Notas iniciais
Olá queridos!! Eu sei, me desculpem. Mas eu não estou conseguindo. Tento digitar com o máximo de rapidez, mas sou uma só infelizmente. Vou postar de três em três dias a partir de agora. Claro que vou tentar adiantar, mas acho melhor não prometer postar todo dia. Desculpem-me de verdade. Obrigada pelo review, responderei o mais rápido possível

Quando o Ponto Culminante desmoronou, o sol já estava se pondo. O céu estava em tons vermelhos. Porém havia pessoas assistindo a esse acontecimento. E eu acho que eu realmente preocupei essas pessoas...

O combinado era que nos encontrássemos ao anoitecer na Academia. Porém, a Astrid e toda a sua teimosia fez com que todos ficassem ao pé da Montanha esperando que eu saísse.

Acontece que o Melequento havia se ferido no braço com as garras dos dragões Exterminadores. Os pequenos gêmeos não estavam acostumados com aquilo tudo e estavam cansados daquela missão. E Ágda estava ferida em sua coxa. Einar tentou manter a calma e ajudar a todos.

–Vovó, leve o Melequento, os gêmeos e Ágda para Berk. Eles estão cansados e feridos e não necessitam ficar aqui. A Ágda pode ir na Tempestade? — ele dirigiu a pergunta a sua mãe, que assentiu com a cabeça. – Certo, nós cinco ficaremos bem aqui.

–Certo querido – minha mãe respondeu. Ele se esforçou para cuidar de todas elas. Ainda duvido da sua idade...

–Cuide bem de Ágda Tempestade – Astrid orientou sua amiga que gostou do carinho.

Melequento beijou a Cabeça Quente (coisa rara de se ver quando estão em grupo) e os feridos foram embora. Os que ficaram olhando para imponente Montanha, sentaram-se nas pedras à espera do anoitecer.

E quando o céu adquiriu as cores alaranjadas e avermelhadas do pôr do sol e o Banguela saiu do outro lado da Montanha, da Caverna, Astrid se desesperou.

–Não! Soluço!- ela gritou. A Montanha desmoronava.

Ela correu em direção da Montanha. As lágrimas descendo descontroladamente em seu rosto, embaçando a sua visão. Ela tropeçou várias vezes, caindo de joelhos sobre a terra e as pedras.

Ela segurava nas mãos o colar que estava em seu pescoço. O colar em formato de coração. E então ela tinha 18 anos novamente. E estava sendo pedida em namoro.

Ela contara que o colar que lhe dei para o dia do casamento, ela prometera usar apenas naquele dia mágico. Mas aquele colar que usava naquele momento tinha um significado ainda mais forte e especial. Era o que sempre lhe dizia que eu a amava acima de tudo.

A entrada da Caverna era do outro lado. Ninguém pôde ver Banguela sair a salvo. Nem descer a Montanha e entrar na Floresta. O Banguela não controlava muito bem o voo com uma pessoa (mais precisamente o seu dono/ mestre) nas costas. Por isso evitou os ventos fortes e desceu a Montanha.

Mas ninguém viu isso.

E a minha doce Astrid chorava pensando que eu estava soterrado nas pedras calcárias da Montanha que ainda desmoronava. Ela voltou-se para Einar.

–Einar, por favor. Nós temos que salvá-lo, por favor. Temos que tirar ele de lá – ela balançava os ombros dele em um tom que parecia até infantil para quem era a mãe dele.

–Não mãe, nós temos que sair daqui e ir para a Academia. A Montanha está caindo e podemos estar em perigo aqui – ela abraçou seu filho e chorou em seu ombro, enquanto Einar acariciava os seus cabelos. – A saída é do outro lado da Montanha mãe. Ele deve está bem. Eles estão bem. Ele tem um Fúria da Noite – ele diz calmamente, como se tentasse convencer-se também. — Está tudo bem – Astrid regulou a respiração, mas ainda chorava silenciosamente. Einar virou-se para os pilotos. – Montem, nós vamos voltar para Berk. Rápido.

Todos montaram e Einar puxou delicadamente sua mãe, que montou em Sombra atrás de seu cavaleiro.

–Desculpe Einar – ela disse. – Eu que deveria estar dizendo ao meu filho de 12 anos que está tudo bem com o seu pai – algumas lágrimas ainda rolavam no seu rosto. – Desculpe-me. Eu realmente odeio chorar assim – ela estava irritada com ela mesma.

–Nós nunca somos fortes o tempo inteiro mãe. Não se preocupe. Afinal, até meu pai diz que eu tenho 20 anos do modo que ajo e penso.

Ela nunca sentiu tanto orgulho pelo seu filho. Einar crescera diante de seus olhos e ela não percebera. Acariciava seus fios de cabelos ruivos e finalmente se permitiu sorrir.

Eles aterrissaram na Arena e a essa altura até o meu pai e o Incandescente estavam na Academia, preocupados. E 30 minutos depois, não dando nem muito tempo para especularem sobre mim o que levou Astrid a explicar brevemente o que ocorrera, o Banguela chegou aos trancos e barrancos comigo em suas costas.

No meio do desmoronamento, o encaixo de uma peça do equipamento da trava do leme de Banguela se soltou. E se o leme soltasse, ele não voaria. E se o Banguela não voasse ele não me salvaria. Portanto ele voou de uma maneira tão desengonçada, que um voo de 10 minutos durou 1 hora. Mas foi o certo a fazer. Ele era muito esperto e o leme funcionou até chegarmos na Academia.

Eu e Banguela tínhamos mais poeira que um livro velho em um porão da casa mais velha de Berk. Mas estávamos vivos pelo menos.

–Soluço! – Astrid correu até mim, em cima de um Banguela cansado e deitado no chão. Ela soltou-me do pedal. – Einar, venha cuidar do Banguela, por favor.

Meu pai e sua força (se bem que não precisa de muita força para me carregar) tirou-me de cima do Banguela e ele, Astrid, minha mãe e uma Ágda mancando, entraram em minha sala da Academia, enquanto Einar cuidava do Banguela.

Astrid tirou alguns equipamentos de desenho da minha mesa (eu também tinha lemes do Banguela aqui e os desenhos dos meus projetos) e me deitaram nela.

Meu pai checou os meus batimentos e suspirou de alívio ao constatar que eu estava vivo.

–Ele só está desmaiado – ele disse. – Logo acordará.

–Ele cortou o supercílio, é um pouco profundo. Isso deve ter ocasionado o desmaio – minha mãe disse. – Mas ele está cheio de poeira do desmoronamento, temos que limpá-lo.

–Alguém falou em limpar – Bruce colocou a cabeça dentro da sala. Imaginei que isso não daria certo

–Isso é com a gente – Liv completou.

E sem ninguém ter tempo para impedir os dois, eles entraram com dois baldes com água e jogaram em cima de mim. E eu disse que não daria certo esses dois fazendo planos...

Porém, o bom foi que eu fiquei limpo e sem poeira. E também eu acordei. Concordo que não foi uma forma sútil para me acordar, mas funcionou e é o que importa.

–O que houve? – eu perguntei assustado e com a mão na testa. –Isso é coisa dos gêmeos não é? – eu tentei me sentar.

A minha mãe riu e me abraçou seguido pelo meu pai. Bem, a Astrid não gostou do que os gêmeos fizeram em todo o caso.

–Saiam daqui agora vocês dois antes que eu pegue o meu machado e vocês sabem o que acontecerá – ela disse irritada, com uma mão na cintura e a outra apontando para a porta com os olhos semicerrados. Os dois não questionaram mais nada e saíram o mais rápido possível da minha sala.

–Não se irrite Astrid, pelo menos eu acordei – eu disse para ela sorrindo.

–Eu nunca mais vou deixar você fazer uma loucura dessa Soluço – mas ela sorria aliviada por me ver ali.

–Muito bem, você que manda Astrid – eu cruzei os braços.

–E eu acho que essa é a nossa deixa Stoico. Vamos deixa-los sozinhos – minha mãe disse. Eu revirei os olhos e meu pai riu.

Meu pai deu um beijo no topo da minha cabeça.

–Amanhã nos falamos. Nós vamos para casa – ele disse.

–Pode dizer a todos os pilotos que podem ir para casa? Até o Einar? Ágda, você também querida – ela concordou. – Eu só vou fazer um curativo nesse corte e já vou para casa. Também diga a eles que eu agradeço por toda a ajuda.

–É claro filho. Até mais – ele piscou para mim e fechou a porta. Eu revirei os olhos mais uma vez.

Eu fiquei de pé e ignorei a leve tontura que eu senti.

–Você deveria ficar sentado. Eu te conheço muito bem e sei que você não está no seu melhor dia – Astrid disse.

–Eu acho que a mesa está um pouco molhada. Afinal os pequenos gêmeos são um pouco impulsivos e jogaram dos baldes de água em mim – eu disse rindo.

–Impulsivos? Eu diria loucos. Senta aqui – ela pegou uma cadeira e eu me sentei. – Agora me deixe ver esse seu corte.

Era lindo ver os seus olhos concentrados. Tão azuis, mas... Vermelhos também. Mostrava que ela havia chorado que ela havia sofrido. Eu segurei suas mãos.

–Desculpa Astrid. Desculpa – eu disse a ela, beijando as suas mãos.

–Não me peça desculpas – eu olhei nos seus olhos. – Você está aqui. Tudo deu certo. Eu só... Eu fiquei nervosa quando vi tudo caindo e pensei que você não tinha conseguido sair.

–É eu diria que saí na hora certa. Mas... Cadê a pedra? – estava em uma bolsa e... – eu a vi jogada no chão, embaixo da mesa. Astrid a pegou e colocou em meu colo. – Essa é a Pedra de Fogo – mostrei a ela.

–Ela é realmente linda. Mas não valia a pena perder a vida por ela viking – ela apontou o dedo para mim. Eu sorri e voltei a guardar a pedra.

–É foi por pouco. Mas eu não teria conseguido sem a ajuda da Walquíria e do Banguela – Astrid olhou-me com um rosto desconfiado quando eu mencionei Walquíria.

–Quem é Walquíria? – eu ri do seu ciúme.

–Com ciúmes senhorita Strondus? – ela revirou os olhos e coloquei as mãos em sua cintura.

–É claro que não Soluço – eu arqueei uma sobrancelha.

–A Walquíria é a sucessora da Senhora dos Nomes, ou melhor, era – eu dei um suspiro. – Ela era a irmã da Anciã – ela colocou as mãos na boca. – Ela era uma pessoa incrível com seus conselhos e a sua frieza... E ela morreu.

–Você deve ter tentando impedir isso se te conheço.

–Sim, de certa forma. Porém ela disse que era a sua hora e que estaria feliz de partir e ter cumprido a sua missão.

–Que era?

–Esperar-me. E isso é uma longa história. Vamos para casa e eu poderei contar tudo.

–Certo, deixe-me terminar esse curativo primeiro. Já me interrompeu várias vezes.

Suas mãos firmemente limparam mais uma vez o ferimento e fizeram um curativo. Quando ela terminou, beijei suas mãos e me levantei.

–Que bom te ver bem milady – eu disse olhando em seus olhos.

–Que bom que continua comigo. Eu te amo sabia?

–É claro que sim, porque eu te amo muito também.

E nos beijamos. Sabe aquele beijo de alívio, de alegria, de reencontro? Sabe aquele momento que nada no mundo existe mais? O amor pode ser aquilo que você tem que se agarrar para ser feliz. E fico feliz em agarrá-lo com todas as minhas forças.

Banguela entrou na sala quando estávamos nos separando e sorri ao vê-lo.

Amigão você está bem? Não se jogue em cima de mim – eu disse e sorri.

–Mestre!– ele me lambe um pouco e eu o acariciei. – O Mestre está bem? – ele não pulou em mim pelo menos.

–Muito bem Banguela afinal, você me salvou não é mesmo? Obrigado – ajoelhei-me e o abracei.

Acho que um dos equipamentos do leme do Banguela quebrou. Banguela quase não conseguiu voltar.

Analisei e vi a peça que ligava a trava ao leme estava meio solta.

–Posso comentar que eu não estou entendendo nada dessa conversa? – Astrid disse rindo. Eu também ri.

–Uma peça do equipamento está quebrada, mas resolvo isso depois. Afinal, eu posso guiar o voo. Não é mesmo Banguela? A trava não funciona, mas se eu controlar o voo, nós voaremos sem problemas.

–É claro mestre, vamos! – ele correu para fora e eu e a Astrid o seguimos.

Nós montamos e a lua estrelada foi nossa companheira até a nossa casa.

Tudo está bem quando acaba bem...

Notas finais
Eles são perfeitos. E esse cap está me definindo, porque estou no momento surtando com Percabeth. rsrsrsrs Obrigada por tudo meus anjos doces... Espero postar logo o próximo cap (talvez sexta, no máximo sábado). Até mais... Temp