Soluço, o líder de Berk: A Era dos Dragões

32 A Coisa – A Reunião Anual de Todas as Tribos Vikings


Notas iniciais
Olá queridos anjinhos! Agradecendo desde já os comentários maravilhosos e que prometo que irei responder em breve (falou a que promete sempre fazer isso). Amo vocês demais! E esse capítulo... Foi muito legal escrever ele. E espero que gostem de verdade. Até as notas finais...

A Coisa.

Antigamente, essa reunião anual era tão violenta que os líderes eram obrigados a deixar as armas do lado de fora. Do contrário matariam uns aos outros dentro do Salão a cada vez que discutissem um assunto.

Depois da paz com os dragões, aquilo não passou de um encontro para atualizar as outras Tribos sobre as novidades da sua própria. E claro, manter a paz entre as Tribos aliadas.

Há tempos os Histéricos não eram amigos de nenhuma Tribo e não participavam da nossa reunião. Eles eram muito radicais, como eu já havia dito.

–Eu gostaria de apresentar o líder da Tribo dos Lava Loucos Alphonse, o bravo. E esse é o primeiro ano dessa Tribo na Coisa e eu gostaria de dar as Boas vindas formais a essa Tribo – os olhos de Alphonse brilharam com o reconhecimento e todos os líderes o cumprimentaram. – Agora, vamos informar os problemas que estamos enfrentando.

Um a um os líderes informaram os problemas em suas Tribos que necessitavam de ajuda alheia e prontamente outros líderes ofereceram ajuda a esse líder. O tom da voz estava normal (ou seja, alto).

Eu era o último a falar. O que poderia ser muito bom ou muito ruim. Todos os líderes e acompanhantes pararam para me escutar. Havia mais silêncio do que o normal. Uma agulha poderia ser escutada cair no Grande Salão.

Eles tinham grande admiração por mim, pelo fato de eu ter acabado com a guerra entre dragões e humanos. E eu quase podia sentir minhas bochechas corarem sempre que isso acontecia.

–Oso – eu dirigi-me ao líder dos Criminosos Feiosos. – Você não veio para Berk pela Baía Assombrada do Coração Partido eu suponho.

–Obviamente não. Ninguém se atreve a navegar por ela – ele respondeu sabiamente.

–Vocês todos tem conhecimento de que o Dragão Furioso, que pertencia ao filho de Barbadura, Soluço Spansitocus Strondus II, foi preso no fundo dessa Baía, creio eu – eles assentiram em concordância. – Porém eu imagino que não tenham conhecimento de que o Furioso está solto agora.

Aquilo caiu como uma bomba naquela mesa. O arrepio atingiu a todos naquele momento. E aquele era o silêncio do temor.

–Eu considero isso um grande problema realmente – Oso pareceu recuperar o poder de falar. – Devemos prendê-lo novamente?

–Isso pode ser um pouco improvável. E mesmo que o prendêssemos, ainda sim ele poderia agir. Todos aqui convivem com os dragões há anos. Ele quer simplesmente extingui-los. Tirá-los de nossa convivência. E isso é algo que não podemos deixar acontecer – eu digo rapidamente e desesperadamente. Astrid coloca sua mão sobre a minha e eu me acalmo com o seu toque suave. – Ele utiliza a hipnose para controlar os dragões. Então não adiantará de nada prendê-lo novamente no fundo do mar.

Um desespero atingiu a todos ali presentes. As outras Tribos não tinham tantos dragões quanto Berk. Eles tinham o mínimo possível. Mas eles também amavam profundamente os seus dragões.

E então eles começaram a falar ao mesmo tempo com os seus conselheiros e num tom muito alto.

–Dei a notícia rápido demais, não foi? – eu perguntei confuso para Astrid.

–Não se preocupe você disse tudo o mais suave que poderia dizer isso – ela disse calmamente.

–Líderes! – eu chamei a atenção de todos. Todos se calaram. – Tenham calma, por favor. Eu gostaria de perguntar a Oso o que ele sabe sobre a Baía Assombrada do Coração Partido.

–Certo – ele disse e pigarreou. – Eu naveguei pela Baía apenas uma única vez, e digo que não foi uma boa experiência. Não por causa das lendas sobre ela ser assombrada. Isso só serve para assustar um pouco as pessoas. Foi horrível pela névoa densa que nunca se dissipa ali, e que a torna nem um pouco navegável e é muito provável que você se perca ali dentro, se não tiver algo para se orientar. Mas nada que a torne perigosa em outros sentidos. Apenas o temor das lendas a torna perigosa.

–Mais alguém tem algo a dizer sobre a Baía? – eu perguntei. Ninguém se manifestou. – Ótimo. Eu gostaria de pedir, que mesmo que não haja perigos iminentes, que ninguém se atreva a entrar na Baía. O Furioso pode fazer dela o lugar mais perigoso para qualquer um aqui.

–E o que faremos quanto ao dragão em si? – Labor perguntou.

–Eu gostaria que vocês deixassem essa questão comigo. Eu posso me comunicar com ele e eu também tenho o Dragão Alpha comigo.

–Você quer entrar sozinho lá? – Furtelho, o Implacável (Esmagadores Ofensivos) perguntou.

–Eu não vejo problema algum quanto a isso – eu digo.

–Você só pode estar ficando louco – Oso fala. – Não pode simplesmente entrar lá e ficar cara a cara com o Furioso. Mesmo que o seu dragão seja o Alpha e você, seja lá como, consiga comunicar-se com ele.

–É a nossa única chance – eu argumento.

–Isso pode piorar a situação – Impiedoso (Cabeças Ocas) diz. As vozes estavam aumentando o volume. Eu permanecia calmo.

–Eu não acho que essa situação possa piorar – eu digo ainda mais calmo.

–Nós fizemos um pacto há 20 anos de nos proteger. Uns aos outros – Percival Pacífico (Silenciosos) começou a dizer. – Não podemos permitir que você vá – ele era o líder mais experiente ali presente. – O Furioso não pode ser controlado. Se é todos os dragões que ele quer, é o que ele irá ter – ele conclui e todos os outros concordam.

–Eu quero apenas tentar – eu digo. – Líderes, eu consegui uma vez que todos os dragões virassem nossos amigos. Eu tomei para mim a responsabilidade de manter essa amizade e proteger a todos os dragões.

–Você não vai conseguir resolver isso desta vez – Insensato (Assassinos) diz. – O Furioso é mais forte do que qualquer coisa que qualquer Tribo aqui tenha enfrentado.

–Vocês estão se rendendo ao temor – eu digo.

–Estamos sendo sensatos – Perículos X (Rudes Perigosos) disse.

–Então o que vocês sugerem que façamos? – eu pergunto. – Ficaremos com os nossos dragões esperando que eles vão embora? Sem tentar fazer nada para impedir isso? Aplaudindo o Furioso do telhado?

–Admiramos você Soluço – Bertha (Ladras do Pântano) começou a falar. – Você foi muito corajoso e esperto. Para um homem é claro – todos nós reviramos os olhos. – Mas eu sinto dizer que perdemos desta vez. E você sabe que as Ladras do Pântano nunca desistem. Mas nós vivemos 20 anos com os dragões. Foi mais do que incrível. Mas teremos que deixar que eles partam. Infelizmente.

Houve um silêncio. Em nenhum segundo eu concordei com eles. Eu queria gritar para ver se eles acordavam. Eu ainda iria lutar. Eu nunca desistiria.

Mas eles não me deixariam partir se não concordasse com a ideia ridícula deles. E foi isso que eu fiz. Fingi concordar. Mas eu tinha os meus próprios planos planejados.

–Está certo. Nós temos que ser sensatos. Só digam a todos em suas Tribos que mantenham a calma. Não saberemos quando o Furioso irá atacar – eu disse da forma mais convincente que consegui.

–Todos manterão a calma – Percival Pacífico (Silenciosos) falou por todos.

–Certo – eu mesmo tento manter a calma. – Algum anúncio líderes? – eu perguntei. Eu tinha o meu.

–A minha esposa está grávida do herdeiro da liderança dos Beserkers – Labor disse. Eu sorrio e todos o parabenizam.

–Eu gostaria de perguntar quem é Perna de Peixe – Oso diz. – Ele enviou cartas a minha filha, a última delas com um pedido de casamento.

Eu enrugo a testa e viro-me para Perna de Peixe. Ele estava sorrindo envergonhado. E então eu próprio sorrio também.

–Vem cá Perna de Peixe – eu o chamo.

Permita-me explicar.

Quando se é feito um pedido de casamento por meio de cartas e para alguém de outra Tribo, se é feito um pequeno interrogatório, com os parentes de cada um representando os noivos.

Bem, os dois dessa vez tiveram muita sorte da Coisa estar acontecendo e o interrogatório ser em público. Normalmente os noivos não saiam vivos com um interrogatório secreto. O pai da noiva nunca é muito pacífico.

Eu sempre torci por Perna de Peixe. Sei que ele sentia falta dos pais. Ou melhor, ele queria ter tido um pai e uma mãe de verdade um dia. E eu realmente ficava feliz por vê-lo se apaixonar de verdade.

Ele vem com a cabeça baixa, mas vejo o seu sorriso e suas bochechas coradas. Ele para do meu lado esquerdo e vi os seus olhos iluminarem-se ao encontrar os olhos de Pirracenta, a filha de Oso.

Ela tinha longos cabelos castanhos, presos em um rabo de cavalo alto. Não era nem muito magra nem muito gorda. Mas podia ver que sorria e tinha os olhos brilhando também.

–Você confirma que enviou essa carta para Pirracenta, Perna de Peixe? – eu pergunto calmamente para deixa-lo também calmo. Ele costumava surtar em interrogatórios.

–Eu confirmo – ele diz firmemente.

–E desde quando você a conhece? – eu pergunto.

–Desde a primeira Reunião da Coisa que você convidou o meu clã, há cinco anos. – Fiz sinal para que Oso fizesse as suas perguntas a sua filha.

–Você aceitaria casar-se com ele? – ele pergunta a ela.

–É claro que eu aceito – ela diz e Perna de Peixe sorri tímido ao meu lado.

–Você o ama? – ele a pergunta por fim.

–Nunca encontrei alguém como ele. Inteligente e sensível e não aqueles que só se importam com lutas e armas. Eu acredito e sinto com todas as minhas forças que eu o amo.

–E você Perna de Peixe? – eu perguntei.

–Ela é tão inteligente e bonita... Eu realmente sempre quis encontrar alguém que me entendesse verdadeiramente. Encontrar o amor. E eu acho que eu o encontrei.

–Isso está ficando um pouco meloso – Bastante Isolado (Brutamontes) disse e todos os líderes riram.

–Certo Oso. Vou representar o Perna de Peixe como o seu irmão – eu digo. Era realmente a verdade. Perna de Peixe me agradece com o olhar. – Você daria a mão de sua filha ao Perna de Peixe?

Todos olharam para Oso. Ele suspirou.

–Bom, se eles se amam, acreditam nisso e querem se casar... Quem sou eu para impedir? – os líderes apoiaram e comemoramos.

Perna de Peixe sorriu e eu lhe dei um abraço. Ele era sim um irmão para mim.

–Certo – eu voltei a me sentar. – Essa Coisa está realmente cheia de surpresas. Mas acho que podemos dar ela por encerrada. Um último anúncio – eu e Astrid nos entreolhamos. – Anuncio que a minha esposa está grávida de mais um menino – todos me parabenizam sorrindo. Até os clãs convidados nos parabenizaram. Eu sorri. – E eu acho que isso é tudo líderes – eles assentem. – Declaro encerrada A Reunião Anual de Todas as Tribos Vikings.

Notas finais
Gostaram docinhos? Eu simplesmente amo a história do Perna de Peixe. Principalmente no livro. Então resolvi deixar a relação do Soluço e dele como no livro: de irmãos. Eu já disse que pretendo fazer uma ONE sobre ele. Em falar em ONEs... Aproveito para agradecer a quem lê as minhas. Algum semideus aqui na fic? Semideus que shippa Percabeth? Bom, postei uma ONE deles, se chama O Baile dos Semideuses. Link para quem quiser: http://fanfiction.com.br/historia/605948/O_Baile_dos_Semideuses/ Livros do Capítulo: *Como mudar a história de um dragão *Como partir o coração de um dragão. Já disse que quanto às tribos utilizei todos os livros. No primeiro livro, vocês tem uma ideia de como era A Coisa. E por que eles tinham que deixar as armas do lado de fora. No segundo, fala sobre a Pirracenta e o Perna de Peixe. No livro ele manda a carta, mas os noivos deviam realizar uma tarefa para se casar com ela. Acaba que o Soluço se coloca no lugar de Perna de Peixe, para que ele não fosse morto. E depois de muitas confusões, o Perna de Peixe não se casa com ela. mas eu sempre torci pelo Perna de Peixe. Então resolvi mudar o destino dele! Espero que tenham gostado. Uma Feliz Páscoa a todos vocês e até a próxima queridos! Temp