Sombras
8 Capítulo 8 The last letter Nigh in March!
Notas iniciais
Entro correndo ao encontro de Luna, e chamo alguém para ajudares, Félix estava parado ao canto dela quando entro novamente com uma enfermeira toda de preto. "Não deveria ser brancos os uniformes?"
Logo Luna se recupera e levam-na até o hospício onde fora também. Sinto-me aliviada, pois o desespero de ver algo desmaiando me dar um toque de pavor. Vejo que Félix esta meio pra baixo, a tristeza de sentir algo muito profundo.
- Está tudo bem? – pergunto a ele.
- Ahãm? Sim, está! – responde. – Só estava pensando. – continua. – Na Luna.
- Ora! – pensando? – Sei que vocês devem ser grandes amigos.
Ele fica-me encarrando um pouco, o estranho é ele ser indiferente da gente mais ser preocupado demais com a Luna. Como ele fosse ama-la ela...
Olho o grande relógio dos corredores, onde a meia-noite gritos selvagens acontecem. Oito horas da noite. Praticamente tento relaxar minha vida, perdi várias aulas, pelos problemas em que me causa, até que Félix me encontra e me interrompe os meus pensamentos.
- Por que não foras nas aulas de informática?
- Eu não estava bem, a minha vida é um azar... – respondo.
- Fiquei meio preocupado. Se tiver algum problema me chame, tenho que ir a aula de represas. Preciso pesquisar algo.
Antes de sair, o agarro pelo braço meio musculoso. Olho bem em seus olhos verdes. Ele fica parado por tempo assustado com a minha expressão.
- Esta tudo bem Line? – pergunta.
Ainda segurando seu braço, tento não mostrar meu rosto triste. E respondo:
- Não Félix, todo tempo tem algum problema, se quero resolve-lo terei que te chamar todos os segundos de minha vida. Mais apenas a uma chave para abri-la... – parei vendo que ele estava um pouco nervoso pela minha reação. – Desculpe. – continuei. – Não deveria ter falado isso.
Apenas tirei minha mão de seu braço, e me afastei a centímetros dele. Sua reação estava mais calma, parecia que me entendia. Apenas deixei silenciosamente cair uma lágrima em meu rosto, pingando ao chão. Percebi que Félix ó viu, pois segurou o meu queixo e olhou profundamente aos meus olhos. E disse:
- Eu tenho um ótimo ombro para você, e eu tenho ótimos lugares para te confortar e estou atento.
Ele me puxou e me abraçou, onde pude perceber que o lugar ótimo que ele estava falando era o abraço. Onde ele deixou que meu peso subisse mais entre ele. Afastei-me.
- Obrigada. Ajudou muito.
Ele apenas sorriu, e veio mais próxima a mim, querendo algo, mais que não o deixou continuar, pois ventos vieram e se direcionou pela janela onde apressou seu passo rapidamente para longe de mim.
- Até! – disse.
E não ouso mais nada apenas o som do vento suave entrada pelas janelas.
Apenas ando aos corredores, quando deparo com o pássaro novamente. Ele tinha algo em seu bico, "Uma carta!". O pego e abro. O pássaro ainda continua imóvel me olhando.
"Apenas algo poderá acontecer, desde hoje essa é a última carta ou será ou não". "Se conseguires desvendar o mistério, onde possuirá longas histórias prontas, e segredos relevantes."
Apenas isso estava nele. Só isso e mais nada. "O que queres de mim?". Tudo que me passa é um medo rigoroso. Não tenho a verdade certeza disso, mais me traz uma consciência de sombras passadas. Tudo que vim trazer para a minha história foi prepará-la, em dois momentos:
A mentira da verdade.
A verdade da mentira.
Nem sempre saberemos quais desses momentos são um fato real, nem sempre saberemos quais desses dois momentos é um sonho ou uma falsa visão que nos assombram. Mas, muitos se enganam realmente, mostrando a mentira no lugar daquela verdade ou a verdade no lugar daquela mentira.
O medo infernal que nos acudam o lugar onde ocorrem assombrações, onde havia alma dos passados e corpos escondidos mais que fora flutuado em grandes mares. Mil e uma perguntas na mente e nenhuma resposta no cérebro. Desde o mundo que virou invertido, onde tudo que me assombra qualifica morais. Nem sempre saberemos o verdadeiro destino plenamente.
Quando abri aquela carta um ódio ocorrera dentro de mim, ódio daquele que me colocou dentro desse mistério. Ódio da vida em que vim, e da resposta que não vem. Ódio daquilo em um dia não fora meu e sim das sombras. Ódio da esperança de não se meter em meus argumentos. E o ódio da hora em que me assusta e do mundo onde vivo.
Não adiantara o meu choro, onde disse para alguém que mesmo querendo me ajudar com meus problemas nada adiantara.
- Não Félix se quer me ajudar terá que te chamar em todos os segundos de minha vida...
- Se tens problemas és sois me chamares, és sois me chamares, és sois me chamares, és sois me chamares....
Essa pergunta interrogava minha cabeça, ecoando todo o ouvido, me dera vontade grande e imensa de me quebrar pelos mudos segundos.
Nada se passava, sai correndo nessa noite para longe, no fim, naquele Mar...
Começo a chorar em silêncio, profundo...
Nessa beira em que estava se lembrava de tantos momentos infelizes... Nada agradável, nada me fizera bem.
Ouso sons noturnos, e alguns estranhos que me apertavam o coração.
- Quem esta ai? — digo.
Silencio reveria, e raiva que tinha de ser torturada.
- Não digas? Sacrifício, mortos pelos mares? – tentarei tomar coragem de falar, o que não devia. – Se és o que eu penso, eu ajudarei, mais antes de tudo me respondes!
Novos silenciam surges, me aperfeiçoei, deis passos para trás... Nada responderas...
- Que bom que ajudara. – disse aquela voz em que ouvira horas atrás.
- Sim... Mais antes quem é você?
Ele deu uma risada cabisbaixa, mais em sua reação nada de bom seguia...
- Ryan Duncan.
- Que bom que conheço um nome pelo menos.
- Então Adelaide Summers, não tenha medo de mim.
Minha voz ficou repleta muda, mas, dentre meu egoísmo, não sabia que o fato de minha vida poderia ser real ou falso.
- Não me importo se sabe meu nome, apenas me diga o que é pra fazer antes que eu desista.
- Não tenha medo.
- Mais eu não tenho. – respondi raivosa.
- Venha comigo.
Apenas ele disse isso, mais enxergava um pouco de seu corpo, mais uma capa ó cobria completamente. Segui em uma direção desconhecida. Não fazia a menor ideia onde estava, era como fosse você esta em um lugar distante de onde você estava, em poucos segundos chegaras lá no meio de um caminho tão pesado e leve ao mesmo tempo.
Não tinha medo, nada poderia me impedir da morte, pois eu não sabia se minha realidade fosse apenas um começo ou se meu sonho fosse apenas um pesadelo sombrio. Olhava cada canto do futuro e o olhava cada passo que eu dava que um dia agora fora passado. Nem todo mundo carrega lembranças todas tortas mais fora uma lembrança assustadora e torturante.
Aonde eu fui? Dúvidas me perseguiam tempo em tempo.
- Chegamos!
- Onde estamos?
Ele fez um silencio e disse para eu me aproximar mais e que talvez eu conhecesse aquele lugar.
- Foi nesse lugar, que você...
Não ó deixei continuar, pois eu já sabia, ficava nervosa com o que via, mais nas lembranças apenas deixei de ser, pois a minha realidade não se fazia real e meus sonhos eram completamente iguais ao que virá aqui nesse mundo, um mundo onde não existia mais existia em meus olhos.
- Sonhei! – disse.
- E sabe onde está?
Apenas balancei a cabeça, em forma positiva, e nesse instante ouvi uma voz, não fora eu que falarei mais fora o que eu pensarei uma voz igual a minha onde simplifica em minhas mentes onde não precisa falar, pois pensar já ó faz falar em ecos profundos.
- Na beira do Mar.
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