Sombras Ensanguentadas

2 Capítulo Dois - Tortura


Notas iniciais
Hey, obrigada a todos que comentaram no primeiro capitulo, achei que não receberia nenhum comentário, obrigada a todos.

–Renne, fico triste, em vê-la novamente, sente-se. –Renne se sentou na cadeira que mais parecia um trono de tortura medieval. Amarraram seus braços e pernas, com amarras apertadas, ligaram o projetor em uma tela branca. – Sherryn apareceu com um falso sorriso.

–Ah, Renne, você já sabe como funciona, mas eu te explico novamente, tome o que eu disser para tomar e mantenha seus olhos abertos ou faremos isso à força.

O liquido que fizeram Renne tomar deixava seu corpo sensível, mostravam fotos de pessoas dando as costas a uma cruz e a cadeira dava choques nela enquanto isso, mostravam também fotos de casais gays e de casais de lésbicas, deixavam os choques mais intensos até Renne começar a gritar de dor, e aumentaram a intensidade ainda mais, até lagrimas se misturarem aos gritos.

–Está liberada, Renne. –Shrryn disse soltando as amarras. Renne permaneceu em silencio e se dirigiu para a “aula do certo e do errado” como assim chamavam por lá. Renne odiava aquela aula, especialmente porque lá diziam que o certo era errado e que o errado era certo, era uma aula de lavagem cerebral.

–Não sei o que leva alguém a se entregar para as trevas. –Falava o suposto professor que na verdade era um psicólogo.

–Princípios –Allisson disse num sussurro.

–Essas pessoas não querem receber a luz. E é ridículo não acreditarem numa coisa obvia como Deus... –O professor explicava quando foi interrompido por Allison dessa vez aos gritos.

–Qual é a sua prova?

–Como? O que disse, Allisson?

–Qual a sua prova de que Deus existe?

O professor respondeu, apenas apertou um botão vermelho e logo Allison estava sendo levada para “aquele lugar”. O “professor” explicava algo que Renne não prestava atenção, ela pensava na felicidade que seria estar fora dali com Ambar, sua namorada.

–Renne? Me responda!

–O que? Desculpa, senhor, eu estava distraída –Renne levou um tapa no rosto.

–Que isso não se repita.

–Sim, senhor. –Renne estava abaixando a guarda, ir para “aquele lugar” duas vezes no mesmo dia era muito, seu organismo não aguentaria, ela provavelmente morreria.

–Estão liberados – O suposto professor disse ainda fitando Renne.

Era hora do almoço. Renne sentou numa mesa sozinha, como sempre, de repente Allisson e Emma sentaram-se a sua frente.

–Renne, queremos pedir a você que quando sair, nos ajude a escapar, por favor...nós entendemos não queira voltar, mas... –Emma suplicava, quando Renne interrompeu-a.

–Eu ajudo vocês.

–Mas nós duas?

–É, ajudo vocês o quanto conseguir, eu juro a vocês.

–Obrigada

E elas mal perceberam o par de olhos atrás da cadeira de Renne.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem onegaishimasu (Por favor em japonês) Sayonara, Samy-chan