Em um reino distante, um lugar encantador, rodeado por vastas florestas e montanhas majestosas. No coração do reino, erguia-se um castelo imponente, construído com torres esculpidas em pedra branca e cercado por jardins vibrantes. Campos férteis se espalhavam ao redor da fortaleza, onde agricultores cultivavam trigo dourado e flores coloridas, dando ao reino um ar de prosperidade e vida.


Os vilarejos ao redor no reino eram aconchegantes, com ruas de paralelepípedos e casas feitas de madeira e pedra. Pequenas lojas e mercados traziam o aroma de pães recém-casados e ervas perfumadas. O povo vivia em paz, celebrando festivais ao longo das estações, onde canções eram entoadas e danças preenchiam as praças.


Nas profundezas da floresta próxima ao reino, um bosque antigo e misterioso que poucos ousavam se aventurar por ali. Pois existiam história que diziam que naquele bosque era onde criaturas mágicas vagavam entre árvores retorcidas e cobertas de musgo. Construindo suas casas, escondidas entre as raízes da floresta, protegida por feitiços antigos contra qualquer ameaça externa.


Tal lugar era governado por um Rei chamado William e uma Rainha Arabella, conhecidos por sua bondade e justiça. Willian era um líder forte e respeitado, amado por seu povo. Ele governava com sabedoria, protegendo seu reino de ameaças externas e garantindo que todos vivessem em harmonia. Amava profundamente sua esposa e sempre sonhou com um futuro próspero.


Arabella, por sua vez, era conhecida por sua beleza radiante e graciosa. Sua pele era delicada e clara como a neve recém caída, refletindo a pureza e gentileza de seu coração. Seus cabelos eram longos e sedosos, escuros como a noite, contrastando com sua pele pálida. Seus olhos, profundos e calorosos, tinham um brilho azul intenso, transmitindo sabedoria e ternura.


Seus lábios eram naturalmente rosados, trazendo um toque vibrante à sua face suave e harmoniosa. Seu porte era elegante, com movimentos delicados e uma postura digna de uma rainha amada por seu povo. Vestia-se com roupas finas, feitas de tecidos leves que fluíam graciosamente enquanto caminhava pelos salões do castelo, sempre adornadas com bordados requintados inspirados na flora do reino.


Com a notícia da gravidez de sua esposa, o rei ficou extasiado ao saber da gravidez de sua amada rainha. Desde o momento em que recebeu a notícia, seu coração transbordou de alegria e esperança. Ele percorreu os corredores do castelo com um sorriso radiante, anunciando a novidade ao reino como um verdadeiro presente dos deuses.


Com carinho e dedicação, preparou o castelo para a chegada do bebê, ordenando que os melhores artesãos criassem um berço magnífico, esculpido em madeira nobre e adornado com ouro. Os jardins foram floridos com as flores favoritas de Arabella, e festas foram realizadas em todo o reino para celebrar o futuro herdeiro.


Mas, acima de tudo, Willian dedicou-se a cuidar de Arabella. Sempre ao seu lado, protegendo-a com todo o seu amor, garantindo que sua gestação fosse tranquila e segura. Tocava suavemente sua barriga, imaginando o dia em que seguraria nos braços sua criança. Sempre que estavam juntos os monarcas sonhavam em como seria a aparência da criança e Arabella repetia que seria uma linda menina, com pele branca como neve, lábios vermelhos como sangue olhos castanhos dourados como o de seu amado esposo e o Willian completava que como a mãe ela teria cabelos negros como ébano.


O nascimento da criança foi um momento agridoce para o reino. A rainha, apesar de sua felicidade em trazer ao mundo seu bebê, enfrentou um parto extremamente difícil e doloroso. Durante horas, seu corpo lutou contra a fraqueza, e os médicos do castelo fizeram de tudo para auxiliá-la.


A cada contração, a rainha sentia suas forças se esvaindo. O frio tomava conta de seu corpo, e sua respiração tornava-se cada vez mais irregular. Willian, aflito, permaneceu ao lado dela, segurando sua mão e sussurrando palavras de incentivo e amor. Quando finalmente o bebê nasceu e foi constatado que era uma menina, houve um breve instante de alegria—mas a rainha estava exausta, sua saúde gravemente comprometida.


Dias se passaram e, apesar dos cuidados dos melhores curandeiros do reino, sua condição não melhorava. A febre ardia, e a fragilidade que tomou conta de seu corpo não a deixava levantar-se da cama. Mesmo assim, sempre que possível, ela tentava segurar sua filha nos braços, sorrindo com ternura ao vê-la. Willian recusava-se a perder a esperança. Ordenou que procurassem os melhores remédios e orações, mas a enfermidade de Arabella era implacável. Seu corpo, enfraquecido pelo parto, não resistiu.


Em sua última noite, pediu ao rei que protegesse sua filha e a batizasse de Darcelle e garantisse que ela crescesse cercada por amor e justiça. Com um último olhar para sua filha, a rainha fechou os olhos, deixando para trás um reino em luto, um bebê sem a mãe e um rei devastado.


Devastado pela perda de sua amada por muito tempo ficou recluso em seu castelo, abdicando de seus deveres reais e qualquer outra coisa exceto, o cuidado de sua filha. Temendo que a pequena bebê tomasse o mesmo destino de sua mãe e ele perdesse o último presente de sua amada esposa, ele a vigiava dia e noite.


Seus conselheiros preocupados com o futuro do reino, com Willian que se afundava em tristeza, no luto e da jovem princesa, começaram orientar que o monarca precisava encontrar uma nova esposa que o ajudasse a cuidar do reino e da princesa, a princípio Willian foi contra, porém com o tempo percebeu que apenas ele, não poderia dar tudo o que sua filha precisava. No tempo de um ano após a morte da falecida Rainha Arabella um período de luto tomado por todo o reino.


Willian passou a buscar uma nova governante que pudesse ajudá-lo a administrar o reino e a criar sua filha. Foi então que, em um baile promovido por nobres de terras vizinhas, ele conheceu uma mulher deslumbrante, envolta em um manto de mistério e sofisticação.


Encantado pela presença dessa mulher enigmática que se apresentou como Mallory, sua beleza era hipnotizante, e suas palavras eram afiadas como uma lâmina, ela parecia entender a dor do Rei. Ele se aproximou com cautela, oferecendo um leve aceno. Mallory, com um sorriso calculado, estendeu a mão e inclinou levemente a cabeça.


— Majestade, parece perdido em meio à celebração — disse ela, sua voz suave, mas carregada de um entendimento profundo.


Willian soltou um suspiro curto antes de responder:


— Creio que as festividades já não me encantam como antes. Há muito tempo, minha alegria estava em compartilhar momentos assim com alguém... Mas a vida tem suas formas de nos tirar aquilo que mais prezamos.


Mallory observou-o atentamente, como se pesasse cada palavra dita. Depois de um instante de silêncio, ela inclinou-se levemente para mais perto:


— A dor é uma sombra persistente, mas até mesmo a noite mais escura dá espaço ao amanhecer. Seu reino precisa de sua força, e sua filha precisa de um pai que olhe adiante. Permita-me ajudá-lo a encontrar um novo caminho.


Willian estudou seu rosto. Havia algo enigmático nela, uma perspicácia que o intrigava e, ao mesmo tempo, despertava um perigo sutil. No entanto, naquele instante, suas palavras lhe ofereciam um raro alívio.


— Você fala como alguém que compreende perdas — observou ele.


Mallory sorriu, seus olhos brilhando à luz das chamas das velas.


— Compreendo por que já caminhei por estradas sombrias, Majestade. Mas aprendi que há poder em reconstruir o que foi quebrado.


A dança dos dois começava ali — um jogo delicado entre confiança e mistério.

Willian começou a se aproximar cada vez mais dela, acreditando que havia encontrado alguém capaz de ajudá-lo a superar sua tristeza. Mallory, por sua vez, manipulava cada situação com astúcia, conquistando a confiança do Rei e se estabelecendo como sua conselheira mais próxima.


Não demorou muito para que Willian, ainda fragilizado, decidisse se casar com ela, sem perceber as verdadeiras intenções por trás de sua aparente gentileza. Para ele, era uma nova chance de trazer equilíbrio ao reino, mas, para Mallory, era o primeiro passo para sua ascensão ao poder.

Porém em seu plano para ascender ao poder Mallory tinha um pequeno obstáculo de oito anos, chamada de Darcelle em seu caminho para o poder absoluto. Mallory nunca viu Darcelle como uma filha, seu comportamento com a menina era frio e calculado, exceto quando estava ao lado de Willian.


No início, fingia ser gentil, tentando conquistar a confiança do rei e de sua corte. Mas, conforme Darcelle crescia e sua beleza se tornava evidente, a nova Rainha começou a demonstrar sua verdadeira natureza. Ela tratava a princesa com desprezo sutil, sempre a lembrando de que era fraca e incapaz de governar. Proibia-a de sair do castelo sem sua permissão e, muitas vezes, fazia pequenos comentários venenosos sobre sua aparência, tentando minar sua autoestima.

No primeiro ano, Mallory vestiu sua máscara com maestria. Diante do rei, mostrava-se uma figura maternal e atenciosa, sempre encontrando formas de elogiar a pequena Darcelle com seus oito anos e aparentar preocupação com seu bem-estar. Ela a presenteava com vestidos luxuosos, ensinava-lhe sobre etiqueta e sussurrava palavras de encorajamento quando estavam cercadas pela corte. Aos olhos do reino, a conselheira parecia uma guia paciente para a jovem princesa.


Mas havia momentos, longe dos olhares atentos dos conselheiros e da nobreza, em que seu tom mudava sutilmente. Quando estavam a sós, seus gestos de carinho transformavam-se em ordens veladas, sua voz se tornava cortante, e seu olhar transparecia impaciência.


— Sempre tão dependente do seu pai, Darcelle ou devo dizer Branca de neve como todos? — dizia Mallory, passando os dedos frios pelos cabelos da menina. — Você precisa aprender a ser forte. Ou acabará sendo apenas uma sombra dele.


O comentário, dito com um sorriso brando, fazia a pequena princesa sentir um peso sobre os ombros. Queria agradar sua madrasta, mostrar que era digna de sua aprovação. Mas, aos poucos, percebeu que agradá-la era um jogo impossível.


Com o passar do tempo e o casamento foi confirmado, conforme Branca crescia e sua beleza se tornava evidente, Mallory começou a tratá-la com menos esforço para esconder seu desdém. Os elogios desapareceram, e em seu lugar surgiram pequenas farpas disfarçadas de ensinamentos.


— Um rosto bonito não torna alguém capaz de governar — murmurava Mallory certa vez, ao ver Branca ser elogiada por um conselheiro.


O desprezo tornou-se evidente quando Branca passou a representar uma ameaça real, uma herdeira legítima com potencial para questionar o domínio da rainha. Foi então que Mallory abandonou completamente a fachada de bondade e deixou claro que a princesa não passava de um obstáculo a ser eliminado.


Quando Branca estava com seus nove anos, atravessava os corredores do castelo, suas vestes finamente bordadas refletindo a luz dourada do sol poente. Ela estava ansiosa para apresentar ao rei um novo plano para expandir os campos de cultivo, uma ideia que poderia beneficiar o povo. Mas ao entrar no salão principal, encontrou Mallory reclinada sobre o trono, os dedos adornados com joias deslizando preguiçosamente pelo braço da cadeira.


Mallory ergueu os olhos com um sorriso frio ao ver a jovem princesa entrar.


— O que traz você aqui, Branca? — sua voz soava doce, mas carregada de um desdém mal disfarçado.


A princesa hesitou, mas manteve a postura ereta.


— Tenho uma proposta para melhorar as terras do reino. Gostaria de apresentá-la ao meu pai.

Mallory soltou uma risada curta, deixando escapar um suspiro entediado.


— Oh, que adorável. A princesa acredita que tem a capacidade de governar. — Virou o rosto para um dos servos próximos e acrescentou, com uma falsa preocupação: — Seria tão triste se ela acreditasse que suas opiniões realmente importam.


Branca sentiu o rosto arder, mas manteve-se firme.


— Meu pai sempre incentivou minha participação nos assuntos do reino.


Mallory inclinou-se para frente, seus olhos brilhando com um toque de crueldade.


— Seu pai lhe dá atenção por obrigação, menina. Mas todos sabemos que governar exige mais do que um rosto bonito e um nome de sangue real. Você deveria se preocupar menos com política e mais com a etiqueta de um futuro casamento conveniente.


Com um aceno despreocupado, voltou a se reclinar, desinteressada. Branca sentiu o peso das palavras atingindo-a, mas respirou fundo, decidida a não deixar que Mallory a quebrasse tão facilmente.


Com o tempo, sua crueldade se intensificou. Criava regras para dificultar a vida de Branca, restringindo suas roupas, seus alimentos e até suas aulas com os tutores do reino. Sempre que a jovem cometia um pequeno erro, a Rainha encontrava uma forma de puni-la discretamente, não com castigos físicos, mas com manipulações psicológicas.


Ela fazia Branca acreditar que nunca seria boa o suficiente, que seu pai já não se preocupava com ela e que o povo a via apenas como uma sombra sem importância. Mas a contra as expectativas de Mallory, a jovem princesa desde pequena, demonstrava uma inteligência afiada e uma ambição que ultrapassava qualquer limite.


Branca tinha uma personalidade muito mais forte e determinada do que muitos imaginavam. Apesar de crescer sob o domínio cruel de Mallory, sua essência era indomável e cheia de coragem. Adquiriu traços de uma pessoa observadora, inteligente, curiosa, aventureira, carismática, inspiradora, destemida e rebelde, pois não aceitava ser controlada. Sempre que podia, desafiava as regras impostas pela Rainha, buscando meios de escapar do cerco opressor que a cercava.


Juntando essas características sua aparência chamava atenção tanto quando sua personalidade, possuía uma pele extremamente clara, quase etérea, que brilhava sob a luz do luar e lembrava a neve pura que cobria o reino no inverno. Seu cabelo escuro criava um contraste marcante com sua pele pálida, tornando sua beleza ainda mais encantadora e seus lábios vermelhos como sangue acentuavam seus traços faciais, olhos de cor castanhos dourados levemente puxados lembrando o olhar de uma raposa, nariz fino e levemente arrebitado.


O povo do reino, maravilhado com sua aparência delicada, passou a chamá-la de Branca de Neve, um nome que refletia tanto sua aparência quanto sua aura de pureza e mistério. Com o tempo, esse apelido se tornou tão popular que seu nome verdadeiro caiu em esquecimento para muitos, e ela passou a ser conhecida unicamente como a princesa de pele alva e destino extraordinário.


O rei, ainda profundamente abalado pela perda de sua primeira esposa, não percebeu de imediato o sofrimento de Branca de neve. Inicialmente, ele acreditava que Mallory estava ajudando a criar sua filha, oferecendo-lhe uma figura materna e orientações para que um dia pudesse governar.


No entanto, quando sua filha completou 14 anos, Branca de neve já mostrava sinais de tristeza e inquietação. Seu brilho natural começou a se apagar, e sua presença nos salões do castelo tornou-se cada vez mais rara. O rei, absorto em suas responsabilidades, demorou a notar as mudanças, mas quando finalmente o fez, começou a observar com mais atenção.


Nos momentos em que via sua filha, ela sempre parecia hesitante ao falar sobre a Rainha. Os servos do castelo também começaram a sussurrar sobre as regras rígidas impostas à princesa, sobre as punições silenciosas e sobre a frieza com que a nova soberana a tratava.


Foi então que o rei começou a desconfiar. Ele tentou conversar diretamente com Branca, mas o vínculo entre eles estava se enfraquecendo, corroído pelo peso das palavras da Rainha. Branca passou a acreditar nas palavras de Mallory a respeito de que seu pai não se importava tanto mais coma garota, visto que nunca percebeu o que ela passava e quando ela uma vez tentou dizer o que estava sofrendo aos seus dez anos de idade alguns dias antes do casamento com a nova Rainha, foi fortemente repreendida por seu pai para ser mais receptiva com a nova mulher.


Ela ainda se lembrava de como o grande salão do castelo estava em silêncio naquela tarde, com apenas o som distante dos preparativos para o casamento ecoando pelos corredores. Branca, com apenas dez anos, apertava nervosamente as mãos, sentindo seu coração martelar no peito enquanto caminhava até o gabinete de seu pai.


O rei Willian estava sentado diante de uma pilha de documentos, sua expressão carregada pela responsabilidade de governar e pela iminente união com Mallory. Quando viu a filha entrar, ele abriu um sorriso cansado, sem perceber o medo nos olhos da menina.


— O que foi, minha pequena? — ele perguntou, gesticulando para que ela se aproximasse.


Branca respirou fundo, sua voz quase falhando ao começar.


— Pai… Eu preciso falar com você sobre a senhora Mallory — disse, hesitante.


Willian ergueu uma sobrancelha, mas manteve-se atento.


— O que há com ela?


A princesa engoliu seco, seus dedos tremendo enquanto apertava o tecido do vestido.


— Ela… Ela não gosta de mim. Fala coisas ruins e diz que eu sou fraca. E ela não me deixa sair do castelo…


O rei franziu o cenho, mas soltou um suspiro profundo.


— Branca… — sua voz foi firme, mas sem raiva — Você precisa dar uma chance à nova rainha. Sei que pode ser difícil, mas ela está tentando ajudar. Nem tudo pode ser do seu jeito.


A menina balançou a cabeça, sentindo as lágrimas se acumularem.


— Não, pai! Ela não me trata bem! Eu juro! Você nunca vê, mas—


Willian interrompeu com um tom impaciente.


— Chega, Darcelle! — Sua voz cortou o ar como uma lâmina, ele sempre a chamava pelo nome quando estava bravo. — Não quero mais ouvir isso. Você deve aprender a ser receptiva e respeitosa. Mallory agora é parte da família.


Branca ficou imóvel, sentindo sua garganta se fechar. Pela primeira vez, percebeu que suas palavras não eram capazes de alcançar seu pai. Que, talvez, ele realmente não quisesse vê-la.


Com os olhos marejados, a princesa apenas curvou a cabeça e saiu do gabinete sem mais insistir. Naquele dia, algo dentro dela começou a mudar a inocência que carregava foi substituída pela dolorosa certeza de que estava sozinha naquela luta.


Mallory, era astuta e manipuladora, reforçava essa distância entre pai e filha, sussurrando ao rei que Branca era rebelde e ingrata. Dizendo que a garota recusava seus conselhos e que suas ações eram o reflexo da dor de perder a mãe. O rei, atormentado pela culpa, não sabia se deveria insistir ou simplesmente deixar Branca de neve amadurecer por si mesma.


Ao mesmo tempo dessa desconfiança de Willian, o reino começou a sofrer com ameaças de fronteiras distantes, um grupo de mercenários e conspiradores tramava contra a coroa, e o rei precisou agir rapidamente para conter a insurgência.


Durante uma viagem para resolver esses conflitos, ele foi emboscado. Era uma armadilha bem arquitetada, organizada por Mallory que desejavam enfraquecer o reino eliminando seu monarca para que pudesse assumir o comando. A batalha foi feroz, e o rei lutou bravamente, mas sofreu ferimentos mortais.


Quando as notícias chegaram ao castelo, Branca sentiu o chão desaparecer sob seus pés. Apesar da frieza que pairava entre eles nos últimos anos, ele ainda era seu pai, a única pessoa que poderia protegê-la de Mallory. Com sua morte, tudo o que restava era a Rainha Má… e Branca sabia que, agora, não havia mais ninguém para impedi-la de tomar o controle absoluto.


Mallory, ao invés de demonstrar luto, sorriu discretamente. Ela havia esperado esse dia. Finalmente, sua influência sobre o reino não teria obstáculos, e Branca, ainda jovem, seria incapaz de contestar seu domínio.


O castelo mergulhou em um silêncio sombrio. O povo lamentava a morte do rei, mas não demorou para que Mallory começasse a reescrever a história convencendo a corte de que ela deveria ser a única soberana, tratando a princesa como apenas uma herdeira insignificante, uma garota frágil sem poder real.