Sombras E Mistérios
2 Capítulo 1 - Páris
Notas iniciais
(o ponto de vista é do Páris)
Eu estava em um campo verdejante, havia algumas ovelhas ao meu redor, ovelhinhas bonitinhas e felpudas daquelas que parecem ter saído de um desenho animado. O sol estava se pondo, e, sinceramente a paisagem era incrível, o campo, as montanhas ao longe, até as ovelhinhas berrando deixavam a cena mais bonita, e eu não era o único a comtemplar aquele magnífico pôr-do-sol.
A alguns metros adiante, eu pude vê-la. Ela estava de costas pra mim, seus longos cabelos negros eram puxados para trás pelo vento junto com suas vestes esvoaçantes, e eu tenho certeza que as pessoas não usam mais roupas como aquelas hoje em dia. Sua túnica grega era branca sem nenhuma mácula contrastava perfeitamente com suas espessas madeixas negras como a noite. Ela olhava fixamente o sol, e eu me sentia quase que compelido a chegar mais perto dela, tocá-la no ombro, faze-la se virar e comtemplar seu rosto, que eu tinha total certeza que era um rosto belo e gentil. Mas eu não queria estragar o momento, estava tudo tão perfeito, era como se a vida finalmente fizesse sentido, mas como nas outras vezes eu não me contive. Dei alguns passos hesitantes em sua direção, porém, quanto mais perto eu chegava dela mais confiante eu me sentia. Quando estava próximo o suficiente, toquei a pele alva do seu ombro, e tudo se dissolveu...
Abri meus olhos, e olhei ao meu redor, estava de volta no meu chalé. Algumas das minhas irmãs ressonavam baixinho nos seus beliches, olhei no relógio ainda eram 04h15min da manhã, e eu tinha certeza que não iria conseguir dormir de novo, então vesti uma camisa de mangas compridas e saí do chalé tentando não fazer barulho. Direcionei-me a praia, o barulho das ondas sempre me acalmava, e a quietude da noite me ajudaria a pensar com mais clareza.
Sentado na areia, comecei a refletir um pouco. Era terceira vez que eu sonhava com aquela garota só nessa semana e olha que hoje ainda era terça-feira. Os sonhos com ela começaram a mais ou menos um mês, sempre era a mesma paisagem, as mesmas ovelhinhas, e ela sempre estava de costas pra mim, a única coisa que mudava era o horário em que o sonho se passava, às vezes ela estava olhando nascer do sol, outras era o pôr-do-sol e tinham as vezes que ela ficava observando a chuva, enquanto a agua colava suas vestes no seu corpo esbelto e curvilíneo, esses eram os meus sonhos preferidos. Mas o que mais me deixava indignado era que em todas as vezes que eu sonhava com ela, sempre quando eu chegava perto dela e tentava ver o seu rosto o sonho se dissolvia.
Se eu tivesse sonhado uma ou duas vezes com essa garota eu teria dito que era coincidência, se eu fosse um mortal já teria começado a tomar remédios, mas eu sou um semideus e sonhos de semideuses nunca são mera coincidência. De uma coisa eu sabia, mais cedo ou mais tarde eu irei encontrar essa garota.
Notas finais
não gostou? comenta
Duvidas? comenta
elogios? comenta
críticas? comenta
Fale com o autor