Sombras imortais
6 Capitulo V - O que são sentimentos?
Notas iniciais
Fallen ficará surpreso com o que trouxeram, nunca na história tinha visto algo como uma pedra normal apenas com escritas hebraicas esculpidas na mesma. Os olhos azuis gelo do mesmo analisavam a pedra que agora se encontrava em cima de sua velha mesa cheia de pergaminhos e livros velhos.
Ele falava poucas palavras sobre a pedra para o trio que estava na parte de baixo de sua minibiblioteca onde a chamava de quarto. Set acariciava sua cobra branca que apenas fitava Katy que odiava rapteis ou qualquer outro animal rastejante que existia nesse mundo e no outro, mas a cobra mantinha os olhos em Katy que apenas mudou de lugar sentando ao lado do vampiro que a irritava.
Bruce estava sentado em uma mesinha de centro de vidro lendo um dos livros de Fallen. Falava sobre algumas armas lendárias e magia. Katy ficara curiosa por que ele estava lendo aquilo, seria por tédio? Ou algum motivo pessoal? Set se esticou no sofá assim que a loba saiu fazendo sua cobra grande e gorda se esparramar por cima dele fazendo a loba pensar novamente por que aquele vampiro tinha uma cobra de estimação e que raça seria aquele animal rastejante.
Bruce sorriu vendo-a pelo canto dos olhos.
— Não se deixe intimidar pela aquela coisinha branca que ele escolheu. — falou Bruce ainda não tirando os olhos do livro.
Katy piscou.
— Coisinha branca? Mostra a sua coisinha branca!
Bruce riu alto fazendo Fallen reprender os dois e ameaça-los de expulsa-los do local. Nenhum dos três deu atenção para o mais velho continuando a falar sobre "as coisinhas brancas" que Katy não entendia do que se tratava.
— Minha coisinha branca pelo menos é mais bonita!
Set semicerrou os olhos não concordando com o irmão fazendo a loba entre eles ficar olhando um para o outro esperando que falassem a linha dela! Bruce levantou o livro não querendo olhar para Set que odiava ser ignorado. O mesmo se jogou em cima do irmão fazendo o mais novo resmungar e enxota-lo.
— Vocês não têm jeito! — Um arrepio correu pela espinha dos dois assim que virão os olhos ferozes de Fallen do alto.
Foi a vez da loba rir deles.
— Culpa da sua coisinha branca.
— Alguém pode me falar o que vocês estão falando! — Berrou a loba não se importando com o vampiro mais velho no alto.
Fallen riu gostando ainda mais daquela loba que colocava ordem naquelas duas crianças. Set cruzou os braços fazendo Katy notar que a cobra não estava mais nos braços dele, porém, aquilo não era pavor e sim por se lembrar de que na primeira batalha que vira deles Set fez aquela cobra virar um chicote. Seria esse o segredo daquele animal?
— A cobra de Set é um presente que dei a ele. — Set virou a cara após seu irmão falar sobre isso. — É uma magia. Slin como é chamada pode se transformar na arma que o usuário ter conhecimento e quando não esta em uso pode se transformar em objeto ou animal que o usuário escolher que mais combina com ele.
Bruce colocou de volta o livro sob a mesinha de centro mostrando algumas armas lendárias para loba que arregalou os olhos vendo a espada que ela tinha. A espada dos lobisomens a primeira espada de Missele. Sua descendente.
A Loibis.
— Quer dizer que Set pode escolher tantas armas de outra raça quanto da sua?
Bruce assentiu.
— Ele pode ter em seu inventário a verdadeira arma caso o usuário dela esteja morto. Como pode pegar de outros oponentes que derrotar.
Katy piscou vendo mais armas desconhecidas naquele livro a cada página que folheava. Seus olhos pararam em três tipos de chicotes e uma delas reconheceu. O chicote negro de Set que mudava de tamanho e seu elemento. Logo a baixo havia um chicote feio, mas dizendo que era o mais poderoso de todos. Um chicote branco feito de... Ossos!
Não simples ossos. Eram de dentes de um dragão em especial.
— Você tem quantas armas? — Katy se dirigiu a pergunta a Set que voltara a se esparramar no sofá marrom.
Set deu de ombros olhando para o teto escuro.
— Acho que sete armas... Bruce deve ter mais... — falava baixo.
Katy voltou a olhar para o rei vampiro que apenas deu de ombros também, mas ele não gostava de lanças e chicotes como Set gostava e tinha em seu inventário. Ele preferia espadas, adagas, arco e flecha. Mas havia uma arma em especial em seu inventario que combinado com a de Set era libertada a arma.
A lança negra onde não há um nome próprio para o objeto.
— Há outras armas feita a magia?
Bruce deu de ombros não sabendo. Ele sabia da Slin por causa de Fallen, porém o mesmo nunca falou mais nada tirando os vampiros criados da magia. Os mais poderosos. Seus olhos azuis foram até o loiro que estava lendo um belo livro que parecia ser um dicionário. Fallen era o único vampiro criado da magia que conhecia.
— Talvez Fallen possa falar. — Bruce sorriu também querendo descobrir mais coisas que seu guardião nunca contava sobre os maiores segredos do mundo sobrenatural.
— Não. — respondeu friamente.
Bruce fez bico não gostando daquilo. Fallen sabia que isso era apenas uma brecha para tentar o fazer contar mais coisas... Segredos nos quais ele ainda não estava preparado para descobrir...
— Vão brincar lá fora crianças. — Fallen os expulsava enquanto via seu rei tentando pedir para contar.
Set resmungou xingando Bruce por ser culpa dele serem expulsos. Bruce revidou começando a puxar os cabelos longos de Set e por fim os dois saíram do local puxando o cabelo um do outro .A loba caminha logo atrás deles suspirando por ver aquela cena. Eles eram tão poderosos, entretanto por outro lado tão infantis.
— Vocês dois não param. — falava a loba enquanto suas botas ecoavam no corredor amplo.
Os dois olharam para trás dizendo não e voltaram a puxar o cabelo um do outro fazendo a loba suspirar e olhar para uma armadura medieval que estava em exposição no corredor. A mesma segurava uma lança parecida com as de caça, mas era ótima para ela.
Pegando a arma a mesma avançou no meio dos dois que apenas viram a laminar vir em direção a eles a tempo de se separarem rapidamente. A lâmina cravou no chão fazendo os dois vampiros arregalarem os olhos.
— Não me importa que vocês sejam dois vampiros poderosos. — disse-lhe. — Mas se os dois pombinhos querem brigar façam isso em quatro paredes. — Sorriu ela provocativa.
Bruce apenas se virou colocando as mãos no bolso enquanto Set ri e apontava para o irmão que apenas arqueou uma sobrancelha.
— E você seria o passivo na relação.
Bruce o chutou fazendo Set sair correndo rindo.
— Eu te mato!
— Ele quer me matar. — berrava ele bem longe colocando o dedo sob os lábios. — No meu ou no seu quarto? — Continuava o vampiro a rir.
Bruce suspirou olhando para a loba que apenas assistia a cena se divertindo.
— Não coloque coisas na cabeça dele. — falou por fim.
_____________ VAW ______________
Os dois continuaram a caminhar pelo castelo até irem para uma área onde Katy apontará no vidro. Tinha visto dragões voando e por sinal era o dragão vermelho de Set. Um dos piores dragões a serem domados. A loba olhava a vasta extensão de terra com sua grama verdinha e cercados em volta, mas por que havia cercados de bois se os dragões eram imensos?
— Aqui é o território onde ficam os dragões, já que está havendo construções pelas muralhas então eles ficaram um bom tempo por aqui. — falava Bruce apontando para as cavernas que havia longe dali.
Katy tinha ouvido falar sobre os dragões. Seres enormes e poderosos que apenas os vampiros os controlavam, ou melhor, apenas os vampiros originais e supremos os controlavam. Dizem que a cada original que nasce, um ovo é chocado e um novo dragão surge e apenas cresce quando marca seu dono. A loba era fascinada pelas histórias dos dragões, porém, nunca achou nada sobre suas marcas...
Deveria ser algo novo para os livros não terem? Talvez.
— Sobre as marcas. — perguntou ela achando a oportunidade ideal. — Como são?
Bruce não sabia como responder em palavras como era feita a marca, apenas uma palavra veio em sua cabeça; dor. O dragão poderia testar seu dono fazendo a marca doer ainda mais como podia recusa-lo, na história dizem que se um dragão recusar um original ele seria impuro e os dois deveriam ser mortos.
— A marca, o dragão que faz em seu dono. — Bruce coçou a cabeça. — Não sei explicar como... Apenas ele te escolhe...
— Após isso o que acontece?
— Uma tatuagem de dragão é feita em qualquer parte de seu corpo que ele escolher. Esse é o símbolo da marca. Mas para tê-la é um dor horrível principalmente quando ele tenta testar seu dono.
Katy via o vampiro tocar nas costelas seria ali sua marca? A mesma olhou para a vasta extensão de terra vendo que tinha muito além das cavernas. Qual era o tamanho das terras dos vampiros? Seria conquistada? Por ter passado tanto tempo na biblioteca pesquisando seu futuro e a profecia fazendo conhecer muito da história dos vampiros.
Em uma época havia uma rainha que foi a primeira a reinar conquistando terras, tem rumos que dizem que ela derrotou um Deus, mas seria verdade? Era impossível derrota-los, certo? A loba voltou a fitar o vampiro que apenas se escorou na no vidro vendo alguns filhotes de dragões caminhando. Contando era à contagem exata dos originais novatos que ainda não podiam vê-lo.
— Onde é sua marca? — Bruce a olhou fazendo-a desviar seu olhar. — Se quiser dizer é claro... — sussurrou.
Bruce sorriu de leve voltando a fitar rapidamente os dragões e logo em seguida aproveitando que não estava com sua armadura negra tirou a camisa fazendo a loba ficar furiosa e xinga-lo. A mesma se virou chamando o mesmo de pervertido.
— Você disse quer queria ver minha marca. — Ainda falava ele de costas.
Katy piscou se virando lentamente vendo o imenso dragão que havia em suas costas. Ocupava todo o local. Um dragão de costas onde matinha suas asas abertas e apenas sua mão esquerda era vista juntamente com um pouco de sua cabeça que estava perto. Sua cauda parava nas costelas de Bruce e tinha espécies de espinhos em sua cauda.
— Venha. — Pegando o braço da loba, os dois sumiram do corredor.
A mesma se desvencilhou de seus braços furiosa ao sentir a grama sob seus pés. Olhando em volta viu que estava diante daquelas cercas e dragões caminhavam tranquilamente pelo local. Bruce assoviou alto fazendo os ouvidos de Katy doerem por serem sensíveis. Pedindo desculpas o mesmo sorriu e apontou para a fera que rugiu saindo da caverna.
Era a mesma fera da tatuagem.
— O dragão coloca uma tatuagem em seu corpo. Sua imagem em seu dono.
— E por que você tem em todas suas costas?
— Por que ele como eu somos reis. — O dragão rugiu novamente, mas parando na entrada da caverna assim que virá o dragão vermelho cochilando perto da mesma.
Eles estavam sempre brigando por o outro ser muito "rebelde". Bruce se virou ainda com a camisa em suas mãos fazendo a loba ficar furiosa e o chamar de pervertido. O rei riu colocando novamente a camisa não queria deixa-la desconfortável em sua frente.
— Posso perguntar mais uma coisa?
Bruce arqueou uma sobrancelha.
— Aquele demônio que apareceu... Luiz. — falava se lembrando do demônio a defendendo, por que? — Quem é ele e que magia ele usou?
Bruce não sabia de que magia ela estava falando, todavia ouvira falar que Luiz era um mestiço que sabia usar muitas magias de suas duas raças o deixando muito poderoso graças a isso ele subiu ao trono no reino dos demônios. Era temido e frio, mas ao mesmo tempo era infantil e brincalhão. Nem mau nem bom.
Esse era o mestiço, metade vampiro, metade demônio que tem quase a mesma idade de Fallen...
— Ouvi dizer que ele usa magias fortes, ou melhor, magias dos demônios que são especiais como as dos anjos... — Bruce se sentou na grama fresca pegando algumas em sua mão e as picando. — Ele usa os círculos dos líderes demônios que a religião pelo mundo humano conhece com as dos anjos.
— Ele usou uma chamada de círculo de bezel. — Bruce semicerrou os olhos estranhando.
Ouvira falar dessa magia. Era a mais poderosa de todas, entretanto por que começar já com esse golpe? E seria uma imensa destruição... O que ele estava pensando?
— O círculo de Bezel é perigoso apenas saiba disso como o círculo de Miguel. — Avisou olhando para Loba. — Além do mais estou cansado de guerras e lutas...
O vampiro fechou brevemente os olhos deixando o vento balançar seus cabelos negros e logo em seguida seus olhos azuis fitaram o vazio se lembrando do massacre dos 100. O massacre que fizera para proteger seu povo... Matando os 100 lobos que vinham em direção ao castelo.
Ele não queria guerra, mas Anúbis apenas queria vingança e dor...
Bruce protegeria seu povo de qualquer coisa é o que um rei faria... Mesmo que uma raça que poderia ganhar se aliando quisessem ser os maiores inimigos...
— Há muito para ser descoberto pequena loba... — Bruce sussurrava. — Até mesmo muitas coisas eu mesmo não sei... — Finalizou olhando para o céu claro sem nuvens.
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