Sombras do Passado: Uma Segunda Chance
7 Capítulo 7-O sequestro
Scully e William ficam ali com Emily até seu pai chegar, se despedindo da jovem e do homem assim que o mesmo chega.
-Você quer que eu te leve pra casa ou você vai com sua mãe? -Dana pergunta enquanto caminham pelos corredores do hospital.
-Acho que vou com minha mãe mesmo ela sai em 10 minutos, e não quero que ela implique mais ainda com você. –William fala, enquanto ambos se dirigem a recepção.
-Tudo bem, então eu já vou. Qualquer coisa estarei no hotel. – Dana entrega seu crachá a recepcionista e sai, seguindo direto ao estacionamento para pegar seu carro e voltar para o hotel.
Ao chegar Dana separa uma roupa e toma um banho, antes de Mulder chegar. Depois do banho pega todo o material que tinha todas as informações sobre o caso de Emily se senta na cama e começa a analisar as possibilidades da recolocação daquele dispositivo que infelizmente não poderia ter sido retirado.
Enquanto analisava Dana pega no sono, sendo acordada por Mulder com delicados beijos.
— Olá bela adormecida –ele fala entre beijos- já estava com saudades. -Ele a beija de forma delicada, descendo beijos para seu pescoço. Ela sente um arrepio gostoso.
— Preciso tirar essas coisas daqui. –Dana fala com a voz manhosa. Mulder a ajuda tirar os documentos sobre o criado mudo.
Assim que retiram tudo da cama, Mulder tira a camisa, Dana o olha com desejo passando a mão por seu tórax, ela senta em seu colo iniciando um beijo que demonstrava todo o desejo que sentia. Aos poucos não havia mais roupas, os corpos colados se moviam num bailar gostoso de amor e desejo. Mulder e Scully ali não existiam, era somente amor, paixão, excitação. A fórmula perfeita que demorou demais para novamente ser utilizada. O perfume perfeito que aqueles corpos em quase ebulição exalavam o som do choque da pele, da alma. Se alguém lhes dissesse que estariam juntos em total sintonia, mesmo sabendo o que hoje sabem, não acreditariam. Mas aqui estão, os toques os gemidos o calor o cheiro. O ápice, a explosão os corpos deitados lado a lado, a respiração ofegante, o amor. Nesse momento nada iria arrancar deles a felicidade não havia filho perdido, nem Sociedade secreta que fizesse com que eles perdessem mais tempo. Então adormecem seus corpos nus entrelaçados, cobertos por um fino lençol que somente escondia suas intimidades, mas que permitia que fosse sentido todo o calor que ainda pairava sobre aquele pequeno quarto que naqueles dias seria o seu refugio.
Na manhã seguinte, Dana é acordada com o toque do seu celular, ela abre os olhos com dificuldade devido a claridade que já se instalara no ambiente. Ela se levanta a procura do telefone que estava em sua bolsa.
-Alo. –ela atende ao telefone.
— Scully aqui é o Skinner. –o diretor responde do outro lado da linha.
— Bom dia Skinner aconteceu alguma coisa? –ela o questiona enquanto coloca o roupão, indo acordar Mulder que ainda dormia pesadamente.
— Vocês precisam ir á casa do William ele foi levado, vocês não foram avisados?
-Aí meu Deus. -Dana grita e Mulder dá um pulo da cama.
— O que aconteceu?- ele coloca a calça e a olha.
— William sumiu, levaram o nosso filho. –Dana relata em prantos. Mulder pega o telefone em sua mão.
— Alo, Skinner é o Mulder, o que aconteceu? Quando eles o levaram? Como isso aconteceu? –Mulder descarrega as perguntas na esperança de obter resposta logo.
-Ontem a noite, mas eu tenho quase certeza que os mesmos homens que levaram você e a Scully, também levaram William.
-Nós já vamos pra lá. Quando tivermos mais noticias te ligamos. -Mulder desliga o telefone.
Enquanto Mulder falava com Skinner Dana toma um banho e troca de roupa.
-Vamos Mulder não quero demorar mais que o necessário, precisamos ir logo a casa de William, não acredito que fizeram isso com nosso filho. –Dana estava desolada, ela já o perdera uma vez e não iria permitir perde-lo de novo.
— Pronto Dana, já estou pronto. –Mulder pega a chama e o seu paletó indo pra porta seguido por Dana. Ele entendia a dor de Dana mesmo que não demonstre aquilo o dilacerava aos poucos.
Mulder dirigia rápido, mas parecia que não chegava nunca. A casa da família de William ficava na área rural o que o faria dirigir por mais de uma hora. E aquela seria uma hora demasiadamente demorada. O clima era pesado, o silencio mórbido que se instalara no carro, logo é interrompido pelo toque do telefone de Mulder que Dana o atende prontamente.
— Agente Scully.
-Bom dia agente aqui é o Xerife Taylor, estamos na casa do William, vocês já estão chegando?
— Já estamos quase chegando mais uns cinco minutos e estamos aí.
— Tudo bem, estamos te esperando. – o xerife desliga e Dana também.
-Era o Xerife, eles estão nos esperando. – Dana estava ansiosa em voltar aquela casa.
Cinco minutos depois eles estava estacionando em frente a casa, eles descem do carro e seguem até a entrada da casa que estava repleta de policiais que reviravam a área.
Era um sítio relativamente grande, a família Van de Kamp tinha algumas criações de animais e uma pequena plantação. A família não era rica, mas viva bem. O pai de William junto com o filho cuidava dos animais e da plantação enquanto sua mãe trabalhava no Hospital da cidade como enfermeira, mas não todo dia, só três vezes por semana e nos dia que ela não estava no hospital ela ajudava William e o marido a cuidar de tudo. A família Van de Kamp era uma família feliz.
Mulder e Scully vão até a varanda se apresentando ao policial que ali estava, o homem os conduz até a sala onde o casal Van de Kamp estava conversando desespero em seus olhos sando com o Xerife, a mulher nada falava, ela estava com uma feição cansada era nítido o desespero e Scully sabia o que era aquilo.
-Bom dia. – fala Mulder ao se aproximar do casal. Scully também os cumprimenta.
—Bom dia – fala o homem e se levanta indo cumprimentar o Mulder, a família já o conhecia de outra ocasião.
— O que aconteceu? – Mulder pergunta ao homem que caminhava para a varanda enquanto relatava o ocorrido.
Noite Anterior
Depois de sair do hospital William e sua mãe seguem pra casa, ela dirigia, enquanto William falava com um amigo pelo wattsapp.
— Não sei por que mais não gosto dessa doutora Scully, não tive uma boa sensação ao vê-la. –fala com William que ainda prestava atenção ao celular, mas abandona o aparelho ao ouvir o comentário da mãe sobre a sua genitora.
— Mas a senhora nem a conhece pra falar isso. Ela é uma boa pessoa e está tentando ajudar a Emily sem cobrar nada, sabe por quê? Porque ela teve a mesma doença e se curou. –William fala de forma exasperada. Ele ficara magoado com a situação ele não via a hora que sua mãe adotiva soubesse que Dana era sua mãe biológica e entendesse que ela jamais o roubaria dela.
— Mas ainda assim não confio nela.- a mulher não iria mudar de opinião tão fácil não importa o que William dissesse.
— Tudo bem mãe. –ele fica olhando pra fora por todo o tempo da viajem.
Depois de um tempo eles chegam a casa, William vai direto pro seu quarto enquanto sua mãe vai ajudar seu pai terminar o jantar. Logo eles terminam de prepara o jantar, enquanto a mulher vai tomar banho o marido arruma a mesa e vai chamar o filho para jantar, o rapaz estava lendo uma revista em quadrinhos da Liga da Justiça. Logo os três jantam em silêncio. Depois do jantar William ajuda seu pai lavar a louça do jantar, assim que termina ele dá boa noite e vai pro quarto.
A mãe de William acorda e ouve um barulho que vinha do quarto do filho, ela vai até o quarto, mas não consegue entrar, chama o marido e o mesmo consegue arrombar a porta e ao entrar só nada vê só uma luz forte que faz com que ambos percam a consciência acordando só na manhã seguinte, ao acordar não viram o filho, procuram por toda a casa e entrando em contato com a policia a seguir.
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