Notas iniciais
Oi gente...esperem antes de começarem a me xingar. Vocês não tem noção de como tá complicado eu arrumar tempo pra conseguir escrever, fora que eu fiquei com um bloqueio criativo por um tempo, mas eu voltei e trouxe mais um capítulo, então boa leitura a todos vocês :)

NO DIA SEGUINTE...

Soluço estava pegando seus livros no armário da escola até que Astrid aparece ao seu lado.

— Oi Soluço – Disse a garota.

Soluço olhou para ela e em seguida para a marca em sua mão.

Flash Back on

A caçadora se debatia no ar e puxou sua mão direita das garras do Fúria-da-Noite, a fazendo perder uma das luvas, a mão tinha uma espécie de marca de dragão...

Flash Back off

— Soluço, Soluço! – Chamou Astrid tirando Soluço do transe.

— Ah, ou Astrid, tudo bem? – Perguntou o garoto meio sem jeito.

— Tá sim. Sabe Soluço, eu estava pensando...você vai fazer alguma coisa mais tarde? – Perguntou Astrid meio corada.

— Hum...bom, é que eu tinha combinado de ajudar o meu avô a arrumar a casa – Respondeu ele meio sem jeito.

— Eu posso te ajudar...

— NÃO! Quero dizer, não precisa se incomodar, pode deixar que eu dou conta de tudo sozinho – Disse Soluço com um sorriso forçado.

— Então tá, a gente pode combinar de fazer alguma coisa um outro dia, que tal? – Perguntou ela.

— Claro! Com certeza! – Respondeu ele esquecendo por um segundo que estava conversando com a caçadora.

— Então tá, a gente se vê por ai Soluço – Disse ela indo embora.

NARRAÇÃO DE SOLUÇO

Cara, tá tudo errado! A garota que eu gosto é a garota que quer me matar e ela estava tentando me chamar para um encontro! Por que tudo é tão complicado na minha vida? Aff, só espero que esse dia acabe logo.

Depois de um entediante dia de aula, eu fui até a casa do meu avô. Quando cheguei, vi que ele estava lendo um livro, Banguela estava devorando um salmão inteiro e Heather estava fazendo suas pesquisas, tentando descobrir onde está a próxima bola de cristal.

— Gente! Acho que descobri! – Disse Heather empolgada.

— Perfeito! Onde ela está? – Perguntou meu avô.

— Está em algum lugar no subterrâneo, em uma linha de metrô abandonada, bem aqui – Disse ela apontando para um mapa que mostrava todas as linhas de metrô que tinham em Nova York.

Eu peguei meu celular e tirei uma foto desse mapa, agora era só ir até lá e pegar a bola.

— Ande jovem dragão! É provável que o caçador também já saiba onde ela está, precisa chegar lá primeiro! – Disse meu avô.

— Ei! Não esqueçam de Banguela! – Disse o dragãozinho pousando no meu ombro – Vamos Soluço, temos que salvar o mundo!

— Então vamos!

UM TEMPO DEPOIS...

Banguela e eu estávamos voando pelos trilhos de metro segundo o mapa que eu fotografei. Chegamos em uma linha de metrô abandonada, com várias teias de aranha no teto e pouco iluminado.

— E agora? O que fazemos? – Perguntou Banguela.

— Vamos nos separar e procurar – Eu respondi.

Banguela e eu começamos a revistar o local, eu procurei por um tempo, até que reparei em uma coisa, no local onde colocávamos as fichas do metrô tinha um desenho, um desenho de uma bola de cristal. Eu peguei uma moeda do meu bolso e a coloquei no lugar. Em seguida, começamos a ouvir uns sons estranhos e de repente, uma alavanca aparece do nada no chão, eu e banguela nos entreolhamos e eu puxei a alavanca e de repente, um buraco se abriu do chão e a bola de cristal apareceu em cima de um pedestal.

— Soluço, Banguela te acha um gênio! – Disse o dragão e eu sorri.

Com a bola de cristal em nossas mãos, eu e Banguela saímos desse túnel sombrio e voamos em direção a casa de meu avô, estávamos no meio do caminho, quando uma rede veio em nossa direção, eu e banguela desviamos e vimos no topo do prédio o caçador e a caçadora.

— Ah não – Eu pensei, agora que eu sei a verdade sobre a caçadora, eu não ia conseguir lutar com ela.

— Ande, vamos dar uma lição nesse bobocas! – Disse Banguela erguendo seus pequenos punhos.

O caçador e a caçadora pegaram duas pranchas voadoras ou sei lá o que era aquilo e vieram em nossa direção, como eu estava segurando a bola de cristal, ambos vieram pra cima de mim.

— Banguela! – Eu gritei jogando a bola em sua direção.

— Banguela pega! – O dragãozinho agarrou a bola e os dois caçadores começaram a voar em sua direção.

— Me dá isso seu réptil inútil! – Gritou o caçador se aproximando de Banguela. Banguela olhou para mim e jogou a bola em minha direção, eu a agarrei e continuamos voando.

O caçador começou a se aproximar de mim com o machado na mão, ele me deu um golpe com o machado e eu consegui me desviar bem a tempo e em seguida, eu mirei na sua prancha e atirei o meu jato de plasma e acertei a prancha. O caçador começou a perder altitude com a prancha soltando uma fumaça preta extensa e pousou em um prédio, mas ainda tinha alguém atrás da gente.

Eu vi a caçadora sobrevoando bem em cima de mim e de repente, ela pulou da prancha e caiu em cima de mim, eu e ela começamos a cair e fomos parar em cima de um prédio, eu ainda estava com a bola de cristal na minha mão e então a joguei para Banguela, que saiu voando com ela. A caçadora se levantou e pegou seu machado e correu na minha direção e em um simples chute, me fez cair de costas no chão e apontou o machado para minha garganta.

— Dessa vez você não escapa, adeus Fúria-da-Noite!

Ela levantou o machado, pronta para cravá-lo na minha garganta, o que eu fuço? Não tinha como eu me livrar dela, era o meu fim!

— Astrid não faz isso! – Eu gritei e ela parou e me encarou com os olhos arregalados.

— Do que você me chamou? – Ela perguntou me encarando.

— Se você for me matar, então que seja na minha forma real – Eu me transformei em humano e ela arregalou mais ainda os olhos – Astrid, sou eu!

— Soluço? – Ela tirou a máscara e me olhou nos olhos. Mas em seguida, ela me olhou ferozmente e levantou o machado novamente, mirando em mim, era meu fim. Eu apertei ou olhos esperando o impacto do machado, mas não aconteceu nada. Eu abri lentamente meus olhos e vi Astrid correndo e pulando entre os prédios.

— Astrid espera! – Eu gritei, mas ela já havia desaparecido.

UM TEMPO DEPOIS...

Eu voltei para casa do meu avô, onde todos estavam me esperando e contei tudo, tudo mesmo pra eles.

— Eu sinto muito jovem dragão – Disse meu avô.

— É, não é fácil descobrir que a garota que você gosta queria te matar desde o início, mas se ela te deixou vivo, talvez ela sinta o mesmo por você – Respondeu Heather tentando me animar.

— Eu nem sei o que pensar, como vai ser daqui pra frente? A gente estuda na mesma escola, é impossível não nos vermos – Eu respondi.

— Pense pelo lado bom, conseguimos a bola – Disse Banguela.

Estava escurecendo, então resolvi voltar pra casa, mas mal sabia eu o quão longa seria aquela noite.

Notas finais
E agora? Astrid também sabe do segredo de Soluço, como vai ser daqui pra frente? Bem, só no próximo capítulo para descobrirmos né? Cometem ai o que acharam, porque isso me incentiva a continuar e a não demorar tanto para escrever, então até mais meus leitores :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.