Sombras do Passado: Uma Segunda Chance
13 Nem tudo é como queremos...
Notas iniciais
“A Verdade nós dois sabemos, ninguém mais. O sangue dos inocentes sendo derramado e por mais que lutemos por essa verdade, o inimigo a torna irreal. Agora a minha luta também é sua, mas ainda assim as decisões serão tomadas pelo bem e para o mal. Mesmo a melhor das intenções será a errada, e no fim o sangue ainda será derramado pelo inimigo que jamais conseguiremos derrotar.” (Manuela Doria, Michele Mayer e Marcos Donizete)
Depois de duas horas Jeffrey chega à casa de Dana. Mulder estava trabalhando dobrado para compensar a ausência de Dana e não estaria ali com ela pra essa conversa.
—Entre, fica a vontade. – Dana abre a porta para o cunhado.
—Obrigado. –Jeffrey entra- Quando você e o Mulder se reencontraram? Fiquei surpreso quando soube, não tenho muito contato com ele. Ele ainda não confia em mim e não admite o fato de sermos filhos do mesmo homem. — ele se senta frente a poltrona que Dana estava.
—Faz uns seis meses que nos reencontramos e quatro meses que encontrei o William, mas isso no momento é irrelevante, o que eu quero é saber o que fazer porque o seu pai me deixou com uma decisão impossível de tomar.
—Eu imagino, mas eu vim aqui pra te ajudar, mas o Mulder não pode saber. Ele vai querer se sacrificar para que você e o William tenham uma vida, ele tentou isso quando o William nasceu, mas não deu certo. E agora ele vai tentar de novo e eu sei disso. – Jeffrey se posiciona. – E não vou permitir que ele faça isso, não vou permitir que meu pai faça isso com vocês de novo.
—Obrigada, de verdade. Eu realmente agradeço tudo o que você fez pela gente. Sei o quanto o seu pai te fez sofrer também. Não quero que você se machuque de novo e sei que ele será capaz de qualquer coisa pra conseguir o que quer.
—Eu sei, vou me cuidar. Vou entrar em contato com umas pessoas e ver o que consigo fazer. Amanhã te ligo. –Jeffrey se levanta e Dana o acompanha até a porta.
Dana preparava o jantar quando Mulder chega, ele estava abatido.
—O que esta acontecendo? – Dana o questiona.
— Estamos com vários casos pra resolver e realmente não estou com cabeça pra isso. Nosso filho no hospital, o Canceroso que voltou, o mundo enlouquecendo mais ainda. Eu realmente não sei como você está conseguindo lidar com isso. Eu não sou de demonstrar , mas nem o trabalho está me distraindo mais. Não vejo mais motivos para você fazê-lo. – ele desabafa.
— Mas precisamos, eu só preciso resolver a questão do William e eu voltarei a trabalhar ao seu lado –ela o abraça- não que eu consiga lidar com tudo, mas preciso ser forte e por todos nós, você sempre foi por mim e agora eu serei por você. Vamos jantar, nada se resolve de barriga vazia. – ela dá um beijo em sua testa e arrumam a mesa. E se servem.
—O que o Canceroso queria? – Mulder pergunta entre uma garfada e outra.
— Ele disse que tem o que o William precisa, mas para isso eu preciso fazer algo, só que ele não disse o que é. Ele só me queria lá para mostrar que ainda está no poder e que pode manipular as pessoas.
—Isso não é novidade, o que ele não faz pra conseguir o que quer? Já estou cansado dele.
—Também estou parece nunca terá fim.
—Já vou Scully, preciso arrumar a mala tenho uma viagem amanhã cedo. Vou auxiliar numa investigação. Não é um Arquivo X, mas é melhor do que ficar naquela sala sozinho pensando em mil coisas.
—Tudo bem eu espero conseguir resolver o mais rápido possível para voltar para Craiger.
Mulder dá um beijo em Dana e vai. Dana entra em casa e vai pro seu quarto toma um banho e se deita. Dormir ela não iria. Sua cabeça estava a mil por tudo o que aconteceu naquele dia.
Ao chegar em casa Mulder vê alguém parado em sua porta, ele fica pasmo ao perceber que era Jeffrey Spender, seu meio irmão.
— Spender, o que você quer? Ele pergunta descendo do caro.
—Boa noite pra você também Mulder. – o homem o cumprimenta. – Vim aqui conversar com você, sobre o seu filho.
—Boa noite. – Mulder responde sem graça- O que tem o meu filho?
—Você sabe que a Scully foi conversar com o “nosso” pai hoje. Você sabe o ele queria exatamente?
—A Dana só me disse que ele quer que ela faça algo e em troca ele dará a cura para o William, mas ela não disse o que é.
— Bom vou ser direto, ele quer que ela te mate.
—O quê? Você está de brincadeira?
—É exatamente isso. Ele sabe que você e a Dana juntos são fortes e podem acabar com os planos dele. Por isso ele está usando o William.
—E como você pode ajudar o meu filho?
—Em breve eu terei as respostas pra isso. Não devemos nos descuidar, o nosso pai não brinca e você sabe.
—Eu sempre tomo. Mas você precisa me falar o que vai fazer, porque se você precisar eu poderei te ajudar. Amanhã vou para o Havaí e ficarei lá uns dias. Qualquer coisa me liga que volto na hora. Fique de olho na Dana por mim, no momento só posso confiar em você.
—Não se preocupe com isso. Até mais. Jeffrey vai embora e Mulder entra em casa e vai arrumar sua mala. Já fazia algumas semanas que ele não viajava pra tão longe. Depois de arrumar o que ele precisava ele toma um banho e vai dormir.
As 06h00min da manhã o despertador de Mulder toca, ele se levanta e se arruma indo em seguida para o aeroporto, o avião sairia ás 09h00min da manhã. O avião pousa por volta do meio dia e o Xerife o aguardava.
Ao chegar à sala do desembarque Mulder vê seu amigo ali parado. John Dogget , apesar das desavenças que tiveram na época que trabalharam no FBI eles mantiveram contato e se tornaram bons amigos, Mulder ajudou quando o amigo foi embora para o Havaí com filha que ele teve com Monica Reyes, mas essa é uma história para outro momento. Eles se cumprimentam e seguem para o carro, Mulder teria bastante trabalho por aqueles dias.
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