Sombrio Limiar

24 Acordo com o Medo


Notas iniciais
Ui, personagem novo!

– AHHH!

Jack e Soluço, que estavam não muito longe da casinha, treinando com espadas de madeira, ouviram o grito das garotas. Com um olhar apenas, eles se puseram a correr na direção do grito.

– Rapunzel! Rapunzel, onde você esta? – Jack falou, ao entrar na casa. – Rapun...

Seus olhos se abriram mais ainda quando ele viu o buraco no chão. Soluço, que estava mais a frente esticou o pescoço para ver dentro, porem não conseguiu distinguir nada. Sentindo um liquido amargo descer por sua garganta junto com a saliva, ele perguntou:

– Merida?

Silencio.

– Jack, nos vamos ter que entrar. – O garoto de cabelos brancos assentiu, serio.

Agarrando o moreno pelos ombros, ele os fez voar ate embaixo.

– Rapunzel, Merida... – Jack, praticamente sussurrando, falava.

– BUH!

Vindo das sombras, um figura pulou em frente a ele, fazendo seu corpo estremecer.

Ao se acostumar com o escuro, viu os cabelos dourados de Punzie, e atrás dela Merida que rolava de tanto gargalhar.

– Voces deveriam ter visto suas caras! – Lagrimas caiam por seu rosto e o ar já faltava, quando ela finalmente parou de rir.

– Há há, muito engraçado. — Jack respondeu, um tanto irritado.

– Que lugar é esse? – Soluço perguntou, quebrando a tensão no ar.

– Não sabemos, estávamos procurando uns livros na biblioteca quando a tabua rachou.

Os quatro começaram a explorar o local. Era como uma caverna, com o teto e parede de pedras, com uma única passagem de madeira, pela qual haviam caído. Mais abaixo eles podiam ver pedras grandes e pontiagudas, formado um arco, como uma espécie de prisão na rocha.

– O que será que tem lá embaixo? – Jack perguntou, curiosidade incontrolável brilhando em seus olhos.

Merida deu de ombros e Rapunzel chacoalhou a cabeça. Mas Soluço sabia o que estava por vir. E ele não gostava nada.

– Então, vamos descobrir ora. – Ele disse rindo, e flutuando ate o fundo da caverna. Se é que aquilo era o fundo.

– Jack, não acho que seja uma boa ideia. – Rapunzel disse, olhando pela borda. Soluço concordava. Aquela era um péssima ideia.

– Ora, não sejam chorões, desçam de uma vez.

Merida deu de ombros novamente e começou a descer por entre as rochas.

Se ela se machucasse ele jurava que ia dar uma surra em Jack.

Rapunzel não se moveu, ela parecia estar sentido o perigo. Algo estava muito errado naquele lugar. Um mal pressagio fez os braços dela se arrepiarem.

– Vamos Soluço, não tem nada aqui. – A voz de Merida, bem abaixo, aliviou um pouco o garoto.

– Ahh, esta bem... – Ele disse, começando a descer.

– Você não vem Loirinha? – A voz de Jack disse com um tom de riso.

– Eu acho melhor não... – Mal havia terminado a frase, Jack surgiu a sua frente, a pegou pela cintura e voou com ela para baixo.

Quando todos estavam no solo áspero e frio do final da caverna o som arranhado começou, mais alto.

– Ei, foi esse som que ouvimos lá em cima!

E eles começaram a correr, seguindo o barulho, que cada vez mais alto, começou a ferir seus tímpanos, ate que se viram em uma cela de prisão.

As grades estavam abertas, mas ao parecer, não eram elas que mantinham o homem dentro delas preso.

Um homem, que poderia ter quarenta ou quatrocentos anos, olhando diretamente seu rosto desfigurado eles não podiam ter certeza, estava acorrentado por pesadas correntes de ferro as paredes da cela. Estava vivo, mas sua pele tinha a cor de um cadáver.

Perguntas borbulharem na mente dos jovens, mas só uma saiu em voz alta:

– Quem é você?

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O homem, com os cabelos em desalinho e a roupa negra rasgada e manchada soltou uma inesperada risada.

– É parece que finalmente Moon conseguiu o que queria. Ninguém se lembra quem sou. – Angustia e sarcasmo preenchiam sua voz rouca. – Finalmente conseguiu não é velho amigo! – Ele gritou, o rosto voltado para cima.

Ele então observou as crianças, olhando diretamente em seus olhos, como se absorvesse seus mais profundos medos.

– Eu, crianças descrentes, sou o Breu, Rei dos Pesadelos!

Mesmo que nunca tivessem visto o homem em suas vidas, seu nome os fez tremer.

– Por que esta aqui? – Soluço, para a surpresa dos outros três, se adiantou.

– Oh, infelizmente, os antepassados de vocês me prenderam nesse, lugar, para que eu não me unisse as forças do Tenebarum do lado de fora, para destruí los.

Ao ouvir isso o garoto recuou, os punhos fechados. Em sua mente, uma ideia lampejou. Uma ideia que o assustou tanto que ele caiu no chão, de repente tonto.

– Soluço! – Merida se aproximou do garoto, suas mãos em seu rosto cheio de sardas.

– Estou bem. – Ele respondeu. – Tive uma ideia.

A essas palavras ele pode ver Jack levantar as sobrancelhas.

Ele se afastou do homem preso, que os observava cuidadosamente.

Quando estavam fora de seu campo de visão, o garoto explicou seu plano.

Se eles fizessem uma aliança com o homem, em troca de sua liberdade, ele ajudaria a proteger a cidade por alguns minutos.

Jack foi contra, mas Rapunzel e Merida consideraram a ideia.

– Se ele ajudasse na proteção da cidade nos ganharíamos mais tempo. – Rapunzel argumentou.

– Punzie tem razão. Eu já li sobre ele, mas pensei que era uma historia para assustar crianças. De acordo com o livro... – Merida começou, mas Soluço completou a frase.

– Ele pode fazer um exercito de pesadelos, que impediriam as sombras por algum tempo.

Jack não parecia convencido, mas assentiu.

– Ok, então, Jack, você e Punzie vão dizer a rainha e ver se ela aprova. E Merida e eu , vamos tentar convence lo a lutar do nosso lado.

Sem demora, Jack segurou Rapunzel, e eles saíram voando rápido da caverna. A garota agarrou os livros da lista e eles se dirigiram ao palácio.

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Notas finais
Comentem!! :D