Sombras imortais
14 Capitulo XIII- Jogo da trapaça
Notas iniciais

Sobre o tabuleiro de xadrez Rocklong ria friamente enquanto movimentava seu cavalo capturando mais um peão do adversário, contando com mais aquela peça, agora seu oponente estava a mais um passo de perder. O homem a frente de Rock tremia enquanto movimentava seu bispo na diagonal.
— A vida é como um jogo de xadrez. — dizia Rock jogando para cima o cavalo do adversário que capturou.
O humano a sua frente olhava para o vampiro e logo em seguida para a garota oculta na escuridão, ela não parecia ser um monstro como o homem em sua frente, porém, não entedia por que ela estava ali presente apenas observando.
— Quanto mais você assusta sua presa, mas chance de dar seu xeque-mate. —falou ele dando um movimento com seu rei chegando perto do oponente.
O vampiro analisou o humano que olhava para a porta de relance para tentar fugir, não sabia o que aconteceria após a partida acabar, todavia, não queria ficar para descobrir. Sua vida era mais importante. Rocklong apenas observava com um sorriso frio nos lábios, sabia o que o humano queria fazer, uma raça tão burra...
Os dedos grossos do vampiro movimentaram-se seu rei dando xeque-mate no adversário. O mesmo levantou o olhar gargalhando enquanto o humano a sua frente arregalava os olhos soando frio. Teria que correr, mas seria possível? Nenhuma presa fugia de Rock, isso ele precisava saber...
— A presa sempre fica assustada no final e acaba morrendo. — Gargalhava Rock vendo o humano sair correndo rumo à porta, entretanto antes de abri-la seu pescoço era estraçalhado pelo vampiro. — Humanos, cada vez mais burros
Rock soltou o corpo que caiu sem vida em seus pés. Limpando a boca na manga da camisa, fitou a humana a sua frente que não estava gostando de esperar, queria saber do plano, e se Rock era confiável para destruir seus inimigos... Além do mais ele era um vampiro e ela uma caçadora.
— Já chega! Não sei se você irá me ajudar... Então diga logo seu plano.
O vampiro apenas deu de ombros arrumando seus cabelos negros e longos, por ter dormido anos, seus cabelos cresceram muito e ficaram mais lisos ainda. Mas mesmo gostando de cuidar do corpo, sabia que não era hora disso.
— Paciência é minha maior arma...
— Por isso que não é rei. — — resmungou ela baixinho.
Rock rosnou avançando contra a humana que foi pega de guarda baixa. Seus dedos conseguiam quase esmagar com facilidade o pescoço daquela humana que tentava se soltar.
— Não tente rir da minha cara, sou um vampiro de 500 anos que nunca deixou uma presa fugir, o vampiro original supremo que matou o rei dos vampiros. Não pense que sou qualquer inferior que vocês caçam. — Ameaçou ele dando calafrios em Charon.
Jogando-a no chão, o mesmo se virou voltando a olhar o imenso espelho daquela sala decorada, sentiu falta de sua casa confortável. E daquela sala que por séculos deixou igual. Paredes brancas, uma lareira com várias molduras de fotos do passado. Uma mesa prateada onde ficava um jarro da mesma cor e um cálice negro, sob a parede duas Katana de enfeite. Os sofás brancos e a mesinha de centro de vidro que ficavam de frente a imensa lareira, e logo atrás a mesa de xadrez que por anos fazia parte daquela sala.
— Então qual é seu próximo passo? — falou Charon tocando em seu pescoço.
Rocklong se virou com um sorriso divertido.
— Dividir e conquistar. — Gargalhou olhando para um mapa sobre a mesinha de centro. — Vamos fazer uma visitinha, é claro que vamos precisar de ajuda.
Charon arqueou uma sobrancelha não entendo, o mesmo olhou em direção a porta, vendo uma vampira de cabelos negros escorada na patente. A mesma olhava suas unhas recém feitas. Cassandra a vampira cujo levava o título de vampira veneno. Tudo que ela queria, o possuía em minutos ou dias.
— Hora de brincarmos. — disse pegando a taça de vinho que se encontrava ao lado do mapa.
Levantando o objeto como se fosse brindar, um sorriso brincalhão nos lábios do vampiro fazia a vampira na porta querer logo sua diversão.
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Rock se escondia na escuridão cuidando vários lobisomens que caminhavam, aquela era a aldeia da lua. A única aldeia no mundo dos lobisomens, onde nenhum humano ou vampiro poderia entrar. Guardas cuidavam todo o local, mulheres caminhavam com crianças no colo, outras levando cestas com comida. O vampiro suspirou cansado de ficar esperando, mas não poderiam ser pegos. Cassandra olhou em volta vendo os últimos dois guardas sumirem.
Seu objetivo era a maior casa da aldeia, a casa de Katyana Saleved. Os da alta hierarquia.
— Não mate ninguém. — Avisou a vampira que resmungou.
O vampiro avançou sumindo e reaparecendo diante da porta marrom da casa que queria, girando a maçaneta não precisou quebra-la, estava aberta. Rocklong adentrou a casa vendo tudo vazio e quieto. Era estranho um local estar assim, sendo que a porta estava aberta. As cortinas brancas balançavam enquanto cada passo que Rock dava rangia o piso de madeira. O mesmo piscou não entendo o silencio todo da casa. Eram quatro irmãos, onde eles estariam?
— Cadê vocês? — sussurrou se lembrando dos nomes dos irmãos Salaved, mas queria saber onde estaria o que ele queria, a maior guerreira da família.
A loba branca.
Seus olhos verdes passavam pelo moveis vendo o sofá bagunçado e um pacote de salgadinhos espalhados no chão. Arqueando a sobrancelha olhou para porta pensando se não entrará na casa errada, ele tinha dúvida de duas casas, por sorte mandou Cassandra para a outra. E não matar ninguém.
Seus devaneios foram interrompidos quando foi acertado na cabeça com um coelho branco de pelúcia. O vampiro piscou olhando em volta. De trás de uma poltrona branca apareceu uma garota furiosa que analisava o vampiro com seus olhinhos castanhos. A mesma percorreu o corpo do vampiro demoradamente até volta a fita-lo.
— Só uma? — Rock olhou para o corredor onde certamente levaria a cozinha e aos quartos se perguntando se haveria mais gente.
Voltando a fitar a garotinha que colocava a mão na cintura intimidadora fazendo o vampiro piscar. Aquela garotinha estava o enfrentando?
— Quem é você! — falava a garota se escondendo do vampiro, mesmo aquele ser chamando sua atenção, tinha medo.
Suspirando com seu fracasso, Rock olhou novamente a garota, ela tinha aparência da guerreira que queria, então estaria na casa certa. Aquela garotinha deveria ser uma Saleved.
— Você é uma Salaved?
Ela assentiu se levantando surpreendo Rock pensava que era uma criança, não uma adolescente que aparentava ter quase 18 anos. O vampiro piscou voltando a si, não era hora de admirar a garota que estava com seus longos cabelos castanho na face, ela queria ser como sua irmã, por isso a seguia e deixava os cabelos longos e sedosos.
A pequena, mesmo não aparentando ser pequena, tinha quinze anos e começava a treinar para um dia ser tão forte como sua irmã que admirava.
— Quem é você! Não acha que só por que você é bonito que vou deixa-lo ir sem falar quem é! — falava ela ficando corada.
Rock arregalou os olhos, seu último romance aconteceu há 26 anos. Depois disso nunca mais se interessou por uma nova fêmea em sua vida, apenas em destruir seu irmão e pegar o trono para si. Mas quem era aquela garota a sua frente? O mesmo analisou a garota que pegava a barra da camiseta do scooby-doo ficando com mais vergonha. Estava com uma bermuda curta, e aquela camiseta velha diante daquele homem.
— Pelo visto está sozinha. — A mesma levou o olhar. — Seria uma pena alguém como eu convidar uma bela garota para sair? — Sorria sedutoramente.
A garota apenas o fitava, não era certo sair com estranhos, nem mesmo sabia o nome dele... Mas o achava muito atraente. Seria um lobo? Mas nunca o virá...
— Eu sou Rocklong. — Apresentou-se. — E você?
— Sou Jasmim Saleved, irmã da loba guerreira Katyana Saleved princesa dos lobisomens. — dizia orgulhosa.
Rocklong semicerrou os olhos vendo que aquela garota não tinha presas nem caninos grossos, ou seja, não era nem vampira nem loba. Uma humana. Uma mera humana morando entre os lobisomens. O vampiro sorriu gostando mais ainda. Não podia ter a guerreira dos lobisomens, mas teria sua irmã para usa-la.
Jasmim deu um passo a frente pegando seu coelho, não estava com tanto medo daquele homem misterioso, sentia que seria divertido passar um dia com ele, mas algo em seu olhar era sombrio e doloroso, como se atrás daquela mascara sedutora encontraria outra pessoa... Triste e solitário. Isso doía em seu coração, não queria vê-lo triste, não queria ver ninguém triste...
— Onde está sua irmã?
— Com o rei dos vampiros. — Rock arregalou os olhos.
Isso era uma grande surpresa. A loba da profecia que deveria matar o rei vampiro, estava em seu castelo, certamente como aliada de seu sobrinho. O mesmo cerrou os dentes, não poderia mais tê-la, a essa altura, não trairia seu sobrinho. Voltando a olhar Jasmim, sorriu maliciosamente. Mesmo não podendo ter a loba guerreira, poderia transformar aquela garotinha delicada em sua aliada e usar seus sentimentos para beneficia-lo.
— Então vou indo, você deve estar pensando por que um estranho estaria aqui conversando abertamente com você e convidando-a para sair. Tudo bem não aceitar, apenas queria fazer companhia, já que sua irmã apenas quer ficar no castelo namorando o rei vampiro.
Jasmim arregalou os olhos, Rock sorriu vitorioso.
— Minha irmã não faria isso! Ela prometeu voltar, e ela tem Anúbis não precisa daquele vampiro mal. Ela foi mata-lo! — disse não acreditando daquelas palavras...
Ela se lembrava de sua irmã quando voltará da batalha contra o rei vampiro, apenas estava brincando com a mais velha, todavia isso seria verdade? Sua irmã estaria namorando ele enquanto tinha a deixando ali sozinha?
— Ela esta com ele agora, e não pretende voltar tão cedo... Ela esta apaixonada pelo vampiro que deve matar. — Jasmim se recusava a aceitar isso... Sua irmã nunca a abandonaria. — Venha comigo... Aposto que gosta de umas aventuras. — Sorriu friamente.
Jasmim o olhou pensativa, não podia acreditar nisso, todavia, por que aquele homem mentiria para ela? A mesma olhou para a mão estendida de Rock. Iria com ele para fazê-lo sorrir ou ficava esperando sua irmã que prometerá voltar.
— Venha comigo, Jasmini. — disse ele com sotaque russo.
Fitando seus olhos, a mesma aceitou colocando sua palma sobre a dele.
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