Notas iniciais
Oi meus anjinhos amados... O último capítulo dessa trilogia, mas não exatamente o fim... Entendam como quiserem... Quero agradecer a ForeverzinhaHiccstrid por ter favoritado a fanfic. Obrigada amore

Antes de falar do que aconteceu comigo em seguida, após eu ser levado pelos Lava Loucos, nós devemos nos lembrar dos vigiadores da Ilha. Daqueles seis pilotos que encaravam a Ilha dos Lava Loucos com fúria e determinação.

Astrid acompanhou-me com o olhar o tempo inteiro. Ela estava determinada a fazer isso. E quando eu parei no topo da montanha, todos eles engoliram em seco. Porque um grande par de olhos havia surgido de dentro do Vulcão.

–Ele é louco! Ele é louco! – Perna de Peixe repetia tremendo e com a voz desesperada.

–Eu reconheço a coragem do cara – Melequento disse. – Mas eu não encaro feras de fogo nas horas vagas. Definitivamente ele é um louco e está na Ilha com o nome certo.

–Se derem mais um pio vocês irão entrar em Valhala mais cedo – Astrid falou seriamente, sem tirar os olhos de mim.

Todos se calaram, porque ninguém estava com vontade de encarar o machado da Astrid logo cedo. O silêncio permaneceu por um tempo.

Cabeça Quente iria mencionar que poderiam fazer algo mais útil do que me observar. Mas foi quando o Dragão de Fogo mergulhou com a Pedra e ressurgiu com mais fogo e mais chamas.

–Okay, ele está com os braços abertos, parecendo divertir-se na frente daquele dragão – Cabeça Quente disse. – Definitivamente ele não tem nada em seu cérebro.

–Ah – Astrid virou-se para eles irritada. – Vão fazer algo útil além de dizer que o Soluço é louco! Vão ver o outro lado da ilha ou qualquer outra coisa! Sumam. Daqui.

Ela não precisou repetir duas vezes. Num instante não havia mais ninguém ali. Apenas Astrid, Eret e os seus dragões.

–Ele é corajoso. Ele parece tão poderoso daqui. – Eret disse. – E na verdade ele é. Ele é incrível.

Astrid virou-se para ele e sorriu. Voltando a me observar, ela viu que eu parecia estar desmaiado em cima do Banguela.

–O que esta acontecendo lá? – ela perguntou.

O coração dela batia mais forte e ela estava visivelmente preocupada. Eu levantei-me e ela relaxou um pouco. Mas os outros pilotos não viram o que houve a seguir.

O Dragão de Fogo voltou para dentro do vulcão. Porém, após o que pareceu ser uma erupção vulcânica, eu desapareci completamente com o Banguela.

–O que aconteceu com eles? Onde eles estão? – Astrid perguntou quase gritando.

A esperança dela era a de que eu brotaria do nada com o Banguela, sã e salvo. Na verdade, ninguém sabia o que eu conseguia fazer, ou como, mas eu sempre conseguia libertar-me, salvar-me, fugir ou algo do tipo.

Mas isso não estava acontecendo daquela vez. Eu não aparecia.

–Por Thor, Soluço onde está você?

Sua esperança retornou quando ela escutou o ruído característico do Fúria da Noite. Eles estão bem. Eles estão bem e eu vou matar o Soluço por me assustar assim. Os pensamentos delas perderam forças. Pois o Banguela havia voltado sozinho.

– O que houve Banguela? – ela perguntou quando ele chegou. Ela já estava quase chorando.

A essa altura o Banguela já havia decidido que iria me desobedecer. Ele levaria Astrid e os outros pilotos até onde eu estava. Não importava como, ele ia salvar-me a qualquer custo.

Acontece que ele nunca deixaria o seu Mestre para trás. Só faltava arranjar um jeito de falar para a Astrid o que havia acontecido. Afinal, ao contrário de mim, ela não falava dragonês.

Eu posso até usar a telepatia dos Dragonusmarinhus Gigantescus Maximus. Mas isso resultaria em dragonês também. Ele pensava e começava a ficar ainda mais nervoso.

–Acalme-se Banguela – Astrid falava com a voz mais doce e calma que conseguia, acariciando o seu pescoço. – Eu não posso falar dragonês Banguela. Mas se você está aqui sozinho e com a cauda automática acionada, é por que aconteceu alguma coisa com o Soluço.

Ele concordou animado. Isso Astrid!

–Você pode nos levar até lá Banguela?

Deu um pequeno nó na cabeça do Banguela. Para onde ele levaria os outros pilotos? Eu havia sido capturado. Ele até podia seguir o meu cheiro, mas isso demoraria muito e as cinzas da ilha confundiam os seus instintos. E tempo não era o que ele achava que dispunha naquele instante.

Mas talvez, ele pensou, se Banguela levasse os pilotos para o local da armadilha e Banguela a acionasse, os pilotos poderiam lutar com os guerreiros inimigos. 13 é um número muito melhor e mais forte do que apenas dois.

Ele virou-se para a Montanha Vulcânica e pareceu chamar Astrid.

–Obrigada Banguela – ela virou-se para Eret. – Você pode chamar os outros? Eu fico aqui com o Banguela para marcar o local de encontro.

Banguela tinha uma ideia muito melhor e muito mais eficiente. Ele era o Alpha. Que podia usar telepatia...

Ele rugiu para que Eret não fosse procura-los. Astrid ergueu a mão para que Eret parasse.

–O Mestre precisa de Banguela – ele disse, embora apenas Tempestade e Quebra-Miolos entendesse o que ele dissera.

Ele ficou totalmente azul. E pelos pensamentos chamava os quatro dragões dos pilotos que estavam pela Ilha.

Estes por sua vez não entendiam o porquê dos seus dragões agirem por vontade própria. Eles não estavam hipnotizados, ou sendo forçados a voltarem. Mas o seu líder pedia que eles voltassem. Dizia que precisava de sua ajuda.

Banguela não era um simples Alpha. Ele era um líder. E quando os quatro chegaram até o Banguela entenderam que o líder havia os chamado.

– O que houve? – Melequento perguntou.

–Aconteceu alguma coisa com o Soluço – Eret explicou. – O Banguela voltou sozinho e com a cauda automática ativada. Acho que o Banguela quer nos levar até ele.

–Quando nós teremos uma missão normal? – Cabeça Quente perguntou.

–Acho que a resposta certa é nunca – Astrid respondeu e fez sinal para que o Banguela mostrasse o caminho a eles.

Conforme passavam pelas árvores em cinzas e o solo negro, o silêncio reinava entre eles. Tanto pelo temor, tanto para escutar algo.

Perna de Peixe estava a beira de um colapso.

–O Soluço nos enganou quanto à missão calma! Vamos todos morrer! Eu vou entrar em pânico! – ele dizia com os olhos fechados e a confiança plena em seu dragão. Na verdade, ele já estava em pânico.

–Perna de Peixe! – todos falaram, ou melhor, gritaram ao mesmo tempo.

Banguela fez uma descida brusca e todos o seguiram. Ele pousou e procurou freneticamente a armadilha para ativá-la. Ele deve tê-la encontrado, pois antes que percebesse os mesmos dez guerreiros ressurgiram (brotaram, apareceram, ou qualquer palavra semelhante) em sua frente.

–Ora, ora, se não é o dragão daquele magricela.

Banguela rugia com mais raiva.

–Pilotos, armas! – Astrid orientou.

–Vocês vieram resgatar o seu amigo? – aquele guerreiro tinha cabelos negros e visível porte viking.

–Onde ele está? – Astrid estava com raiva. Na verdade estava com muita raiva.

–Eu não falaria para você, se é o que você pensa – ele soltou um riso maligno.

–Você é o líder deles por acaso? – ela apertou mais forte o machado em suas mãos.

–Não, é claro que eu não sou. Isso é um insulto ao digníssimo rei dos Lava Loucos – Astrid revirou os olhos.

–Muito bem. Se você não vai nos levar até ele por bem, nos levará por mal – ela estreitou seus olhos.

–Não luto com garotas – aqui foi um erro dele. Ou melhor, o grande erro dele.

Bom, isso poderia ser um elogio (e aí com quem ele teria que se ver seria comigo) mostrando que a Astrid ainda era nova e tudo mais. Mas não era bem isso. Ele queria dizer que ela era fraca. Que todas as mulheres eram. E bom você sabe que nunca se deve falar isso para a dona de um machado chamada Astrid.

–Nós veremos então – ela praticamente cuspiu as palavras para ele. E seu eu estivesse lá, teria batido palmas para ela.

Os pilotos soltaram um grito de guerra viking de Berk e bom, os Lava Loucos não esperavam ser atacados na realidade. Nem esperavam os dragões lutando para defender seus mestres e o Banguela lutando para defender a todos e também por mim.

Os pilotos não atacaram para matar é claro. Banguela atirava no chão para apenas derrubá-los e os próprios inimigos estavam desorientados. De modo que rapidamente todos os inimigos estavam imobilizados.

Astrid pegou aquele que parecia ser o chefe daquele grupo e o arrastou até uma árvore, meio inteira, meio em cinzas, o prendendo nela. Ela colocou seu machado no pescoço dele. Os outros pilotos o encaravam por trás dela, com armas em punho e expressão intimidadora. Vikings.

–Bem se vê que não luta com garotas, porque não consegue nem derrotar uma – ele estava com os olhos arregalados de pavor. – Vou perguntar para você uma última vez – ela apertou mais ainda o machado em seu pescoço. – Onde está o Soluço?

–Tudo bem, eu levo vocês até ele – ele disse meio trêmulo.

–Bom menino...

*****

Para Einar e Ágda, abraçados e sentados no chão da casa vazia, restou-lhes apenas uma carta de Astrid. Meu pai havia contado toda a verdade para eles quando quiseram retornar para casa.

Einar acariciava os cabelos de Ágda e tentava consolá-la. Enquanto convencia a si mesmo que havíamos feito tudo isso da maneira certa...

Queridos Einar e Ágda,

Eu sei que vocês devem estar preocupados e se perguntando por que fizemos isso tudo dessa maneira. A única explicação para isso é que vocês são nossos filhos.

Quando ganhamos vocês dois... Foi o melhor momento de nossas vidas. Somos as pessoas mais felizes do mundo. Porque somos pais das duas pessoas mais incríveis, guerreiros e lindas do mundo. E não é só porque somos seus pais que dizemos isso.

Não podíamos arriscar a vida das pessoas mais importantes da nossa. Ágda machucou-se da outra vez e não poderíamos passar por isso de novo.

É meio clichê dizer isso, mas foi para proteger vocês.

Não se preocupem com a gente. A Segunda Tarefa será bem mais simples e estaremos em casa mais rápido do que vocês percebam. Só não podíamos arriscar.

Com amor, mamãe e papai.

Notas finais
Gostaram?? Ninguém está surtando ainda?? A melhor parte foi a do guarda apanhando da Astrid. Simplesmente amo a Astrid gente... Mas ainda há muita coisa para acontecer, não é mesmo? Ah sim, eu postei uma One com narração da Astrid (hiccstrid amores, sempre). Para quem ainda não leu e quiser dar uma olhada... Vou ficar feliz... É 18+, mas quem já leu sabe que não tem nada demais... É só a exigência do Nyah. Link para quem quiser: http://fanfiction.com.br/historia/601389/Controle/ Espero que estejam ansiosos para o próximo capítulo, então até mais... Temp