Sombras

5 Capítulo 5 Sounds in the Shadows!


Notas iniciais
Boa leitura!

Senti algo me cutucando, revelo com os olhos embaçados Luna penteando seus cabelos castanhos. Vejo no despertador as horas, sete e quinze.

- Bem, as oito têm passeio lá fora no pátio.

- Ahãm? Não era aula de artes?

- Eu ouvir dizer que ele ira fazer um passeio...

- Ah! Mas só você sabe?

- Ah, sim era pra ser surpresa, mais foi sem querer.

- Tudo bem... – digo me levantando e colocando o uniforme.

Reparo no espelho meu cabelo. “Por que tinhas que ser meio enrolado”? Pego minha escova e penteio os passos de vai e vem torna os fios soltos, caindo em pouco ao chão. Cada movimento ousa em silencio algo, uma voz tão melódica e desejável. Sem me importar ouso os sons de cada letra penteando ao mesmo tempo meus cabelos.

Suave, nada poderá sentir minha brisa aqui.

Suave, para de me chamar, quero estar longe desse vento aqui e largar.

Suave, me espera, quando eu quero sentir.

Suave, se desespere e pelo menos deixa descobrir.

Tanto tempo esperando seus ventos suaves.

Tantos longos grandes... Minutos, sem perceber eu quero ser você.

Suaves, quero lhe dizer, que você é parte de mim.

Nada sem você, teria eu.

Nada sem você seria seu.

Nada sem você era meu...

Algo nessas letras me chamava tanta atenção, que eu segui aquele som e parei na janela do quarto, não vejo ninguém. Mas o que importou foi à música que me deixou sonolenta, abrindo bem meus olhos e olhando uma imagem em minha frente.

Sobre algo em que eu via, era nos vidros daquelas janelas. Apenas me mostrou uma pena que flutuava naquela água.

Mas nada mostrou apenas a pena flutuante.

- Adelaide?

- Sim!

- Está bem? – diz Luna.

- Claro, por que não devo estar?

- Estava parada olhando.

- Estava distraída.

- Sim, vamos tenho que me encontrar com Félix.

- Vai indo, eu tenho umas coisas ainda pra fazer!

- Te encontro no café! – diz e ela sai.

Começo a me sentir estranha, músicas me faziam sentir leve e termino em voz alta a estrofe:

“Nem um pouco eu perceberia”.

Nem sabendo eu ganharia.

Sempre tenho a magia.

Quero seus sonhos todo dia.

E ganhar novas maneiras de sorrir.

E vir... ’’

Nada foi igual, mais quando termino um pássaro me vê cantando com seus lindos olhos negros.

Ele era tão diferente, por que vinha aqui sempre me ver? Mas acho que ouvirá minha voz, e decidiu vir até aqui saber de quem era realmente.

Olhei para ele melancólica, pois tanto assustador não me via na mente.

- Olá! – digo.

Ele apenas me acene com a cabeça e parte para fora. Não entendia mais ele me lembrava de uma ave muito conhecida. Até ai me lembrei do livro que deixara em baixo de minha cama.

Vou até lá, abaixo-me e o pego. Tento encontrar a imagem. Lá havia uma ave, em que seu nome uma Graúna. Desço a escada, até a cantina. Luna lá sentada com Félix conversa despreocupada. Seu rosto não é um dos mais felizes.

Pego a bandeja e pego apenas uvas, hoje não tenho fome mesmo.

- Olá Félix! – digo.

- Oi! – diz meio uníssono.

Sento entre eles e vejo Félix comendo uma torrada, e Luna pensando. Às vezes na vida é tão difícil, nada pra fazer apenas aqui numa prisão enorme. Sinto outro sinal, horas das aulas. Luna havia me falado de um passeio surpresa. Será que era mesmo? Fui acompanhada com ela até a porta. Depois o que me disse era que realmente o passeio iria ser feito. Caminhamos em direção ao pátio e na jardinagem, aonde havia puras flores secas.

O portão abriu pelo porteiro estranho. E seguimos numa área aonde havia vária árvore designadamente chamada “floresta’’”. Caminhamos em torno de uma árvore muito grande. Até que Wenner o professor disse:

- Bem meus caros alunos, estamos aqui, pois quero falar de uma arte muito medieval, a arte de desenhar o melhor possível uma árvore. Aqui temos materiais, todos peguem o que precisam e podem começar.

Terminou de falar e sentou em um dos trocos meios afastados de nós. E comecei a imaginar aonde começaria, dei a volta. Poderia ver mais detalhes sobre a árvore. Apenas eu estava ali observando. Até que parece que a árvore se meche... Quando começo o primeiro rabisco, eu ouso sons extremamente baixos.

Pássaros acabam saindo daquelas árvores, completamente pretos. Os sons me deixaram pensativa. Sussurros...

- Saía, saía daqui...

- Saía desse lugar...

- Volte para casa...

- E não volte nunca mais...

Eram vozes humanas, menina, mulher, homem. Não entendi sair desse lugar?

Minhas mãos suavam, sem nada nas mãos, corri para longe, sem perceber encontrei o aquele grande Mar. De todas aquelas ondas o Mar ficou preto, real do Mar em que eu sonho e vejo em minha mente, real aquele Mar onde uma Graúna flutuava. Real aquele Mar onde achará um corpo.

Nada soube o que era realmente tudo aquilo, quanto mais eu vivia em “Nigh in March”, mais eu via e ouvia tudo o que foi passado, o meu real passado.

Mais vezes subi naquela rocha, sentei entre elas, me acalmei, queria que todos aqueles sussurros, grito sumisse de minha vida, mas não dava, realmente não dava. Estou tão perdida e abandonada, quem poderia suportar uma dor dessas? Então eu comecei a chorar... Sinto uma mão em meus ombros, olho para trás mais não vejo ninguém, então olho para a minha frente e me assusto. Mas logo me recupero e tento disfarçar o medo, era um garoto jovem, pele clara, seus olhos eram negros e seus cabelos negros liso dum tamanho até as orelhas. Um belo jovem.

- Oi! – digo.

Ele se mantém em silencio.

- Bem foi você que tocou a mãos em meus ombros. – paro para ver mais detalhes de seu rosto. – Ou é impressão minha?

Em novo silencio, sem tempo de paciência digo:

- Tudo bem, se não quer falar... Eu tenho que ir.

O garoto não parava de me olhar, sua expressão era uma das assustadoras.

Eu ia saindo de lá, quando ouso ele der um passo para frente naquelas rochas perto daquele Mar.

- Oi! – diz ele.

- Ah! Agora decide falar. Então me responde minha pergunta!

- Sim!

- É assim que assusta os outros? Colocando a mão nos ombros?

- Não queria te assustar.

- Pois assustou.

- Eu só queria te chamar.

- Diga-me, por que não só falou “Oi”? Que seria bem melhor.

- Não tive escolha.

- Tudo bem, o que queres?

- Ajuda.

- Ajuda? Não estou entendendo.

- Vai ser muito difícil entender, mas seus sonhos e sussurros estão te ajudando.

- Como sabe disso?

- Disso o que?

- Não seja bobo, de eu sonhar e ouvir aqueles sussurros?

- Apenas sei...

- Como vou te ajudar se nem conheço você e sabe de minha vida?

- Apenas siga-me!

- Não, agora não! – digo de repente e saio dali. Apena caminhando quase correndo. “Como ele pode saber disso”? “Se nem o conheço?”

Olho para trás e vejo que estou longe do Mar, e o jovem não estava mais lá. Volto aonde vim desenho rapidamente sem me importar o erro. Queria sair daqui rapidamente. Depois de duas horas. Entramos de novo naquela escola. No meio daquele jardim encontro aquele pássaro negro novamente, apenas encarro ele e saio.

Deixando em meus ouvidos os sussurros daquele dia em passeio.

Notas finais
:)