Sombras E Mistérios

4 Capítulo 3 - A Missão


Notas iniciais
é um capitulo curto como os anteriores, acho que a partir do quarto, os capitulos serão um pouco maiores..
espero que gostem, bjs

Eu estava certo em desconfiar da minha mãe, deusas não descem do Olimpo só dar feliz aniversário pros filhos, sempre tem uma pegadinha. A propósito, era meu aniversário de 17 anos.

— Uma missão mãe?- perguntei

- Sim meu bebê! Uma missão que vai mudar a sua vida, você viverá uma linda história de amor! Quase tão bela quanto a de Páris e Helena! – ela falava tudo aquilo com um sorriso estampado no rosto.

- Sim, claro, a linda história de amor que causou a morte de centenas de pessoas e a ruína de Tróia, maravilhoso- falei com sarcasmo.

- Páris! Você é meu filho deveria aprender a valorizar um bela historia de amor!- aquilo já estava me dando nos nervos.

- Mas mãe não há nenhuma beleza na história de Páris e Helena, eles começaram uma guerra que matou milhares de pessoas e no final nem ficaram juntos!

- Uma típica tragédia grega! Nunca mais o mundo verá uma história tão linda! Ah! Eles eram tão apaixonados! – falou Afrodite com ar sonhador, típico de uma garota de 12 anos que acredita em contos de fada.

Contei até 10, respirei fundo e me acalmei, não era sensato ficar irritado com os deuses, muito menos demonstrar sua irritação.

- Me fale sobre a missão mãe. – pedi educadamente

- Você deverá sair ainda hoje do acampamento, ir para algum terminal ferroviário em New York, e pegar algum trem rumo a Atlantic City.

- Essa é a missão? – perguntei, ela estava me fazendo de bobo?

- Esse é o começo da sua missão, você deverá encontrar uma pessoa com a qual eu fiz um trato, você irá acompanha-la e ajuda-la de todas as formas que puder.

- Eu vou ser babá? – só podia ser brincadeira.

- No tempo certo você irá entender

Eu Já falei o quanto odeio quando os deuses ficam de segredinhos e usando semideus como se eles fossem peças de um jogo de tabuleiro?

- Feliz aniversário meu querido – disse minha mãe, me dando um caixinha de madeira – Logo você irá descobrir que tudo acontece por um motivo – e se foi.

Fiquei um tempinho parado, pra ver se eu conseguia pensar. Olhei para a caixinha que minha mãe me dera, era pequena, de madeira e cheia de desenhos entalhados nos lados. Hesitei um pouco antes de abrir, mas quando tive coragem de fazê-lo, confesso que fiquei um pouco decepcionado, dentro da caixinha havia apenas um pequeno disco de bronze celestial, tinha o mesmo tamanho de uma moeda, mas ao invés de ter a cara de alguém estampada em um dos lados como as outras essa tinha uma pequenina pedra verde no centro. Era um presente bonito, mas não era o que eu esperava.

Tirei a “moeda” de dentro da caixa, segurei ela na mão direita e passei o dedão por cima da pedrinha verde e levei um baita susto, a moeda se transformou numa espada de 90 centímetros de puro bronze celestial! E que espada! Ela tinha um brilho maravilhoso, e o bronze da lâmina era tão polido que eu conseguia ver o meu reflexo nela. O punho dela cabia perfeitamente na minha mão, como se ela tivesse sido feita especialmente pra mim.

Cortei o ar com a minha nova espada algumas vezes, testando o seu peso, nem muito pesada nem leve demais, perfeita! E então me lembrei de uma coisa.

- Obrigado, mãe – sussurrei baixinho.

Peguei a caixinha que tinha caído no chão, eu não tinha percebido antes, mas dentro dela também tinha um pedação de papel dobrado, devia estar de baixo da “moeda”, abri o papel e li o recado que estava escrito numa caligrafia fina e elegante:

“Espero que tenha gostado, seu nome é Adrastea, é grego, significa de quem não se pode escapar.”

Dei uma olhada ao meu redor, alguns campistas já começavam a chegar na arena para treinarem, passei o dedão sobre a pedrinha verde que estava no punho da espada, em um milésimo de segundo a espada voltou a ser um pequeno disco de bronze, coloquei ele no meu bolso junto com o bilhete e a caixinha e sai em direção à casa grande, precisava falar com o diretor do acampamento.

...

Quiron estava no escritório da casa grande, sentado na sua cadeira de rodas atrás da sua mesa de madeira, ele lia concentrado um grande livro de capa de couro, provavelmente sobre mitologia grega, é claro.

Bati na porta duas vezes.

- Olá.

Quíron levantou o olhar de seu livro e sorriu pra mim.

- Bom dia Páris! A que devo a honra de sua visita assim tão cedo? – pelo visto dava pra perceber que aquilo não era uma visita de cortesia.

Então eu fui direto ao assunto

- Preciso da sua autorização para sair em missão.

Ele me olhou desconfiado.

- Que missão?

- Uma missão que a minha mãe me deu de presente. – Quíron riu, ele conhecia os deuses.

- Você tem minha autorização, mas primeiro deverá consultar o oráculo.

Notas finais
se alguém ver algum erro no texto, me avisem por favor, de vez em quando eu esqueço de colocar algumas palavras ou letras.
comentem, comentem, comentem
a sua opinião é importante pra mim.