Sombras do Passado: Uma Segunda Chance
10 Minha Luta
“O pensamento é imperecível. Um medo que se mede nas vísceras de que a pessoa que mais ama no mundo possa sair machucada por sua culpa. Pelos seus atos. Só por conhecer você. Enquanto está deitada indefesa, aqueles pensamentos e medos enchem minha mente de perguntas. Se eu causei isso, como posso pará-lo?”
Monologo de Fox Mulder S11 EP1 The X Files
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Mulder e Scully vão até Maryland onde uma mulher havia desaparecido a duas semanas e nenhum tipo de pista haviam conseguido, a polícia local estava de mãos atadas, não sabiam o que aconteceu.
— Bom dia, sou Agente Mulder e essa é minha parceira agente Scully. –Mulder se apresenta mostrando sua identificação ao policial. –O xerife nos aguarda.
—Me acompanhem. –o policial os leva até a sala do xerife.
—Senhor os agentes Mulder e Scully do FBI estão aqui.
—Peça que eles entrem. –falou o xerife.
—Bom dia, sou o agente Mulder. – cumprimenta o agente.
-Bom dia, sou a agente Scully. –cumprimenta. – O senhor poderia me mostrar à pasta do caso? –
—Claro vou pedir a para trazerem ela. Não tem muito que ver, pois não temos muitas pistas.
— Entendo.
Mulder e Scully examinaram os papeis com as informações e aviam poucas delas realmente.
“Luise Santos, 25 anos, americana, casada, 1 filho de 2 anos, grávida do segundo filho, atendente em uma lanchonete desapareceu depois do trabalho. Saiu do trabalho ás 22 hs como de costume e foi até seu carro que ficava no estacionamento do outro lado da rua, e simplesmente sumiu. Seu carro foi encontrado no estacionamento junto com sua bolsa, chaves e a echarpe que ela sempre levava junto. O sumiço foi relatado pelo marido, Sr. Antônio Carlos Santos, brasileiro, o mesmo trabalha como faz tudo. O mesmo relata que estava com filho em casa e ambos aguardavam a chegada da mesma o que não ocorreu, ele relata que se deitou com o filho, ele ia fazer o menino dormir e acabou dormindo na cama do garoto e quando acordou de manhã percebeu que sua esposa não havia chegado. O mesmo relata que ligou em seu trabalho, que foi informado o horário de sua saída e então o mesmo decidiu ligar aos hospitais da região e como não obteve nenhuma noticia chamou a policia. As investigações estavam paradas pois não tinham nenhuma informação além das adquiridas nas entrevistas com família, vizinhos e colegas de trabalho.”
O caso era realmente difícil, mas isso não os impediram de trabalhar duro. Scully mantinha contato com o médico que cuidava de William, eles estavam tentando alguns tratamentos que surtiram poucos efeitos, mas nada que fizesse com ele saísse daquela situação. Seus pais, os Van de Kamp, não saiam de seu lado. Eles alternavam entre os horários, mas nunca deixavam o filho sozinho. A mãe do garoto proibiu a visita de Dana Scully a seu filho, Dana ficou magoada com isso porem nada podia fazer.
Depois de vários dias eles conseguiram encontrar a Sra. Santos, ela havia sido sequestrada por um homem que tinha uma fascinação por mulheres grávidas e queria fazia testes com elas, quando o bebê nascia ele matava a ambos enterrando seus corpos nos fundos de sua casa. Depois de encerrarem o caso Mulder e Scully voltam para Washington.
Na manha seguinte ao retorno, Scully preparava o café quando o telefone toca. –Scully — ela atende ao telefone.
—Bom dia agente Scully- o homem dá uma tragada em seu cigarro- precisamos conversar sobre o seu filho, mas quero falar com você a sós, ligarei para marcar o local. – o homem desliga, deixando Scully sem reação ao descobrir que aquele homem asqueroso estava vivo.
Scully se senta, sem reação, seu corpo tremia ao ouvir aquela voz, parecia um fantasma que depois de 17 anos resolveu assombra-la. Ele estava vivo, mas como, ela o viu morrer quando aqueles mísseis destruíram a montanha a qual ele se escondia. O que ela faria agora? Precisava falar com Mulder, mas ela não conseguia reagir lágrimas banhavam seu rosto, seus pensamentos estavam embaralhados. Ela já corria o risco de perder seu filho para sempre e agora o Canceroso, C D B Spender, ou seja, lá qual é o seu nome, havia voltado para atormentar a sua vida.
Depois de um tempo ali sentada ela ouve chamar seu nome, era Mulder que estava ali a sua frente, ela se levanta e o abraça.
— Ele está vivo, aquele desgraçado do Canceroso não morreu. –Scully fala entre soluços.
— Como assim vivo? Quem te disse isso? – Mulder a afasta olhando em seus olhos que estavam vermelhos do tanto que ela já havia chorado.
— Ele me ligou, eu ouvi a sua voz, ninguém me contou. Ele quer se encontrar comigo, ele disse que tem a cura para o nosso filho.
-Eu não acredito nisso, esse homem não morre. –Mulder estava indignado e preocupado.
— Nunca teremos paz. Vou esperar ele ligar e ver o que ele quer, eu não sei o que fazer. – Dana havia se sentado novamente e Mulder fez um chá pra ela.
-Eu estarei aqui se você quiser eu vou a essa reunião com você, eu realmente quero saber o que esse homem quer. –Mulder se senta a frente de Scully lhe entregando o chá e se servindo do café que Dana coado mais cedo.
— Precisamos ir o Skinner me ligou avisando de um caso em New York, não sei se é um Arquivo X, mas precisamos ir. O Canceroso irá te ligar de qualquer forma.
-É verdade, eu vou arrumar as minhas coisas, e nós vamos. Vem me ajudar?
-Eu só vou lavar as louças e já vou. Enquanto Scully foi para o quarto arrumar a sua mala, Mulder lavou e guardou as louças, indo para o quarto a seguir.
Depois de tudo pronto eles seguem para o aeroporto, foi uma viagem relativamente curta, eles pouco conversaram, Scully queria mais que tudo ver seu filho, mas ela sabia que estava proibida, porém Mulder não estava e essa era a chance que Scully tinha de saber algo sobre o filho. Assim que chegam eles fazem check-in no hotel e se dirigem a delegacia. Os dias passam de forma lenta, eles ajudam na investigação de vários casos, enquanto não podem fazer nada pra ajudar William.
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Hospital Geral de Craiger
-O que vocês farão agora? Qual o tratamento? Você não pode deixar meu filho nessa situação. –A senhora Van de Kamp falava quase aos berros no corredor ao lado do quarto de William.
-Senhora nós já esgotamos todos os nossos recursos, não temos o que fazer mais. – o médico tentava acalmar os ânimos da mulher a sua frente.
-E se o levarmos para outro hospital será que lá teriam como ajudar o meu filho? –ela estava aos prantos logo o seu marido chega a amparando.
— Venha querida, o médico não tem culpa disso, ele está fazendo o que pode. Eu queria poder fazer algo, mas talvez tenhamos que pedir ajuda a Dana Scully. –ele limpa o rosto da mulher que está molhado pelas lágrimas.
— Eu não quero essa mulher perto do meu filho. –a mulher eleva voz. – Ela o abandonou porque iria ajuda-lo agora. Foram quase 17 anos e só agora ela veio atrás dele se ela realmente o amasse ela teria vindo atrás dele a muito tempo atrás. Eu não a quero aqui, por isso a proibi de chegar perto dele aqui nesse hospital ela não entra. – a mulher se levante e entra no quarto de William.
O rapaz estava na mesma, entubado, com sondas e medicamentos correndo em suas veias, aparelhos ligados em um bip constante como se a qualquer momento quisessem desligar. Mas ele continuava ali a lutar pela vida. Sua mãe estava ali dia e noite não saia de seu lado à única coisa que fazia era rezar e segurar em sua mão.
Semanas se passam e nenhuma melhora é detectada os médicos decidem diminuir a sedação e ver se ele reage de alguma forma. Porém ele não reage e os médicos precisam reentubá-lo.
— E agora o que faremos? – a mãe de William pergunta ao marido.
— Precisamos chamar Dana Scully ela é médica e de repente ela saiba o que pode ajudar o nosso filho. –fala o homem de forma calma, ele sabia o que a sua mulher pensava sobre isso, mas precisava arriscar essa sugestão novamente.
— Tudo bem pode ligar pra ela, eu vou liberar a sua visita ao William. – ela estava cansada e desesperada, ela sabia que essa seria a única forma de talvez conseguir salvar seu filho.
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