Sombras

17 Capítulo 17 - Quebra-cabeça interrompido.


Notas iniciais
Desculpa o atraso hihi

–Mãe?

–Está tudo bem?

–Sim. Não! — falei rapidamente. — Não está nada bem. Que história é essa de você não trabalhar mais na imobiliária? Está escondendo mais coisas de mim? Tipo que você é uma bruxa? Sabe o que da vontade de fazer? Eu... Eu nem vou dizer. Francamente...

Não queria enrolar então fui direto ao ponto falando tudo de uma só vez. Eveline estava ali no quarto ainda, sentada na cama observando e fazendo sinal para eu continuar. O que me ajudou muito.

–Amy se acalme. Posso e quero explicar tudo. Pode me encontrar perto do CooperMountain?

–Hã? É muito longe. Claro que não.

–É muito longe para mim também. É o máximo que posso.

–Onde você está afinal?

–Cooper Mountain as dez horas, se quiser saber alguma coisa.

E desligou, o que me deixou com mais raiva. Ela devia estar também, pois agora sei o que ela não queria que fosse descoberto. Que bom que as coisas não estão indo da forma que ela planejava. Tudo bem, da minha também não.

–Se ela pensa que eu irei está muito enganada. — revirei os olhos jogando o celular na cama.

✦✦✦

–Tem certeza que é pra cá? — virei a esquerda, como Eveline tinha dito. — Nunca fui a Cooper Mountain.

–É aqui sim.

–Caramba. — freei parando com tudo — Eu esqueci. Hoje tem Sartuday. Droga! Ainda Judith me ligou pra me lembrar. Se eu não for Louis vai me matar. — olhei para Eveline.

Peguei o celular e disquei rapidamente.

–Você está atrasada.

–Desculpa, vou chegar depois. Talvez eu não chegue a tempo. A culpa é das estrelas, mentira. É da minha mãe. Eu te explico tudo depois. Beijos.

Desliguei rapido antes que ela resolvesse falar e me xingar.

–Vamos.

Continuei seguindo as instruções de Eveline. Virando aqui e ali, cercada por árvores enormes, até que chegamos. Minha mãe tinha mandando uma mensagem, que não era no parque. Mas num lugar mais afastado. O que nos fez voltar para o fusca e desviar da cabana vermelha e do playground. Ali era o tipo de lugar que as pessoas vinham fazer trilhas com a família, ou apenas observar o nascer/pôr do sol sentado num banco de pedra. Era o tipo de lugar que eu nunca viria com meus pais, não nos tempos de hoje. Um dia talvez eu venha com esse intuito.

Estacionei o fusca e andamos até uma pequena rua de asfalto cercada por gramas altas e poucas árvore. O carro da minha mãe estava próximo, então fui até lá. Mas não havia ninguém.

–Ah! É você então, a famosa Amy Evans. — falaram atrás de mim.

Me virei rapidamente. — Quem é você?

Um cara estava parado com os braços cruzados, sorrindo. Nunca o tinha visto antes. Olhei para Eveline.

–Sinto muito. Não fale comigo, ele não sabe que estou aqui e nem pode saber. Não tente usar as sombras. Não vai dar certo.

Ele riu. — Venha comigo.

Continuei parada, olhando atentamente para o cara, em cada movimento Estava começando a ficar nervosa.

Onde está minha mãe? O que ele fez? Porque não vai funcionar as sombras? Quem é ele? Cade Eveline?

Olhei nos lados procurando por ela.

Porque tem que me deixar bem agora. Poxa vida.

–Garota estou falando com você.

Ele pegou em meu braço, me chacoalhando com brutalidade. Ainda segurando meu braço, me levou além do carro da minha mãe. Eu estava me controlando para não desobedecer Eveline, mas quando vi aquilo, foi automático. Elas vieram, rodopiaram por entre nós. Cercaram ele mas não o consumiram. Ele continuava ali rindo como se aquilo fosse alguém tivesse contado a melhor piada do mundo. As sombras sumiram.

–Você não fez isso. Você não... — me ajoelhei ao lado da minha mãe. Minha garganta se fechou e não consegui continuar. Rapidamente as lágrimas estavam escorrendo por meu rosto. — Mãe?

–Sem drama. — ele bufou. — Ela ta viva ainda. Ainda. -ele riu.

–Você se acha muito engraçado não é? O que você quer?

–Só dar um aviso. — ele apontou para minha mãe. -Ah olha só parece que ela acordou.

Olhei para ela e vi que abria o olho devagar. Me ajoelhei rapidamente ao seu lado, mas logo ela fechou novamente.

–Você menti... — me virei só que ele não estava mais lá.

✦✦✦

–Beba. — Johnny me deu um copo descartável de café.

Peguei o copo e agradeci. Aquela cadeira da sala de espera do hospital estava deixando minha bunda quadrada então levantei. Eveline tinha aparecido um pouco depois, disse que não podia fazer nada lá para impedir por isso tinha ido em outro lugar, num que ela podia me ajuda. Um cara do parque apareceu do além e vendo minha mãe caída na grama, chamou a ambulância. Johnny tinha acabado de chegar, eu nem tinha explicado o ocorrido ainda pra ele.

–Quando quiser Amy... -ele me olhava sério mas acabou sorrindo.

–Amy Evans? -chamou o médico.

Notas finais
O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.