Soluço: O Fúria-da-Noite
5 Infiltrados
Notas iniciais
Vocês acham que eu sou um cabeça de javali teimoso e imprudente né? Mas fazer o que, eu tinha que descobrir o que ele estava armando, então, com o Banguela no meu ombro, nós entramos na passagem e descemos umas escadas que dava para um túnel subterrâneo.
O túnel não tinha muita iluminação, mas havia luz lá no fim dele, eu comecei a andar pelo túnel em direção a luz, quando cheguei no fim do túnel, eu dei uma espiada para ver com o que que eu estava lidando.
Aquilo era uma sala gigantesca! Havia vários computadores de última geração, sendo operados por homes de máscara, também havia vários homens armados e treinando seus golpes em um lavo, um alvo que tinha um dragão desenhado. Eu vi um deles atirar um machado contra o alvo e acertar bem na cabeça do dragão, ao ver aquilo, Banguela engoliu a seco, não era para menos, tinha mais de 50 homens naquele lugar, todos obcecados em matar dragões, pelo visto, o clã do caçador é maior do que eu maginava.
Continuamos observando até que o caçador apareceu no centro da sala e de repente, todos os homens pararam o que estavam fazendo e se agruparam em filas.
— Está na hora da reunião – Disse o caçador e todos eles foram para outra sala.
— Certo, Banguela e Soluço já viram o bastante, vamos cair fora daqui! – Murmurou Banguela.
— Ainda não, não descobrimos nada ainda, temos que ir mais a fundo – Eu respondo.
— É? E qual é o plano de Soluço? Entrar pela porta da frente e esperar que ninguém repare? – Perguntou Banguela com sarcasmo, mas ele tinha razão, não dava para ir entrando assim.
De repente, vimos outro membro do clã se aproximando, vindo de outra sala, tava ali minha oportunidade. Eu voei baixo até as costas dele e o agarrei...
UM TEMPO DEPOIS...
— Sério? Soluço não tem um plano melhor? – Perguntou Banguela enquanto eu vestia a roupa daquele cara que eu surpreendi.
— Não, era meu único plano – Eu respondo colocando a máscara que ele tinha, não só ele, todo o clã tinha.
— Ok, e o que a gente faz com ele? – Perguntou Banguela apontando para o cara que eu apaguei, que estava desmaiado no chão só com a roupa debaixo.
Eu terminei de vesti a roupa e agarrei os pulsos daquele cara e o arrastei até um armário grande que havia por lá e o tranquei lá.
— Tudo bem, mas e o Banguela?
— Você fica aqui enquanto eu investigo – Eu respondo.
— Sem chance, Estamos nessa juntos, se Soluço vai, Banguela vai junto! – O dragãozinho levantou voo e se enfiou dentro da minha camisa!
— Ei, calma...Banguela – Aquilo era desagradável.
— Legal – Disse ele colocando a cabeça para fora da camisa – Agora vamos.
Não tinha jeito, eu já tinha ido longe demais pra voltar atrás, sem muita escolha, eu respirei fundo e entrei na sala. Quando entrei, vi vários homens do clã sentados em uma mesa gigante e o caçador estava sentado bem na ponta da mesa, assim que eu entrei, todos eles começaram a me fitar, será que já me descobriram? O que vão fazer comigo? O que...?
— Número 59, está atrasado! – Disse o caçador me fitando, ufa! Que alívio, eles nem desconfiam.
— Perdão mestre, é que... – Eu comecei a falar com uma voz grossa, tentando disfarçar.
— Tá, poupe-nos dos detalhes, sente-se!
Eu vi uma cadeira vazia e me sentei nela.
— Cavalheiros, estamos aqui reunidos porque estamos próximos de concluir nosso plano. Nosso clã tem bases por todo o mundo e todos nós nos dedicamos a livrar o mundo da tirania dos dragões! E hoje estamos mais pertos do que nunca! Meus amigos, após vários anos, acredito que localizamos as 7 boas de cristais – Ele disse e todos começaram a aplaudi-lo – Sim meus amigos e assim que tivermos todas elas em nossas mãos, nenhum dragão escapará de nossa ira e juntos nós triunfaremos!
— AAAATCHIM! – Eu ouvi um espirro e em seguida, uma nevoa preta começou a sair do meu casaco e todos começaram a me fitar.
— Número 59, o que significa isto?! – Perguntou o caçador me fitando.
— Éééé... – Eu ia responder algo, mas o Banguela colocou a cabeça para fora da minha camisa e todos o viram.
— DRAGÃO! – Gritaram eles.
— Matem-nos! – Gritou o caçador.
Eu imediatamente me transformei no fúria da noite e levantei voo, todos pegaram suas armas e começaram a atira-las contra mim, eu me esquivei das armas e voei em direção a saída.
— Não deixe eles fugirem! – Gritou o caçador.
De repente, a saída começou a se fechar com duas portas laterais começando a se encontrar.
— Vamos Banguela! – Nós dois voamos o mais rápido que conseguíamos, a saída estava quase fechando, talvez não conseguíssemos, a saída ia fechar, estava há poucos centímetros de se fechar completamente, chegamos perto da saída e eu coube direitinho n vão que havia restado e passamos pela saída.
— Conseguimos! – Gritou Banguela enquanto voávamos para casa.
UM TEMPO DEPOIS...
— Você o quê?! – Gritou meu avô me fitando – Eu disse só para localizar o esconderijo, não para se infiltrar! Agora que eles sabem que nós sabemos a localização do esconderijo, vão sair de lá com certeza, você nos fez perder a melhor chance de pegar o caçador!
— Eu sei vô, foi mal, mas eu acho que descobrimos alguma coisa sobre o plano do caçador – Eu respondo e ele me fita – Parece que ele está atrás de umas bolas de cristais e...
— O QUÊ?! As 7 bolas de cristais?! – Ele perguntou.
— Sim, você sabe o que é isso? – Eu pergunto.
— Sente-se jovem dragão – Ele pede e eu obedeço me sentando no sofá – As 7 bolas de cristais são uma lenda, segundo a lenda, se você juntar todas as 7 bolas, você terá direito a um desejo, poderá pedir o que quiser, se o caçador tiver isso em mãos, ele poderá pedir o extermínio de todos os dragões que existem.
Agora eu entendi a seriedade disso, o único objetivo do caçador é se livrar de todos os dragões que existem, se ele conseguir essas bolas, é o fim.
— É o que a gente faz vô? – Eu pergunto o fitando.
— Jovem dragão, precisamos conseguir essas bolas de cristal antes dele – Responde meu avô.
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