Sombras do Passado: Uma Segunda Chance

6 Capitulo 6- A história de Emily


Notas iniciais
Eu voltei...Depois de um bloqueio criativo e de escrever e perder esse capítulo estou de volta e não irei abandonar vcs, meus Gatos Pingados.

Logo a mulher chega.

— Drª Scully o Dr. Green irá atendê-la a sala dele fica no 3° andar, o William pode te acompanhar.

-Obrigada. -Dana segue até o elevador, logo sendo seguida por William.

— Minha mãe não tem jeito, ela disse que parece conhecer você de algum lugar. É como se ela soubesse ou sentisse quem você é. -William fala enquanto entra no elevador, Dana aperta o botão e seguem ao 3° andar.

Logo eles chegam, saindo do elevador e seguindo por um corredor cheio de consultórios e pacientes aguardando na pequena sala de espera. eles chegam em frente a sala do Dr. Green que já os aguardava com a porta aberta.

— Boa tarde, sou a Drª Dana Scully vim aqui a pedido de William. -Dana cumprimenta o médico a sua frente estendo sua mão.

— Boa tarde Drª Scully. –o médico a cumprimenta, com um aperto de mão. Dr. Green era um homem com 1,80 de atura, cabelos pretos e olhos castanhos. Ele era um homem muito bonito e não aparentava ter 50 anos. Ele era casado e tinha 2 filhas de 15 anos.

-O que o senhor pode me dizer quanto ao estado de saúde de Emily? –Dana vai direto ao ponto.

— Não é nada bom, como a drª deve saber ela tem uma Massa Tumoral Nazofaríngea, e esse tipo de tumor é inoperável.

Dana treme ao ouvir o que a menina tem. Um flash de tudo o que ela sofreu anos antes do nascimento do William.

— Eu não sabia exatamente que tipo de tumor ela tem. Wiliiam só me disse que era na cabeça. Eu tive esse mesmo tipo de tumor a mais ou menos 20 anos e consegui me curar.

O médico fica admirado com a revelação de Scully.

— E como conseguiu se curar? Porque estamos tentando vários tipos de tratamento e nada está surtindo efeito. Emily está cada dia pior.

-Bom essa é uma questão bem complexa já que não é bem um medicamento que foi utilizado e sobre isso eu gostaria de conversar com os pais de Emily também, pois, eu gostaria de tentar fazer o mesmo que foi feito comigo. –Dana fala ao médico.

-A mãe dela está com ela. Talvez seja melhor se fossemos conversar com ela. –sugere o médico.

-Pode ser, seria bom assim quem sabe ela aceite a minha sugestão de tratamento. Podemos ir lá então?

-Podemos. – o médico pega o telefone e fala com sua secretária, pedindo pra avisar o próximo paciente que logo ele voltaria. Os três saem da sala e seguem pelos corredores até onde ficava a ala de internações.

Depois de alguns minutos andando praticamente em silêncio, somente algumas palavras aleatórias trocadas por Dana e William eles chegam ao quarto, o médico entra na frente indo direto até onde Emily estava. Dana entra seguida por William, que também vai cumprimentar a amiga.

Emily apesar da doença não perdera sua beleza. Ela tinha os olhos verdes, seus cabelos era castanho claro, eles já haviam voltado a crescer ,pois já não fazia quimioterapia a algumas semanas. A seu pedido, pois ela sabia que isso só iria mata-la mais rápido.

-Olá Dr. Green está tudo bem? Já achou a minha cura?- pergunta a menina com um sorriso genuinamente sapeca. – Porque vou te falar doutor, como posso dar trabalho aos meus pais dessa cama, tá difícil. – ela dá uma gargalhada

-Ainda não, mas eu vim aqui porque eu trouxe uma colega que se interessou pelo seu caso. Essa é a Doutora Dana Scully ela é médica em Washington. –ele apresenta Dana a menina e sua mãe. –Essa é Emily e Margareth sua mãe.

— Boa tarde. –Dana cumprimenta a mãe de Emily primeiro com um aperto de mão. Depois cumprimenta a garota que estava sentada em seu leito com as costas apoiadas em uma almofada.

Como você está?- Ela pergunta garota.

-Hoje estou bem, mas muito cansada de ficar aqui. Eu queria poder ir para casa, mas sei que não posso. -fala a garota num sussurro.

— Doutora a senhora tem alguma solução para Emily. – pergunta a mãe de forma esperançosa.

-Talvez, mas antes preciso saber se a senhora concorda que eu faça alguns exames em Emily, para que assim eu possa determinar se eu poderei ajudar a sua filha. -Dana explica de forma vaga, ela não queria dar falsas esperanças a mulher, pois ela entendia a dor que Emily e sua família estavam sentindo.

-Desde que não seja nada que a prejudique, minha filha já sofreu demais. –a mãe recomenda.

— Não se preocupe, serão só alguns exames de imagem. E depois poderei ver se tem como ela passar pelo procedimento. Mas eu quero saber antes de tudo, se antes da Emily desenvolver esse tumor ela fez algum procedimento? – Dana já sabia essa resposta, mas ela queria saber o quanto a mãe sabia quanto a suposta doença da filha.

— Ela só tirou um pedacinho de metal que tinha nuca dela, da época do desaparecimento dela. Quando ela foi acampar e se perdeu na mata, mas foi encontrada dois dias depois. — a mãe explica de forma calma, já não sabia o que realmente aconteceu com a filha naqueles dois dias.

-Entendi. –dana observa reação de Emily quando a mãe fala sobre aqueles dias e percebe que a menina ficara bem aflita.

-Mãe a senhora não quer aproveitar pra ir em casa e tomar um banho e descansar o William e a doutora Scully podem ficar comigo. – a menina sugere.

— É uma boa idéia Sr.ª Larsson, a minha mãe está trabalhando e ela sabe que estou aqui. – William apoia a sugestão de Emily.

— Por mim tudo bem. Fico até a senhora chegar, se para a senhora ficar tudo bem. — Dana apoia William e Emily.

— Tudo bem vocês me convenceram. – Margareth dá um beijo na filha. – então até mais tarde, e se comportem vocês dois. – ela dá uma gargalhada baixa, ao ver os olhos de Emily revirar, saindo logo em seguida.

Dana se senta na cadeira ao lado da cama de Emily e vai dereto ao assunto. Emily não era mais criança e ela queria que a garota contasse tudo o que ela se lembrava, sobre o dia do seu desaparecimento.

2 anos antes

Emily e sua turma foram ao acampamento que iam todos os anos desde os seus 10 anos, tudo corria normal, os jovens iam explorar uma caverna que havia na região, que só era permitida para os mais velhos, pois era bem escura e tinha vários túneis.

Os jovens passaram a manhã explorando o lugar e quando já passava do meio dia os instrutores chamaram todos para voltarem ao acampamento para o almoço.

Os jovens voltaram e almoçaram, seguindo para outras atividades depois. Porém Emily sentiu falta da correntinha que sua mãe havia lhe dado no seu aniversário. E ela sabia que só podia ter perdido ela no caminho da caverna. Mas ela não podia sair dali naquele momento, pois os monitores não permitiriam que ela saísse de sua supervisão.

Depois das atividades da tarde os jovens vão aos seus dormitórios. Emily conta as amigas que perdeu a correntinha que sua mãe lhe dera aquele ano e que iria até a caverna procurar. As amigas pedem que ela procure um monitor mas ela diz que será rápido e vai.

Duas horas depois que Emily saiu, as amigas começam a se preocupar e decidem falar com um dos monitores. A partir daí começa uma busca incessante, que termina dois dias depois ao encontrarem Emily desacordada próxima a caverna, ela estava com um ferimento na cabeça, mas não encontram nenhum outro tipo de ferimento, ela foi levada ao hospital foram feitos vários exames e nada a mais foi detectado.

Algumas semanas depois, Emily não dormia mais nem comia direito. Ela tinha pesadelos terríveis com ela sendo torturada das formas mais inimagináveis, sua mãe decide leva-la até um terapeuta e depois de um mês de terapia ela conseguia dormir novamente. Quando fez um ano de seu desaparecimento ela começou a sentir dores de cabeça e sua mãe a leva ao médico em um raio x é detectado um pequeno pedaço de metal, na região cervical e aquilo e o médico decide retirar, e assim cessam as dores.

Seis meses depois Emily volta a sentir dores de cabeça e numa ressonância e descobre o tumor e assim começou a sua luta pela vida…

Sculy ouve o relato de Emily e sabe que talvez a única solução seja recolocando o dispositivo em seu pescoço novamente.

— Bom Emily depois de ouvir, sua história tenho certeza que a única que talvez possa te ajudar seja recolocar aquele pedaço de metal no seu pescoço novamente.