Sombras do Passado

37 Capítulo 37 - Um segredo revelado


Notas iniciais
Comentem ☺🙏🌷😘

***

Apesar da situação apreensiva, Cristina caminhou até a estrada sem sobressaltos. De cima ela procurou ver algo na estrada abaixo, como algum sinal suspeito porque estava com medo de encarar aquela estrada sozinha, mas, aparentemente estava tudo tranquilo. Talvez até estivessem procurando por ela e Federico, mas ninguém deve ter pensado em procurar no Vale do Éden. Ela não deixou nenhum indício de que iria para aquele lugar e muito menos Federico que a seguiu. Ela demorou muito a encontrar um lugar com sinal no meio da estrada e usou o celular para ligar para casa. Foi Amanda quem atendeu. A sobrinha estava muito preocupada e, para a jovem, Cristina deu as orientações para que avisasse à polícia para que os resgatassem daquele lugar.

Teve alguma dificuldade para chegar de novo à cabana por não conhecer bem sua localização, mas pôde encontrá-la. A felicidade de Federico foi imensa ao vê-la de volta, em relativamente pouco tempo e ter a certeza de que ela estava bem e que, logo, eles estariam em casa. Em pouco tempo a polícia estava ali e, antes da hora do almoço, estavam no hospital de Teapa onde o pé de Federico seria avaliado. Amanda foi encontrá-los ali e correu para abraçar Cristina que estava na sala de espera do hospital enquanto Federico fazia exames.

_ Tia! – disse emocionada. – Eu fiquei tão preocupada, você está bem?

_ Meu amor, fique tranquila, comigo está tudo bem, não me aconteceu nada. – Cristina procurou tranquilizá-la.

_ O que aconteceu? Eles encontraram Aninha no início da noite, mas aí você não aparecia. Ela contou que foi Raquel quem foi pegá-la na escola, que ela confiou porque a conhecia. A polícia está procurando essa louca.

_ Raquel queria me atrair para uma armadilha, Amanda. Ela não aceitava a rejeição de Federico e me fez ir até o Vale do Éden sozinha. Acho que ela queria me matar, mas eu acabei não medindo as consequências. Se Federico não tivesse chegado, eu não sei o que teria acontecido, ainda mais que eu...

_ Ainda mais que você? – Amanda ficou curiosa.

_ Eu estou grávida, filha. Federico e eu vamos ter um filho. – contou emocionada.

_ Ah, que lindo! – disse Amanda abraçando-a. – Você não sabe como fico feliz por você. Imagino que você queria muito, tia, já que você não tem filhos.

_ Sim, Amanda. Você nem pode imaginar como esse bebê é bem-vindo.

_ E tio Federico, como reagiu, como ele está? – indagou.

_ Estão examinando-o, ele machucou o pé. Se não fosse Federico, Amanda, nem sei o que teria acontecido lá. Ele ficou tão feliz, todo bobo. – contou sorrindo.

_ Ele vai ficar bem! – ela disse segurando a mão dela. – Então vocês se acertaram?

_ Eu o amo muito, Amanda. Você não tem ideia, ele quase morreu. Foi aí que eu me dei conta que não posso viver sem Federico. Ainda mais que ele é o pai do meu filho, eu quero viver essa emoção da espera com ele.

_ Senhora Cristina Alvarez? – indagou uma enfermeira.

_ Sim, sou eu!

_ Seu marido já está no quarto, quer falar com a senhora.

_ Claro, obrigada, eu vou até lá. Você vem comigo, Amanda?

_ Não tia, eu espero aqui, imagino que vocês tenham muito que conversar.

_ Eu só quero saber como está o pé dele, já venho falar com você.

No quarto, logo que Federico entrou, o médico chegou com os resultados da radiografia e os outros exames que ele fez.

_ E então, doutor, como está Federico? O que houve com o pé dele?

_ Ele sofreu uma entorse de tornozelo, uma torção que provocou uma lesão dos ligamentos laterais.

_ Doutor, pule os termos médicos e me diga, como se trata isso, eu vou ficar bem? – disse Federico impaciente.

_ Calma, Federico, você tem que escutar o médico e eu também para garantir que você cumpra as orientações dele.

_ A lesão não pede cirurgia, caso você se cuide bem, fazendo uso dos medicamentos e mantenha o pé imobilizado com a bota ortopédica.

_ Por quanto tempo? – ele indagou.

_ Duas semanas devem ser suficientes se você seguir as orientações corretamente.

_ Ele vai seguir, doutor! – garantiu Cristina. – Eu cuido disso.

_ Vejo que você estará bem cuidado. – disse o médico sorrindo.

_ E em dose dupla doutor, por ela e nosso bebê! – não pôde resistir à felicidade de espalhar a notícia.

_ Parabéns! – disse o médico.

_ E você, Cristina, foi examinada, está tudo bem? – Federico se preocupou.

_ Sim, fui examinada quando cheguei, está tudo muito bem. – ela disse segurando a mão dele, parada a seu lado.

_ E nós podemos ir para casa? – indagou Federico referindo-se ao médico.

_ Quando quiserem. Mas você deve voltar para que eu acompanhe a recuperação sua lesão em alguns dias e, em caso de dor ou algum desconforto também.

_ Sem problemas doutor! – garantiu Federico.

Foram para casa acompanhados por Amanda, de táxi. Cristina e Federico foram para o quarto, tomar banho e procurar acomodar-se depois daquele dia tão agitado. Ele saiu do banho de roupão, andando com dificuldades e foi até a cama onde encarou Cristina, que terminava de se vestir, abobado.

_ Não tem roupas minhas aqui...

_ Não se preocupe, já pedi a Vicenta que vá com José Maria à sede da Olho d’Água e traga algumas coisas suas. Ela conhece suas roupas, espero que não seja problema. – ela contou.

_ Problema? Que você cuide de mim, se preocupe. – ele indagou com um olhar malicioso. – É maravilhoso. Ainda mais cuidando para que eu volte para sua casa, para sua vida.

_ Você não vai sair dela nunca mais. – ela disse beijando-o. – Você acha que pode me acompanhar até Vilahermosa? Acho melhor a gente ir amanhã, imagina que isso tome mais tempo do que imaginamos? Se saímos agora, chegaremos à Vilahermosa já anoitecendo.

_ Sim! Também acho melhor ir amanhã. E é claro que eu vou com você, é só você dirigir. Acho que essa bota e essas muletas são suficientes para que eu possa estar com minha mulher em um momento tão importante.

_ Sua mulher! – ela repetiu sorrindo.

_ Minha! – ele respondeu tomando-a em um beijo cheio de paixão. – Ainda não posso acreditar que essa noite não vou dormir sozinha nessa cama.

_ Essa e nenhuma outra, meu amor. Te amo! – declarou-se.

_ Também te amo. – ela também se declarou entregando-se àquele beijo romântico.

Como todos os beijos mais quentes do casal, aquele, terminou no mesmo lugar. Fizeram amor apaixonada e entregadamente antes de descerem para jantar juntos, exalando felicidade.

***

_ A polícia não encontrou pistas daquela mulher. – contou Luciano que estava atento ao desenrolar dos fatos. – Ao que parece, ela fugiu da cidade.

Enquanto o marido de Carlota falava, Cristina e Federico se acomodavam na mesa com uma cumplicidade e felicidade que percebiam que era impossível dissimular, estava claro que todos notariam o estado de intimidade em que eles se encontraram.

_ Ela deve ter fugido da cidade. – disse Federico. – Ela sabia que a polícia iria atrás dela pelo que ela fez com a menina, pelo que tentou fazer com Cristina e pelo que acha que fez comigo.

_ No fim, ela fracassou em tudo o que tentou. – observou Cristina.

_ Graças a Deus! – disse Luciano. – Mas a polícia está avisada, estão em busca dela, logo devem encontrá-la e ela vai para a cadeia que é o lugar de uma criminosa como essas. Imagina quantas loucuras ela fez?

_ Felizmente, está tudo bem e, graças à esse episódio vocês conseguiram resolver o que havia pendente entre os dois. – comentou Amanda.

_ Então vocês se acertaram? – disse Carlota em seu tom de deboche característico.

_ Sim! Estamos mais felizes que nunca, Carlota! – respondeu Federico segurando a mão de Cristina e beijando-a. – No fim conseguimos tirar algo bom desse episódio tão desagradável.

_ Uma coisa só não, não é mesmo, tio? – disse Amanda feliz.

_ Do que você está falando? – indagou Carlota.

_ Do bebê! – ela disse inocente.

_ Bebê!? – surpreendeu-se Carlota.

Cristina recordou sua estranha reação quando ela soube de sua primeira gravidez. Sentiu um frio no coração por temer o que podia acontecer com o filho, definitivamente, a irmã não era de confiança.

_ Sim, Carlota. Bebê! Federico e eu vamos ter um filho. – contou Cristina com a mão na barriga, como tentando proteger o filho com esse gesto.

_ Olha, que boa notícia. – disse Luciano. – Felicidades!

Cristina e Federico agradeceram com aquele sorriso que não podiam apagar do rosto desde que se redescobriram seu amor e o bem que era estar apaixonados e ser correspondido. Carlota temeu reagir com seus verdadeiros sentimentos. Não podia acreditar que Cristina ia novamente ser mãe, enquanto ela... Não era justo. E, outra vez, estava grávida do homem que amava. Como se Deus recompensasse a vida descomedida e promíscua de Cristina. Mas se ela mostrasse seus verdadeiros sentimentos frente à família poderia levantar suspeitas caso algo acontecesse para que aquela criança não nascesse. Como sempre, decidiu dissimular.

_ Realmente é uma bonita notícia. – disse com um sorriso de cinismo. – Felicidades ao casal apaixonado e pelo bebê.

Por dentro, sentiu o ódio lhe corroendo. Tinha que fazer algo para impedir aquilo, não suportaria ver Cristina recebendo a alegria de ser mãe e, agora, pela segunda vez, ser feliz com o homem que amava, ter aquele sorriso tão insuportável no rosto, como se nada pudesse atingi-la. Porque aquela maldita não a jogou de cima do penhasco? Seria o melhor para todos e ela poderia alcançar a tranquilidade. Essa tranquilidade que ela não podia ter com a felicidade de Cristina e, muito menos, observando-a tão de perto. Mas, se Raquel não conseguiu, alguém podia conseguir resolver aquilo... Alguém!

***

Cristina e Federico saíram logo pela manhã em direção à Vilahermosa para o encontro com Sérgio. Cristina dirigia apreensiva e Federico tentou acalmá-la.

_ Não fique nervosa, amor. Nem é bom no seu estado.

_ Eu sei, também me preocupo com o bebê, mas não posso evitar, Federico. Imagine, encontrar essa mulher, se for ela... Se ela puder me dar uma pista de onde está minha filha. – Cristina custava a conter a emoção.

_ Sei que não é fácil, meu amor. Também estou apreensivo. Sei tudo o que você passou com essa história e quero muito que você chegue à resposta que você tanto busca: o paradeiro de sua filha.

_ É mais fácil sabendo que você está ao meu lado, me acompanhando. Tudo é mais fácil quando você está comigo. – ela disse em tom de agradecimento.

_ Eu estou sempre com você.

_ Eu sei!

Chegando ao escritório do investigador, foram recebidos por ele com grande satisfação. Ele se sentia feliz de finalmente ter uma notícia animadora naquela investigação que sempre foi tão complicada. A conversa fluía em um tom apreensivo:

_ O que te leva a pensar que essa Guadalupe Romero é a mesma Guadalupe que esteve comigo naquela casa, Sérgio? Eu não me lembro seu sobrenome. – disse Cristina.

_ Ela mesma me disse. Disse que foi contratada por seu pai.

_ E ela contou se sabe algo da minha filha? – disse Cristina ansiosa.

_ Calma, Cristina. – pediu Federico.

_ Ela disse que, sobre isso, queria falar diretamente com você. Por isso eu os chamei sem ter ainda uma resposta definitiva. O que eu mais queria era ligar para vocês com a resposta final, concreta, mas essa senhora disse que só falaria sobre isso com você.

_ Oh, meu Deus! – disse Cristina juntando as mãos na frente da boca. – Então vamos! Vamos falar com ela.

_ Vamos! – disse o investigador.

***

Chegando à porta da casa da antiga parteira, Cristina ficou apreensiva. Pediu à Federico e à Sergio que esperassem no carro enquanto ela entraria e falaria com a mulher já que ela já tinha feito aquela recomendação.

_ É melhor que eu entre sozinha. Ela pode se sentir mais segura para falar.

_ Está bem! Mas lembre-se que eu estou aqui, meu amor. – recordou Federico.

_ Eu sei. – ela disse dando-lhe um beijo como para tomar coragem.

Uma adolescente abriu a porta e Cristina perguntou pela mulher. Ela foi chamá-la enquanto Cristina ficou esperando na sala. A apreensão tomava conta dela, ela olhava para os lados, tentando conter aquela emoção que isso representava. Em poucos segundos, a mulher apareceu da ponta do corredor. Parou ao vê-la ali. Cristina não pôde mais se conter e começou a chorar ao ver o rosto daquela mulher, a mesma que havia estado com ela por vários meses e quem trouxe sua filha ao mundo.

_ É mesmo a senhora! – ela disse emocionada.

_ Sim, filha! E é mesmo você! – disse acariciando o rosto de Cristina. – Sente-se aqui, vamos conversar.

_ Claro. A senhora sabe porque eu estou aqui, não sabe? Sabe o que me trouxe aqui, não é?

_ Sim, aquele homem me disse. Você nunca mais viu sua filha? Nunca mais viu seu bebê?

_ Não! – disse Cristina soluçando. – Meu pai me levou de volta para casa. Eu estava muito magoada e já conhecia o autoritarismo dele. Não conseguia reclamar-lhe sobre isso porque sabia que ele não me diria nada. Mas eu tinha esperança que um dia ele se compadecesse de mim e me dissesse onde estava meu bebê. Só que...

***

Flashback ON

Cristina parou e olhou para trás ao ouvir o impacto da queda de Severiano no chão. Percebeu que o que ele tinha era grave porque ele não conseguia falar e tinha dificuldade para respirar. Vicenta veio correndo e se assustou. Levou as mãos à boca e disse, dirigindo-se à Cristina:

_ Ele está morrendo!

Cristina, incrédula, ajoelhou-se ao lado do pai que dava o último suspiro e fechava os olhos:

_ Não! Não! – gritou desesperada sacudindo os braços de Severiano. – Volte aqui, seu desgraçado, volte! Você não pode morrer sem me dizer onde está minha filha! – gritava chorando em desespero. – Onde está minha filha, papai, onde ela est­á?

_ O que você disse, Cristina? Sua... Filha?

Indagou Federico que observava a cena, parado, do outro lado do pátio, perplexo.

Vicenta correu para chamar uma ambulância enquanto tanto Cristina quanto Federico estavam absortos em sua perplexidade. O desespero tomava conta de Cristina, pouco importava a ela que Federico descobrisse sobre sua filha, ela não se envergonhava dela, a única coisa que lhe importava era constatar que Severiano estava inconsciente, sem respirar e, possivelmente, ela nunca mais fosse saber de sua filha. Ela repetia ainda tomada de lágrimas de dor e desespero:

_ Minha filha, papai! Você tem que me dizer onde ela está!

Pouquíssimos minutos depois a ambulância chegou e os paramédicos correram para socorrer Severiano enquanto Federico afastou Cristina. Ela juntou as mãos sobre a boca e chorava copiosamente. Federico se compadeceu, a dor de Cristina o afetava, era inegável. Ele a segurava delicadamente pelos ombros acariciando-os levemente. Depois de várias tentativas de reanimação e de muitos minutos lutando para que Severiano voltasse a respirar os paramédicos recolheram o respirador e o desfibrilador que utilizaram e olharam para Cristina, Vicenta e Federico com uma expressão de derrota. Um deles falou:

_ Não há nada mais a se fazer. Ele está morto!

_ Não! – disse Cristina com a voz carregada de desespero.

Não pôde mais se conter e saiu correndo. Dirigiu-se para o meio da fazendo rumo à cachoeira...

Flashback OFF

***

_ Com a morte de meu pai eu cheguei a pensar que nunca mais veria minha filha. Se não fosse Federico, meu marido, que sempre me apoiou a não desistir... – ela recordou com gratidão.

_ Eles nunca me encontraram porque, seu pai me obrigou a sair da cidade. Me deu um bom dinheiro e disse que eu desaparecesse. Que se tivesse notícia de mim por aqui, eu me arrependeria. Eu tinha minha família, minha filha que estava grávida dessa menina que te atendeu na porta, minha neta. Eu vi o que seu pai era capaz de fazer com a própria filha, não tinha escolha.

_ Eu posso imaginar. – disse Cristina secando as lágrimas.

_ O homem, o tal investigador, me disse que seu pai havia morrido, mas eu tive medo. Queria que você viesse para confirmar. Eu tive inclusive muito receio de voltar para Tabasco, para Vilahermosa. Mas, no fim da vida, a gente quer estar onde estão nossas raízes, não é?

_ Sim. – concordou Cristina.

_ Eu sempre pensei muito em você. Em o que teria acontecido com aquela menina tão triste que trouxe uma criança ao mundo. Em que... talvez eu pudesse ter te ajudado.

_ Mas a senhora pode me ajudar agora. Meu pai não está mais vivo e eu não sei onde está minha filha. Só a senhora pode me dizer o que ele fez com ela. A senhora sabe, eu estava dormindo depois do parto, só coloquei os olhos na menina assim que ela nasceu. Quando acordei, ela já não estava lá e, logo, a senhora também não.

_ Seu pai tinha medo de que eu contasse a você. Imagino que ele queria mesmo que você desconhecesse totalmente o paradeiro da criança.

_ E o que ele fez com ela? – Cristina já não podia aguentar a ansiedade por saber aquela verdade.

_ Eu não sei se vai ser de grande ajuda. Mas se você conhecer a pessoa, vai te ajudar. Eu o avisei que o bebê tinha nascido, como ele pediu. Depois de algumas horas, ele chegou lá com uma mulher, era jovem, tinha 20 e poucos anos. Ele a conhecia, estava claro que ela tinha muita confiança nele. Ele colocou a menina nos braços dela e disse: “Faça o que você achar melhor com essa criança, você vai decidir o seu destino.”.

_ Uma mulher? – Cristina estranhou. – E como ela era?

_ Ela era branca, tinha por volta de 1,60 de altura, os cabelos castanhos escuros, lábios carnudos e uns expressivos olhos verde esmeralda bem grandes e vivos.

Cristina se levantou perplexa deu alguns passos na sala da casa. Uma desconfiança passou por sua cabeça, mas, não seria possível, seria monstruoso demais.

_ Mas essa descrição se parece a...

_ Seu pai a chamou de Carlota, eu prestei bastante atenção e nunca pude esquecer seu nome.

Cristina sentiu uma tontura, seu coração disparou, não queria acreditar: a vida toda sua irmã sempre soube onde estava sua filha e fez tudo para esconder dela. Era asqueroso demais para ser verdade.

***