Soluço, o líder de Berk: A Era dos Dragões

19 Como se esquecer do próprio aniversário


Notas iniciais
Olá meus docinhos azuis!! Meus amore eu particularmente amo esse, mais por causa do título e por causa da festa de aniversário do Soluço também... Obrigada pelos reviews maravilhosos meus anjos. E espero que gostem do capítulo... Até as notas finais...

Os meses mais frios do ano em Berk são Novembro, Dezembro e Janeiro (e claro os seis meses anteriores, com invisível “aumento pequeno da temperatura”). E como eu sempre digo, também há os três meses de granizo e clima mais ameno (para quem já está acostumado com ventos de quebrar a espinha) que são Fevereiro, Março e Abril.

E isso justificava a noite incrivelmente linda que fazia no meu aniversário de 35 anos...

Nós dois pousamos no local informado pelo bilhete de Astrid. E o único vestígio de vida humana era a fogueira crepitando.

Bom Banguela, aqui é o lugar. Mas não tem ninguém...

Eu não cheguei nem a completar a minha frase de efeito, assim por dizer. Porque um monte de vikings que eu conhecia e amava saíram gritando de trás das árvores da Grande Floresta de Berk. Um monte de vikings e dragões que eu amava...

O primeiro a me dar um de seus “calorosos” abraços foi o meu pai, com uma alta risada.

–Não foi muito difícil enganar você com a festa desta vez Soluço. Você nem ao menos se lembrou de que hoje era o seu aniversário. Restou garantir que não encontrasse com a Valka e com a Astrid hoje. Parabéns meu filho! – ele ria ainda mais alto. Pode acreditar que eu amava isso. Amava aquele sorriso.

–Vocês me enganaram direitinho – todos riram. – Obrigado pai.

Os vikings que sempre tocavam música nas festas da Tribo Hooligan começaram a se animar e sentaram-se em volta da fogueira. E logo começaram a tocar. Havia comida, bebida e muita alegria. Afinal vikings sabem festejar. E eles devem ter planejado isso por muito tempo, pois estava uma festa agradável e maravilhosa. E eu agradeço muito por aquilo tudo.

–Você também sabia de tudo não é Banguela? – eu perguntei-lhe com os braços cruzados. Ele riu.

–O mestre gostou da surpresa?

–Eu amei Banguela. Obrigado amigo – eu afaguei a sua cabeça.

Então a minha mãe veio cumprimentar-me, rindo com muita alegria.

–Querido! – ela abraçou-me e eu sorri. – Seu pai conseguiu te enganar então, dizendo que eu ficaria brava em te ver trabalhando. Foi um bom motivo para você fugir de mim e também da Astrid hoje. Feliz aniversário filho!

–Obrigado mãe. Embora eu só tenha 9 anos e não esteja fazendo aniversário hoje – eu falei ironicamente. Para quem nasce dia 29 de fevereiro é meio difícil a comemoração de aniversários.

–Ah, sem brincadeiras hoje. Agora o seu presente, de minha parte e da parte do seu pai.

É claro que ainda existia aquela tradição boba de que só os familiares poderiam dar presentes e tal. Porém a maioria já ignorava essa lei antiga naquela época.

–Um presente? Eu estou curioso – falei sorrindo.

–Bom, nós esperamos que ajude você no meio disso tudo.

Ela então deu um livro para mim. Arqueei uma das sobrancelhas, tentando imaginar do que se tratava o livro. Então li o título...

O diário de Soluço Spansitocus Strondus II, por S.S.S.II

–Em uma das minhas limpezas no porão da nossa casa essa semana eu encontrei vários livros que o seu pai jogou lá. Bom, você ainda não havia ido lá em casa falando do seu sonho quando encontramos ele. Então eu o coloquei no armário com os outros. E ontem na noite passada eu me lembrei do livro – olhei atentamente para o livro, verde e maltratado pelo tempo. Passei o dedo pelas letras da capa. – São as memórias dele. Espero que fale sobre o Furioso, pois nem dei uma olhada nele. Acho que ele pode ser de grande ajuda querido.

–Muito obrigado mãe – abracei-a com força.

Avistei Ágda e Einar vindo em nossa direção com Astrid e sorri. Minha mãe virou-se e começou a se afastar.

–Vou deixar os pombinhos sozinhos- ela disse e eu revirei os olhos. E então saiu rindo alto. Os meus pais... Sempre tão alegres...

Astrid chegou primeiro e me deu um abraço bem apertado e aconchegante.

–Quero saber como é que você se esquece do seu próprio aniversário senhor Strondus? – ela perguntou-me rindo.

–Pois é milady, com tanta coisa na minha cabeça...

–Foi o que imaginei – ela me interrompeu. – Não vamos falar sobre os problemas hoje. Imaginei que não se lembraria, por isso mandei o bilhete e por isso quis fazer isso para você. Sua mãe ajudou-me bastante com a ideia – eu sorri.

–Obrigado. Eu te amo – puxei sua cintura para mais perto. – Te amo muito.

–Eu te amo Soluço, feliz aniversário – ela falou e nos beijamos serenamente.

Quando nos separamos dois ruivos pularam no meu pescoço. Literalmente. Meus dois filhos.

–Feliz Aniversário pai – eles falaram juntos.

–Obrigado meus dois anjinhos – eu disse rindo.

Eles me soltaram e os sorrisos deles eram contagiantes.

–Agora temos que lhe entregar o nosso presente – Ágda disse animada.

–Mas vocês dois já são os meus maiores presentes e...

–Ah, corta essa pai – Einar falou e nós quatro rimos.

–Esses dois me importunaram a semana inteira para ajuda-los com o seu presente – Astrid disse e os dois sorriram cúmplices. – E eu nem sei ao menos o que é – eu ri da Astrid indignada.

–Muito bem, o que é então? – eu perguntei mais do que curioso.

–Pois bem. Minha mãe nos disse que você gosta de coisas raras. Principalmente dragões raros. Mas como não encontramos nenhum dragão raro... Achamos outra coisa especial. Uma pedra muito rara, especialmente aqui em Berk. Tivemos que ir até outra Ilha para acha-la. E mesmo assim foi bem difícil – Einar falou.

–Mas nós achamos. E isso é o que importa. Nós tentamos lapidá-la, mas não somos muito bons nessa tarefa – Ágda tirou do seu bolso uma pedra muito bonita e brilhante. Eu a reconheci na hora. Era um diamante. Sim, era muito raro em Berk, nunca fora encontrado na nossa ilha. – E bom você sabe que se jogar um diamante no chão ele quebra na hora, mas pode cortar qualquer coisa – os dois colocaram a pedra em minhas mãos e a seguraram lá. – Você pode ser frágil às vezes, mas pode cortar tudo ao seu redor. Você pode ser frágil, mas não desiste de nada sem lutar – eu sorria com os olhos marejados.

–Feliz Aniversário pai.

Eu abracei os dois com muita força. Esses dois aprontaram para que eu chorasse.

–Obrigado – eu olhei nos olhos dos dois e passei a examinar a pedra. – Ela é linda e está muito bem lapidada. Vou guardar com muito carinho.

–E agora é o meu presente – Astrid disse animada e eu ri.

–Eu estou curioso para o seu presente senhorita – eu disse.

–Vamos embora irmãzinha? – Einar falou. – Tchau para os dois.

Eles saíram e foram para perto da fogueira comer um pouco.

–Seus cúmplices também – eu disse.

–Com certeza, todos aqui são, inclusive o Banguela. Que foi encarregado de te levar para longe das preparações hoje – olhei para ele ao meu lado.

–Dragão tratante – acariciei-o. Ele avistou Tempestade. – Pode ir amigo – ele se animou todo e foi. Os dois gostavam muito de brincar juntos e mais ainda depois de morarem anos um com o outro.

–Então posso dar o meu presente? – Astrid colocou os braços ao redor do meu pescoço.

–É claro que você pode.

Ela soltou-se e pegou algo em seu bolso.

–Bem, você lembra que eu falei que me agarrei ao colar que você me deu quando me pediu em namoro, quando vi a caverna desmoronando? – eu assenti em concordância. – Bom, deu um pouco de trabalho, mas eu consegui o que eu queria. – Ela colocou algo em meu pescoço e tirou algo do seu, e me mostrou o seu colar com o coração pela metade. Quando olhei para o meu pescoço, para o meu colar, nele estava à outra metade do coração.

–É lindo meu amor – eu falei ainda encantado com o colar. –Obrigado.

–Assim nós dois teremos sempre um ao outro – ela sorriu.

–Sempre teremos – dei-lhe um beijo apaixonado, encantado, de agradecimento.

Os outros pilotos vieram todos de uma vez me dar parabéns.

–Soluço! – gritaram aqueles vikings loucos que eu amava.

Primeiro quatro gêmeos, ou melhor, dois casais de gêmeos; Dois vikings grandes e de “responsabilidade”. E claro, um amigo especial, viking nato e cuidador de uma grande criatura.

–Até você Eret? – perguntei com as mãos na cintura. –Também cúmplice de todos?

–Tive que vir no aniversário do meu melhor amigo – ele disse.

–Entra na fila dos melhores amigos – Perna de Peixe disse.

–Primos primeiro – Melequento disse, mais para colocar um pouco de lenha na fogueira.

–Muito bem, apenas não me dividam aqui! – eu disse rindo. – Muito obrigado amigos, por tudo.

–Não é nada, até por que nós não fizemos nada – Cabeça Dura falou.

–Cabeça Dura! – todos falaram ao mesmo tempo e eu ri.

–Obrigado mesmo assim Cabeça Dura.

–Que seja – ele disse.

–Será que se eu desejar feliz aniversário e der um presente para ele eu consigo um encontro com a Ágda? – Bruce tentou sussurrar para a irmã, mas eu escutei.

Eu olhei para Astrid para ver se ela também havia escutado. E constatei que ela havia. Acho que para a sorte de Bruce (considero não ter um machado na cabeça muita sorte) a música predileta minha e dela começou a tocar.

–Agora você dança comigo milady – eu falei com ela. – Com licença pessoal – eu falei para eles e a puxei para dentro da roda de danças.

A música em si era bem animada. Incluía palmas, bater os pés no chão e uma integração com sua parceira sem igual. E quando a música chegava na parte de trocar o parceiro eu sempre dava um jeito de continuar com a Astrid. Ela ria com as minhas façanhas.

Quando a música acabou, nós batemos palmas e gritamos como os vikings sempre fazem. Peguei a cintura da Astrid e tirei-a do chão, rodopiando. Nós ríamos como se tivéssemos 15 anos de novo.

E era assim que eu me sentia. Bem mais jovem naquele meu aniversário...

Uma vez amei de verdade

E meu coração pagou o preço

Agora me permita amar de novo Thor

Pois creio que eu mereço

Nunca liguei para a espada

Tampouco a coroa me seduz

Que o céu seja o meu teto estrelado

E a lua minha única luz

Meu coração é o de um herói

Minha espada não descansa

Deixei o porto há muito tempo

Em uma busca que só avança

Eu sigo para o horizonte

Onde o vento agita o mar

Venha se perder comigo, amor

E fazer do Oceano o nosso lar

Meu amor verdadeiro desapareceu

E meu coração se partiu

Mas quando se amou de verdade Thor

Um novo amor será gentil.

Notas finais
Gostaram? Astrid querendo matar o Bruce? Vocês já viram essa história antes com um certo pai do Bruce e uma certa mãe da Ágda? Livros do capítulo *Guia do Herói para vencer dragões mortais O nome do livro da série seria o mesmo nome de um livro feito pelo Soluço III. Mas tarde ele descobriria que o Soluço II já havia feito um livro com o mesmo título. Vocês vão perceber que a fanfic em si assemelha-se a esses dois livros. Mas isso é para depois queridos... *Como partir o coração de um dragão A música no final do capítulo é tirada desse livro. A música é cantada por um herói (Fabuloso Figurão) com sua amada. Eu acho a letra fofa e achei uma boa ideia colocar essa música como a favorita do Soluço e da Astrid :) Aniversário do Soluço... Prontinho... Eu tinha uma one do aniversário dele também, mas acho que postarei só ano que vem... O que é um pouco radical demais... Mas vou pensar. Enfim, espero que tenham gostado. Pois é. Tudo muito alegre. Mas podemos mudar essa situação... Até o próximo capítulo meus amores... Temp