Sombras

30 Capítulo 30 Set-Out!


Após minutos de procura de algumas provas, fico abalada por serem sonhos quase reais. Deito-me na cama, não teria força para começar minha vida tudo de novo, tudo aquilo era uma tremenda falsidade.

Impossível de acreditar. Completa impossibilidade de se ver começar um novo começo. Só espero que tudo isso que passei não se repita novamente.

Ouvi rugidos provocantes de pássaros. A raiva subia, odeio minha vida.

“Por quê? Por quê?”

Eu não merecia isso tudo, sonhos não podem existir nunca mais, não quero mais isso. Magoa facilmente. Agora estou perdida pelos longos caminhos torturantes. E longas horas iriam se passar eu jurava que passariam mais depressa do que o real.

O som daquele pássaro me dava nervos graves, levantei-me e posicionei até aquela janela, o pássaro que eu olhava era negro e gordo. As penas não tinham o mesmo brilho que as de minha imaginação. Fechei o vidro, não queria que o pobre do pássaro se machucasse por um simples sonho estúpido. Agora serei apenas eu nessa escola que um dia espero que nunca mais exista.

Abria a porta do meu quarto e sai. Olhava as pessoas em forma estranhas. Nada se passou por elas. E umas lembranças de meus sonhos começaram a surgir novamente pela minha memória.

Luna estava parada pela parede oposta de fora da escola, junto ao seu lado havia Félix e Colley. Os três conversavam alegres e poderosos. Atrás de item si asas obtinham. E apenas negras. Demoradamente eles voaram para um horizonte desconhecido.

Onde Aqueny e Ryan os esperavam. Juntos partiram os cincos todos ao mesmo tempo. Procurando algo. Eles tinham faces leves e preocupadas. Só não entendia o que eles estavam tramando. E com isso a minha visão voltou ao um preto e branco.

Quando reparo, volto à sala da biblioteca, espio pela janela. E lá estava aquele mar aterrorizante. Desvio o olhar. Sento em umas das cadeiras que tinham ali perto.

- O mundo não vai mais voltar! – sussurro para mim mesmo.

Nuvens começaram a ter tons escuros. Trovões e raios chegarão. A minha única consciência era entender o significado desse sonho e milhares de perguntas ecoavam por mim.

“O que aconteceu com eles todos?” “As Sombras Negras foram aonde?” “O que quis dizer aquela arte?” “E a diretora, mostrou algo que não entendi o que há nela de mistérios?” “Quem venceu? Trevas ou luz?”.

Perguntas que eu não simplificava e não saberia responder. Agora teria um novo começo e uma nova vida. Ás vezes têm sonhos que parecem realidades, em que ás vezes dura parecem eternidade.

Levantei-me daquela cadeira e fui para fora, onde encontrei Lisa conversando com algum rapaz medíocre e estranho. Fui de fininho andando pela calçada. O dia estava anoitecendo. E quando vejo já estou de frente à beira mar.

Noites chegam e mares furiosos começam. Meus pés nus encostam levemente sob as águas gélidas e provocantes. E quando abro os olhos, vejo imagens de Ryan, Félix, Colley, Aqueny, Luna me encarando. Não sei dizer se estava apenas imaginado ou eram eles mesmos. Mas foi ai que eu sorri. Um sorriso de lágrimas por dentro.

O mundo nunca é perfeito, mas eu digo ao contrário, eles são para mim e para as pessoas a minha frente. O mundo não se pode terminar, por que por dentro de nós a gente estaria sonhando e acordada.

- Oi! – eu disse.

Não houve resposta. Em um silêncio absoluto. Ryan que estava logo ali. Veio até mim, tocou sua mão quase não sentida. Como fosse vento entrando em contato com a água. E disse quase em um sussurro.

- Lembre se de nós Adelaide não é sonho. Somos reais. É você que é um sonho para esse mundo. Nada será nada nos separa lembre se disso.

- Como assim Ryan? Sou um sonho?

O que eu vi foi um sorriso. E estranho. O que significou isso para mim foi que sempre que procurarmos algo, as pessoas que amamos dizem que são reais já a nós somos um simples sonhos delas. Ao menos que seja um contrário. Mas nessas palavras, com toda a minha extraordinária caixa de segredo que guardo ao meu coração, nunca esquecerei e afirmarei como reais.

- Temos que ir Adelaide!

- Eu posso ir com vocês? – perguntei-o.

Mas antes que ele pudesse responder a imagens deles desapareceram como brilhos dourados. O Adeus deles não escutou apenas o meu.

Olhei para a lua antes de voltar à escola. O mais incrível que pareça a vida nunca será perfeita nem o mundo. Foi isso que antes eu achava. Mas por dentro de nós elas são perfeitas e sempre será. Sabe por quê?

“Por que a vida é cheios de mistérios e devemos aceita-las!”

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