Notas iniciais
Olá meus docinhos azuis... Antes que eu me esqueça... Eu fiz uma conta no Social ontem. Utilizei o mesmo pseudônimo, Temperana, e estou postando Soluço o líder de Berk: A guerra pela paz lá. Não achem que é plágio okay? Fiz conta lá, pois uma das minhas amigas me obrigou a fazer isso. Ainda estou tentando entender como usá-lo. Se alguém tiver conta lá, pode me mandar convite se quiserem que eu aceito. Só digam o seu nick do Nyah... Enfim, agora vamos a fanfic... Primeiramente agradeço os comentários nos capítulos anteriores. Tento responder todos, vocês me deixam muito feliz! E sobre esse capítulo... É o primeiro de uma trilogia de capítulos da Segunda Tarefa. O capítulo é sobre a ida deles até a Ilha... Espero que gostem, até as notas finais...

Eu também dividi essa Segunda Tarefa em três partes. A parte em que nos deslocamos até a Ilha dos Lava Loucos, escondidos pela escuridão e o receio pelos nossos filhos. A parte em que eu conversara com o Primeiro Dragão de todo o mundo. E a parte daqueles que vigiaram a Ilha do Grande Vulcão.

Mas é claro que essa aventura não foi apenas uma simples expedição à Ilha dos Lava Loucos. Tudo poderia dar certo. E por um instante tudo estava bem. Mas quando é que os meus planos dão certo, não é verdade? Quando tudo que planejo é o que realmente acontece? Afinal a história insiste em ser notada...

E na verdade, tudo pode acontecer quando se está na Ilha dos Lava Loucos...

Quando voltamos para casa, Astrid e eu abrimos a porta e o vazio nos inundou. Aquela casa não era a mesma sem o brilho de Einar e Ágda nela. Sem o brilho dos nossos filhos.

Sabe, quando se é pai não se pode mais viver sem os filhos. Você aprende que vai cuidar deles até o fim da vida. Quer viver com eles eternamente.

Definitivamente você não consegue mais viver sem eles.

Astrid ficou um tempo na porta de casa e depois entrou. Estava muito preocupado com ela de modo que a abracei. E para minha surpresa ela começou a chorar. Apertei-a com mais força.

Minha preocupação aumentou. Eu não chorava o que poderia ser considerado um milagre. Banguela nos olhava preocupado.

Astrid não costumava ser assim. Ela não chorava tanto assim. Mesmo a razão sendo os seus filhos, a Astrid sempre tentava ser indecifrável o máximo possível.

–Está tudo bem? – perguntei quando a sua respiração se acalmou.

–Eu acho que sim. Na verdade eu estou com raiva por estar chorando desse modo.

Eu ri dela. Eu sabia que se ela pudesse, daria um soco em seu choro.

–Você está muito sensível ultimamente – eu lhe disse acariciando os seus cabelos. – São muitos problemas juntos. Apenas se acalme.

Mas na verdade não era apenas pelos problemas ou por causa deles que a Astrid estava tão sensível. A causa principal vou deixar vocês descobrirem mais tarde.

–Eu estou bem – ela tentou enxugar as lágrimas que continuavam a cair. – Vou apenas dormir – ela sorriu confiante.

Eu olhei em seus olhos. Ela tinha um olhar forte agora.

–Eu vou subir com você. Amanhã teremos um grande dia e é melhor dormimos bastante.

Acariciei Banguela, que logo se deitou perto da lareira e adormeceu. Nós dois subimos. Por sorte eu consegui dormir. Eu estava nervoso e ansioso e mesmo assim dormi. Até às quatro horas da manhã. Bom, pelo menos havia acordado na hora certa que deveria levantar. Vesti a minha armadura negra como a noite.

Astrid acordou por ela mesma quando eu estava terminando de me arrumar. Ela levantou e eu peguei o leme a prova de fogo do Banguela. Estávamos indo para um vulcão. Era melhor prevenir qualquer acidente.

Mas meu coração mandava-me confiar cegamente no Dragão de Fogo...

–Eu já vou indo com o Banguela para a Academia, Astrid. Eu te espero lá, pode arrumar-se com calma. Ainda tenho que pegar a Pedra e os mapas que também estão lá na Academia. Você vai ficar com um deles, já que sei que chefiará os pilotos.

Coloquei minha espada na bainha e estava pronto ou precisava estar. Desloquei-me até a Astrid. Ela sorriu e endireitou algo na minha armadura. Mostrei a ela o meu colar. A minha metade do coração.

–Eu te amo. Vai dar tudo certo – ela falou firmemente, como se quisesse certificar que eu tinha certeza disso (ou ela pegaria o seu machado para provar isso). Eu sorri vendo a Hofferson dentro dela deixa-la ainda mais forte.

–Senhorita Strondus, amo você mais do que tudo. Eu vou ficar bem e você também ficará. E acima de tudo eles também – ela assentiu e eu sorri. – Por favor, mantenha a sanidade do Cabeça Dura e do Melequento – eu ri e puxei-a para mais perto.

–Isso pode ser impossível – e ela me beijou. A velha Astrid que roubava beijos. Ela sorriu quando nos separamos. – Mas eu juro que eu vou tentar não lançar meu machado perto do pescoço de nenhum deles.

Eu beijei-a novamente e desci as escadas. O Banguela já estava acordado. E isso também era um milagre.

–Bom dia amigo, Que bom que já está acordado e não tenho que conviver com o seu mau humor. Vamos? – eu disse rindo.

–Muito engraçado para aquele que estará em cima do Banguela com a cauda automática. Vamos sim mestre – ele também riu. Eu montei e nós decolamos. Estava escuro ainda.

–Você não seria capaz de me jogar daqui de cima, não é verdade? E, além disso, não podemos fazer barulho – eu disse.

–Aposte – ele disse e eu ri sarcasticamente, mas mesmo assim acionei o pedal e passei a controlar o voo.

Pude ver o Banguela sorrir. Ele era esperto. E não gostava de caudas automáticas. Avistamos a Academia e pousamos. O Perna de Peixe e o Cabeça Dura já estavam lá.

–Bom dia pessoal – eu cumprimentei, desmontando.

–Madrugada, você quer dizer – Perna de Peixe falou, mais estava totalmente desperto.

–Eu ainda não entendi – Cabeça Dura disse. Eu suspirei.

–E nem tente entender – eu disse.

Havia guardado a Pedra de Fogo na minha sala e ninguém sabia. Não havia ladrões em Berk e ninguém sabia que ela estava ali também. Abri a gaveta e peguei a bolsa com uma magnífica pedra vermelha com chamas amarelas. Fogo.

–Muito bem Banguela – disse ao meu dragão. –Vamos devolvê-la a quem ela pertence – nós saímos na sala e todos já haviam chegado.

Eu perdi o fôlego com a Astrid. Ela estava linda. Ela usava o seu penteado de antigamente e por um instante estávamos numa missão qualquer com os nossos 20 anos. Eu sorri e saí do meu transe.

–Muito bem pessoal. Estão todos prontos? Eu vou deixar um dos mapas com a Astrid. Caso necessitem voltar para Berk antes de eu voltar – em outras palavras, se acontecesse algo comigo.

Transferi o mapa para a Astrid. Olhei para nós. Astrid e Tempestade, Melequento e Dente de Anzol, Perna de Peixe e Batatão, Cabeça Quente e Bafo, Cabeça Dura e Arroto. Eret e Quebra Miolos. Eu e Banguela. Nunca parecíamos tão fortes.

–Sabe o que eu vejo agora aqui? Heróis. Já somos heróis amigos. E um herói nunca cansa de fazer a coisa certa. De dar o seu melhor. De tentar. Eu nunca deixarei de agradecer a vocês por me seguirem quando eu tinha 15 anos – virei-me para Eret. – E 20. E por estarem comigo sempre. Confiando em mim. Em nós. Vocês são mais do que tudo heróis. E heróis são eternos. Tudo dará certo amigos. Vamos lá.

Eles assentiram determinados e sorrindo. Eu adorava encorajá-los. Montamos e decolamos. Eu e o meu mapa liderando aquela expedição.

Nós seguimos para o sudoeste, perto da Ilha do Sol e de lá sempre para o oeste. Quando o sol estava nascendo, encontramos uma ilha com um vulcão enorme na parte central. Definitivamente encontramos o nosso destino.

–Pilotos – eu disse. – Bem vindos a Ilha dos Lava Loucos – como se ela precisasse ser anunciada.

A ilha apresentava ainda sinais da erupção vulcânica de centena de anos atrás. A ilha era negra. Terra negra. Árvores queimadas. A própria montanha do Vulcão era totalmente negra.

Um trecho da praia tinha o formato de uma ferradura. Julguei que aquele era o antigo porto dos Lava Loucos. Mas não havia nenhum sinal de vida naquele pedaço de terra.

–Muito bem, eu não gostei nem um pouco dessa Ilha. Tem certeza que é aqui Soluço? – Perna de Peixe perguntou meio tremendo.

–Não é o melhor lugar para umas férias, mas é aqui sim Perna de Peixe. Sinto muito – eu disse. – Também não gostei muito dessa ilha. Vou esperar amanhecer totalmente para subir a montanha. Rezemos para ser realmente desabitada.

E assim nós vimos a única coisa bonita da paisagem naquele momento. O nascer do sol. Acompanhamos sem fôlego o horizonte adquirir tons vermelhos, laranjas, amarelos e finalmente azuis.

E então eu senti a sua vibração. O Dragão de Fogo estava acordado.

–Boa sorte pessoal. Vou cumprir minha tarefa – eu disse.

–Boa sorte – eles me desejaram.

Eu virei-me para Astrid.

–Até daqui a pouco – eu disse e apenas com os lábios eu disse a ela que a amava. E ela respondeu-me, agarrando-se em seu colar, que ela também me amava.

Aguarde Dragão de Fogo. Sua espera irá acabar.

Notas finais
Olá queridos, gostaram?? Livros do capítulo: *Como mudar a história de um dragão Nele há a descrição da Ilha dos Lava Loucos. Originalmente, o solo da ilha estria coberto por ovos de Exterminadores, que nasceriam com a erupção vulcânica. Mas os Exterminadores aqui na fic eram os guardiões do Ponto Culminante. Ah e a causa do sentimentalismo da Astrid... vou deixar vocês descobrirem depois... Embora alguns já saibam não é mesmo. Esse não é um grande mistério... Pois é, agora eles estão na Ilha dos Lava Loucos... Curiosos para essa conversa? Então até o próximo capítulo... Temp