida e os lábios vermelhos. Mas o que mais prendeu a atenção de Flynn foram seus cabelos prateados espalhados por suas bochechas. Eram... magníficos.

Na cama simples do ladrão ela soltou um gemido de dor, mas continuou inconsciente. O medico se afastou dela, com um olhar calmo e amigável.

– Ela vai ficar bem, no máximo algumas semanas de recuperação.

– Semanas? – O rapaz engasgou se. – E o que farei com ela até lá? – Disse, tentando se recompor.

– Bom você a encontrou então acho justo que cuide dela. – O senhor disse gentilmente. E depois, ficando serio, acrescentou:

– Cuide dela, e em pouco tempo ela vai partir. E mais uma coisa... Não se apegue a garota, isso pode fazer um mal pior do que qualquer dor física.

Flynn Rider assentiu o rosto contraído.

– Obrigado, senhor, seguirei seu concelho.

O velho assentiu com um meio sorriso, como se houvesse lido a mentira no rosto do ladrão.

Haha, pobre garoto, se ele soubesse...

Alcançou a porta e saiu para a rua lotada.

♠♠♠

Os cabelos negros da garota caiam desordenados por toda a sua face. Pela milésima vez seus lábios se abriram e um grito de pura dor e agonia estourou por entre eles.

Mais uma vez, Mavis deixou a cabeça pender debilmente para frente, sua respiração pesada e tremula.

Quanto mais esse pesadelo iria durar? Quanto mais dessa torturante realidade ela teria que suportar?

Seus pulsos estavam esfolados e vez ou outra, gotas de sangue pingavam em sua testa, fazendo calafrios percorrerem seu corpo magro.

Lagrimas encheram seus olhos, mas ela contraiu todo o corpo num esforço de barra-las, impedindo-as de cair.

Flashes de seu pai e de sua vida antes de ser aprisionada continuavam a machucar sua mente, e a cada minuto, seu corpo se tornava mais e mais fraco.

Maldita natureza vampírica, porque eu tinha que nascer assim?!

O pensamento, seguido da voz raivosa da garota, amaldiçoando a si mesma e os outros de sua espécie revibrou nas paredes de pedra, e atingindo com força seu coração, que batia com cada vez menos forças.

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Notas finais
Comemtem! :D