Notas iniciais
Prontinho! Atrasou, mas postou. Leiam...
É legal! eu prometo!
talvez não muito legal, mas decididamente é algumas coisa....
enfim coisas e tal, cada um que der review vai ganhar um cookie imaginário! promoção da hora não pode perder ein?
rsrsrsrs, enfim... passem para o capítulo sim? tálogo aí em baixo. :D

POV — Gizelle

Acordei com o sol já no meio do céu, Syrio ainda dormia, e cada mísero músculo do meu corpo gritava em protesto a cada movimento que eu fazia, mas era bom, eu na realidade apreciava esse tipo de dor, era um ótimo sinal de que eu continuava viva. O sol brilhante ofuscava minha visão, então demorei um pouco para perceber o que me tirara do meu descanso.

Enquanto minha vista se adaptava ao dia ensolarado, ouvi um grito que me sobressaltou. Levantei-me apressada, ficando meio tonta com o movimento repentino, apenas para chegar à sombra de uma árvore frondosa, onde as garotas tentavam por uma bandagem na cabeça de um Will realmente irritado.

-Está apertado demais! – ele explodiu, ao passo que Alys revidou quase igualmente estressada.

-Tem que ser apertado, ou você voltará a sangrar! – Tive de intervir quando o olhar do garoto passou de dolorido e irritado, para algo meio homicida.

-Então nosso “lorde” está acostumado demais a ser tratado por um meistre? – Falei em tom de brincadeira, no que ele me respondeu virando a cara, nossa que educação que o senhorzinho recebeu...

-Ceeerto... — falei arrastando as letras, imitando o sotaque meio cantado de Vilavelha, — Deixa-me ver isso aí. — as meninas riram, mas Will só parecia cada vez mais emburrado. Removi o pouco de bandagem que elas haviam conseguido usar para enfaixar a cabeça, revelando o corte comprido, que já estava bem inchado.

-Como arranjou isso? – a informação na realidade não importava muito no caso, mas eu estava meio curiosa, e queria que ele se mantivesse entretido.

-Escudo... O bastardo tinha amarrado uma lamina na borda... — ele resmungou tão baixo que eu mal pude ouvir, mas aquilo me irritou, eu sempre me irritava quando um imbecil desses usava a palavra “bastardo” como um xingamento.

Peguei o odre de vinho de Syrio para limpar o corte, Will nãogostaria, mas eu não precisava que aquilo ficasse pior, e não estava mais me importando tanto com a quantidade de desconforto que ele iria ter. Ele fez uma careta quando despejei o liquido, mas não tentou me impedir, o que foi bom, porque isso já estava começando a me estressar. Má noticia, o corte era fundo demais para fechar sozinho, levaria uma eternidade, e ele seria um completo inútil durante esse período. Sentei-me em uma pedra próxima e me preparei para explicar ao nosso nobre camponês que precisávamos costurar sua testa como a um vestido, não surgia nenhuma ideia.

-Tá bem, o que foi? Estou condenado? – ele disse com ironia, fazendo um filete de sangue escorrer por sua testa... Ao ver que eu não o respondia, se inquietou. – Fala! O que há de errado?

-Seu corte é fundo demais para se fechar sozinho. – Eu disse com uma voz funesta, já sabendo que ele era facilmente influenciável.

-Viu só? Era só isso que a gente estava tentando dizer! – Lucy revirou os olhos, e Will desviou o olhar.

-Perdoem-me então. – falou bruscamente olhando para baixou, bem, ele teve uma mãe para explicar o básico das boas maneiras.

-Mas... Tem um jeito de consertar isso, mas vai doer, e você precisaria ficar imóvel. Apenas os homens mais corajosos que conheço aceitaram esse tratamento. – a ultima parte foi pelo seu orgulho, na realidade, fazíamos o tempo todo nas Sombras Cinzentas, naquele lugar, não haviam espadas de madeira, garotos e garotas de bem menos de dez anos eram postos para lutar com espadas quase de seus tamanhos, não faltavam cortes para praticar. Não haviam meistres, esses eram orgulhosos e fofoqueiros demais, Lorde Varys preferia uma maneira diferente de cuidar de seus pupilos, mais ao estilo “se vire”. Os conhecimentos eram repassados de Sombra em Sombra, em troca de segredos e favores, haviam mestres das mais variadas disciplinas de guerra disponíveis para nós, mas eram os segredos do mundo de fora, e as historias secretas dos Grandes Lordes de Westeros que mais valiam, e nos dias de seus nomes, aqueles que haviam acumulado mais, em segredos e técnicas, avançaria para um tom mais escuro de cinza, a costura da pele era um conhecimento comum, muito útil, mas isso entre nós, eu duvidava que fosse praticado fora das muralhas da instituição... Mas tinha que ser assim, ou acabaríamos encalhados nesse lago por tempo demais.

Fui até onde tinha largado minha bolsa, e peguei o estojinho de pele de carneiro que me havia custado quase uma semana só de negociação, voltei a arvore e levantei a agulha.

-Vamos ter que costurar você. – afirmei olhando firme em seus olhos apavorados, isso iria levar um longo tempo.

POV – Alys

Gizelle tirou do seu estojo um pequeno objeto, uma agulha, peguei-me encarando-a e lembrando-me das minhas chatas aulas de bordado. A septã elogiava meu trabalho:

-Delicado como uma rosa, Milady – Sim, claro, mas ninguém nunca se lembrava dos espinhos pontiagudos que a rosa usa para se proteger.

Balancei a cabeça para espantar a memória da minha vida passada. Observei a linha sendo enfiada na agulha, esse não era um método utilizado pelos meistres, disso eu tinha certeza, ela lavou tudo com o vinho.

-Isso vai doer um pouco. – Isso parecia que iria doer bem mais do que um pouco... – Segure ele.

Lucy agarrou os braços, e eu as pernas, a menina juntou os dois lados do corte, tornando-o apenas uma linha tênue, manchada de vermelho, ela abaixou a agulha até que se se encostasse à pele pálida.

-Preparem-se. – Disse Gizelle com as sobrancelhas franzidas de concentração. Nós não estávamos prontos. Assim que a agulha perfurou a pele, Will se debateu, gritando alto, e chutando-me para o lado.

-AAAAhhhh, não! Não! Pare! Eu não aguento isso!

Gizelle grunhiu e se recostou, encarando-o com divertimento.

-Se virem garotas, é o jeito mais simples, mas eu não vou ficar adulando esse filhinho de papai. Dizendo isso ela se levantou, e encaminhou-se até o garanhão preto, acariciando a cabeça grande do cavalo de guerra.

Virei-me para o menino, que tinha abraçado os próprios joelhos, chorando copiosamente. Bom, tínhamos que dar um jeito nisso. Lembrei-me das ervas soníferas, aquilo iria ajudar.

-Will, shiii! Vou dar um jeito de ajudar você ser doer tanto. – ele bufou e escondeu o rosto nos braços, eu iria precisar de toda minha paciência com isso. Fui até a sacolinha onde guardava as ervas, peguei um punhado e misturei as ervas com menta, ele não mastigaria aquilo com o gosto que tem. Levei até Lucy, Já que Will continuava de cabeça baixa.

- Tente faze-lo mastigar isso, mastigar não engolir. E voltei-me para a agulha, estava cheia de terra, lavei no lago, e depois no vinho, exatamente como Gizelle havia feito, Will mastigava com uma careta, as ervas tinham mesmo um gosto péssimo. Mas logo ele estava bocejando e voltando a se deitar.

-Esse era o efeito esperado ou eu estou vazando por esse buraco na minha cara? – ele disse com um sorriso bobalhão, pouco depois estava inconsciente no chão, perfeito.

Peguei-me aterrorizada no pensamento de costurar uma pessoa, tentei imagina-lo como mais um bordado ordenado pela septã, funcionou surpreendentemente bem. Passei a agulha pelo buraquinho inicial que Gizelle tinha feito, e segui costurando, o material era mais difícil de perfurar, mas não era nada diferente de uma costura normal.

-Urghh! Eu nunca conseguiria fazer isso com alguém. – resmungou Lucy, com uma careta de nojo.

-Estou imaginando que ele é um pedaço de pano que tenho que remendar, está funcionando melhor do que eu pensei. – falei com os olhos ainda no ferimento.

-Sério mesmo, já vi garotos de nove anos se costurando sozinhos com bem menos estardalhaço. – Era Gizelle, parada atrás de nós, eu não tinha percebido ela se aproximando, ela se abaixou, ajudando-me a dar o nó final na cara do menino, ficou bom, bem melhor do que o rasgo aberto coberto de linho, a ideia louca dela tinha fundamento.

-Falando nisso, estávamos todas muito curiosas sobre onde você aprendeu tudo isso... – Disse Lucy, já em pé encarando-a de cima para baixo, eu não havia percebido o quão menor do que nós Gizelle era, questionei-me vagamente sobre sua idade, mas não era tempo para isso, eu queria respostas.

-E onde conheceu aquele cara, — falei meneando a cabeça para Syrio, que continuava a dormir. –Vamos lá garota, como diabos você aprendeu a lutar daquele jeito? Chega de mentiras. – ela olhava para cima, como se procurando as respostas no céu azul, quando abaixou a cabeça e nos encarou, suas pupilas tinham se contraído a minúsculos pontos pretos, circundados pelas Iris verdes impressionantes, seus olhos passavam tanta dor e escuridão interna, que por um momento eu desejei nunca ter pedido para ver.

-Acho que devo isso a vocês... — ela bufou e se sentou de pernas cruzadas no chão, jogando para o lado a mochila do capitão, que tinha estado presa na cela do garanhão negro.

-Minha mãe era uma puta maldita em todos os sentidos possíveis. – ela disse sem expressão, rodando uma pequena pulseira de couro preta ao redor do pulso. – Sou a bastarda de um grande senhor, e vim ao mundo porque o nobre era bonito o bastante para a tola se apaixonar, não tomou seu chá de lua. – Ela disse com uma pequena careta de repugnância, bem até ai nada tão horrível. – E eu tenho uma irmã, Samantha, e ela é mais velha que eu, imagino que o poderoso senhor estava bêbado demais para perceber que ela era uma puta parida. Minha mãe também fez o favor de morrer pouco depois que fiz quatro anos, obrigando minha irmã a se vender também. — sua face se encheu de ódio. –Mas não iria funcionar nunca! Samantha odiava aquilo! As poucas lembranças que ainda tenho dela envolvem sua chegada em casa ao amanhecer, ela se jogava na cama e chorava até dormir, deixando poucas moedas no chão do quarto, às vezes não se levantava nem para comer. Foi quando comecei a rodar pela cidade, no quinto dia do meu nome, eu já roubava os mercadores a torto e a direito, não podia botar a cara de fora sem ser perseguida por um ou dois guardas, só mais tarde fui perceber a sorte que tinha por nenhum deles ter encontrado nosso casebre. –Seus olhos já se enchiam de lagrimas, e ela rodava a pulseira cada vez mais rápido.

-Foi nessas que Lorde Varys me encontrou, eu achava que estava segura, escondida atrás de umas caixas, esperando os guardas passarem, ele me segurou pelo ombro e me botou de pé, olhou para mim e sorriu, e eu não me lembrava da ultima vez que alguém, qualquer um, tinha me sorrido, e o choque disso me congelou no lugar, não corri nem reclamei enquanto ele me levava gentilmente pela primeira vez ao Castelo Vermelho, entramos por uma passagem lateral, e ele me levou a um quartinho. – Ela agora falava com os olhos fechados, como se lembrando do momento, e rodava a pulseira lentamente.

- lavei-me e comi de uma mesa que havia no canto do quarto, pela primeira vez em muito, muito tempo, eu estava satisfeita, quando eu me sentei no colchão macio no canto, a porta se abriu, e meu benfeitor estava de volta. Ele se apresentou e me levou por um corredor comprido, subindo e descendo escadas, até pararmos próximo do que eu pensei ser um beco sem saída.

-Esse é o aposento principal da Rainha, — ele sussurrou baixinho para mim. – e você me reportará qualquer conversa que haja ai dentro. –e dizendo isso ele deu meia volta e me deixou sozinha no escuro. Eu me encostei á parede, e escutei a mulher lá dentro era arrogante e rude, e eu prestei atenção a tudo que ela dizia, lembrando-me que isso seria exigido de mim mais tarde. Depois que a porta se bateu, percebi que a mulher, ele disse que era a Rainha, tinha deixado a sala, voltei pelo caminho escuro que vim, e no quarto estava o Lorde Aranha, lendo uma carta, ele se sobressaltou com a minha presença, e seu rosto gorducho e careca se iluminou. “A rainha saiu do aposento que me indicou Milorde, então achei melhor voltar” e repeti toda a conversação que havia escutado “Foi isso que ouvi.” Falei em tom de desculpas, abaixando a cabeça. Ele se levantou e sorriu para mim.

-Você tem um futuro brilhante e cristalino pela frente minha jovem, só é necessário que você me deixe guia-la. Aquela frase se gravou na minha mente, e não vai sair nunca, nem agora, enquanto ele tenta me matar, aquele foi um dos dias mais felizes da minha vida, e foi a partir daquele dia que começou meu treinamento, levou um tempo para conquistar sua confiança, mas depois ele passou a partilhar comigo seus planos. — ela abriu os olhos e respirou fundo. — O Legado Targaryen não se acabou. Os Dragões vão voltar, e quando voltarem, eu estarei lá para ajuda-los a recuperar seu trono, nem que para isso eu tenha que passar por cima da Rainha. Ela disse com um tom muito razoável, como se não falasse de conspiração e guerra, a fala lembrou-me do meu tio, ansioso por sua vingança “Vingar Dorne” eu pensei, estendendo minha mão e segurando sua mão direita.

-Se é esse o teu propósito, pode ter certeza que eu estou contigo.

Notas finais
Gostaram? Não Gostaram? Odiaram? Não Sacaram? Aconteça o qua acontecer, haja o que houver, não tenham preguiça de nos dar comentários, ou nossa preguiça de escrever o próximo capitulo tomará conta!
Comentem! Porfavorzimm?? Vai!Pliss!
kkkkkkkk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.